A Rapariga do Calendário (Janeiro, Fevereiro, Março) – Audrey Carlan (Opinião)

30627473Título Original: Calendar Girl – January, February, March
Publicação: 2016
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896578008
PVP: 17,76€
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.
Pelo menos é como espera que corra.
Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar.”

Opinião: Há imenso tempo que não lia um livro dentro deste estilo (romance erótico) que me agradasse tanto. Talvez aos “olhos” da maioria das pessoas que gosta ou lê muito este género, o meu “agradasse” é usado de uma forma errada, pelo simples motivo de este livro não ser principalmente a parte erótica, que atualmente estamos habituados a encontrar na maioria (se não em quase todos) dos livros de romance erótico.
Sim, este livro tem sexo, tem descrições. Nada que não se espere de um livro deste genéro. Porém, e para minha enorme surpresa, este livro ultrapassa isto. Não é apenas um livro sobre uma mulher que tem sexo, a cada 5 páginas (com longas páginas de descrição), com um homem, quase sempre sem um motivo forte ou sem uma explicação para como tudo acabou por dar num momento como aquele.

E é isto que me faz adorar este livro! Tal como podem ler na sinopse, Mia vê-se obrigada a recorrer a um trabalho como acompanhante, onde não é obrigada a fazer sexo. Esta parte interessou-me imenso, pois há umas semanas vi uma novela com um tema mais ou menos idêntico, e é algo que é pouco abordado em livros deste género. O que levaria uma rapariga, que só é obrigada a acompanhar um homem, sem sexo nem nada que ela não queira, a envolver-se com os seus clientes? Penso que isto não seja um “spoiler”, porque é um pouco óbvio, só pelo estilo literário em que o livro se enquadra.

Mas adiante com a opinião, com o que achei…a
Adorei-o imenso! Foi uma surpresa bastante positiva e agradável para mim, pois vi num livro, que ao inicio ficava com receio de ler (por motivos já mencionados acima) mas que acabou por conquistar-me, ao ponto de ter mudado a minha ideia sobre continuar ou não a ler a série de quatro livros. Óbvio que lerei o próximo!
Achei imensamente divertida a ideia da escritora em dedicar um mês a um homem. E é aqui que fica o desafio e o que me deixou curiosa.. O que é que levaria a história de cada mês a ser assim tão boa, que merecesse todo o “falatório” que está a ter neste momento (principalmente em Portugal)? A escritora conseguiu agarrar numa ideia, que podia ter sido boa, e transformar tudo isso em algo fantástico, viciante, e agradável de se ler, sem quaisquer exageros em termos de descrição (o que é algo que não gosto muito em eróticos). Cada mês foi divertido e único, além de marcante. Penso que não só para a Mia, mas também para mim e para qualquer pessoa que tenha lido este livro ou que venha a ler. Wes, o primeiro cliente (Janeiro), é divertido, é um SURFISTA (caps lock, porque adoro histórias com surfistas, mesmo que não sejam principalmente isso) descrito como uma brasa e acima de tudo surpreendeu-me ao ir contrariando as suas próprias regras, e é sem dúvida o “meu” homem favorito de entre os três que conheci. Alec é um francês, engraçado mas estranho ao inicio, mas rapidamente me acostumei com ele. E o Anthony (ou Tony) é sem dúvida um caso único, que nos choca por um lado (pelo seu motivo para contratar a Mia, pois é muito diferente dos motivos de Wes e Alec) mas que faz qualquer leitor apaixonar-se por esse motivo.
Confesso, muitas vezes sentia que eu era a Mia, o que para mim é positivo e um ponto forte num livro, pois significa que a escritora, além de conseguir pôr em “prática” uma ótima ideia para um livro, ainda consegue fazer com que o leitor se envolva de tal forma que se sinta no papel da Mia e consiga sentir as mesmas coisas que esta sente pelos seus três clientes e também a forma como os vês e tudo o que os envolve.

Num geral, o livro é ótimo, e já que o próximo livro é lançado dia 20 de Julho (dentro de 2 dias), acho que é normal estar ainda mais curiosa para ver o que se segue, e como no fim da série, a história terminará!

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5 thoughts on “A Rapariga do Calendário (Janeiro, Fevereiro, Março) – Audrey Carlan (Opinião)

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