A Viajante (Outlander #3) – Diana Gabaldon [Opinião]

30627473Título Original: Voyager
Publicação: 2014
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724622576
PVP: 24,90€
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

[ESTA OPINIÃO CONTÉM SPOILERS, PARA QUEM NÃO LEU OS DOIS PRIMEIROS LIVROS DE OUTLANDER]

Sinopse: “«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.» Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filha de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá? Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie: «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»”

Opinião: Penso que “desiludir” ou “aborrecimento” são palavras que não constam no adicionário quando se trata de Diana Gabaldon ou da série de livros “Outlander”.
Até mesmo os leitores mais ativos (como eu) olham para um livro enorme, de 700 ou mais páginas (um “calhamaço” como costumo dizer), e chega a ser normal até mesmo para mim suspeitar de que o livro num todo seja bom, e que não se torne repetitivo ou aborrecido a certo momento da história.

Felizmente, este livro, ao contrário do que acontece em séries com mais de dois livros (que acabam por “piorar” ou perder qualidade de livro para livro), é diferente, e veio mostrar, mais uma vez que quando o assunto é Jamie e Claire, a história não deixa de ser fantástica e viciante!
Ao longo de 800 e poucas páginas, não me lembro de dar por mim a “suspirar e revirar os olhos”, como se tivesse aborrecida, ou achasse um só capítulo aborrecido. Não! Diana Gabaldon traz-nos mais um livro, enorme, mas incrível, que faz qualquer um perguntar-se como é que ao fim de 1700 e poucas páginas de história (junção do número de páginas dos dois livros anteriores), ainda consegue ter tanta imaginação, criatividade, e principalmente.. Como é que consegue manter-se ao mesmo nível dos livros anteriores, ou até melhorar em certos momentos?

Este livro quase, mas quase, que tornou-se o meu favorito de entre estes três primeiros que li, se não fosse pela ausência de vários personagens como o Murtagh que, para mim, fizeram falta na história, e que tornavam a história ainda melhor! Com isto, continuo a dizer que o segundo livro da série “Outlander, A Libélula Presa no Âmbar” é o meu livro favorito e dúvido que isso mude!
Mas falando deste agora, e do que adorei nele.. Sim, porque acho que quando o assunto é Outlander, não consigo encontrar falhas ou pontos negativos, pois a história é fantástica! Não é apenas um romance histórico. Mesmo neste livro, vemos a realidade fundida numa pequena fantasia e romance. Isso é algo que me fez continuar a gostar dos livros até agora: Diana Gabaldon não suaviza ou omite a crueldade que era viver no século 18. Não tenta safar um personagem, só porque ele é alguém muito adorado pelos fãs dos livros. Ela descreve a realidade daquele tempo como ela era, mas claro, com aquela “pitada” de fantasia, que faz com este livro seja ainda melhor.
Algo que receei ver neste livro era o possível reencontro e relação de Jamie e Claire, pois passaram-se 20 anos, e aqui encontramos um Jamie mais velho, mais marcado. Encontramos também uma Claire um pouco diferente. Esta questão de ambos os personagens terem mais 20 anos, assustou-me, caso o possível reencontro se sucedesse (não menciono se tal coisa aconteceu ou não, pois não quero dar spoiler, óbvio).
Mas o que podia ser um livro mais fraco em relação aos anteriores, foi transformado numa surpresa, bastante agradável, devo dizer, pois não esperava certas reviravoltas (também).
bHá outros personagens que vemos envelhecer ao longo deste livro, e adorei também este ponto. Uns, apesar dos apesares, envelheceram e lá conseguem continuar com o mesmo espírito, o que me fez imaginá-los com a mesma idade com que os conheci nos primeiros livros. Penso que não sou a única a sentir isto, e quem já leu este livro, sabe do que falo e de quem, acho!

Queria alongar-me muito mais, e escrever mais um milhão de palavras, pois sendo Outlander, não consigo encontrar um limite para parar de falar de tal série.
Entretanto, comprei o quarto livro que será publicado dia 26 de Julho, pela Casa das Letras (grupo Leya), e espero lê-lo até ao final do ano, pois 1000 e tal páginas (como o segundo livro) não é coisa fácil, principalmente para quem irá entrar na universidade! haha

Em suma… Adorei, adorei, adorei! Não me desiludiu nem um pouco, e houve várias surpresas, principalmente no final da história, que me deixaram chocada, e que penso que deixará qualquer um chocado!

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Um pensamento sobre “A Viajante (Outlander #3) – Diana Gabaldon [Opinião]

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