Viver sem ti (Viver depois de ti #2) – Jojo Moyes [Opinião]

20160803_131401Título Original: After you
Publicação: Set/2016
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720048851
PVP: 17,70€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Como seguir em frente depois de se perder a pessoa amada?
Como construir uma vida que valha a pena ser vivida?
Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida.
Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding – um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente…. Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica.
Em Viver Sem Ti, Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas.”

Opinião: Esta foi talvez uma das continuações de livros que mais me surpreendeu, em toda a minha vida! Apesar de querer muito ler, uma parte de mim não se sentia preparada para ler uma continuação que não tivesse o Will Traynor. Além disso, qual seria a graça disso?img_20160925_120034 Afinal, sempre considerei que sem ele, “Viver depois de ti” não seria tão bom, mesmo tendo a Louisa. Também a sinopse em si, deu-me algum medo. O que será que iria encontrar neste livro? Será que conseguiria adaptar-me a uma história sem o Will?

Surpreendi-me e bastante! Este livro não foi nada do que eu esperava e considero isto algo positivo, pois esperava que fosse uma história mais “aborrecida”, que não fosse viciante como o primeiro. Talvez o que mais me surpreendeu, foi a capacidade de Jojo Moyes em deixar-me confusa sobre o que sentir, pois foram muitas as coisas que senti: Diversão, tristeza, saudade, vicio, curiosidade. Mais uma vez a autora conseguiu provocar em mim um turbilhão de emoções e por isso gostei tanto deste livro!
Dei por mim a sentir falta do Will muitas vezes, tal como a Louisa demonstrava. Confesso que foi difícil ver romance neste livro, e foi por isto que não dei ao livro 5 estrelas, por sentir que faltava algo mais para ser uma história fantástica. Mas no fim fiquei contente por ela começar a tentar viver a vida, indo às sessões do grupo que ela frequenta, sessões essas que foram muito divertidas!

Lily (não vou dizer quem é, não vá dar spoiler sem percebê-lo) é uma personagem complicada mas que aos poucos foi-me conquistando com algumas ações, apesar das outras partes negativas. O Sam é outro personagem que gostei imenso, tal como a sua colega de trabalho. Num geral, os novos personagens que Jojo Moyes nos apresenta são fantásticos e com personalidades únicas, que me marcaram de formas diferentes. Uma parte de mim não esperava que a memória do Will surgisse neste livro, por pensar que isto seria uma história a passar-se muito tempo depois. Mas como podia Louisa esquecê-lo? Foi uma personagem marcante no primeiro livro. Também outras personagens do livro anterior surgem neste (uma surpresa).

img_20160922_135056Algo que gostei muito neste livro foi a forma como a autora escreveu este livro, tornando-o dramático, mas também engraçado. Vejo também nisto, uma história que poderia ser real. Não consigo apontar quase nada como algo impossível de encontrarmos na realidade, para ser sincera. Este é outro ponto que gostei muito, pois muitas pessoas sabem que adoro a Lesley Pearse, por ela escrever os livros de uma forma mais real, sem muita fição, e Jojo Moyes trouxe-nos também famílias e personagens que, se pensarmos bem, todos nós temos nas nossas vidas (ou que pelo menos conhecemos).

Se não ficaram satisfeitos com o final de “Viver depois de ti” e querem ver como será a vida de Louisa depois do final do primeiro livro, leiam este livro! Se gostaram do primeiro livro mas têm receio de ler o segundo, por razões idênticas às minhas, leiam este livro! Simplesmente, leiam este livro, não importa como se sentiram com o primeiro, pois Louisa Clark é uma das melhores personagens que já encontrei em livros. É divertida, forte, e deixa marcas na vida de qualquer leitor!

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[TAG] Este ou este?

Cada vez mais, tenho vontade de trazer mais respostas a tags, para o blogue! E acho que é o que vou começar a fazer, também para variar um pouco das opiniões. Que acham?

Hoje trago-vos a tag “Esse ou Esse” (o título original) ou “Este ou este” que consiste em escolher de entre dois livros, aquele que tenho mais interesse. Como demorei algum tempo a entendê-la, explico-vos melhor: No final deste post, haverá um livro vencedor, que será o livro que as pessoas indicadas, para fazer esta tag, deverão por na primeira “batalha”. Junto desse livro vencedor, deverão colocar também a foto do primeiro livro que aparece na minha lista (no final do post). Assim, terão que escolher um desses livros, consoante a vossa preferência ou curiosidade de ler, e esse livro será o que entrará na batalha com o segundo livro da lista, e por ai adiante!

Quaisquer dúvidas, não hesitem em deixá-la nos comentários!

Fui indicada para esta tag pela Malu do blogue Lendo e Cozinhando . Obrigada pela tag! 

As Regras:
– Colocar o blog que te indicou no inicio do post;
– O livro que dá inicio é o livro ganhador da pessoa que te indicou;
– Seguindo a lista de livros indicados pela pessoa que te passou a Tag, você deverá ir escolhendo de acordo com a ordem: pode deixar o livro que lidera a batalha ou escolher a nova opção dada e abaixo explica, o porquê;
– Uma vez que tenha o seu livro ganhador, escolha você sete livros e sete blogs para repassar a TAG.

O livro vencedor do blogue Lendo e Cozinhando foi “Harry Potter e a Pedra Filosofal Ilustrado” de J.K. Rowling e Ilustrado por Jim Kay.

1ª Ronda: “Harry Potter e a Pedra Filosofal ilustrado” x “Viver depois de ti”

Só mesmo para variar, porque, se não, já sei que “Harry Potter e a Pedra Filosofal Ilustrado” vai ser o livro vencedor, escolho “Viver depois de ti”. Fã é fã hahaha E isto iria acabar por ser um ciclo vicioso.

2ª Ronda: “Viver depois de ti” x “Rainha Vermelha”

“Viver depois de ti”, claro!! Adorei Red Queen, mas a história da Louisa Clark e do Will Trayonr conquistou-me!

3ª Ronda: “Viver depois de ti” x “O Rouxinol”

Não sinto nenhuma curiosidade de ler “O Rouxinol”, apesar da capa ser bonita. Por isso, escolho “Viver depois de ti” novamente!

4ª Ronda: “Viver depois de ti” x “Apenas um dia”

Não gosto, nem desgosto de Gayle Forman. Talvez um dia leia a nova duologia dela (antes pensava que era um homem), mas por agora continuo a preferir “Viver depois de ti”.

5ª Ronda: “Viver depois de ti” x “A Seleção”

“A Seleção”, mil vezes! hahaha São dos meus livros favoritos e devorei cada um deles num dia ♥

6ª Ronda: “A Seleção” x “O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares”

Este segundo livro está muito bem organizado e engraçado, mas nada chega “aos calcanhares” de “A Seleção”.

7ª Ronda: “A Seleção” x “O Amante Japonês”

Confesso que a autora me desperta alguma curiosidade, mas se tivesse que começar por ler um livro dela, esse livro seria “A ilha debaixo do mar”. Escolho novamente e por último “A Seleção”!

Livro vencedor:
“A Seleção” de Kiera CassDrama

Indico os seguintes livros: (o primeiro será o livro vencedor, não se esqueçam):
1. “Falling Kingdoms” de Morgan Rhodes
2. “The Raven Boys” de Maggie Stiefvater
3. “Confess” de Colleen Hoover
4. “The Girl On The Train” de Paula Hawkins
5. “Don’t look back” de Lesley Pearse
6. “Everything, everything” de Nicola Yoon
7. “Calendar Girl – July, August and September” de Audrey Carlan

Por fim, indico:
S Mudo Literário 
Nerd e Chique 
Nerdy Bookworm
The Book Mermaid
Beauty and the books
Garotas com poder
Primaverei

[Entrevista] Audrey Carlan – Autora da série “A Rapariga do Calendário”


Como alguns de vocês devem ter visto no facebook, eu fui uma das bloggers que esteve com a autora Audrey Carlan, na passada segunda-feira (19/Set), num simples, divertido e agradável cocktail. E como é óbvio, não podia deixar escapar a oportunidade de fazer uma entrevista ao autora dos livros “A Rapariga do Calendário” (uma aposta Planeta).

Antes de mais, tenho que referir que adorei conhecer a autora, que foi fantástica! É sem dúvida uma pessoa fácil de se gostar e muito divertida. E tenho que agradecer à Planeta pela oportunidade que me deram de conhecer a Audrey Carlan. Também a agente dela, Meire Dias, foi fantástica e adorei conhecê-las ambas! Obrigada Planeta, principalmente um enorme obrigada à representante da editora que me fez o convite e com quem tenho falado ao longo destes três meses, que tem sido impecável e bastante simpática comigo!

Esta entrevista foi feita em grupo, com outras quatro bloggers dos blogues: Algodão Doce para o Cérebro (Ne e Mafi), Os Livros Nossos (Isabel) e Esmiuça o Livro (Sónia)
(As perguntas apareceram com o nome do blogue responsável por essa mesma pergunta.)

Algodão Doce para o Cérebro: Qual é o teu personagem masculino favorito?
Audrey: Por acaso, gosto do Alex. Porque ele é Francês, é sexy e para ele, tudo é sobre como gostarmos de nós mesmos e gostarmos das pessoas, e eu aprecio isto nele.

Algodão Doce para o Cérebro: Do ao inicio ao fim, sempre gostaste do Alex? Ele foi sempre o teu favorito ou houve alguma mudança?
Audrey: Eu não me apaixono pelos meus personagens… Mas apaixono-me pelos20160803_131334 personagens de outros autores, porque para mim, os meus personagens são os meus melhores amigos. Eles não são os meus companheiros. Eles não são as minhas crianças. Não são as minhas crianças porque eu escrevo-os para terem sexo. Então, eu não os vejo dessa forma, como algumas pessoas diriam “Oh, eles são como se fossem os meus filhos”. Os meus têm sexo, por isso eles não são como meus filhos. E também não os vejo como um interesse amoroso, porque fui eu que os escrevi.

Algodão Doce para o Cérebro: Escreveste todos os meses de uma só vez? 
Audrey: Não. Escrevi mês a mês. Eu sabia onde queria que a Mia fosse, na maioria dos meses. Sabia onde queria que ela fosse, como “Ok, em Março, quero-a em Chicago e ela estará com uma família italiana. E a seguir, eu queria que ela fosse para Maimi, onde encontraria uma estrela de hip-hop. Em Maio, queria que ela fosse uma modelo XL. Apenas pensei nestes pontos, mas não dos detalhes por trás disso. Eu sentava-me e apenas pensava “Ok… Quem é esta pessoa? Porque é importante? Porque será ela importante para a jornada da Mia? Qual seria a reação dela com ele? Como é que isso iria afetar a vida dela?

Algodão Doce para o Cérebro: Já visitaste os lugares do teu livro? 
Audrey: A maioria. Alguns deles fazem parte da minha vida. Visitei todos os lugares de Maio. Eu e o meu marido fomos algumas vezes ao Hawai e fomos a todos os lugares que referi no livro. Vimos a dança do fogo, e foi ai que soube da tatuagem. Depois, fiz imensa pesquisa sobre a cultura Samoana. A cultura Samoana é única, com as suas tatuagens. Só obtens-nas com alguém. Fiz imensa pesquisa, porque não queria desrespeitar de alguma forma a cultura deles.

The Girl Who Reads Books [eu]: Qual é o teu mês favorito? 
Audrey: Tenho diferentes meses favoritos. Adorei Fevereiro porque a mensagem, da Mia aprender a amar-se a si mesma, foi importante. Quero que todas as mulheres aprendam com isso. Não podemos amar mais ninguém, se não soubermos amar-nos a nós próprias. Maio foi o mais fácil de escrever. Escrevi em 5 dias apenas. Setembro e Outubro foram os mais difíceis, porque quando és tão ligado aos teus personagens, eles tornam-se parte da tua família. Por isso, quando tens que os pôr sobre situações complicadas, é difícil para ti, escrevê-las. Adorei imenso Agosto, porque gosto de surpreender os fãs.

Os Livros Nossos: Qual foi o teu objetivo ao mostrar aos leitores uma cena de violência? 
Audrey: Nos estados unidos, uma em cada quatro mulheres são sexualmente atacadas. Não sei como são as coisas aqui em Portugal, mas na minha vida, tenho quatro melhores amigas e duas delas passaram por situações destas e a minha mãe foi vítima de violência doméstica. Por dar muito importância aos direitos das mulheres, sobre violência doméstica e como ultrapassar este tipo de situações, queria que a Mia passasse por isso, pois o que ela faz pode ser considerado perigoso ou um risco. Tu não sabes o que pode acontecer. Ela não sabia com que tipo de pessoas ela poderia estar. Quero que as pessoas saibam que mesmo passando por uma situação destas, uma pessoa consegue sobreviver, consegue superar. E depois de escrever e publicar Junho, recebi muitas mensagens de mulheres que passaram por situações destas, como violência doméstica ou violação, a agradecer-me por escrever sobre isto, por mostrar como a Mia se comportaria perante tal situação. Ela fez uma escolha, apesar de tudo o que passou, e isso funcionou para ela. E é isto que eu quero que as pessoas percebam: Independentemente da situação porque uma pessoa passa, a forma como irá reagir pertence a essa pessoa e só a ela.

The Girl Who Reads Books [eu]: Achas que a Mia deveria ser um exemplo para muitas mulheres no mundo? O facto de ela lutar pelo que quer, em vez de aceitar a ajuda do Wes, de alguma forma, deveria ser um exemplo? 
Audrey: Eu não a criei para ser um exemplo. Eu escrevi-a para ser uma personagem com quem algumas mulheres se pudessem conectar. Mas posso dizer que ela é, sem dúvida, uma personagem que respeito e gosto bastante.
Eu tive imensas pessoas no Brasil a perguntarem-me “Porque é que ela não aceitou a ajuda do Wes?”. Se ela tivesse aceitado, não teria havido história, obviamente. Se aceitasse o dinheiro, qual seria o sentido de escrever os livros? Tudo isto é sobre ela fazer algo por ela, afinal é a família dela. É o pai dela. É a irmã dela. Ela sentia-se responsável pelo que era dela. E muitos de nós, acabamos por sentir um pouco disto também.

Os Livros Nossos: Algures leitores portugueses disseram-me algumas vezes que estranham a relação entre a Mia e a melhor amiga dela, de chamarem-se nomes. 
Audrey: É uma relação única, só delas. É complexo porque elas cresceram juntas e é uma linguagem só delas. Em algumas amizades minhas, às vezes chamamos-nos nomes também. Não é um problema, porque é amizade, é amor. É único, porque pertence só a elas. E elas cresceram em Las Vegas, e são novas, por isso… A Mia está ainda a sair da altura da secundária, e ainda tem muito a aprender. Mesmo assim, ela tem sido quase como uma mãe para a irmã dela e tem crescido imenso.

The Girl Who Reads Books [eu]: Planeias escrever algum “spin-off” de algum personagem masculino? 
Audrey: O engraçado, é que os personagens dos quais talvez escrevesse um spin-off, seriam talvez aqueles de quem a maioria não quereria que eu escrevesse.
Tenho uma ideia de um livro inteiro sobre a Ginna. Eu poderia facilmente escrevê-lo. É uma personagem da qual não me importaria de escrever. Pelo que ela passa mais tarde, muda-a também, por isso… Tenho uma enorme ideia para ela. Deixei a história dela em aberto, para o caso de querer escrever um livro sobre ela.
O Brasil quer que eu escreva um “Calender Boy”. Eles querem um livro inteiro apenas na perspetiva do Wes. Mas não sei… O único livro que li, que era uma versão alternada do livro, foi “Grey” (E.L. James). Não costumo ler livros de perspetivas diferentes. Mas se as minhas editoras quisessem, seria fácil, claro. Porém, escrever os meses todos, na perspetiva dos homens com quem ela teve, seria mais interessante para mim, do que apenas na visão de um.

Os livros Nossos: E sobre outros trabalhos? 
Audrey: Estou a terminar a trilogia “Trinity”, que comecei a escrever antes de “A Rapariga do Calendário”. Estou também a escrever dois spin-offs de Body, mindy & Soul porque não acho que as histórias tenham terminado bem nos livros.
Se “A Rapariga do Calendário” tiver sucesso no final, talvez haja a possibilidade de publicar a trilogia “Trinity”. Mas depende tudo, principalmente dos fãs.

Algodão Doce para o Cérebro: Esperavas todo este sucesso? 
Audrey: Não. Nem esperava que os livros fossem publicados. Eu era uma autora independente, antes de tudo isto.

Os livros Nossos: E tiveste muitas ofertas de editoras? 
Audrey: Sim. Eles ligaram-me do nada. Viram-me na Amazon, viram o sucesso que tinha. Leram os meus livros e gostaram deles. Comecei por vender poucas cópias por mês e pouco tempo depois vendia imensas. Quando publiquei Junho, vendi cerca de um milhão de cópias num mês.

A Autora mencionou ainda que se os livros fossem adaptados, gostaria que fosse a Netflix a responsável pela adaptação e que fosse produzida apenas uma temporada, com 12 episódios. Um episódio correspondente a cada mês. Relativamente aos atores que gostaria de ver como Mia e Wes: “Toda gente pergunta-me isto… Muitas pessoas mencionam a Milla Kunis. Megan Fox, também. Para o Wes, a maioria escolheria o Chris Hemsworth. Mas eu preferia que fossem pessoas desconhecidas a representarem os meus personagens.”

Não sou muito fã de tirar fotos, por questões de timidez haha mas lá tirei uma (não podia deixar de ter uma foto destas) e deixo aqui uma foto minha ao lado da autora: 

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Perdida – Carina Rissi [Opinião]

gfdTítulo Original: Perdida 
Publicação: Março/2016
Editor: Topseller (20|20 editora) 
ISBN: 9789898831958 
PVP: 17,69€ 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: “E se o amor da sua vida apenas existisse no século XIX?
Perdida é uma história divertida, apaixonante e intensa, que vai querer devorar até à última página.

Sofia é uma jovem de 24 anos que vive numa grande cidade e está habituada à sua vida independente e moderna. Divertida, mas solitária, Sofia não acredita no amor, convencida de que os únicos romances da sua vida são aqueles que os livros lhe proporcionam.
Porém, após comprar um telemóvel novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem saber como ou se poderá voltar para sua casa, para o «seu» século. Enquanto tenta encontrar uma solução, é acolhida pela família Clarke, à qual, à medida que os dias passam, se afeiçoa cada vez mais.
Com a ajuda do prestável – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba por encontrar pistas que talvez a ajudem a regressar à sua vida.
O que ela não sabe é que o seu coração tem outros planos, e que a ideia de deixar o século XIX pode vir a tornar-se angustiante?”

Opinião: Desde que vi este livro pela primeira no Instagram, com a capa brasileira, que fiquei curiosa, pois eram muitas as pessoas que diziam adorar este livro! Para minha surpresa, pouco tempo depois a Topseller trouxe-nos, então, o primeiro livro!
Só peguei nele, mesmo a sério, agora pois as primeiras páginas não me agradaram muito… Talvez porque esperava outra coisa. Mas ao terminar de ler, conclui que era tudo “culpa” da personagem principal, que é irritante até certo ponto. E não sou a única a dizê-lo! No entanto, aprendi a gostar da Sofia, e ela foi melhorando imenso ao longo do livro, e foi esta a razão de ter adorado a história!

Não foi apenas o romance que se desenvolve no livro nem apenas o Ian os motivos de eu img_20160923_152706gostar tanto do livro. Mas sejamos sinceras: O Ian é um personagem impossível de não gostar! Também a Elisa e o Storm tiveram os seus momentos que me fizeram gostar ainda mais no livro.
Mas acho que o que faz deste livro, um livro de 5 estrelas (para mim, claro), é a personagem principal, sem dúvida! Sofia é completamente agarrada às tecnologias… É praticamente uma representante da maioria das pessoas deste mundo atual, sinceramente. Mas o facto de ela ir parar ao século XIX e continuar a comportar-se como se estivesse no seu próprio século, irritou-me um pouco. A mim e, julgo, que à maioria das pessoas que leram o livro. Afinal de contas, ela demonstra ter conhecimentos, pelo que podia não dar tanto nas vistas e tentar agir como se vivesse realmente naquele séculos? A sorte dela é que já não existia inquisição hahahaha Mas vendo pelo lado positivo, o comportamento. e personalidade, de Sofia tornou o livro bastante divertido e engraçado! Apesar de enervar-me com a forma como ela agia, também ria imenso. Mas à medida que a personagem foi evoluindo, e foi mostrando-se algo mais do que apenas mais uma rapariga que sabe falar calão e usar tudo o que são tecnologias, dei por mim a ir gostando cada vez mais dela, principalmente ao ver a forma como tratava toda gente, como a Elisa e os “criados” de Ian.
Também Ian e o romance, como já referi, tornaram este livro ainda melhor! Houve partes um tanto intensas, em que consegui realmente colocar-me na pele de Sofia e sentir alguma tristeza. E sobre as últimas páginas? Foi triste, realmente triste, e é algo que não esperava, pois geralmente um autor quando se foca num só estilo, fica por ali. Mas Carina trouxe comédia, romance e quando se pensa que não é possível juntar drama a algo que é engraçado, a autora surpreende!

Estou ansiosa de ler o próximo livro, sem dúvida! Principalmente porque com o final deste livro, qualquer leitor pergunta-se o que poderá acontecer mais? Pergunta esta feita para o segundo livro, no meio de 5 ou 6 já publicados no Brasil! haha

Já leram este livro? O que acharam? E vocês, leitores do Brasil? Já leram os livros todos? Aposto que não vai aparecer aqui ninguém a dizer que não gosta do Ian! haha Nada de spoilers nos comentários, fãs brasileiros! ;]

Passatempo “Deuses de dois mundos – O livro da Traição” – Individual Editora

Eis o primeiro passatempo do blogue, em conjunto com a Individual Editora!

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Sinopse: “Na continuação da saga Deuses de Dois Mundos, o ambicioso jornalista New continua a contar sua história. Ao mesmo tempo em que alcança a posição profissional que sempre quis, ele se vê dividido entre dois grupos poderosos, que podem lhe dar tudo que deseja ou deixá-lo sem nada.
Paralelamente, na África ancestral, o grande babalaô Orunmilá e seu grupo partem em busca dos príncipes odús, única maneira de impedir que o controle do destino de homens e deuses caia nas mãos erradas. Uma traição permeia as duas histórias, que tem mais em comum do que se pode imaginar.”

Para participar neste passatempo é obrigatório:
– Preencher o formulário mais abaixo
– Dar like nas páginas de facebook da Individual Editora e do blogue The Girl Who Reads Books.
– Seguir-me no instagram: @thegirlwhoreadssbooks.
– Seguir o blogue.
– Partilhar o passatempo, como PÚBLICO, no facebook.

AVISOS:
– Todos os espaços a preencher são obrigatórios, assim como os seus requisitos (seguir, dar likes, etc).
– Qualquer requisito/informação vazio(a), invalidará a participação da pessoa.
– A partilha deverá ser pública, caso contrário, não conseguirei vê-la e o participante terá a sua participação inválida.
– Participações válidas apenas para residentes em Portugal e ilhas, tal como o envio será feito apenas para as mesmas.
– O passatempo termina dia 30/09/2016, às 23h59min, e o vencedor será anunciado dia 1 de Outubro.
– O vencedor será sorteado através do site random.org.
– O livro será enviado por mim.
– Não me responsabilizo (nem a editora) por um possível extravio ou pelo estado em que possa chegar o livro (este será enviado num envelope bolha).

Um passatempo com o apoio de

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Back to School [Book Tag]

Mesmo sem ter sido indicada, decidi fazer esta tag, pois achei-a bastante engraçada!
Esta tag traz-nos as várias disciplinas gerais, que qualquer pessoa já deve ter tido como estudante, em que conforme a disciplina, responderei a uma tema associado a esta.

Vi esta tag no canal do Tiago’s World (podem ver o video aqui), e esta foi criada pelo canal de youtube Jenny Unscripted, porém, como vi que alguns bloguers também a fizeram, decidi então adaptar uma tag de youtube para algo escrito. Espero que gostem e aqueles que não forem indicados, sintam-se à vontade para responder à tag!

– PORTUGUÊS: Qual o estilo literário do teu autor ou livro favorito.
Entre Lesley Pearse, Kiera Cass e Cassandra Clare, não consigo escolher apenas uma favorita. Por isso, o estilo literário destas é romance, distopia e fantasia, mas no fim, juntando uma coisa à outra, escolho principalmente distopia e fantasia, pois são livros que devoro em horas (os da Clare da Kass).

 

– MATEMÁTICA: Um livro que te deixou frustrada.
Já referi este livro várias vezes e não posso deixar de fazê-lo: “Quando as Estrelas Caem” de Amie Kaufman e Meagan Spooner (These Broken Stars). Não digo que foi uma desilusão total, mas deixou-me um pouco frustrada, pois esperava muito mais e acabou por não ser o que achava que seria.

 

– CIÊNCIAS: Um livro que te fez pensar ou refletir nalguma coisa.
“As intermitências da Morte” de José Saramago. É um livro que até hoje me faz pensar como seria se as pessoas simplesmente deixassem de morrer. Seria algo idêntico a imortalidade. Mas será que isso seria bom? Talvez nos primeiros tempos. Mesmo com muitos resultados ou respostas que o narrador nos dá ao longo da história, ainda assim dou por mim a refletir sobre esta questão, que penso que seria complicada e traria um desequilíbrio para o planeta.

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– HISTÓRIA: Um livro favorito que se passe num outro período da história.
Outlander!!!! Of course haha Adoro o tempo que retrata, bem como a história do livro num tudo. Nunca dei muita importância à história da Escócia, mas depois de conhecer a série e livros, passei a “estudar” e procurar mais informação sobre este ponto histórico. É uma nova obsessão, além da história Tudor.

 

– ARTE: O teu livro favorito com imagens ou desenhos.
Não tenho quase livros que tenham imagens/desenhos, mas dos poucos que tenho, “Confesso” de Colleen Hoover, é o meu favorito, sem dúvida! Fiquei totalmente apaixonada pela arte mostrada no livro.

 

– CLUBE DE TEATRO: Um livro que gostavas que fosse adaptado ao cinema.
É um pouco difícil apontar um livro, pois nem sempre estou a par dos que vão ser adaptados..
Mas arrisco-me com “Um desastre maravilhoso” de Jamie McGuire. É um dos meus livros favoritos de sempre, principalmente deste estilo literário.. Acho que é Young-Adult. Ainda me estou a habituar a estes termos e confundo sempre New-Adult com Young-Adult haha

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– MÚSICA: Um personagem com um gosto musical semelhante ao teu.
Assim do nada, não me vêem nenhum à cabeça.
Mas lembro-me que no livro “Entre o Agora e o Sempre” de J.A. Redmerski, o Andrew canta e toca “Ain’t No Sushine”, e como eu gosto da música, escolho ele haha

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ALMOÇO: Um prato ou bebida de um livro que gostarias de experimentar.
Adoraria experimentar (cliché, eu sei) cerveja amanteigada, dos livros de Harry Potter. Não que goste de cerveja, mas a parte “amanteigada” soa bem!

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VIAGEM PARA CASA: Um livro ou autor que é relaxante.
Kiera Cass e a trilogia A Seleção. É um livro que me faz sempre rir e ótimo para ler em qualquer fase do ano/dia, principalmente durante a horrível “reading slump”.

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– NOTA EXTRA: Um livro que alguém te recomendou e gostaste bastante.
Uma rapariga do Brasil, custava falar imenso comigo sobre livros, então um dia ela apresentou-me os livros de “A Seleção” e eu fiquei bastante ansiosa, se bem que sem esperança, pela sua publicação em Portugal. Mas não é que para surpresa minha, pouco tempo depois, o primeiro livro foi publicado pela Marcador (Grupo Presença)? E adorei, adorei! Devorei cada um dos quatro livros, já publicados em Portugal, em menos de 24 horas!

Indico:
Caçadoras de Spoiler
Beauty and the books
Planeta Cor de Rosa
The Book Mermaid
S Mudo Literário

Leituras de Agosto [2016] – Wrap-Up

Depois de Junho, não pensei que voltasse a ter um mês péssimo em termos de leituras.
Li 5 livros no total. Sim, 5! E muitos de vocês provavelmente pensarão que sou maluca por achar que isso significa um péssimo mês relativo às leituras feitas, porque sei que a maioria das pessoas dá-se por satisfeita se já tiver lido dois livros.

Bom, para mim é, sim, um péssimo mês, pois se consigo ler 11 livros quando estou em99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17 época de testes, porque é que não haverei de ler muitos mais durante as férias? Ah, pois, todos sabemos: Séries e filmes para pôr em dia, dormir, sair/passear e etc. Como praticamente durante as aulas só estudava e lia, e abdicava de outras coisas, como televisão, acabei por acumular muito e vê-se no que deu! haha


Mas mesmo que tenha lido só este pequeníssimo número de livros, foram todos ótimos livros!

Não se esqueçam de comentar se já leram algum destes livros, principalmente o primeiro, pois quero saber se fui a única que gostou dele ou se há mais alguém que se junte a mim nesta equipa “Anti-haters de HP#8” haha

Foram estas as minhas leituras de Agosto:

  • “Harry Potter and The Cursed Child” de Jack Thorne, John Tiffany e J.K. Rowling (tradução disponível, pela Editorial Presença a 24 de Setembro!) – Opinião 
  • “The Last Star” de Rick Yancey – FINALMENTE terminei este livro que foi uma tortura e confusão para o meu cérebro – Opinião 
  • “Harry Potter e a Pedra Filosofal” de J.K. Rowling – Re-leitura – Opinião 
  • “Harry Potter e a Câmara dos Segredos” de J.K. Rowling – Re-leitura – Opinião 
  • “Eternal Darkness” de J.F. Johns – Opinião 

Uma Escolha Por Amor – Nicholas Sparks [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: The Choice 
Publicação: Jan/2016  
Editor: ASA 
ISBN: 9789892334349 
PVP: 16,90€
A minha classificação: 4.5/5 estrelas

Sinopse: Travis Parker tinha tudo o que um homem podia desejar: um bom emprego, grandes amigos e uma casa de sonho. Não encontrara ainda a sua alma gémea, mas também não sentia a sua falta… pelo menos, até ao dia em que um mal-entendido levou Gabby Holland, a nova vizinha, a bater-lhe à porta.
Gabby também não tencionava sucumbir aos encantos de Travis. Para começar, tinha uma relação estável com um namorado de longa data… e o novo vizinho irritava-a imenso. Mas a animosidade depressa deu lugar a uma cordial amizade, e, aos poucos, a algo muito mais sério. Juntos, vão empreender uma jornada que dificilmente poderiam ter antecipado.
Agora, anos mais tarde, Travis está no hospital, a sua vida despedaçada, o futuro uma incógnita. Ele recorda o passado, todos os momentos que o levaram ali. Se ao menos pudesse fazer com que o tempo voltasse atrás… Pois Travis encontra-se perante uma escolha que ninguém deveria ter de fazer… nunca!
Valerá a pena quebrar a promessa que fez ao amor da sua vida?
Uma Escolha Por Amor é uma lição de vida sobre o poder do amor, da perseverança e da fé.

Opinião: Uma coisa que muitas pessoas, que me conhecem, sabem é que Nicholas Sparks não é dos meus escritores favoritos. Talvez por ter escrito só romances. Talvez pelo seu estilo de escrita. As histórias dele são lindas, e quando adaptadas para o cinema, fazem até aqueles que não lêem os seus livros, ou não os apreciam, chorarem no final.
Este filme não foi diferente. Sim, leram bem. Eu disse FILME. O filme está fantástico e chorei (não é algo que uma pessoa deva ter vergonha de admitir ter feito). E como gostei, lá fiquei com alguma curiosidade em relação ao livro. E porque menciono o filme, numa opinião do livro? Porque não consigo não comparar um ao outro, por já ter visto todos os filmes “dele”, e só ter lido (a contar com este) dois livros de Sparks, mas apenas depois de ver os respetivos filmes.

Não, o livro não é tão bom quanto o filme, pois o filme marcou-me de alguma forma. img_20160906_124535Talvez o facto de saber o que ia acontecer, não me fez gostar ainda mais deste livro.
Mas comparando este com o “Dei-te o melhor de mim”, gostei, sem dúvida, muito mais deste último. A história era mais divertida. Não era cansativa de todo. Dei por mim a perguntar-me: “Este livro foi escrito pelo Nicholas Sparks? Ou foi o “The Best of Me” escrito por outro escritor, e esta é que é a verdadeira escrita de Sparks?”.
Gostei mesmo muito deste livro, apesar de preferir o filme, claro. E é um livro que vale a pena ler, que tem uma história linda, uma história que toca qualquer um.
Não quis avaliar este livro, comparando-o ao filme, como é óbvio. Classifiquei-o como o livro que é, isolando o filme, porque acho que seria injusto fazer o contrário.
Só não é um livro de 5 estrelas, pois esperei que houvesse mais cenas do passado, da forma como o casal principal se conhece. Gostaria de ter visto mais do drama que se seguiria até eles ficarem juntos definitivamente, nesse passado. Mas tirando isto, o livro foi sem dúvida o meu favorito do autor até agora. Gostei imenso de Travis e de toda a história dos cães envolvida neste romance. Não desgostei da Gabby, mas gostaria de ter visto um pouco mais de personalidade, como vi na personagem do filme, que de certa forma era engraçada, assim como o personagem masculino.
O futuro seria chocante, se eu não soubesse o que aconteceria, mas mais uma vez, comparado o livro ao filme, e digo que Nicholas Sparks faria os leitores chorarem a sério, se tivesse posto todo o drama final, que vemos no filme. Isso sim, faria qualquer um concordar com o sentido do título “Uma escolha por amor”, embora tivesse acabado por fazer algum. Mas não causou o impacto, que o filme teve em mim.

No geral, é um bom livro. Rápido de ser ler, comparativamente ao “Dei-te o melhor de mim”. Talvez a caligrafia, espaçamentos e tamanho da letra ajude o leitor a sentir-se mais cativado a ler o livro, pois o primeiro livro que li de Sparks tinha um tamanho de letra mais pequeno, o que acaba por cansar um pouco o leitor.
Embora só tenha lido dois livros de Nicholas Sparks, este segundo recomendo totalmente!

Harry Potter e a Câmara dos Segredos – J.K. Rowling [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Harry Potter and the Chamber of Secrets
Publicação: Julho de 2016 (30ª Edição)
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722325691 
PVP: 13,90
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Os dias de Verão com os Dursleys estavam a tornar-se insuportáveis. Harry Potter já não gostava muito de muggles, mas o pior é que tinha de passar os seus dias de férias em casa dos muggles mais muggles de todo o planeta e arredores.
Não havia maneira de voltar para a sua querida escola de feitiçaria… E ultimamente mesmo esse regresso se encontrava ameaçado, pois o duende Dobby não cessava de o avisar de que algo terrível o aguardava em Hogwarts… Nada mais nada menos do que a revelação dos misteriosos e ameaçadores poderes da câmara do segredos!

Opinião: Uma opinião bastante atrasada, mas mais vale tarde do que nunca, não é?

Para mim é um pouco dificil falar sobre Harry Potter, pois tenho muita coisa para dizer e ao mesmo tempo, por serem tantos livros (e já os ter lido a todos há uns anos), chego ao ponto de não saber o que dizer, pois não é uma surpresa total para mim. Não conheci nada de novo. Apenas relembrei.
Por isso, decidi ir comparando o livro que li com os anteriores. Neste caso, irei apenas comparar ao primeiro livro da saga, sendo que este é o segundo.

Uma coisa que notei é a evolução da escrita de J.K. Rowling. Ela acompanha o crescimento sem-titulo-1de Harry. Vemos o mundo de feiticeiros de uma forma diferente. No primeiro, Harry não conhecia nada deste mundo, tal como nós leitores, e por isso, o mundo que vemos em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é um mundo a descobrir, uma surpresa total. No segundo livro, ainda aparecem algumas surpresa, mas vemos Harry um pouco mais crescido e habituado, pelo que não temos tantas descrições de magia, como se fosse uma coisa nova, mas sim como uma coisa a que o jovem feiticeiro se está a habituar.

De entre estes dois livros, gostei muito mais deste segundo, por vários motivos. Temos algum destaque para aulas como Herbologia e Duelos de Magia, e tudo isto, como já se viu no primeiro, irá fazer parte do desfecho do livro, e é talvez isto o que mais gosto nestes livros: Tudo acontece por um motivo. Até mesmo as mais pequenas e “insignificantes” coisas.

Depois do primeiro livro, em que conhecemos imensas personagens, aqui conhecemo-las melhor. Mrs. Weasley foi, sem dúvida, o personagem que gostei de conhecer melhor. Também Draco Malfoy e o Snape tem os seus momentos. Nenhum personagem é deixado para trás!

Rever o filme, depois de terminar este segundo livro, foi ainda melhor, pois há certos momentos, e isso é normal, em que a magia que vemos num ecrã é totalmente diferente da que imaginamos, e isso é a única coisa que é melhor em filme do que no livro, como é óbvio.
Ri-me mais com este livro, do que com o anterior, isso é um facto. E gostei mil vezes mais da história, da forma como trouxeram Voldemort à vida de novo. Achei-a muito mais bem construída, em relação ao primeiro livro, e com muita mais ação e perigo, o que tornou este livro o meu preferido, de entre estes dois primeiros.

Como disse, é dificil para mim falar de livros que já li e estou a reler agora, quando sei a história toda e nada me vai surpreender. Mas sabe sempre bem rever este mundo, que marcou, não só a minha infância/adolescência, como a de muitas pessoas pelo mundo fora. Acho que deveria ser um crime, não ler ou ter lido Harry Potter haha

Illuminae – Amie Kaufman e Jay Kristoff [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Illuminae 
Publicação: Junho/2016
Editor: Nuvem de tinta 
ISBN: 9789896650773 
PVP: 18,90€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Estamos em 2575 e duas empresas rivais, empresa e empresa, estão em guerra por um planeta que fica para lá dos confins do Universo. Infelizmente, ninguém se lembrou de avisar os habitantes do malogrado planeta Kerenza. Debaixo de fogo inimigo, Kady e Ezra, que acabaram de se separar, tentam fugir numa frota de evacuação composta por três naves diferentes: Kady e a mãe ficam numa; Ezra, noutra.
Como se não bastasse estarem a ser perseguidos por naves inimigas que tentam aniquilar as últimas testemunhas da catástrofe em Kerenza, uma praga mortífera deflagra a bordo da nave. Kady descobre que o sistema de inteligência artificial da frota, que deveria protegê-los, poderá ter-se transformado no seu pior inimigo. Quando tenta descobrir a verdade, torna-se claro que só Ezra, a quem jurou nunca mais dirigir a palavra, poderá ajudá-la a impedir uma calamidade.

“Illuminae” é diferente de todos os livros que alguma vez leste. Através de documentos pirateados, emails, mapas, arquivos militares, transcrições de interrogatórios e mensagens, vais descobrir que o pior dia da vida de Kadie é apenas o início da história mais trepidante e arrebatadora de sempre.

Opinião: É sem dúvida um dos livros mais único e diferente que já vi (e li).
Quem já leu opiniões de livros como Eternal Darkness (que adorei) ou Quando as Estrelas Caem (These Broken Stars), sabe que fição cientifica e histórias passadas no espaço/universo não faz muito o meu género. Mas com todo o hype que há à volta deste livro (que é escrito por uma das escritoras de Quando as Estrelas Caem), não resisti a comprá-lo (tive que esperar algum tempo, para encontrá-lo nos grupos do facebook, porque o preço deste… ufa!), mesmo que a forma como o livro está construído, me tenha assustado desde sempre. Mas no fundo, é isto que o torna tão único no meio de dezenas de livros que já li.

Depois da pequena desilusão que tive com Quando as Estrelas Caem, não pude deixar de img_20160905_115439sentir certo receio de vir a ser desiludida por este livro, do qual toda gente (que já o leu) fala imenso. Este receio é geral para todos os livros, que tal como este, têm “hype”, ou seja, que são muitos falados e que têm imensa fama de serem algo de extraordinário.
E este livro não é extraordinário. Pelo menos nas primeiras 150/200 páginas. Acho que não sou a única a sentir-se confusa no primeiro terço do livro. A escrita e construção do livro é única, nunca antes de vista (pelo menos, por mim), e isso pode confundir qualquer um, principalmente se essa pessoa, como eu, não for muito fã de livros que se passem no espaço/universo. As informações também chegam a ser confusas às vezes.

E vocês perguntam-se “Porque é que ela deu um 4, se o livro é confuso?”. Decidi fazer um esforço e continuar a ignorar a confusão que me fazia tanta informação e todos os formatos na páginas iniciais. Mas rapidamente, algures no momento em que ligam a RADIA (quem leu ou ler, entende ou irá entender ao que me refiro!), um botão dentro de mim ligou-se e comecei a fazer curiosa, agarrada.. Totalmente viciada e encantada com este livro, com a sua história, e principalmente com a ação! Não esperava nada pelo que aconteceu ao longo do livro. Este livro não é extraordinário, mas é bom, mesmo muito bom, e vale a pena lê-lo, mesmo que as primeiras páginas, como eu disse, sejam confusas. Mesmo que alguns de vocês não tenham gostado do outro livro da Amie Kaufman, publicado em Portugal, assim como eu não gostei, não podem deixar dar uma oportunidade a este!
Muitas pessoas dizem ter gostado principalmente do “romance”, da ligação entre dois personagens. Mas eu digo, que o que gostei mais neste livro foi a ligação entre uma personagem e um programa. É esquisito isto que acabei de dizer, eu sei! Mas quem ler este livro, perceberá. Existe ação, existem momentos tristes ou momentos que nos fazem prender a respiração! E tudo isto, apresentado neste estranho mas fantástico formato (E a capa é linda, claro!!)!

Boas notícias: Foi, ou vai ser, lançado o segundo livro desta série. Não sei se é continuação ou se é outra história, mas mal posso esperar por vê-lo traduzido!