Aquisições de Abril [Book haul] – 2017

E chegámos ao fim de mais um mês! Não é estranho que o tempo tenha passado tão rápido? Senti que Abril passou a voar, comparado aos outros meses e vendo bem, já estamos quase a meio do ano (uau)!

Abril foi um mês recheado de coisinhas boas. Muitos destes livros são novidades, inclusive, pelas ansiava à muito tempo e outros são livros que já li mas que não resisti a adquirir uma nova edição. Apenas duas aquisições estão por ler destes 10 livros, o que é ótimo, porque assim não acumulo mais livros na minha tbr, que já vai nos 60 livros hahahahaha Alguém que me ensine como ler mais livros num mês, por favor! hahaha

“Eternal Darkness – Oblivion” será uma das minhas próximas leituras. Mal posso esperar!!

Já leram ou querem ler algum destes livros? Que tal foi o vosso mês em termos de aquisições de livrinhos? 🙂

A Espada de Verão (Magnus Chase e os Deuses de Asgard #1) – Rick Riordan [Opinião]

17457854_1393066097383169_7675877794765465900_nTítulo Original: The Sword of Summer
Publicação: Abril-2017
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896578886
PVP: 17,76€ – Compra em www.wook.pt  
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: A Espada de Verão, é o 1.º livro da nova série que desta vez nos apresenta uma aventura com os deuses nórdicos: deuses, magia, mitologia e muitas aventuras com os viquingues.
Rick Riordan traz a aventura, o mistério e o humor já tão característicos dos seus livros onde mistura a vida moderna dos jovens de hoje com a mitologia e história.
Uma série viciante, cheia de suspense e de problemas e surpresas para os heróis resolverem.

Opinião: A primeira vez que li Rick Riordan foi no ano passado, estreando-o com Percy Jackson. Li o primeiro livro mas confesso que depois de tanto ouvir falar dos FANTÁSTICOS livros que Percy Jackson eram, acabei desiludida pois achei a história demasiado juvenil. Mas então disseram-me que o personagem tinha 12 anos, então era normal sentir isso. Lá decidi dar uma segunda oportunidade a Rick Riordan com uma série mais recente, “Magnus Chase e os Deuses de Asgard”, igualmente muito falada mas com um protagonista uns anos mais velho. A conclusão a que chego é que a escrita de Riordan é demasiado juvenil para os meus gostos, seja com protagonistas de qualquer idade. O meu “eu” de 16, ou até mesmo 18 anos, talvez adorasse a escrita dele, mas o meu “eu” atual? Definitivamente, não.

E vocês perguntam-se porque dei 4 estrelas, se é um “não”. O meu único problema aqui é mesmo a escrita do autor. Acho que estes livros são fantásticos para pessoas entre os 11 e os 18 anos (mais ou menos), porque a forma como o autor decide desenvolver tudo, desde diálogos à ação, acaba sendo um pouco juvenil, principalmente para alguém com alguma bagagem literária, como eu, que já leu um pouco de tudo.

Porém, dei 4 estrelas pois gostei, se pusermos de parte a escrita do autor. Achei os personagens bastante engraçados e bem desenvolvidos. Gostei principalmente de Hearthstone (ilustração mais abaixo – personagem com o cabelo loiro), que mesmo sendo alguém da poucas palavras, é um ótimo personagem. Também achei graça à prespetiva que o autor mostra dos deuses nórdicos como Thor ou Odin. Embora não consiga imaginar um mundo onde Thor é descuidado e nada bonito (influências da Marvel hahaha), achei graça aos deuses e aos seus papéis na história. Foi também agradável esta mudança de “mundos”, onde aqui não reinam os deuses gregos, mas sim os nórdicos. Sem dúvida, que depois deste livro, vou querer ler mais livros e ver filmes que envolvam mitologia nórdica.

Resultado de imagem para magnus chase the summer sword fan art

A história, embora com um desenvolvimento mais direccionado ao público jovem, é cheia de aventuras e momentos bastante divertidos e dei por mim a realmente gostar de alguns acontecimentos como a parte do Hotel de Valhala ou a competição no mundo dos anões.
O final ficou um pouco aberto e embora tivesse dito a mim que não leria mais nada de Rick Riordan, sinto curiosidade em saber quais os planos de Loki (que me pareceu um ótimo vilão, bem desenvolvido na história). Não resisto e terei que ler a continuação das aventuras de Magnus Chase! hahaha

Se eu fosse mais nova, teria adorado ou AMADO este livro. No entanto, apenas gostei. Gostei mais do que o anterior livro que li do autor pois senti alguma evolução na escrita e na forma como o autor cria os seus personagens e respetivas personalidades. É um livro escrito para os mais jovens, mas não deixa de ser um bom livro, que diverte e encanta um leitor mais adulto com o seu mundo e personagens!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Desassossego – Nova chancela do Grupo Saída de Emergência!

Chegados a 2017, o grupo Saída de Emergência lança-se a um novo desafio: a chancela Desassossego.
Criada a pensar em obras de não ficção de autores portugueses e estrangeiros, vai cobrir as mais diversas áreas: História divulgativa, ciência, política, psicologia, saúde, bem-estar, etc.

Os primeiros lançamentos irão incluir as seguintes obras a apresentar na Feira do Livro de Lisboa de 2017;
“Os Julgamentos que Mudaram a História” de Ana Margarida de Carvalho
“E Deus Criou o Mundo” de Carlos Quevedo
“O Último dos Czares: Nicolau II e a Revolução Russa” de Robert Service
“Mulheres Fora da Lei” de Anabela Natário.

Com a mesma qualidade editorial e gráfica a que habituou o seu público, a Desassossego vai publicar cerca de 25 títulos por ano. Sempre com temáticas que dão a conhecer novos mundos, lançam desafios, propõem reflexões, convidam ao debate, inquietam o leitor e obrigam a repensar ideias já formadas sobre todos os temas.

EM SUMA, SÃO LIVROS PARA PENSAR.

DSG_logo_rgb.jpg

Grupo Porto Editora divulga as primeiras presenças na 87.ª Feira do Livro de Lisboa

Como já devem saber a Feira do Livro de Lisboa (FLL) deste ano irá realizar-se entre 1 e 18 de Junho. Como costume, esta contará com a presença de vários autores!

Além da Paula Hawkins, confirmada pela Topseller, não se sabia que outros autores viriam à FLL. Esta tarde, o grupo Porto Editora revelou alguns autores muito conhecidos que marcarão presença na FLL deste ano!

Autores que nos unem define o posicionamento e a presença do Grupo Porto Editora na edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa. A programação está a ser trabalhada desde há alguns meses com o objetivo de contribuir para a celebração do livro e da leitura, reunindo escritores portugueses e estrangeiros e organizando lançamentos, sessões de autógrafos, atividades para crianças, tertúlias, showcookings, workshops e muitas outras ações que, à semelhança das edições anteriores, vão levar milhares de leitores ao Parque Eduardo VII, em Lisboa e que serão conhecidas ao longo das próximas semanas através do site http://www.autoresquenosunem.pt e de outros meios.

AS PRIMEIRAS CONFIRMAÇÕES

unnamed.png

Para já, destacam-se as presenças do escritor chileno Luis Sepúlveda que lança, na próxima semana, o romance O Fim da História, e da italiana Sveva Casati Modignani que, para além dos seus inúmeros êxitos, fará a apresentação do seu mais recente livro Como Vento Selvagem. Os dois romancistas estarão no espaço Autores que nos unem no fim de semana de 10 e 11 de junho.

O tradutor, escritor e professor universitário Frederico Lourenço, responsável pela nova tradução da Bíblia, cujo segundo volume foi recentemente publicado, e José Eduardo Agualusa estão também confirmados para esta 87.ª edição da Feira do Livro de Lisboa. O escritor e jornalista angolano terá oportunidade de autografar muitas das suas obras premiadas ao longo da sua carreira e também A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, uma fábula política e satírica que será lançada em maio.

O jornalista Mário Augusto estará, também, no espaço Autores que nos unem e promete conduzir todos os presentes numa viagem ao passado, através de uma revisitação do seu livro A Sebenta do Tempo. Também confirmadas estão Ana Maria S. A. Rodrigues, Manuela Santos Silva e Ana Leal de Faria, investigadoras que coordenaram a equipa de autores da obra Casamentos da Família Real Portuguesa e Luísa Schmidt, autora de Portugal: Ambientes de Mudança .

Mais informações serão divulgadas em breve!

Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins [Opinião]

16387199_1341203742569405_8636258543829571098_nTítulo Original: Anna and the french kiss
Publicação: 03-2017 (reedição)
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897261763
PVP: 14,90€ – Compra-o em www.wook.pt ou http://www.leyaonline.com
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante – que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas.

Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Opinião: Parece que todos já tinham lido este livrinho, menos eu. Então, com esta reedição lindíssima, decidi dar uma oportunidade à história de Anna “Elefante”. Embora de inicio estivesse curiosa, não percebia como é que poderia haver um beijo francês, se Anna não conhecera nenhum francês. Mas rapidamente dei por mim agarrada a este livro e a perceber o porquê do “beijo francês” no título. O que não percebo é porque demorei tanto tempo a ler este livro, porque é de facto muito bom, sem nada de muito complexo.

O Romance que se desenvolve não poderia deixar de ser lindo, cheio de romantismo. Adorei que a história se passasse em França e que a autora abordasse vários pontos pelos quais o país é conhecido: cinema, a sua comida, o amor. Senti-me facilmente envolvida na história, como se estivesse realmente em París, a visitar os vários lugares como a Catedral de Notre Dame. Ainda agora sinto alguma vontade de comer um croissant hahaha
Étienne é um personagem que adorei, assim como Anna e o seu grupo. Identifiquei-me imenso com Anna em várias coisas, principalmente no seu pavor de não saber Francês (é lindo de se ouvir, péssimo de se aprender). Mas afinal quem não se identifica? Anna é divertida mas tem tantos outros traços que representam muitos de nós, leitores, na nossa adolescência, sem dúvida. Não é chata em momento algum, como geralmente as protagonistas deste estilo de livros são. É a adolescente típica mas uma adolescente que adorei.

O romance e a história do livro foram absolutamente viciantes, deliciosos. Depois de ter terminado a minha re-leitura de ACOMAF (A court of mist and fury – Sarah J. Maas), sentia mesmo uma necessidade enorme de algo bastante mais leve mas envolvente mesmo assim e “Anna e o beijo francês” foi o livro ideal, que ultrapassou as minhas expectativas! O que gostei mais neste livro foi sem dúvida o local escolhido pela autora e o seu romance que, mesmo sendo simples, é cativante e agarrou-me desde as primeiras páginas. Também a escrita da autora é simples mas boa, sabendo desenvolver diálogos no ponto certo, de forma divertida assim como o romance que não podia ter sido escrito de forma melhor. Espero ler num futuro próximo os livros seguintes. Sei que não terão a Anna e o Étienne como protagonistas, mas espero encontrá-los lá!
O livro ideal para fãs de “Espero por ti” (Jennifer Armintrout) e “O Erro” (Elle Kennedy)!

Uma leitura com o apoio de18811087

Se eu fosse tua – Meredith Russo [Opinião]

17361677_984667894999833_5217914283792169674_nTítulo Original: If I Was Your Girl
Publicação: Abril-2017 
Editor: Nuvem de Tinta 
ISBN: 9789896652197 
PVP: 16,30€ – Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Só porque tens um passado, não quer dizer que não possas ter um futuro.
Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém.
Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem.
Mas como, quando guarda um segredo tão grande?
Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Opinião: “If I was your girl” é o primeiro livro que leio cuja protagonista é transsexual. Já tinha lido alguns livros que incluíam personagens homossexuais mas nunca antes tinha lido nada com transsexuais e foi sem dúvida uma leitura surpreendente! A escrita de Meredith Russo é fluída e simples, no sentido em que nos agarra desde a primeira página. Simples mas cativante. E algo que adorei neste livro foi a forma brilhante em como a autora transmitiu o que tinha a transmitir: os sentimentos da personagem, ensinando-nos algumas lições também. É um livro brilhante, sem muita complexidade, mas que é triste e lindo ao mesmo tempo. Acho que o que tornou a história ainda mais real na minha cabeça foi saber que a autora é também transsexual como a sua personagem, pelo que chega-se a sentir que muito do que acontece no livro poderá ter acontecido na vida de Meredith Russo.

Amanda não é apenas uma personagem linda como também é forte e corajosa. Por tudo o que enfrentou e por tudo o que enfrenta. Esta pode ser a história de muitas pessoas que passam por uma mudança destas nas suas vidas, mudança essa que ainda hoje é vista de forma preconceituosa e mal compreendida pela sociedade. A voz da personagem é forte mas acima de tudo dá-nos uma visão interior do que realmente a vida de uma pessoa transsexual pode ser ou pelo menos ter sido. O que acontece no passado e presente com Amanda é triste, muito triste, ao ponto de me deixar totalmente sem palavras, revoltada e emocionada. Apesar de ser bastante triste ver tudo o que a protagonista sofre como consequência do seu desejo e sentir, a história acaba também por ser de alguma forma forte e bonita e foi isto que mais me agarrou e marcou neste livro. A escrita de Meredith é sobretudo envolvente e capaz de emocionar qualquer um. Mesmo agora, horas depois de terminar de ler o livro, não consigo parar de pensar nele.

No fundo, não sinto que este livro gire em redor do romance. Temos romance e é importante de certa forma, mas acho que no fundo a intenção deste livro é dar-nos a mostrar o outro lado, os sentimentos deste grupo de pessoas que ainda é tão julgado e incompreendido pelo ser humano. É um livro cheio de lições, cheio de emoções, que só me fez compreender melhor estas pessoas que aos olhos da sociedade não são normais, quer sejam elas de orientações diferentes ou transsexuais. Tal como a autora disse nas suas notas:

“Todas as pessoas são lindas e merecem que o seu corpo, identidade e atividade sejam respeitados”.

Não acho que alguma vez vá encontrar uma frase tão verdadeira e humana quanto esta!
O final, apesar de ter deixado em aberto a conclusão de uma determinada situação, foi bom e positivo. Não podia dar nada mais nada menos que 5 estrelas, pois este livro merece sem dúvida todo o sucesso que tem tido! É um livro, que assim como “O Coração de Simon Contra o Mundo” (uma novidade Porto Editora, com opinião já aqui no blogue!), que deveria ser lido por todas as pessoas, principalmente por aquelas que não compreendem a comunidade transsexual. Uma leitura obrigatória também, que tenho a certeza que muitos adoraram, assim como eu adorei!

E a propósito deste tema, não consegui deixar de me lembrar de um filme e uma série que falam ou ao menos incluem este tema! “Sense8” (trailer) é uma série que inclui um casal de duas mulheres, uma delas transsexuais, e são sem dúvida um dos meus casais favoritos de todo sempre (no mundo das séries). “A Rapariga Dinamarquesa” (trailer) conta-nos a história do primeiro homem a submeter-se a uma cirurgia de mudança de sexo. Ambos, série e filme, são ótimos, principalmente este último por nos dar uma visão completa e “informativa” do que é realmente um transsexual e o que este sente. Vejam-no, pois é mesmo muito bom, pelo seu tema e pelo seu elenco fantástico!

Desejo Concedido (As Guerreiras Maxwell #1) – Megan Maxwell [Opinião]

17760188_993519937447962_1570355836011636748_nTítulo Original: Deseo Concedido 
Publicação: Abril-2017  
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578916 
PVP: 18,85€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips – jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Opinião: “Desejo Concedido” é o primeiro livro da série Guerreiras Maxwell e é também o primeiro livro que leio da autora. Não sei se é o melhor livro dela ou o livro pelo qual deveria ter iniciado esta autora, pois isto só um fã sabe dizer-me, mas gostei desta estreia. Megan Maxwell tem uma escrita simples, fluida e sabe porporcionar ao leitor uma leitura muito divertida.
Gostei deste livro sobretudo pelos seus personagens principais, que pela sua teimosia me lembraram Jamie e Claire de Outlander, então não demorei muito a ganhar um certo carinho por eles e pela história, embora Megan, por vezes, tenha tornado-se um tanto irritante e imatura em insistir na sua rebeldia. Mas gostei deles e da sua teimosia.

Outro ponto que gostei foi especialmente a história passar-se no meio de clãs, nas Terras Altas, na Escócia, o que trouxe algo de especial para este livro. Confesso que agarrei logo neste livro da autora principalmente por este pormenor. Fãs de Outlander serão sempre fãs de história que se passem na Escócia… hahaha

Algo que gostei e não gostei (fiquei com uma mistura de sentimentos em relação a isto) foi a ação. Acontecia algo de mau, resolvia-se. E voltava-se a repetir. E novamente. E novamente. Isto até ao fim do livro. Não gostei por um lado, pois tornava a personagem feminina principal irritante, como disse, afinal chegava a ser excessivo tantos problemas. Ao mesmo tempo, gostei, pois veio quebrar um pouco o padrão de “Inicio > Problema > Fim”. Gostei pois trouxe também alguma diversão e fluência ao livro, impedido-me de sentir aborrecida pelas partes mortas que geralmente surgem na maioria dos livros, o que não é o caso deste livro, sem dúvida. Nisto, Megan Maxwell conquistou-me, pela sua fluidez na escrita e pela forma divertida como conta a história.
Foi uma boa estreia relativamente a esta autora e espero vir a ler muito mais de Megan Maxwell no futuro, principalmente o livrinho desta série que fala sobre Niall (o irmão de Ducan) e Gillian! Estou bastante curiosa com o que virá hehe

Uma leitura com o apoio de500_9789892336435_confia_em_mim

[FILME] Velocidade Furiosa 8 (2017) – Opinião

Título original: The Fate of the Furious  
Gênero: Ação, Suspense
Data de lançamento: 13-Abril-2017
Elenco Principal: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Charlize Theron, Ludacris, Nathalie Emmanuel.
A minha classificação: 8/10 estrelas

Opinião: Apesar dos filmes não estarem já tão centrados nas corridas como antes, sinto que esta mudança que veio acontecendo ao longo de Velocidade Furiosa foi algo de positivo, pois como se costuma dizer “O que é demais, enjoa”. O facto de agora os filmes terem mais ação, principalmente neste novo filme, trouxe algo de novo e uma mudança que impede que a série de filmes perca a sua qualidade, apesar de muitos fãs sentirem falta das corridas de carros. Por cá, prefiro muito mais a ação que tem vindo a aumentar de filme para filme.
No entanto, não sabia o que esperar de uma continuação sem Paul Walker, porque ele era um dos principais. Senti realmente a falta dele neste filme. Porém adorei o argumento e toda a ação presente no oitavo filme da saga Fast and Furious. Gostei ainda mais do que do filme anterior. Este teve algo mais: mais ação, mais momentos cheios de humor com Roman e também com Shaw, mais personagens fantásticos e bem criados assim como drama do filme.

tumblr_ohxp7iyLKr1qjj2qyo2_500.gif

Quando soube que Charlize Theron seria a nova vilã, fiquei bastante entusiasmada e não posso dizer que me desiludi! Ela é uma excelente atriz e como sempre fez um bom trabalho como Cipher. Também Jason Statham esteve fantástico, assim como Tyrese Gibson, que foram para mim grandes destaques neste filme, não só pela excelente atuação a nível de ação (relativamente a Jason), mas também pelas imensas gargalhadas que ambos me proporcionaram, o que melhorou em muito a qualidade deste filme. Houve também o regresso de um ator de filmes anteriores (fica aqui a surpresa hehe), que adoro, porém tenho pena que não tenham desenvolvido muito mais o seu regresso, dai ter dado menos pontuação ao filme.
Sobre todo o “plot” do filme: gostei! Surpreendi-me imenso com tudo o que foi acontecendo, desde as cenas que envolviam carros fantasmas ao mistério por detrás da traição de Dominic Toretto e a sua lealdade à vilã. Li há umas horas que do orçamento de 250 milhões de euros, dado aos produtores deste filme, duas centenas de carros foram usados, acabando danificados ou mesmo destruídos, incluindo a destruição total de um lamborghini. Fiquei surpresa com isto, pois pensei que muitas das cenas de ação não passavam de efeitos de computador e assim. Talvez esta exorbitância foi o que permitiu que este filme se tornasse ainda melhor do que esperado e seja talvez o que distingue “Fast and Furious” de qualquer outro tipo de filme com ação e carros.

fate-of-the-furious-the-rock-jason-statham.gif

No entanto, não posso deixar mencionar uma falha enorme na história: Ian Shaw (Jason Statham), como se calhar se lembram, no filme anterior quase matou a família de Dominic, e inclusive matou um membro da equipa dele (RIP Han Lue 😦 ), por vingança ao que fizeram ao seu irmão Owen Shaw (Luke Evans). Porém neste 8º filme, este é solto para ajudar a equipa de Dominic a caçar este e Cipher. Até aqui tudo bem. Porém mais para o final, vemos este a sorrir e a apertar a mão a Dominic, como se de repente fossem cúmplices ou amigos. Independentemente da “boa” ação dele neste filme, fico sem perceber qual o sentido da mudança de “humor” entre ambos, pois Ian matou pessoas importantes para Dominic, assim como este último foi o que fez com que o irmão de Shaw fosse parar a um hospital e acabasse preso. Então de facto, isto é uma enorme falha, digam-me o que quiserem: uma rivalidade com histórico que é terminada de um momento para o outro, com sorrisos. De repente, foi esquecida a morte de Han Lue e a quase morte da irmã e cunhado de Dominic?

Um filme não seria um filme sem falhas, claro. Mas realmente gostei deste filme. Talvez seja um dos meus favoritos até agora, desta série de filmes. Achei bastante bonita a homenagem feita, mesmo que indiretamente, a Paul Walker. Foi um filme cheio de ação, velocidade, mas sem deixar de ter o seu toque de humor, principalmente numa das cenas finais de Shaw no avião! Fãs dos filmes não podem perder este, sem dúvida.

Trailer: