Literatura | Aquisições de Setembro — 2017

Terminado mais um mês, apercebi-me que faltam apenas 3 meses para o fim de 2017. Como é possível? Passou tão rápido! Este mês, então, passou a correr. 

E como não poderia deixar de ser, venho mostrar-vos quais os livrinhos que chegaram cá a casa durante o mês de Setembro!

Este mês foram menos os livros, em relação aos meses anteriores, mas foram livros que queria imenso ler. Alguns já li, outros estou bastante ansiosa por ler! 

Como foi o vosso mês por esse lado, a nível de aquisições? 😉

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Literatura | “As Mulheres no Castelo” de Jessica Shattuck — Opinião

Título Original: The Women in the castle
Publicação: 4 de Outubro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579777
PVP: 18,85€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Baseado numa história verídica.
Na guerra fizeram escolhas impossíveis, agora têm de viver com elas.

Três mulheres, assombradas pelo passado. Marianne von Lingenfels volta ao castelo abandonado, dos antepassados do marido.
Para cumprir a promessa que fez aos corajosos companheiros do marido: encontrar e proteger as suas mulheres no meio das cinzas da derrota da Alemanha nazi.

Um livro com uma pesquisa histórica rigorosa e que oferece um novo olhar e novas realidades da Segunda Guerra Mundial, um dos períodos mais lidos da nossa história.

Opinião: Não sabia exatamente o que esperar deste livro. Talvez um drama, e algum romance, passado durante a segunda guerra mundial, foi o meu pensamento ao ler as primeiras páginas… Mas nunca esperei que o ponto histórico fosse abordado e descrito neste livro da forma como o foi.

Foi esta a parte de “As Mulheres no Castelo” de que mais gostei, de facto: toda a história, nesse mesmo sentido, desde os Nazis, Hitler ao pós-Segunda Guerra Mundial. É notável a enorme pesquisa que a autora fez, dado que esta demorou 7 anos para escrever este livro, pois Shattuck fala desta fase da história da humanidade de forma extensa, repleta de detalhes que nos prendem ao livro. Surpreendi-me imenso com isso, de forma positiva, e adorei ter acesso a uma visão ampliada do que foi realmente a guerra e o poder de Hitler sob a Alemanha.

Apesar disto, a história, no sentido de premissa e do ponto principal deste livro (as 3 mulheres), é um pouco confusa, parecendo que a autora inseriu certos personagens ou momentos de forma aleatória, sem razão alguma. Não entendi bem o tema central deste livro. A escrita da autora não ajudou muito, pois tornou a leitura, em certos momentos, lenta. Apesar de ter adorado a larga e detalhada visão que a autora traz-nos da Segunda Guerra Mundial, infelizmente esta vem fazer sombra ao que deveria ter sido, na minha opinião, o principal deste livro: a história das três mulheres. Mas, como disse, por outro lado, essa “sombra” foi um ponto que simplesmente adorei e que compensou em muito este pequeno ponto impreciso.
No entanto, adorei Benita e Ania. Marianne nem tanto, pois achei-a um pouco chata, cujo o papel na história torna-se incompreensível e por vezes supérfluo. Mas as outras duas mulheres e as suas vidas são simplesmente tristes e comoventes. Esperava ter encontrado um final diferente do que encontrei, neste livro, mas mesmo assim, adorei-o, principalmente as suas últimas páginas.

Para quem procura um romance, poderão ficar um pouco desiludi-dos, pois sinto que o que Jessica Shattuck trouxe-nos foi um livro cheio de história e muitos detalhes, o que encantará certamente quem adora história, por isso são a essas pessoas, que adoram história, que recomendo este livrinho!
“As Mulheres do Castelo” é um livro fenomenal — apesar de distanciar-se (talvez) do principal — que adorei e que me marcou pela diegese de uma época tão negra da história da humanidade.

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Literatura | “A Condessa Acidental” (Playful Brides #2) de Valerie Bowman — Opinião

Título Original: The Accidental Countess
Publicação: 18 de Setembro de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869289
PVP: 16,99€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Uma história de amor encantadora, inteligente e espirituosa.

Lady Cassandra Monroe esperou sete longos anos por que o homem dos seus sonhos, o Capitão Julian Swift, voltasse da guerra. Escreveu-lhe durante todo o tempo em que ele esteve fora e agora, por fim, ele regressou. Infelizmente, Julian está comprometido com Penelope, prima de Cassandra…
Julian regressa com a intenção de romper o seu compromisso com Penelope e procurar Cassandra, mas esta não o sabe, julgando que Julian nunca poderá ser seu. É então que a sua amiga Lucy tem a ideia de apresentar Cassandra a Julian como Patience Bunbury, de modo a aproximá-los.
Patience não existe, é apenas uma amiga que Penelope inventou para escapar a obrigações sociais. Só que Julian fica encantado com esta bela e sensual dama, não percebendo que se trata, na verdade, da mulher que realmente ama.

Poderá uma grande farsa conduzir ao verdadeiro amor?

Opinião: Com uma capa ainda mais bonita e com uma história igualmente apaixonante e divertida, este segundo livro da série Playful Brides é, na minha opinião, ainda melhor que o primeiro, “A Duquesa Inesperada“. Desde que conheci Cassandra e o seu amor por Julian no livro anterior, que queria ver mais deste casal, por isso imaginem a minha alegria quando soube que vinha a caminho um novo livro desta série a falar exatamente deles!

Tal como acontece nos livros de Sarah MacLean, nos livros de Valerie Bowman voltamos sempre a reencontrar personagens anteriores ou até mesmo a conhecer futuros possíveis casais, o que é algo que simplesmente adoro, por trazer uma maior fluência à leitura de cada livro, cativando-nos a continuar a ler esta série.
Cassandra é uma rapariga mais calma mas de quem gostamos facilmente. Os planos em que esta se vê metida graças Lucy, vêm trazer um lado divertido a este livro. De facto, este livro não teria sido tão divertido, se não tivéssemos Lucy de volta, a fazer-nos rir com tantos esquemas inacreditáveis.
Gostei muito mais de Julian, do que Derek, por várias razões, sendo a principal o seu passado e a forma como ele lida com ele. Senti que houve algum toque mais dramático neste segundo livro, devido a esse passado e adorei-o por completo!

Julian e Cassandra juntos formam uma dupla apaixonante, sem dúvida. São o meu casal favorito da série até agora e espero encontrá-los nos próximos livros.
Valerie Bowman conseguiu mais uma vez prender-me à sua narrativa lindíssima e absorvente. É impossível não devorarmos este livro em horas, pois o romance e personagens que encontramos nos seus livros são simplesmente magnificos.

Uma leitura com o apoio de554f9-logo_topseller_lema

Literatura | “Foste Sempre Tu” de Carrie Elks — Opinião

Título Original: Fix You
Publicação: 6 de Setembro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579760
PVP: 16,90€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Na véspera de Ano Novo, 1999, Hanna e Richard conhecem-se e a atração é imediata, mas os seus mundos são muito diferentes. Ela é inglesa e tem planos para uma carreira no jornalismo, ele é filho de um rico norte-americano e está destinado a Wall Street. Hanna e Richard voltam às suas vidas, mas mantêm o contacto.
Até ao dia em que se encontram em Nova Iorque e tudo muda. Depois de uma noite apaixonada, tentam fazer as coisas funcionar, mas nenhum deles imagina as formas como o o amor de ambos será desafiado.
Quinze anos depois, nenhum deles suporta ouvir o nome do outro. Até que um dia Hanna irrompe pelo escritório de Richard e revela-lhe um segredo explosivo. Richard tem de decidir se a perdoa, e ambos precisam de decidir se dão uma segunda oportunidade à felicidade ou se a sua história de amor já acabou.
Vale a pena dar uma segunda oportunidade ao amor?

Opinião: Ultimamente, a Editorial Planeta tem nos trazido romances tão bons! Depois de “Antes de Ires“, de Clare Swatman, chega-nos um novo romance de uma autora nova: “Foste Sempre Tu” de Carrie Elks.
A sinopse foi o que mais me cativou, mas o que encontrei no livro foi algo um pouco diferente do que realmente esperava. Porém, esse “algo” veio a ser um factor que melhorou em muito livro. Adorei, por completo, seguir os vários flashbacks que nos vão sendo dados das vidas de Hanna e de Richard e dos seus encontros ao longo dos anos até ao presente, que ao contrário do que esperava acaba por ser apenas uma parte e não o foco. Isto ao meu ver, claro.

O “segredo explosivo” acaba por ser algo vulgar, que tira um pouco da graça à história que acompanhamos já no presente. Esperava realmente algo explosivo, surpreendente. Mas depois de passada a pequena desilusão deste segredo de não ser nada por ai além, dei por mim a gostar bastante do “presente” da história e do desenvolvimento desta, assim como da sua conclusão.

Gostei imenso da escrita de Carrie Elks, que proporciona-nos horas de uma leitura fluente e envolvente, e do romance que esta desenvolveu neste livro. Alguns aspetos poderiam ter sido melhorados, claro, mas adorei esta história. Este livro é repleto de personagens divertidos e refrescantes, com um romance que nos prende desde as primeiras páginas.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “Os Passageiros do Tempo” de Alexandra Bracken — Opinião

Título Original: Passengers
Publicação: 7 de Junho de 2017
Editora: Marcador
ISBN: 9789897543166
PVP: 18,95 — Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.
Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.
Os Passageiros do Tempo acompanha Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, que embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

Opinião: Toda esta premissa de viajar no tempo, com protagonistas de diferentes épocas, lembra em muito “Outlander”. Pelo menos, foi isto que começou por me fez querer ler este livro. Por ser muito bem falado lá fora, e mesmo não gostando muito de ler livros com demasiado hype, fiquei com expectativas altíssimas.
Apesar de não o ter adorado como esperava, gostei de vários momentos desta história e dos seus personagens, principalmente da “espécie” mágica que aqui encontramos.

Durante a leitura de “Os Passageiros do Tempo”, dei por mim numa confusão de sentimentos (a tão conhecida “mix feelings”). Ora gostava do livro, ora não gostava. Ora sentia-me totalmente agarrada ao livro, ora aborrecia-me. O livro é bom e tinha potencial para ser melhor, se não fossem os altos e baixos que, a meu ver, surgem. Há momentos excelentes, partes que nos prendem rapidamente ao livro mas depois temos os momentos mais lentos e de certa forma confusos… A leitura ora é fluída ora é lenta. Não quero dizer que não gostei da escrita de Alexandra Bracken porque ao mesmo tempo adorei o mundo que ela criou. Só acho que ela, em certas partes do livro, perdeu-se ou escreveu sem pensar certos acontecimentos que acabaram por tornarem o livro, por vezes, aborrecido.
No entanto, adorei acompanhar a relação entre Etta e Nicholas, adorei ver Etta abordo do barco e o casal a viajar pela segunda guerra mundial.
Todo o conceito de Viajantes do Tempo é extremamente bem construído. Neste ponto, a autora esteve fantástica, pois construir um mundo deste tipo requer sempre criar respostas para as mais complexas perguntas. O desenvolvimento do mundo foi, sem dúvida, o que mais adorei neste livro.

Apesar de ter estes altos e baixos, recomendo o livro pois os altos são muitos e excelentes e compensam os baixos! Os fãs de Sarah J. Maas irão de certeza gostar deste livro, porque “Passengers” tem uma boa construção de personagens e mundo, algo que encontramos em “Throne of Glass” e “A Court of Thorns and Rose“.

Para mais informações do livro “Os Passageiros do tempo“, clica aqui!

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Literatura | “O Diário de Anne Frank — Diário Gráfico” de Ari Folman e David Polonsky — Opinião

Wook.pt - O Diário de Anne Frank - Diário GráficoTítulo Original: Anne Frank’s Diary
Publicação: 21 de Setembro de 2017
Editora: Porto Editora
ISBN: 9789720040442
PVP: 18,80€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: «12 de junho de 1942: Espero poder confiar-te tudo, como nunca pude confiar em ninguém, e espero que venhas a ser uma grande fonte de conforto e apoio.»

No verão de 1942, com a ocupação nazi da Holanda, Anne Frank e a família são forçados a esconder-se. Durante dois longos anos, vivem com um grupo de outros judeus num pequeno anexo secreto em Amesterdão, temendo diariamente ser descobertos.
Anne tinha treze anos quando entrou para o anexo e levou com ela um diário que manteve no decorrer de todo este período, anotando os seus pensamentos mais íntimos, os seus receios e esperanças, e dando conta do dia a dia da vida em reclusão.
Em 1947, após o fim da Segunda Guerra Mundial — a que Anne não sobreviveria —, o seu pai publicou este diário, um documento inspirador que é ainda hoje um dos livros mais acarinhados em todo o mundo e uma obra marcante na história do século xx.
Lançada mundialmente em celebração do 70.º aniversário de O Diário de Anne Frank, esta é a sua primeira adaptação para banda desenhada, realizada com a autorização da família e tendo por base os textos originais do diário.

Opinião: Lembro-me de em criança ver a minha mãe chegar a casa com “O Diário de Anne Frank” e oferecer-mo. Apesar de entusiasmada, sabem como são as crianças… Pelo menos, eu era um pouco preguiçosa no que tocava a ler livros. Por isso, fui adiando a leitura deste livro, até que agora em adulta soube do lançamento, pela Porto Editora, do diário gráfico de Anne Frank. Agradou-me imenso a ideia de conhecer, enfim, esta história através de ilustrações.

Arrependo-me imenso de não ter lido a história de Anne Frank antes, agora que a conheci. É uma história profundamente triste e bela ao mesmo tempo, cuja protagonista, Anne Frank, é uma criança de 13 anos, que vê-se forçada a viver com a família e uns conhecidos num esconderijo, fugindo assim dos nazis e da caça aos judeus. O que mais adorei neste livro foi a maturidade que encontrei nas palavras de Anne. É incrível como uma rapariga tão nova conseguia, por vezes, ser mais madura que os adultos que viviam com ela. Frases como “Pelo menos a lua não tem religião” ou o valor que esta dá às recordações ser maior do o valor que dá às coisas necessárias ou fúteis, que outras pessoas considerariam importantes, deixou-me surpresa.
Anne é uma figura histórica que adorei conhecer, alguém com uma mente simples e um coração bom, cujo o fim é simplesmente triste, deixando qualquer um de coração apertado enquanto se deseja encontrar um final feliz, onde esta rapariga e a sua família sobrevivem.

As ilustrações desta novela gráfica representam a história de uma maneira inexplicável. Não temos desenhos com uma beleza estética enorme, cheios de cor, e gostei que assim fosse, pois a época em que decorre a história foi uma das fases mais negras da história e tanto os traços como as cores das ilustrações representam bem essa fase da história do mundo. Não li “O Diário de Anne Frank”, como já disse, mas tenho a certeza que as ilustrações que encontramos aqui transmitem na perfeição o que encontramos no livro completo, pois facilmente dei por mim a adorar esta história da mesma forma como milhares de pessoas a adoram.

Este diário gráfico é um livro para todas as idades, pela história, pela época em que esta se passa e também pelas palavras lindíssimas e tão verdadeiras que Anne Frank escreveu. “O Diário de Anne Frank” tornou-se já a minha banda desenhada favorita de sempre!

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo

Literatura | “O Amor que Nos Une” de Megan Maxwell — Opinião

Resultado de imagemTítulo Original: Desde donde se domine la llanura
Publicação: 6 de Junho de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579449
PVP: 18,85€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Segundo volume da série As Guerreiras Maxwell, que tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Gillian é conhecida entre os membros do seu clã, como a Desafiadora. Apaixonada por Niall desde a infância, viveram uma linda história de amor que acabou quando ele partiu para a guerra sem se despedir dela. Gillian jurou que jamais o perdoaria. Niall, no entanto, é tão teimoso e orgulhoso como a amada. Agora que regressou, voltam a encontrar-se, mas nenhum está disposto a dar o braço a torcer. Mas a vida é caprichosa e a paixão começa a apoderar-se outra vez deles. Serão capazes de resistir?
Uma história de amor bastante forte com a componente erótica própria deste género e que fará as delícias das leitoras mais românticas.

Opinião: Confesso que atrasei muito a leitura deste livro pois o primeiro livro que li de Megan Maxwell, “Desejo Concedido” (que é por acaso o primeiro desta série), não foi bem o que eu esperava. Porém “O Amor que Nos Une” é muito melhor em vários aspetos.

Gillian e Niall são, sem qualquer dúvida, muito mais interessantes e bem desenvolvidos do que o par do livro anterior. Há uma certa essência do livro anterior que ronda este, é verdade, mas noto que este novo casal não parece tolo de todo ou exagerado como o outro. Porém, havia momentos em que Niall não se parecia com ele mesmo. Este é descrito como sendo bem humorado mas há certas atitudes que este tem ao longo do livro que simplesmente… não parecem dele. Já Gillian foi uma personagem que adorei do inicio ao fim, cuja personalidade e essência a autora conseguiu manter desde a primeira página.
Um personagem que não posso deixar de mencionar é Kieran. Adorei-o e mesmo tendo poucos momentos com este, foram esses os meus momentos favoritos de toda a história!

O que já esperava e receava encontrar neste livro eram as múltiplas complicações que surgem conforme a história se vai desenvolvendo. Parece que a autora não sabia simplesmente o que escrever a certo ponto, então acabava por criar problemas e problemas e com isso, a história ia tornando-se extremamente aborrecida e enrolativa. Apesar disto, notei alguma melhoria, dado que adorei por completo a primeira metade do livro. Mas como se diz: o que é demais enjoa…

Este livro é mais do mesmo, sinceramente, mas notam-se certas melhorias, principalmente a nível de personagens e de ação, por isso mesmo decidi dar-lhe as 4 estrelas. Gostei muito mais deste segundo livro, por essas mesmas melhorias mas não sei se esta será uma autora que continuarei a seguir. Falavam tão bem dela e dos seus livros e depois deparo-me com uma narrativa e desenvolvimento de história deste género. Este e o livro anterior estariam ótimos se fossem reduzidos para metade do tamanho de história, sem dúvida.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | Literatura | Novidades de 17 a 23 de Setembro — 2017

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Literatura | “Carry On” de Rainbow Rowell

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Publicação: 15 de Setembro de 2017
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730764
PVP: 17,70€ – Compra-o no site da editora em www.saidadeemergencia.com  ou em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Esta é a história de Simon Snow, a personagem fictícia que povoava a vida e imaginação de Cath em Fangirl, o fabuloso romance de Rainbow Rowell

Na famosa Escola de Magia de Watford, Simon desempenha um papel especial: ele é o Escolhido, aquele que irá salvar todos do Mal. Mas a verdade é que, metade das vezes, Simon não consegue fazer a sua varinha funcionar, e, na outra metade, pega fogo a tudo. O seu mentor evita-o, a sua namorada deixou-o, e existe um monstro que se alimenta de magia e que utiliza o rosto de Simon. Para piorar as coisas, Baz, a némesis irritante de Simon, desapareceu. Só pode estar a preparar alguma!
Carry On – A História de Simon Snow está repleto de fantasmas, amor, mistérios. Tem exatamente a quantidade de beijos e de conversa que seria de esperar numa história de Rainbow Rowell – mas muito, muito mais monstros.

Opinião: “Carry On” chegou finalmente a Portugal e este facilmente tornou-se o meu livro favorito da autora (parte de mim já esperava isto)! Muitos de vocês certamente que conheceram “Carry On” em “Fangirl” como sendo a fanfic que Cath escreve. Lá temos acesso apenas a pequenas partes, dado que não é o principal factor do livro e ao contrário dessas poucas cenas que encontramos no livro, com uma narrativa aborrecida, confesso, este livro, agora melhor desenvolvido, acaba por ser totalmente diferente do que esperava. Esqueçam o que leram em “Fangirl”, pois esta história é totalmente diferente do que lá encontraram. A narrativa é muito melhor, assim como os personagens, que acabam por ser mais bem desenvolvidos, e o mundo que tem um toque mais mágico e viciante que nos agarra por completo desde a primeira página.

Baz foi o personagem de quem mais gostei, pelo quão engraçado este era. Para mim, ele é decididamente um “Draco Malfoy” moreno, com dentes de vampiro, mas cujo lado bom é também nos revelado e adorei imenso conhecer este vampiro-feiticeiro. Desde do momento em que este entra em cena no livro, que o vicio tornou-se ainda maior e não consegui pousar o livro. Em horas, tinha-o lido!
O Simon é decididamente uma espécie de “Harry Potter” em todos os sentidos. É corajoso, bom e leal, mas tem também momentos que me fazem suspirar de desespero ou desinteresse. O Simon que conhecemos, enquanto este encontra-se perto de Baz, é um Simon muito mais interessante e impossível não adorar, no entanto, então acabamos por ter um equilíbrio. Também a sua melhor amiga é bastante engraçada, com um estilo de “Hermione” mas que quebra um pouco as regras hehe

Tratando-se de Rainbow Rowell, não esperava de todo encontrar um livro com perigos e vilões de “meter medo” e agradou-me que a autora não tivesse mudado esta essência dela que encontramos nos seus livros: personagens apaixonantes, assim como as suas histórias.

Gostei de Carry On sobretudo pelo romance, porque é impossível não adorar Baz e Simon e a relação que estes têm um com o outro. É impossível não sorrirmos e ficarmos entusiasmados com cada cena destes dois juntos, seja a discutir ou não. Eu certamente que fiquei bastante entusiasmada com estes dois e com as suas aventuras assim como com o mundo que Rowell nos mostra.
“Carry On” é um livro de leitura obrigatória para os fãs de Harry Potter e de Rainbow Rowell, sem dúvida!

Uma leitura com o apoio desaida de emergencia