Literatura | “Mil Vezes Adeus” de John Green — Opinião

capa_MilvezesadeusTítulo Original: Turtles all the way down 
Publicação: 11/2017
Editora: Edições ASA
ISBN: 9789892340753
Compra-o em: www.wook.pt | www.leyaonline.pt
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.

Opinião: Eu e os livros de John Green nunca tivemos uma relação fácil. Excepto “A Culpa é das Estrelas” (TFIOS), não gosto muito das outras histórias, por achá-las um pouco irreais e confusas, em parte.
Porém, apesar de todo o receio de vir a achar este novo livro chato, dei por mim a gostar realmente de “Turtles all the way down”! Este fica desde já classificado como o segundo livro de que mais gosto de John Green, pois TFIOS é qualquer coisa de muito especial, claro.

Nesta nova história, é notável a evolução da escrita de John Green, desde o seu último livro. Em “Mil Vezes Adeus”, vejo personagens adolescentes mais maduros, cuja a parte cómica destes encontra-se no ponto. Existe um equilíbrio, que apreciei imenso, entre o drama e o humor. Não senti que houvesse um tema principal e gostei de tal aspeto, uma vez que os outros livros de John Green acabam por ser um pouco cansativos por isso mesmo. Aqui temos pequenos temas: a ansiedade de Aza, o desaparecimento do pai de Davis, a amizade-romance entre Davis e Aza. É uma história com mais do que um foco, propriamente dito, que gostei imenso e me surpreendeu pela positiva, ao máximo. Prova disso é o facto de ter lido o livro praticamente todo num dia. Mal me habituei à história, foi com rapidez que vi-me agarrada a esta narrativa tão divertida, que é uma das características que adoro nas histórias deste autor e que para mim o distingue de outros autores de literatura juvenil.

Sei que muitos ‘livrólicos’ adoram os livros de John Green, tal como sei que outros gostam apenas de um ou outro livro, como é o meu caso. Mas penso que para qualquer um destes grupos, “Mil vezes adeus” é um livro que vos agradará imenso e que vos entreterá durante horas!

Uma leitura com o apoio deASA

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