Cinema | “Os Passageiros” (2016) — Opinião

Resultado de imagem para os passageirosTítulo original: Passengers 
Gênero: Aventura, Ficção Científica
Data de lançamento: 22 de Dezembro de 2016 (em Portugal)
Elenco Principal: Christ Pratt, Jennifer Lawrence, Laurence Fishburne
A minha classificação: 9 em 10 estrelas

Opinião: Vi este filme no final de 2016, mas deixei o tempo passar e só agora “lembrei-me” de fazer uma opinião a este filme.
“Os Passageiros” passa-se num futuro em que várias pessoas, adormecidas em cápsulas, viajam numa nave até outro planeta, para lá viverem e construírem um novo mundo. Uma dessas pessoas é Jim Preston (Chris Pratt) que acorda antes do tempo, por falha do sistema da nave. Passam-se várias semanas e este começa a sentir-se solitário, até que após ponderar, decidi acordar Aurora (Jennifer Lawrence), uma jornalista. A história gira em torno deste par, que são os únicos seres humanos acordados na nave e que enfrentarão vários perigos, para garantir a sobrevivência da nave e dos que ainda nela hibernam.

Jennifer Lawrence (The Hunger Games) e Chris Patt (Guardiões da Galáxia) não desiludiram, assim como Laurence Fishburne (Underworld), que faz o papel de barman-robô, Arthur. São três atores que adoro e que estiveram fantásticos neste filme. Jennifer é para mim o destaque, o que não é de surpreender, tendo em conta o seu talento, afinal não é à toa que se recebe um Óscar de Melhor Atriz com o tempo de carreira que esta tem.

Mas falando sobre o principal: o filme. Adorei-o imenso, mesmo sendo de fição cientifica, que é um género a que torço um pouco o nariz. Os efeitos são simplesmente espetaculares, assim como todas as tecnologias inventadas/criadas para esta história. O design de tudo é lindíssimo e deu-me imensa vontade de um dia puder viajar numa nave assim. Mas só se fosse VIP, porque não aguentava beber café e comer cereais todos os dias como Jim (hahahahaha)

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A história é genial. Não é demasiado fantasiosa. Tem o equilíbrio ideal para o tipo de ficção que é. Gostei sobretudo do romance que se desenvolve, claro. A parte final do filme e o perigo que ambos enfrentam é de fazer qualquer prender a respiração, porque a conclusão não é previsível à primeira.
Gostaria de ver o mundo a que no final a nave chega, mas entendo que não o tenham feito, pois afinal o filme é sobre aquele par e a forma como ambos lidam com o facto de serem os únicos acordados 80 anos antes do previsto.

Tenho pena de não ter visto o filme em 3D no cinema, pois sei que os efeitos vistos desta forma teriam tornado o filme ainda melhor. Este é daqueles filmes que ficam na cabeça sobretudo pelos efeitos especiais e pela tecnologia existente na nave que é de fazer-nos sonhar com um futuro assim. Recomendo imenso este filme a todas as pessoas que gostem de um drama bem construído e com efeitos que nos prendem ao filme desde o inicio!

Trailer

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[FILME] Piratas das Caraíbas – Homens Mortos não Contam Histórias (2017) – Opinião

transferir.jpgTítulo original: Pirates of the Caribbean – Dead Men Tell No Tales 
Género: Comédia, Ação, Aventura 
Data de lançamento: 25 de Maio de 2017 (Portugal) 
Elenco Principal: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem, Kaya Scodelario, Brenton Thwaites, Orlando Bloom
A minha classificação: 8/10 estrelas

[Esta opinião contém spoilers que estarão marcados a laranja]

Opinião: Depois de “Piratas das Caraíbas – Por Estranhas Marés”, não sabia realmente o que esperar deste novo filme, pois apesar de ter gostado do anterior, não sinto que foi tão bom quanto os três primeiros filmes. Por isto mesmo, decidi que veria apenas o trailer uma vez e nada mais. Nada de fotos, nada de sinopses, nada de clips. Quis ir ao cinema, sem quaisquer expectativas, com a intenção de ser surpreendida e tentar evitar uma desilusão. Posso dizer que foi talvez a melhor decisão, pois adorei o filme, principalmente o novo vilão e o regresso de Will Turner e Elizabeth Swan. Houve imensas melhorias do 4º filme para este, mas mesmo assim continuo com a sensação de que falta algo para o deixar ao mesmo nível da trilogia.

Porém sinto-me um pouco dividida. Há vários pontos que me agradaram e desagradaram ao mesmo tempo. O vilão Salazar é, sem dúvida, melhor que o do anterior filme, mas gostaria que este fosse mais temível, como David Jones foi. Que trouxesse mais obscuridade e perigo consigo. Senti falta de toda a ação que a trilogia inicial tinha. Este filme tem ação claro, mas não senti que fosse na dose certa, embora tivesse tido outros aspetos que compensaram como os piratas e o seu lado cómico ao qual estamos já habituados.

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Também os novos personagens, Carina e Henry, deixam um pouco a desejar mas gostei deles de qualquer forma, sobretudo de Carina que é uma personagem inteligente e moderna para a época. No entanto, é como se não fizessem realmente parte deste mundo, como se não encaixassem na perfeição, o que não foi o caso de Salazar que combinou imenso com o conceito desta franquia.
O argumento em torno de toda esta história do tridente que contém o poder de quebrar todas as maldições é algo que deixou-me entusiasmada mas ao mesmo tempo… Se todas as maldições forem quebradas, o que resta para contar? Até agora, todos os filmes envolveram maldições, mas afinal o que é um bom filme de piratas, sem uma maldição? É verdade que a cena final do filme (após os créditos deste) deixou em aberto um ponto da história e que este ponto poderia facilmente ser explorado num (possível) sexto filme, mas não consigo imaginar Piratas das Caraíbas sem maldições.

Quanto ao elenco…. Personagens à parte, este elenco esteve fantástico, principalmente Kaya Scodelario (Carina), Javier Bardem (Salazar) e Geoffrey Rush (Barbossa) que tiveram atuações impecáveis. Johnny Depp é obviamente o destaque. Não só por ser o rosto principal do filme mas também pelo seu talento único. Momentos cómicos, que fizeram rir à gargalhada, é óbvio que não faltaram e muito disso é graças a esse mesmo talento de Depp em interpretar Jack Sparrow de forma tão brilhante. Johnny Depp nasceu para este papel e mesmo que este tenha sido o último filme com ele, sei que Depp ficará para sempre marcado como o famoso Capitão Jack Sparrow, assim como esta saga ficará para sempre conhecida pela atuação fantástica.

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Os efeitos especiais, maquilhagem e figurinos foram ótimos, como já seria de esperar. A nível de maquilhagem, Salazar foi o destaque, na minha opinião. A nível de efeitos e figurinos, os piratas e vilões são os vencedores. Nesta categoria, Piratas das Caraíbas não desilude.

“Piratas das Caraíbas – Homens Mortos não Contam Histórias” é repleto de surpresas, aventuras e comédia. Em suma, os pontos altos do filme foram sem dúvida Jack Sparrow e as suas piadas, assim como os efeitos que são extraordinários. É especialmente por isto que adoro esta saga e espero que produzam pelo menos mais um filme. Sei que se tal acontecer não teremos mais o nosso pirata favorito e embora não seja a mesma coisa, poderemos ter o regresso de outros personagens que adoramos como Will Turner e David Jones (aka “cara de peixe” como eu gosto de chamar hahaha) pois a cena final deixa em aberta tal possibilidade.

Trailer

[FILME] A Rapariga no Comboio (2016) – Opinião

Título original: The Girl On The Train
Gênero: Drama, Thriller
Data de lançamento: 05/09/2016
Elenco Principal: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennet, Justin Theroux, Luke Evans.
A minha classificação: 8,5/10 estrelas

Opinião: Este é daqueles filmes que merece mais do que a classificação que dei, porém o facto de ter lido o livro antes (opinião aqui) pode ser um fator na questão de gostar ou não do filme. Acho que se fosse ao contrário, se visse o filme antes e lesse o livro depois, aconteceria a mesma coisa, pois uma vez que o mistério está resolvido, revê-lo ou relê-lo, não tem a mesma piada. Mas a verdadeira razão de ter dado, não 10, mas 8.5, foi porque tal como no livro, também o filme (sendo bastante fiel à obra de Paula Hawkins) é um pouco cansativo ao inicio.

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Porém, o que me fez dar esta noite mais alta, no que podia ser um filme de 7 estrelas, foi, sem dúvida, o elenco, destacando principalmente a atuação de Emily Blunt como Rachel. O elenco é espetacular, mas Emily fez um ótimo trabalho, e trouxe à vida uma personagem que certamente me irritou, ao contrário da personagem que encontramos no livro, que não me fez suspirar e revirar os olhos tantas vezes (pela sua bebedeira) como aconteceu ao longo do filme. Apesar de irritante a personagem, Emily tornou esta personagem ainda mais “real” e melhor, no sentido em que trouxe à vida certos aspetos a que não prestei muita atenção quando li o livro.

Como disse, o filme está bastante fiel ao livro, excepto algumas partes que envolvem o Scott (Luke Evans) e Rachel, que não considero que sejam partes relevantes para o filme e que torná-lo-iam melhor do que já é, ou pior, claro.
Apesar disto tudo, houve um pormenor que gostei mais no livro: Rachel viaja todos os dias para Londres. No filme, ela viaja para Nova Iorque. E eu, adorando Londres e todos aqueles sotaques britânicos, não gostei que tivessem mudado este pormenor, pois Londres e o seu tempo cinzento, teriam dado ao filme um tom mais sombrio.

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Quem gostou de Gone Girl (Em parte incerta), gostará de certeza deste livro. Não digo que seja repleto de reviravoltas, como Gone Girl, ou que seja tão sombrio e chocante, tem uma dose de mistério que agarram qualquer um.
E para aqueles, que tal como, tinham receio de que o filme fosse uma adaptação fraca do livro, como acontece na maioria dos casos (o livro é sempre melhor que o filme), posso garantir-vos que gostaram de certeza deste filme. Entre o livro e o filme, não sei dizer qual o meu favorito, pois o elenco fez mesmo um ótimo trabalho, assim como a equipa de produção do filme, e tudo isto fizeram deste filme uma das melhores adaptações de literatura que já vi.

Trailer