[FILME] Mulher Maravilha (2017) – Opinião

Mulher_maravilha_01.jpgTítulo original: Wonder Woman 
Género: Ação, Aventura, Fantasia
Data de lançamento: 1 de Junho de 2017
Elenco Principal: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Danny Huston, David Thewlis, Elena Anaya, Robin Wright
A minha classificação: 6,5/10 estrelas

[Esta opinião contém spoilers que estarão marcados a laranja]

Opinião:O melhor filme da DC“, “A DC conseguiu!“, foram algumas das opiniões que ouvi por parte de críticos ou apenas de fãs e é normal que o meu entusiasmo para ver este filme só tenha aumentado, porém quando cheguei à sala de cinema… Vi o filme e sai de lá a perguntar-me o porquê de tanto “hype” em torno deste filme. Sim, é melhor que “Batman vs Superman” mas acho que em termos de história iguala-se a “Suicide Squad”. Porquê? Lá chegaremos.

Gal Gadot surpreendeu-me imenso e não consigo pensar numa atriz melhor para representar a Wonder Woman (a.k.a. Mulher-Maravilha). A sua atuação foi excelente. Também Chris Pine foi um ator que adorei ver neste filme e que teve um desempenho bom. Foram estes atores os destaques do filme, na minha opinião. Foi por eles, principalmente por Gadot, que estou a dar uma classificação um pouco acima da média.
A ação foi fantásticas, MAS apenas nas cenas em que aparecia Gal Gadot. “Mas a ação do filme inclui-a sempre” contra-argumentam vocês. Refiro-me em específico aos momentos em que a câmara focava-se na atriz, e não às cenas de um modo geral, pois Gadot esteve fantástica e tornou todo o filme e as lutas acima do razoável.

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Os aspetos negativos? Dois vilões (humanos) mal aproveitados. Um vilão (deus) ridículo. Se achavam que a Enchantress, de Suicide Squad, era ridícula, ainda não conheceram Ares, ou Sir Patrick (David Thewlis, o Remus de Harry Potter). Até ao momento em que se revela como sendo o Deus Ares, estava tudo a ir bem. Mas quando este se revela… O guião, os efeitos, a ação… Tudo neste vilão foi ridículo ao meu ver. Foi algo que me decepcionou imenso. Danny Huston (Ludendorff) teve um excelente desempenho e realmente adorei o vilão, mas do nada este morre, e é a partir dai, que o filme começa a cair como uma bola de neve: o desastre vai tornando-se maior e maior, com o aparecimento de um segundo vilão (ou terceiro, dependendo do ponto de vista) e com o desenrolar do drama que este traz consigo. Temos também a Dr. Manu (Elena Anaya) que era para mim a “segunda” vilã, mesmo não sendo a principal, e que foi também mal aproveitada, tal como Ludendorff. Ambos começaram por trazer ao filme um drama excelente mas do nada isso é posto de lado, de uma forma ridícula.

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Outro ponto negativo: aborrecimento. Grande parte deste filme pareceu-me simplesmente… aborrecido. Esperava ver mais das Amazonas, mais da Diana na sociedade. O trailer dava a sensação que teríamos imensos momentos cómicos dos comportamentos fora do comum entre outras mulheres da sociedade e isso foi algo que poderia muito ter melhorado este filme. Depois de ouvir tantas críticas positivas relativas a este filme, as minhas expectativas eram altíssimas e este filme quase que foi uma desilusão. Novamente, relembro que Gal Gadot e o pouco das amazonas que nos foi mostrado, foram as únicas razões para acabar por gostar deste filme, mesmo com as cenas finais que só vieram desiludir. O filme começou bem, com a ação no ponto, com o drama no ponto, com excelentes atuações e uma história com “os pés assentes na terra”. Mas do nada, isto torna-se num Poseidon, e fica tudo de “pernas para o ar” e o quase nexo nenhum.

Talvez volte a ver este filme de novo, pois da primeira vez, tinha realmente expectativas altas e agora que não tenho nenhumas, obviamente, quem sabe não dê por mim a gostar mais dele.

Trailer

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[FILME] Velocidade Furiosa 8 (2017) – Opinião

Título original: The Fate of the Furious  
Gênero: Ação, Suspense
Data de lançamento: 13-Abril-2017
Elenco Principal: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Charlize Theron, Ludacris, Nathalie Emmanuel.
A minha classificação: 8/10 estrelas

Opinião: Apesar dos filmes não estarem já tão centrados nas corridas como antes, sinto que esta mudança que veio acontecendo ao longo de Velocidade Furiosa foi algo de positivo, pois como se costuma dizer “O que é demais, enjoa”. O facto de agora os filmes terem mais ação, principalmente neste novo filme, trouxe algo de novo e uma mudança que impede que a série de filmes perca a sua qualidade, apesar de muitos fãs sentirem falta das corridas de carros. Por cá, prefiro muito mais a ação que tem vindo a aumentar de filme para filme.
No entanto, não sabia o que esperar de uma continuação sem Paul Walker, porque ele era um dos principais. Senti realmente a falta dele neste filme. Porém adorei o argumento e toda a ação presente no oitavo filme da saga Fast and Furious. Gostei ainda mais do que do filme anterior. Este teve algo mais: mais ação, mais momentos cheios de humor com Roman e também com Shaw, mais personagens fantásticos e bem criados assim como drama do filme.

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Quando soube que Charlize Theron seria a nova vilã, fiquei bastante entusiasmada e não posso dizer que me desiludi! Ela é uma excelente atriz e como sempre fez um bom trabalho como Cipher. Também Jason Statham esteve fantástico, assim como Tyrese Gibson, que foram para mim grandes destaques neste filme, não só pela excelente atuação a nível de ação (relativamente a Jason), mas também pelas imensas gargalhadas que ambos me proporcionaram, o que melhorou em muito a qualidade deste filme. Houve também o regresso de um ator de filmes anteriores (fica aqui a surpresa hehe), que adoro, porém tenho pena que não tenham desenvolvido muito mais o seu regresso, dai ter dado menos pontuação ao filme.
Sobre todo o “plot” do filme: gostei! Surpreendi-me imenso com tudo o que foi acontecendo, desde as cenas que envolviam carros fantasmas ao mistério por detrás da traição de Dominic Toretto e a sua lealdade à vilã. Li há umas horas que do orçamento de 250 milhões de euros, dado aos produtores deste filme, duas centenas de carros foram usados, acabando danificados ou mesmo destruídos, incluindo a destruição total de um lamborghini. Fiquei surpresa com isto, pois pensei que muitas das cenas de ação não passavam de efeitos de computador e assim. Talvez esta exorbitância foi o que permitiu que este filme se tornasse ainda melhor do que esperado e seja talvez o que distingue “Fast and Furious” de qualquer outro tipo de filme com ação e carros.

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No entanto, não posso deixar mencionar uma falha enorme na história: Ian Shaw (Jason Statham), como se calhar se lembram, no filme anterior quase matou a família de Dominic, e inclusive matou um membro da equipa dele (RIP Han Lue 😦 ), por vingança ao que fizeram ao seu irmão Owen Shaw (Luke Evans). Porém neste 8º filme, este é solto para ajudar a equipa de Dominic a caçar este e Cipher. Até aqui tudo bem. Porém mais para o final, vemos este a sorrir e a apertar a mão a Dominic, como se de repente fossem cúmplices ou amigos. Independentemente da “boa” ação dele neste filme, fico sem perceber qual o sentido da mudança de “humor” entre ambos, pois Ian matou pessoas importantes para Dominic, assim como este último foi o que fez com que o irmão de Shaw fosse parar a um hospital e acabasse preso. Então de facto, isto é uma enorme falha, digam-me o que quiserem: uma rivalidade com histórico que é terminada de um momento para o outro, com sorrisos. De repente, foi esquecida a morte de Han Lue e a quase morte da irmã e cunhado de Dominic?

Um filme não seria um filme sem falhas, claro. Mas realmente gostei deste filme. Talvez seja um dos meus favoritos até agora, desta série de filmes. Achei bastante bonita a homenagem feita, mesmo que indiretamente, a Paul Walker. Foi um filme cheio de ação, velocidade, mas sem deixar de ter o seu toque de humor, principalmente numa das cenas finais de Shaw no avião! Fãs dos filmes não podem perder este, sem dúvida.

Trailer: 

[FILME] Underworld – Guerras de Sangue (2016) – Opinião

Título original: Underworld – Blood Wars 
Gênero: Ação e aventura, drama, terror, fição científica e fantasia 
Data de lançamento (em Portugal/USA): 01-12-2016/06-01-2017 
Elenco Principal: Kate Beckinsale, Theo James, Charles Dance, Tobias Menzies, Oliver Stark, Lara Pulver. 
A minha classificação: 9/10 estrelas

Opinião: Depois do 4º filme “Underworld – O Despertar” ter sido bastante mais fraco, em comparação com os seus anteriores (embora eu tenha adorado-o na mesma), chega o 5º filme (o 4º sobre a negociante da morte Selene) que foi fantástico, surpreendente e que veio despertar em mim uma súbita vontade de rever os três primeiros filmes da série, pois toda a ação que encontramos nos primeiros filmes, e que esteve ausente no filme onde estreou Theo James (David), voltamos a encontrar neste filme, talvez ainda melhor, não só pelos seus efeitos mas também por a apresentação de outros refúgios de vampiros.
Mal sai da sala de cinema e já queria voltar lá, para rever o filme. Em geral, sou assim com esta série de Underworld, mas este teve algo de muito especial em relação aos anteriores, excepto que gostaria de ter visto o par inicial, o romance, que no fim trazia um “gosto” diferente aos filmes, mas isso é uma outra história, que não discutirei, por questões de spoiler.

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Um dos pontos mais fortes deste filme, sem o qual “Blood Wars” não seria o que foi (e provavelmente não chegaria ao nível dos primeiros filmes), é o elenco, sem qualquer dúvida. Beckinsale (Selene), Theo James (David), Charles (Thomas, o pai de David), Menzies (Marius) e Lara (Semira), são tudo atores que já conhecia, uns de filmes anteriores da série Underworld, outros de séries como Outlander, DaVinci’s Demons e outros. São tudo atores que admiro e que respeito bastante, pois sabem representar os seus papéis na perfeição, principalmente Menzies, que interpretou o papel de um personagem detestável18811087 de uma forma incrível (como acontece em Outlander, sendo o vilão Black Jack). Sem eles, acho que o filme não teria sido tão bom.
Em termos de história, achei-a muito melhor escrita e “imaginada”, quando comparando o filme anterior, em que há o envolvimento de humanos, entre as duas espécies (lycans e vampiros), o que para mim tornou-o um pouco chato (o 4º filme). Este filme trouxe mistério, personagens novas, revoltas e dramas diferentes, e não senti que este filme fosse “algo desnecessário”, como aconteceu com o 4º, pois o 3º (“Underworld – A Revolta”) termina de uma forma conclusiva e poderiam ter deixado o filme por ali. Mas fico contente que tal não tenha acontecido, pois mesmo tendo sido o 4º filme um pouco mais fraco, isso levou a que fosse produzido um 5º, que não foi nada mais nada menos do que incrível e deveras viciante!

Em suma, dou 9 estrelas, pois apesar de querer dar as 10, acho que isso só acontecerá com um filme que me faça sentir que não faltou nada. Embora não consiga indicar o que sinto que falte neste filme (talvez o romance, quem sabe), sinto-o, então não terá a totalidade de estrelas. Mas é um ótimo livro e para aqueles que desanimaram um pouco com o 4º filme, recomendo que vejam este, pois vão sentir-se tal como eu, tenho a certeza, caso sejam fãs da série, claro.
E é sempre bom vermos este filme, nem que seja para vermos o Theo James com aqueles olhinhos azuis 😉

Trailer

Uma escolha por amor – Filme (Opinião)

Título original: The Choice
Título no brasil: A Escolha
Baseado no livro “Uma escolha por amor” de Nicholas Sparks.
Atores principais: Teresa Palmer, Benjamin Walker, Alexandra Daddario, Maggie Grace, etc.
Gênero: Comédia romântica (classificação para Portugal)
Ano de produção: 2015

Na passada quinta-feira (11/02), fui ao cinema ver o novo filme baseado num dos romances do escritor Nicholas Sparks, “Uma Escolha por amor”. Não li o livro, confesso, mas tenho intenções de lê-lo, apesar de não ser algo que goste de fazer: Ver o filme e ler o livro depois.

Sobre o filme..

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