Literatura | “Drácula” (Os livros estão loucos #7) de Bram Stocker — Opinião

Foto de The Girl Who Reads Books.Título Original: Dracula
Publicação: 6 de Abril de 2018
Editora: Guerra e Paz
ISBN: 9789897023804
Compra-o em: www.wook.pt | www.guerraepaz.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Será que estás preparado para os dentes afiados do Drácula?
Para os ataques noturnos?
Para descobrir aonde conduzem as escadas secretas do seu quarto?
Escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, em 1897, Drácula é uma história gótica que te vai deixar de cabelos em pé.
Uma história com 120 anos, que podia ter sido escrita ontem.
Para ler até ficar sem pinga de sangue…
O livro de que os seus filhos estavam à espera.

Opinião: Desde criança que adoro tudo o que tenha a ver com vampiros: filmes, séries, livros… Obviamente que a história original é aquela de que mais gosto, pois tem um toque ‘realista’ que outras histórias inventadas a partir daqui não têm. No entanto, nunca antes tinha lido o livro de Bram Stocker, apenas vi o filme baseado neste. Confesso que a ideia de ler uma narrativa em forma de ‘diário’ é algo que me deixava de pé atrás e foi por essa razão que nunca li o tão conhecido livro do conde Drácula.

Eis que a Guerra e Paz anuncia o lançamento de um novo livro para esta coleção de livros loucos e nada me podia ter deixado mais entusiasmada do que saber que o clássico escolhido havia sido “Drácula”.

Foi num abrir e fechar de olhos que li esta adaptação, que surpreendeu-me por não ser no estilo de escrita pelo qual é tão conhecido. É sobretudo na terceira pessoa que a história é contada e eu adorei tal mudança, pois sinto que não teria me sentido tão cativada para continuar a ler página atrás página se tivesse que acompanhar um diário. Esta é a minha visão, claro, uma vez que foi a questão do diário que sempre me impediu de ler o livro antes. Mas sinto que é também algo que agradará muitos leitores, principalmente àqueles que querem conhecer uma versão mais simples deste incrível clássico.

Tal como me aconteceu em “Frankenstein”, a curiosidade em ler o clássico no seu formato original é imensa, após de ler esta adaptação de Raquel Palermo e João Lacerda Matos. É de facto uma aventura fantástica, repleta de personagens que adoro, como Van Helsing, Mina, Jonathan. É como uma espécie de ‘Os Vingadores’ mas de terror: uma história que junta os meus personagens favoritos deste mundo que sempre me fascinou!

Drácula: contado tipo a jovens” é um excelente livro, louco, cheio de pormenores e ilustrações giríssimas e é, sem dúvida,o meu clássico favorito desta coleção!

Uma leitura com o apoio deguerra e paz editora

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Literatura | “A Lady Improvável” (Playful Brides #3) de Valerie Bowman — Opinião

39702229Título Original: The Unlikely Lady
Publicação: 16 de Abril de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869937
Compra-o em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um romance intenso e cativante com personagens absolutamente irresistíveis.
Jane Lowndes é uma jovem solteira de 26 anos que adora ler e que sonha em passar o resto dos seus dias a estudar, a lutar pelos direitos das mulheres e a frequentar salões intelectuais. Contudo, a sua mãe tenta insistentemente convencê-la a casar e a participar em eventos sociais.
Lorde Garrett Upton é um solteirão despreocupado que sobreviveu à guerra e regressou a Londres com o intuito de aproveitar ao máximo a vida. Tal como Jane, não tem qualquer intenção de se casar.
Ambos se conhecem há vários anos, mas não se toleram, estando constantemente a discutir e a provocarem-se. Só que um dia, num baile de máscaras, beijam-se, sem saberem a identidade um do outro. Quando o descobrem, tudo começa a mudar entre eles.
Conseguirá o desejo que sentem um pelo outro superar o sonho de permanecerem independentes e descomprometidos?

Opinião: Leve, divertido e romântico. São estes os primeiros adjetivos que me veem à cabeça quando penso neste novo livro de Valerie Bowman.
Não sabia bem o que esperar deste livro, pois Jane é uma personagem um pouco diferente de Lucy ou Cassandra na forma de agir, um caso peculiar aos olhos de uma sociedade daquela altura, digamos. Sabia, no entanto, que este livro iria surpreender-me e conquistar por completo, o que se verificou ao longo das páginas.

A escrita de Valerie Bowman, bem como a construção que faz quer de personagens quer de história, parece melhorar de livro para livro. Se nos anteriores, não conseguia parar de ler, neste o vicio foi total.
O facto de Jane e Garrett discutirem imenso, provocarem-se e serem diferentes em muitos aspetos foi o que mais atraiu a ler este livro e, consequentemente, a adorá-lo imenso! Desde o primeiro momento romântico, que se dá entre estes dois, que pousar o livro foi impossível, pois só queria mais e mais deste casal. É um dos casais de que mais gosto, dentro deste género.

Garrett assume também um lugar importante nesta lista de favoritos, por destacar-se tanto de outros protagonistas já existentes (tanto em livros desta autora, como em livro de outras). Segui já imensos personagens com atitudes difíceis e teimosos e Garrett é uma lufada de ar fresco, face a esse padrão. É um personagem divertido, com um humor que me pôs facilmente um sorriso nos lábios. A ligação e forma como lida com Jane é simplesmente apaixonante, isto pois adoro um romance onde os personagens se ‘picam’ constantemente, onde existe amizade e respeito acima de tudo.

“Lady Improvável” é uma leitura obrigatória, ideal para quem procura algo diferente do habitual. É um livro que sei que irá conquistar-vos como fez comigo!

Literatura | “Cem Mitos Sem Lógica” de Sara Sá e Pedro Ferreira — Opinião

Publicação: 16 Março de 2018
Editora: Desassossego
ISBN: 9789898892003 
Compra-o em: www.wook.pt | www.saidadeemergencia.com
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Se julga que tem todas as certezas do mundo em relação ao que o rodeia, pense duas vezes…
◦ O Chocolate faz borbulhas.
◦ As avestruzes escondem a cabeça na areia.
◦ Não se deve acordar um sonâmbulo.
Também acredita nestes mitos? Pois é, a informação que nos rodeia é tanta que nem conseguimos parar para separar aquilo que é mito daquilo que é verdade científica.
Em Cem Mitos Sem Lógica, a jornalista de ciência Sara Sá e o neurocientista Pedro Ferreira mostram como a ciência e a história nem sempre confirmam o senso comum. Afinal, o Universo e a nossa cultura são muito mais interessantes e ricos do que parece à primeira vista.
Venha surpreender-se!

Opinião: Uma pessoa tão curiosa, como eu, nunca resiste a ler livros como este! Algo que tenho vindo a adorar nos livros desta nova chancela da Saída de Emergência é que cada capítulo é curto, direto, dando-nos a conhecer o essencial (como é o caso de Julgamentos da História).

‘Cem Mitos Sem Lógica’ é o mais recente lançamento da Desassossego que, tal como o título nos indica, vem desmistificar 100 mitos. Com tantos mitos que existem pelo mundo fora, estava curiosa sobre quais seriam falados. A capa indica-nos, obviamente, alguns, como o de Napoleão ser pequeno ou o das avestruzes porem a cabeça dentro de um buraco. Sobre este último estava bastante curiosa, afinal quem é que nunca acreditou nisto? Eu pelo menos, até há poucos anos, acreditava que era verdade!

Em suma, muitos destes mitos já conhecia. No entanto, muitos deles continuavam mistérios para mim.
É novamente o facto de cada capítulo ser direto a relevar a verdade por trás de cada mito que me fez gostar imenso deste livro. Vários destes mitos são bastante engraçados até, principalmente quando conhecemos o que está por trás de cada um!

Algo que não gostei tanto e que me desconcentrava por vezes ao ler era a presença de várias referência dos livros e autores consultados, ao longo da explicação dos mitos, o que são pormenores que, ao meu ver, poderiam ter sido colocados na bibliografia ou no rodapé dos respetivos capítulos. 

É um livro bastante interessante, engraçado, cheio de mitos ‘absurdos’ mas nos quais muitos de nós certamente que acreditamos durante anos.

Uma leitura com o apoio deDesassossego logo

Literatura | “Acordo com o Marquês” (Scandal & Scoundrel #1) de Sarah MacLean — Opinião

9789898869913Título Original: The Rogue Not Taken
Publicação: 2 de Abril de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869913
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: Sophie Talbot é uma jovem nobre que sempre abominou a vida aristocrática. Quando encontra o cunhado a trair a irmã, humilha-o perante toda a sociedade, tornando-se alvo de chacota. A sua única hipótese é fugir, para recomeçar a vida longe daquele mundo que sempre odiou.
Ao fugir, o seu destino cruza-se com o do Marquês de Eversley, mais conhecido por Rei, um homem que tem fama de dissolver noivados e arruinar as damas da sociedade. Apesar de não se suportarem, decidem fazer um acordo. Rei arruinará a imagem de Sophie para que ela se torne inadequada para casar e, dessa forma, possa viver a vida com que sempre sonhou. Já Sophie fingirá ser noiva de Rei, para o ajudar a vingar-se do pai, com quem ele se desentendeu.
Iniciam assim uma viagem até ao castelo do pai de Rei. Só que na carruagem onde seguem há recantos apertados e tentações incontroláveis. E uma viagem que se anunciava aborrecida torna-se tudo menos isso.

Opinião: Há mais de um ano que não lia um livro de Sarah MacLean e que saudades que tive desta autora! Senti falta das suas histórias completamente refrescantes, divertidas, cheias de romance, onde o vicio é garantido. “Acordo com o Marquês” é mais um livro com todas estas caraterísticas que adoro na escrita de Sarah, como seria de esperar. Esta é daquelas autoras cujos livros não preciso de ler para saber que vou adorá-los.

Achei bastante engraçada a ideia de uma personagem que quer fugir da sociedade e que se mete numa aventura, que a mim fez-me rir várias vezes ao longo da história. É normal termos personagens femininas um pouco diferentes das restantes da aristocracia, mas ao meu ver Sophie Talbot é de facto divergente no seu mundo em muitos aspetos. Gostei da história da sua família, de como este subiram de simples pessoas ‘do povo’ para alguém com um título, o que explica a personalidade da nossa protagonista, principalmente na coragem para fazer todas as ‘loucuras’ que vai fazendo ao longo da ação.

Rei, por outro lado, é um personagem em relação ao qual tenho alguns mix-feelings. Se inicialmente adorava-o e via nele uma faceta divertida e descontraída, contrária à típica de protagonistas masculinos deste género literário (não posso-não vou-tenho que ser teimoso), foi a partir de uma certa parte do livro que comecei a ver traços dele que menos me agradaram, sobretudo mais no final. Adorei o Marquês de Eversley, obviamente, mas ao mesmo tempo… houve determinadas atitudes que este teve para com Sophie, no final, das quais não gostei. Mas isto é algo curiosamente positivo, no sentido da escrita: Sarah MacLean consegue sempre envolver-me nas suas histórias e neste livro, tal não foi diferente, pelo que criei facilmente ligações com os seus personagens, ao ponto de ‘franzir o nariz’ a algumas coisas (num modo protetor para com a protagonista haha), como a que mencionei.

Uma autora excelente, como muitos de nós já sabemos, que nos traz mais um ótimo livro, cuja série quero imenso continuar a seguir!

Literatura | “Conquistar um Duque” de Lenora Bella — Opinião

39080373Título Original: How the Duke Was Won
Publicação: Março de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789897770203
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: James, o indecoroso e pouco civilizado duque de Harland, exige uma noiva com uma reputação imaculada para um enlace puramente de negócios.
A luxúria é proibida e o amor está fora de questão.
Quatro jovens ladies. Três dias. O que pode correr mal?

Charlene Beckett, a filha não reconhecida de um conde e de uma cortesã, acabou de receber uma fortuna que lhe pode mudar a vida para se fazer passar pela sua meia-irmã, lady Dorothea, e conseguir um pedido de casamento do duque. Tudo o que precisa de fazer é fingir ser uma perfeita rosa inglesa, respirar e fazer vénias em vestidos muitíssimo apertados… e manter o duque longe, muito longe do coração.
Quando os segredos são revelados e a paixão o domina, James tem de decidir se esta lady, que devia ser a última a querer, é de facto tudo o que precisa.
E Charlene necessita de decidir se a promessa de uma nova vida merece que arrisque tudo… incluindo o seu coração.

Vencedor do Romance Writers of America’s Golden Heart Award para o melhor romance histórico 2014.

Opinião: Cada vez mais adoro romances históricos, por serem histórias tão leves e viciantes. ‘Conquistar um Duque” é claramente uma dessas histórias, embora tenha um toque de humor extra e uma premissa um tanto diferente da habitual rapariga-conhece-rapaz-mas-é-proibido, aspeto que adorei, sem dúvida.

Temos, claro, os protagonistas, que vão ser o centro deste romance, mas o personagem masculino traz-nos um ingrediente peculiar, ao meu ver: uma espécie de seleção onde quatro ladies irão, durante três dias, permanecer na casa de James para que no fim este escolha uma delas para sua noiva. É uma ideia engraçada e ‘doida’, talvez, mas soube bem ler algo diferente do padrão que tenho vindo a encontrar em livros deste género.
Também a ideia da protagonista não ser na verdade uma lady mas sim filha de uma cortesã (um escândalo na época) vem tornar a premissa do livro ainda mais intrigante.

Gostei imenso deste livro, dos seus personagens e adoraria que alguns deles viessem a ter os seus livros, pois sinto que muitos têm potencial para tal. Seria sobretudo interessante acompanhar as restantes jovens, na procura dos seus finais felizes, após este acontecimento.
A única coisa que talvez alteraria nesta narrativa seria o problema final, isto é, acrescentaria mais tensão e drama, o que era exatamente algo que esperava que existisse mais em torno da descoberta que James faz em relação a Charlene.

Lenora Bell estreia-se em Portugal com uma escrita viciante e uma história refrescante, única, repleta de humor e romance. Espero poder ler mais desta autora muito em breve!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “O Último Homem: Um mundo sem homens & Ciclos” (vol. 1 a 2) de Brian K. Vaughan, Pia Guerra e José Marzán Jr. — Opinião

Título Original: Y: The Last Man #1-2
Publicação: Outubro de 2017
Editora: Levoir
ISBN: 9789896826765 | 9789896826987 
Compra-os em: http://www.loja.publico.pt (mais informações no facebook da editora)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse:
Volume 1Uma praga de origem misteriosa destrói subitamente todos os fetos e mamíferos portadores de um cromossoma Y, todos os machos do mundo – excepto um homem e o seu macaco de estimação. Este “génerocídio” extermina instantaneamente 48% da população do mundo, cerca de 3 mil milhões de homens… Mas o último homem do mundo, Yorick Brown, ajudado pela misteriosa agente 355, terá agora de enfrentar perigosas extremistas, tentar reencontrar a sua namorada que está do outro lado do planeta, e descobrir porque foi ele o único homem a sobreviver!

Volume 2Uma praga de origem misteriosa mata todos os mamíferos machos da Terra – todos menos um homem, Yorick Brown, e o seu irascível macaco de estimação, Ampersand. Eles são os últimos portadores do cromossoma Y no planeta, e têm o futuro da humanidade nas suas mãos. Para garantir a sobrevivência da espécie, aliaram-se a uma agente do governo e à mais importante investigadora de bioengenharia do mundo. Mas, na sua viagem através de uma América radicalmente transformada, são perseguidos pelas Filhas da Amazona, um grupo que odeia homens – e uma paragem inesperada na aparentemente utópica cidade de Marrisville pode ser o fim da linha para o Último Homem.

Opinião: Se ao inicio estava bastante curiosa com esta banda desenhada por ser da autoria de Brian K. Vaughan (autor de SAGA), após ler a sinopse essa curiosidade aumentou ainda mais. A premissa prometia uma história com ação, drama mas, sobretudo, com um mundo intrigante, pois afinal como seria um mundo só com mulheres? Como seria as suas reações quando se apercebessem de que afinal nem todos os homens tinham morrido? Tudo isto deixou-me bastante entusiasmada para ler “Y: The Last Man”, claro!

Li o primeiro volume em menos do nada e tal como esperava “O último homem” é um livro que nos prende com facilidade, quer pela linha de história, quer pelas ilustrações. Gostei imenso do pormenor de seguirmos os últimos minutos antes de todos os homens morrerem subitamente. O outro detalhe que é impossível não adorar é o facto do protagonista ser acompanhado de um macaco, pois estes animais acabam sempre por trazer um lado divertido e cómico com as suas ‘traquinices’, que é o que surge aqui!
Tendo o segundo volume ‘à mão’, não resisti a lê-lo após terminar o primeiro. Este relevou-se ainda melhor e com uma história cada vez mais misteriosa. Por que sobreviveu Yorick e o seu macaco? Por que morreram (quase) todos os seres vivos com cromossoma Y? É esta a questão que para mim mantém-se e gosto que tal tenha acontecido durante estes dois primeiros volumes, pois permite-nos permanecer neste mundo por mais tempo, levando-nos a conhecer melhor o que seria uma possibilidade de mundo controlado por mulheres, que é um elemento da história que adorei, obviamente.

É uma visão engraçada e interessante deste autor e dos ilustradores a que aqui encontramos e espero poder continuar a segui-la muito em breve, pois gostei realmente desta banda desenhada e estou curiosíssima sobre o que se sucederá e sobre o verdadeiro motivo para este ‘surto’ de mortes masculinas.

Uma leitura com o apoio deResultado de imagem para levoir

Literatura | “Areias Movediças” de Malin Persson Giolito — Opinião

39345244Título Original: Störst av allt
Publicação: Março de 2018
Editora: Bertrand Editora
ISBN: 9789722533973
Compra-o em: www.wook.pt ou em www.bertrand.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um thriller incisivo que levanta questões acerca da natureza do amor, dos efeitos desastrosos da culpa e da função da justiça.
Um massacre surpreendente tem lugar num liceu do bairro mais rico de Estocolmo. Maja Norberg é acusada do seu envolvimento nessa tragédia que matou o namorado e a melhor amiga. Passou nove meses na prisão à espera do julgamento, e agora chegou a hora.
omo foi que Maja, uma aluna de topo, popular e privilegiada, se tonou uma assassina aos olhos do público? O que fez Maja? Ou terá sido o que não fez que a levou até ali?
Aclamado pela crítica internacional e vencedor do prémio de Melhor Thriller do Ano na Suécia, Areias Movediças é um livro de grande riqueza psicológica, que nos obriga a penetrar na dimensão mais sombria das relações humanas e sociais, das tensões económicas e raciais adormecidas, quando o verniz perfeito da superfície estala.

Opinião: Toda este tema de tribunais, julgamentos, crimes e mistérios desperta sempre a minha atenção, quando surge na literatura ficcional. ‘Areias Movediças’ traz-nos ainda outro ingrediente que a mim elevou ainda mais a minha curiosidade: a protagonista mata o namorado e a melhor amiga mas porquê exatamente? Este era talvez o maior mistério para mim, para além, claro, da questão principal deste livro: Sairá Maja livre deste julgamento ou será declarada culpada?

Tinha enormes expectativas para este livro e as mesmas foram correspondidas, mesmo tendo sentido que existia algum arrastamento, isto é, lentidão na narração dos acontecimentos, nos capítulos inicias. Todavia, a partir do momento em que viajamos no passado e passamos a conhecer melhor a ligação da protagonista com o seu namorado e vitimas do crime em questão, deu-se um clique e num virar de capítulo, literalmente, vi-me completamente presa à história.

É um dos melhores livros que já li deste género, se não o melhor, quer pela forma como a história é construída quer pelo desenvolvimento que os personagens tem ao longo do livro. É daqueles livros que imagino que se adaptado para os grandes ecrãs seria totalmente viciante e excelente, e adoraria que tal acontece, tal foi o meu entusiasmo com este thriller.

“Areias Movediças” trata-se de uma história envolvente, impressionante e genial no modo como a autora decide desenvolver a ação no tribunal, sobretudo mais no final mas são, acima de tudo, os personagens e as ligações que se estabelecem entre estes que tornam este livro numa verdadeira leitura marcante.

Uma leitura com o apoio deBertrand