Literatura | “Imperatriz” (Empress #1) de Mark Millar e Stuart Immonen — Opinião

38603697.jpgTítulo Original: Empress 
Publicação: 2 de Março de 2018
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510573
PVP: brevemente — Compra-o em wook (brevemente) ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Imaginem que estão casados com o pior vilão do universo. E que eles vos mataria se tentassem deixá-lo, mas vocês têm mesmo de fugir para salvar os vossos filhos… Bem-vindos a um dos space-operas mais cheios de acção de sempre – uma aventura que vai atravessar galáxias atrás da Rainha Emporia e da sua jovem família, enquanto eles lutam para sobreviver e escapar a um ditador sanguinário que quer vingança. Fugindo da brutalidade e opressão do seu marido, o Rei Morax, Emporia leva os seus filhos e escapa do palácio que se transformou na sua prisão, arriscando atravessar os mais perigosos ambientes alienígenas e zonas de guerra interplanetárias. Acompanhada pelo seu leal guarda-costas Dane, pelo ex-militar Tor e com a ajuda do teleportador Nave, a Família Real inicia a sua fuga pelo espaço, mas Morax e o seu exército não recuarão ante nada para os capturar e executar! Conseguirão Emporia e os seus filhos escapar ao monstro a que chamam marido e pai, ou estarão à mercê de uma traição que os entregará nas mãos de Morax?

Opinião: Mal pus os olhos na capa de “Empress”, sabia que o teria que ler. Quaisquer expectativas que tivesse, em relação a este primeiro volume, foram superadas, pois Stuart Immonen vem ilustrar uma história repleta de ação e perigo, de uma forma completamente viciante.

É de facto um dos meus livros favoritos até hoje lançados, pela G. Floy. Não só o mundo e o estilo de história lembram-me SAGA, vindo consolar um pouco esta fã que quer tanto o próximo volume (haha), como as ilustrações conjugam na perfeição com o tipo de ação e drama.
O que mais gostei em “Imperatriz” foi, sobretudo, o começo da história dar-se exatamente no momento em que Emporia foge de Morax, o vilão de toda a história. Não temos uma introdução muito longa e, na verdade, não vejo necessidade para tal. Tudo o que temos para conhecer do mundo, vamos desta aventura e é dessa forma que realmente gosto de explorar um mundo como este.

Não podia deixar de mencionar outro aspeto que adorei nesta banda desenhada: o ‘plot-twist’ que acontece já quase no final. Confesso que não esperava mesmo pelo que viria a ser relevado. Fiquei surpresa ao máximo e gostei imenso de conhecer a verdade por de trás de Emporia. Tal revelação só veio deixar-me ainda mais curiosa para ler a continuação, que espero que não demore muito a sair, porque Mark Millar conseguiu criar um mundo e um drama genial e totalmente cativante!

Os fãs de SAGA irão adorar tanto a história de Millar como a arte de Immonen, tenho a certeza, afinal tem os ingredientes perfeitos de que tanto gostamos na série de Brian K. Vaughan: um pouco de romance, muito drama e ação e, principalmente, personagens carismáticos.

Uma leitura com o apoio deGFloy

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Literatura | “Os Viajantes” (Passengers #2) de Alexandra Bracken — Opinião

liv01950150_fTítulo Original: Wayfarer 
Publicação: 18 de Janeiro de 2018
Editora: Marcador
ISBN: 9789897543449
PVP: 18,95€ — Compra-o em www.wook.pt ou em www.presenca.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Este é o livro sequela de Os Passageiros do Tempo. Etta Spencer não sabia que era uma viajante até ao dia em que emergiu a quilómetros e a anos da sua casa. Agora que lhe roubaram o objeto poderoso que era a sua única esperança de salvar a mãe, Etta encontra-se presa mais uma vez, longe do seu tempo e de Nichola, corsário do século XVIII por quem se apaixonou.

Quando se vê no coração do inimigo, promete terminar o que começou e destruí-lo de uma vez por todas. Mas é surpreendida com uma revelação bombástica sobre quem é o seu pai. De repente, questionando tudo pelo que lutou, Etta tem de escolher um caminho que poderá transformar o seu futuro.

Opinião: Tal como o anterior livro, “Os Viajantes” inicia de forma lenta mas que vai nos deixando curiosos, aos poucos, com o que acontecerá e como é que Nicholas e Etta se reencontraram. É verdade que o livro não é apenas sobre o romance mas… eu adoro um bom romance e era do reencontro destes protagonistas que mais ansiava de ver neste final da duologia de “Passengers”.
A escrita de Alexandra Bracken é extremamente detalhada. Por vezes, houve detalhes que não senti que acrescentassem muito à história, mas é mais para meio do livro, que essas descrições pormenorizadas, do que vai acontecendo, tornam a ação e a história do livro fantástica, proporcionando-nos uma imagem viva de cada momento, de cada cena. Em suma, existe um equilíbrio nesta característica que, ao meu ver, é o que distingue Alexandra Bracken de outras autoras de fantasia: a sua capacidade de detalhar algo de uma forma quase sempre incrível, embora exista algumas partes que parecem arrastar-se durante páginas sem fim.

Uma vez mais, o mundo dos viajantes e as regras que a autora foi ditando ao longo do livro (como o facto de um viajante ser expulso de um tempo onde esteja o seu ‘eu’ futuro ou o seu ‘eu’ passado) é genial. É a parte do livro de que mais gostei, logo da duologia. É o que eleva a qualidade deste livro e é o que me faz realmente gostar desta história. Viajar no tempo e tudo o que existe em torno deste conceito é complexo, no meu ponto de vista, porém Alexandra Bracken concebe tudo isto de um modo surpreendente, que a mim me deixa completamente presa ao livro. Chega a ser apaixonante este mundo que a autora criou.

O jantar com o Czar Nicolau II, dos Romanov, foi um dos momentos do livro de que mais gostei. É sempre bastante engraçado ver os diferentes viajantes interagirem com figuras histórias reais ou passarem por datas marcantes!

O final de “Wayfarer” é o que vem fixar as quatro estrelas, aumentando assim a classificação que inicialmente pretendia dar, pois é uma conclusão que me deixou bastante satisfeita!
Tanto a duologia, como a autora, são algo que não agradará a todos, mas os verdadeiros amantes de fantasia é certo que conquistará e surpreenderá, pois Bracken conseguiu desenvolver o tema de ‘viajar no tempo’ na perfeição, derrubando qualquer obstáculo que surja ou respondendo às dúvidas que vamos tendo quanto ao mundo aqui criado.

Para mais informações do livro “Os Viajantes”, clica aqui!

Uma leitura com o apoio demarcador_logotipo

Literatura | “O Prof” de Vi Keeland — Opinião

9789898869685Título Original: Beautiful Mistake
Publicação: 19 de Fevereiro de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869685
PVP: 17,69€ — Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Há algo de irresistível num homem de fato e com uma mente atrevida… mais ainda se for o teu professor.
Quando Caine West me conheceu, não foi um dos meus melhores momentos – eu tinha bebido demais, confundi-o com outra pessoa e ele devorava-me com os olhos, o suficiente para me tirar do sério.
Só depois, ao encontrá-lo na universidade, descobri: o sensual Caine West, com o seu sorrisinho presunçoso, viria a ser o meu novo professor. Melhor ainda: eu trabalharia para ele como sua assistente. Eu, Rachel, que o tratara como um imbecil e atacara os seus enormes… atributos.
Bela maneira de te apresentares ao teu prof!
Tentei desculpar-me, e ele fez questão de me relembrar da hierarquia da sala de aula. Desde então, tento ser profissional, mas o magnetismo dele é inegável. Com rosto (e corpo!) de deus grego e uma voz grave e aveludada, não me admira que as alunas suspirem à sua passagem. Só não contava ficar também eu hipnotizada pelo charme do meu professor- E pela forma como a camisa lhe assenta nos braços bem definidos ou como as suas mãos parecem saber sempre o que fazer…
Bolas, Rachel, no que é que te estás a meter?
Não me faltam ideias sobre como poderíamos passar algum tempo sozinhos na sala de aulas!

Opinião: Tal como aconteceu com “O Boss”, também o vicio neste novo livro foi garantido desde o momento em que soube do seu lançamento. É um livro quase tão bom como “O Boss” (desculpa-me Caine, mas o Chase é o tal haha). Ao inicio, a sinopse e tema da assistente que envolve-se com o professor fizeram lembrar-me “O Inferno de Gabriel” e só por isto o meu entusiasmo era enorme! No fim, revelou-se ainda melhor do que esperava.

A escrita foi mais uma vez, indiscutivelmente, ótima. “Beautiful Mistake” é um livro de leitura fluída, refrescante mas, sobretudo, viciante. Um livro assim merece sempre a classificação máxima! Claro que sou um pouco suspeita neste caso, pois não sou capaz de dar menos do que cinco estrelas a uma autora como esta, que me conquista facilmente com as suas histórias.
O que mais gosto em Keeland, e que novamente apreciei neste novo livro, é a capacidade que esta tem em escrever um livro de romance-erótico que me agrade e que me faça querer mais da história, que seja moderado e não exagerado, o que na minha opinião é o que existe imenso na literatira: o exagero em descrições de sexo sem fim. Neste livro não existem expressões excessivas, nem nada que torne cenas mais eróticas em algo banal e ‘sujo’. Vi Keeland é, sem dúvida, a minha autora favorita deste género literário. Consegue agarrar num livro deste género e transformá-lo em algo único e bastante melhor do que o esperado.

“O Prof” é um livro que me fez rir, principalmente, pela forma como começou e pelos seus personagens secundários como Charlie, mas com passados, coincidências e revelações emocionantes. Apesar de adorar “O Boss” e Chase, esta nova história e Caine conseguiram conquistar-me de igual forma. É um livro obrigatório para quem gosta de um bom romance!

Literatura | “Catarina de Aragão: A Princesa Determinada” (Os Tudor #2) de Philippa Gregory — Opinião

Título Original: The Constant Princess
Publicação: 16 de Janeiro de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896576141
PVP: 19,95€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um olhar fascinante sobre a vida de Henrique VIII com todas as convulsões sociais e pessoais que marcaram o seu reinado narrado como se fosse Catarina a contar a sua história.
Philippa Gregory prova uma vez mais que, por detrás do rosto aparentemente familiar da história, há uma história surpreendente: o das mulheres que lutam e influenciam o futuro da Europa, dos heróis reverenciados que cometem erros profundos e de uma história de amor que muda o destino de uma nação.
Catarina de Aragão nasce Catarina, infanta da Espanha, filha mais nova dos Reis Católicos. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII de Inglaterra, e é educada para se tornar princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria.
Lentamente, adapta-se à corte Tudor. De forma inesperada, neste casamento combinado nasce um amor terno e apaixonado. Mas, quando Artur morre, Catarina tem de construir o seu futuro: como pode ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia?
Só casando com o irmão mais novo de Artur, o mimado Henrique. No entanto, Catarina possui um espírito lutador, é indomável e fará tudo para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

Opinião: Foi há já alguns anos que li este livro pela primeira vez, quando apenas tinha lido o tão conhecido “Duas irmãs, um rei” da mesma autora. Hoje, depois de ter lido muitos mais livros de Philippa Gregory, e após reler a história de Catarina de Aragão, é com toda a certeza que digo que este é o meu livro favorito da autora.

Esta é a história de uma personagem incrível, corajosa, da história monárquica inglesa. É uma das figuras femininas de toda a história mundial que mais admiro pela sua força e determinação.
Catarina de Aragão, neste retrato da tão conhecida autora das séries Os Tudors e A Guerra dos Primos, é alguém de que facilmente gostamos e também alguém de quem sentimos compaixão e pena, pelo seu destino e vida cruel, seja por tudo o que perdeu, seja pelo seu fim. Nesta visão, um pouco romantizada ao meu ver, reencontramos vários personagens antigos, como Henrique VII e Isabel de Iorque, filhos de duas casas reais rivais (cuja a história é contada em “A Princesa Branca”), e, obviamente, Henrique VIII, onde o conhecemos quando ainda é jovem. Acho que com esta releitura acabei por gostar ainda menos do ‘senhor’.

Já devo ter dito isto anteriormente na minha opinião de “A Rainha Subjugada”, mas torno a dizê-lo: Philippa Gregory é uma das minhas autoras favoritas de sempre, cuja escrita é algo de outro mundo. Esta autora consegue sempre transportar-nos para estas épocas mais antigas e é inevitável não absorvermos cada detalhe e informação das suas histórias, mesmo tratando-se eles de versões um pouco ficcionais em certos pontos.
“Catarina de Aragão: a princesa determinada” é um ótimo livro, por relatar o que foi a vida desta princesa espanhola em Inglaterra de uma forma completamente emocionante e cativante. É uma história triste, principalmente no que toca ao seu primeiro casamento, mas ser rainha nunca foi fácil, muito menos ser mulher e Catarina conseguiu sê-lo com muita bravura e persistência.

Recomendo imenso a leitura deste livro, pelos motivos óbvios: Philippa Gregory é uma contadora fantástica, sem igual, da história inglesa!

Uma leitura com o apoio Planeta

Literatura | “Escândalo com o Marquês” (Spindle Cove #5, Castel Ever After #4) de Tessa Dare — Opinião

9789898869739.jpgTítulo Original: Do You Want to Start a Scandal
Publicação: 19 de Fevereiro de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869739
PVP: 15,98€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Tudo o que eles querem é evitar um escândalo.
Numa noite de outono, Charlotte Highwood encontra-se na biblioteca da família Parkhurst com Piers Brandon, o Marquês de Granville, quando ambos presenciam um tórrido encontro. Está escuro e nenhum deles é capaz de identificar os amantes. Mas mais alguém na mansão testemunha o acontecimento, e começam a correr rumores de que foi Charlotte, que tem fama de se envolver em escândalos, uma das figuras implicadas.
Um plano parece ser a solução.
Para que Charlotte não seja associada a um novo escândalo, nem Piers forçado a revelar o verdadeiro motivo por que se encontrava na biblioteca, ele decide confessar que estava a fazer-lhe uma proposta de casamento. Charlotte considera tudo um absurdo e resolve-se a descobrir a identidade dos verdadeiros amantes para provar a sua inocência. Põe então em prática um plano para desvendar o mistério.
Mas a aproximação de ambos pode deitar tudo a perder.
O plano aproxima Charlotte de Piers, que prova ser um homem cheio de segredos, mas também de encantos, a que é difícil resistir. Charlotte vê-se, então, num impasse. Deverá ela arriscar tudo para provar a sua inocência? Ou render-se a um homem que se revela incapaz de amar?

Opinião: À medida que ia lendo este novo livro de Tessa Dare, percebi o quão grande era a saudade que tinha da sua escrita e dos seus personagens simplesmente divertidos e únicos. Apesar de não ser uma seguidora fiel da autora, uma vez que este é apenas o terceiro livro dela que leio, esta é uma das minhas escritoras favoritas dentro do género de romance-‘histórico’. Prova disso é a minha teimosia total em não largar os seus livros, mal começo a lê-los.

Repleto de romance e humor, com o drama no ponto, “Escândalo com o Marquês” é ainda melhor do que a sinopse promete. Não consegui de facto pousá-lo. Foi em questão de horas que o li e terminei a perguntar-me porque parei de ler os livros desta autora. Senti falta destas histórias simples mas mágicas que Tessa Dare conta-nos.

Talvez seja de mim, que depois de ler muitos livros dentro deste género literário me tornei um pouco mais exigente com certos aspetos de romances, mas sei que teria adorado ainda mais o romance de Charlotte e Piers se tivesse sido prolongado durante mais algumas páginas a tensão-atração entre ambos, antes de se envolverem, por fim.

Não é muito difícil perceber quem é o casal misterioso que surge nas primeiras páginas e que provoca toda esta história, mas achei imensa graça a como tudo terminou!
A parte mais divertida da história foi, sem dúvida, a conversa entre Charlotte e a mãe sobre pêssegos e beringelas. Acho que nunca me ri tanto com um livro de Tessa Dare (hehe)!

É difícil escolher as palavras certas para falar de uma autora ou livro de que gostamos e é por isso que, no momento em que escrevo esta opinião, não sei como expressar o quanto adorei este novo romance da série Spindle Cove. Posso apenas dizer que é outro livro desta autora que adorei, que certamente vos deixará presos às páginas como aconteceu comigo. Tessa Dare é uma autora cujos os livros são um “auto-love” (penso que acabei de inventar haha). É impossível ficar indiferente aos seus romances e personagens… Acabo sempre por me apaixonar por estes!

Literatura | “Não é Bem Namorar” (Not Quite #1) de Catherine Bybee — Opinião

Não é bem NamorarTítulo Original: Not Quite Dating 
Publicação: Janeiro de 2018
Editora: Bertrand Editora
ISBN: 9789722534970
PVP: 16,60€ — Compra-o em www.wook.pt ou em www.bertrand.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Jessica, empregada de mesa e mãe solteira, é uma mulher prática e cautelosa. O seu foco é o filho e não quer namorados. A menos que fosse um homem rico, que pudesse dar estabilidade e conforto à família.
Quando lhe aparece Jack Morrison, um bonitão de cair para o lado mas que parece andar sempre falido, Jessica resiste.

Na verdade, herdeiro de um hotel de luxo, Morrison está habituado a que se aproveitem de si. Por isso esconde a sua identidade e oferece-se para ajudar Jessie a encontrar um namorado rico.
Mas será que esta brincadeira parva o vai fazer perder a mulher que ama?

Opinião: Catherine Bybee é uma daquelas autoras que conhecia pelos seus vários romances bastante conhecidos mas que nunca me atraiam o suficiente para que os lesse. Porém, ao ser-me feita esta sugestão de leitura, após ler a sinopse, vi-me completamente viciada nesta história: isto quando ainda não tinha eu começado a ler o livro!

A escrita de Catherine surpreendeu-me imenso, por não esperar algo para além de um romance simples. Não só a sinopse era cativante, como a sua escrita e imaginação prenderam-me facilmente à história de Jessica e Jack. Inicialmente, soava-me a uma história cliché, mesmo estando eu bastante curiosa e entusiasmada, mas a autora conseguiu transformar este romance-cliché em algo surpreendentemente fantástico e envolvente. Autoras que me vieram à cabeça, quer pelo estilo de história e personagens, quer pela forma como me prendem ao seus livros, foram Jennifer L. Armentrout e Elle Kennedy. Catherine Bybee conseguiu agarrar-me da mesma forma incrível, a esta história lindíssima e divertida que “Não é bem namorar” apresenta, que estas duas escritoras conseguem.

O que poderia ser uma história cheia de clichés, torna-se numa narrativa simplesmente refrescante, ideal para nos acompanhar durante horas a fio, sem que precisemos de uma pausa, para desenjoar, pois é impossível enjoar de uma história que nos diverte e nos deixa a querer mais deste mundo. E de facto foi o que aconteceu: não conseguia parar de ler este livro e nas pequenas pausas que fazia, só pensava nele! (haha)
Adorei imenso esta ideia do homem rico que faz passar-se por pobre, para perceber se no fundo a mulher que ama gosta dele por ele e não pelo dinheiro. É uma ideia já usada imensas vezes mas que nunca perde a piada e que neste livro surgiu de forma divertida e viciante.

“Not Quite Dating”, em inglês, acabou por ser ainda melhor do que eu pensava. Mesmo sendo altas as minhas expectativas para este romance, estas foram superadas. Irei, com certeza, começar a seguir os romances desta autora, daqui em diante!

Uma leitura com o apoio deBertrand

Literatura | “Frankenstein” (Os Livros estão loucos #5) de Mary Shelley — Opinião

frankenstein1Título Original: Frankenstein
Publicação: Janeiro de 2018
Editora: Guerra&Paz
ISBN: 9789897023460
PVP: 13,90€ — Compra-o em www.wook.pt ou no site da editora em www.guerraepaz.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Foi no estranho ano de 1816, o «ano sem verão», que a escritora Mary Shelley, depois de um sonho – ou seria um pesadelo? -, deu vida ao terrível monstro num pequeno conto, que, mais tarde, desenvolveu. Em janeiro de 1818, Frankenstein, a primeira obra de ficção científica da história, chegou às livrarias e… o mundo nunca mais foi o mesmo.
Esta é a história de VICTOR FRANKENSTEIN, um estudante jovem e brilhante que, um dia, descobre o segredo da origem da vida e decide criar um novo ser. Mas a criatura é feiíssima. Revoltado, o monstro persegue o criador até aos confins do mundo. Quem sobreviverá ao confronto final?

Opinião: De toda a coleção, “Frankenstein” é, sem dúvida, o meu livro ‘louco’ preferido. A história não me parecia tão apelativa como as dos livros anteriores, pela sinopse, porém à medida que a ia lendo, dei por mim a adorar este rapaz e o seu monstro!

São ambos personagens que conheci melhor na série televisiva “Penny Dreadful”. Adorei de facto conhecê-los e à sua história com perseguições sem fim, mas sinto que é neste livro que fiquei a saber mais detalhadamente a forma como tudo começou. Fiquei bastante intrigada pelo que aconteceria e quem sairia vivo deste mundo criado por Mary Shelley, cuja imaginação me cativou imenso ao virar de cada página.

Esta é uma aventura com sangue, perseguições e muito drama, que nos deixa curiosos desde o inicio sobre o que sucederá. Algo que gostei neste livro foi o pormenor de que nenhum dos protagonistas é inocente. Não é possível defender um deles, pois ambos erram de alguma forma: Frankenstein por ser ambicioso e ultrapassar barreiras perigosas, e o seu monstro por procurar vingar-se de algo que o seu criador lhe fez, tornando-se assim num monstro interiormente, quando já muitos o temiam pelo seu exterior. É uma história de facto interessante, que devorei num abrir e fechar de olhos, pela existência de todo este drama e ação!

Depois de ler este livro, é óbvio que irei querer explorar melhor o mundo genial e chocante que Mary Shelley criou, com a leitura do clássico original.
“Frankenstein”, contado tipo aos jovens, acaba por ser uma edição lindíssima de um ótimo clássico, que vos irá agarrar por completo desde a primeira página!

Uma leitura com o apoio deguerra e paz editora

Literatura | “Mil Vezes Adeus” de John Green — Opinião

capa_MilvezesadeusTítulo Original: Turtles all the way down 
Publicação: Novembro de 2017
Editora: Edições ASA
ISBN: 9789892340753
PVP: 17,90€ — Compra-o em www.wook.pt ou www.leyaonline.pt
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.

Opinião: Eu e os livros de John Green nunca tivemos uma relação fácil. Excepto “A Culpa é das Estrelas” (TFIOS), não gosto muito das outras histórias, por achá-las um pouco irreais e confusas, em parte.
Porém, apesar de todo o receio de vir a achar este novo livro chato, dei por mim a gostar realmente de “Turtles all the way down”! Este fica desde já classificado como o segundo livro de que mais gosto de John Green, pois TFIOS é qualquer coisa de muito especial, claro.

Nesta nova história, é notável a evolução da escrita de John Green, desde o seu último livro. Em “Mil Vezes Adeus”, vejo personagens adolescentes mais maduros, cuja a parte cómica destes encontra-se no ponto. Existe um equilíbrio, que apreciei imenso, entre o drama e o humor. Não senti que houvesse um tema principal e gostei de tal aspeto, uma vez que os outros livros de John Green acabam por ser um pouco cansativos por isso mesmo. Aqui temos pequenos temas: a ansiedade de Aza, o desaparecimento do pai de Davis, a amizade-romance entre Davis e Aza. É uma história com mais do que um foco, propriamente dito, que gostei imenso e me surpreendeu pela positiva, ao máximo. Prova disso é o facto de ter lido o livro praticamente todo num dia. Mal me habituei à história, foi com rapidez que vi-me agarrada a esta narrativa tão divertida, que é uma das características que adoro nas histórias deste autor e que para mim o distingue de outros autores de literatura juvenil.

Sei que muitos ‘livrólicos’ adoram os livros de John Green, tal como sei que outros gostam apenas de um ou outro livro, como é o meu caso. Mas penso que para qualquer um destes grupos, “Mil vezes adeus” é um livro que vos agradará imenso e que vos entreterá durante horas!

Uma leitura com o apoio deASA

Literatura | “Jessica Jones: ALIAS, volume 3 & 4” (ALIAS #16-21, #22-28) de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos — Opinião

 

Título Original: ALIAS #16-21, #22-28
Publicação: Julho e Novembro de 2017
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510399 & 9788416510498
PVP: 12,99€ & 14,99€ — Compra-o em http://www.wook.pt o volume 3 e volume 4  ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 4 e 5 em 5 estrelas, respetivamente volume 3 e 4

Sinopse: Volume 3Quando era super-heroína, Jessica Jones era atormentada pela sua falta de auto-estima e incapacidade de dominar os seus poderes, e despiu a capa quando percebeu que seria sempre considerada uma super-heroína de segunda. Convertida em detective privada implacável, Jessica encontra uma misteriosa rapariga vestida de Homem-Aranha escondida no seu apartamento… que foge a voar antes que ela possa falar com ela.
Pelos seus contactos, Jessica percebe que ela é Mattie Franklin, a.k.a. a Mulher-Aranha, uma super-heroína adolescente com uma ligação pessoal a J. Jonah Jameson, do Clarim Diário. Mas Mattie está em perigo, e com a ajuda inesperada de Jessica Drew – a Mulher-Aranha original – terá de tentar salvá-la.
O terceiro volume das aventuras de Jessica Jones, a heroína da Marvel que deu origem à série de TV da NETFLIX!

Volume 4A origem secreta de Jessica Jones!
Jessica Jones é uma detective privada implacável, e o submundo negro do Universo Marvel é o seu território. Mas nem sempre foi assim.
Em tempos, Jessica foi uma super-heroína, e aqui, pela primeira vez, descobriremos os seus segredos – como ganhou os seus poderes, como se tornou numa heroína, e o momento terrível e negro da história do Universo Marvel que mudou a sua vida para sempre. Com muitos convidados especiais, desde o Homem-Aranha e Jean Grey, aos Vingadores e ao temível Killgrave.
O volume final das aventuras de Jessica Jones, a história que deu origem à série de TV da NETFLIX!

Opinião: ALIAS é uma série que veio ensinar-me que não devo julgar o seu conteúdo por apenas algumas imagens vistas aqui e ali. Estes dois últimos volumes aumentaram ainda mais a minha adoração pelo mundo desta ex-heroína. De um modo geral, os volumes pares são os meus favoritos da série, isto é, volume dois e quatro. O dois pelos motivos já mencionados na respetiva opinião. O quarto é o meu favorito de todos, sem dúvida, pois vem explicar muita coisa acerca de Jessica: como esta se tornou numa heroína, o porquê desta deixar de sê-lo. O melhor deste último volume, para além disso, foi o vilão, que tornou ainda melhor a ação deste livro.
É uma história triste a que nos é apresentada aqui, principalmente para aqueles, que como eu, adoram vários personagens da Marvel que surgem neste livro de uma forma não tão positiva, embora não sejam os culpados diretamente.
Neste quatro volume, sucederam-se algumas coisas que me assustaram e deixaram triste mas que ao mesmo tempo agradaram-me, por terem sido acontecimentos imprevisíveis. Alguns desses acontecimentos deixaram-me curiosa para saber o que acontecerá a Jessica Jones, dado que este livro termina com uma revelação, ao estilo de cliffhanger ‘mais soft’, que deixa em aberta a possibilidade de surgirem novos capítulos de ALIAS a contar o futuro desta antiga vingadora.

Quanto ao terceiro volume, achei interessante em certa medida toda a história da filha de J. Jonah Jameson e do envolvimento da mulher-aranha original na ação, personagem da qual não tinha conhecimento mas que me deixou intrigada quanto ao seu surgimento neste mundo.

Por não ter mais capítulos por ler, já que li a série toda em horas, acho que terei que dar uma segunda oportunidade à série, pois adorei Jessica Jones e o seu mundo de investigações e mistérios e, ao escrever esta opinião, dou-me conta das saudades que já sinto desse mundo.

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Bruxas – Wytches” de Scott Snyder e Jock — Opinião

36145382Título Original: Wytches volume 1
Publicação: Agosto 2017
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510405
PVP: 15,99€ — Compra-o em www.wook.pt  ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Quando a família Rooks se muda para a remota vila rural de Litchfield para escapar a um trauma que os assombra, esperam poder recomeçar uma vida nova. Mas algo maligno e antigo esconde-se na floresta para além da vila, algo que os espera… e que os observa. Algo faminto.

Opinião: Comentários de Stephen King na capa? Tinha de facto de ler esta banda desenhada rapidamente! E bem que todos os outros comentários me avisaram: “Bruxas” apresenta-nos uma história um tanto macabra, com ilustrações assustadoras. Pelo menos, eu, que não gosto nada de filmes de terror (porque me aborreço, confesso), não consegui continuar a ler este livro durante a noite, tendo terminado-o apenas de manhã! As ilustrações são de alguma forma estranhas no sentido de meter medo, infiltrando-se na nossa mente, enquanto vamos seguindo a história e é o facto de sermos nós a imaginar os barulhos, a forma como os personagens e criaturas se movem, que me levou a imaginar um cenário de verdadeiro horror, e o resto já sabem! (haha)

Obviamente que quero seguir mais histórias deste mundo, pois adorei o conceito de bruxas que concedem ‘desejos’ em troca de um prometido, acabando por refletir um pouco o ser humano, que muitas vezes prejudica outros para alcançar algo para si mesmo.
A história em si não é assustadora: são as ilustrações que a fazem assim. O que Scott Snyder nos traz é algo misteriosamente macabro, com criaturas horripilantes.
Mal voltei a pegar nesta banda desenhada, não a pousei até dá-la por terminada. A ação de “Wytches” é viciante, levando-nos a questionar sobre o que acontecerá, sobre como sairão os protagonistas daquela situação que parece não ter escapatória possível. A grande pergunta para mim é, de facto, “quem são estas criaturas e o que querem?” e é aqui que entra o tal conceito que adorei e que gostaria de ver explorado num segundo volume ou numa nova história.

Assustadoras ou não, as ilustrações são incríveis, com cores conjugadas com padrões que vem tornar a história ainda mais intrigante e obscura! Para fãs de horror/terror, sobretudo Stephen King, julgo que este comic agradar-vos-à imenso.

Uma leitura com o apoio deGFloy