Literatura | “Rapto Escaldante” de Sandra Brown — Opinião

350eTítulo Original: Sting
Publicação: 20 de Fevereiro de 2018
Editora: Quinta Essência
ISBN: 9789897418822
Compra-o em: www.wook.pt  ou em www.leya.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Num bar fumarento e sombrio do Louisiana, o olhar de Shaw Kinnard cruza-se com o da elegante Jordie Bennet. Mas não se trata de amor à primeira vista. Ele está lá para a matar.
Jordie sente que chegou a sua hora. Mas Shaw tem outros planos, pois sabe que o irmão dela, Josh, deitou indevidamente a mão a 30 milhões de dólares. No último minuto, Shaw poupa a vida de Jordie mas rapta-a. Agora, estão ambos em perigo, pois não são os únicos que procuram Josh e a fortuna roubada.
Jordie e Shaw precisam um do outro para se manterem vivos – mas confiar é baixar as defesas. E se Shaw emana uma aura de perigo que é quase irresistível, Jordie não lhe fica atrás; é misteriosa e impenetrável, e incapaz de revelar o que sente. À medida que o desejo e a tensão entre ambos aumentam, torna-se evidente que terão de fazer o impensável: confiar um no outro.
RAPTADA é uma história de encontros, desencontros e enganos… mas quem está a enganar quem?

Opinião: “Rapto Escaldante” é, como seria de esperar, outro livro ótimo e viciante de Sandra Brown.
Apesar de ter lido poucos livros da autora, adora a sua escrita e as suas histórias. “Sting”, título original, não desiludiu nem um pouco, mesmo sendo um dos livros com pontuação mais baixa no goodreads (esta acaba sempre por ser uma referência importante para mim na escolha de uma leitura), quando comparado com as outras obras já publicadas em Portugal.

Shaw é alguém que surpreende, quando é relevada a sua história. Para mim, foi um tanto previsível, no entanto, mas vão por mim: não sou a regra. Para minha ‘infelicidade’, parece que prevejo muitas vezes estas revelações (haha).
Jordie é que acabou por ser o maior mistério, uma vez que não conseguia perceber se de facto ela era apenas a pessoa que mostrava ser ou se era mais do que mostrava.

O tema da história é cativante, prendendo-nos desde as primeiras páginas. A minha principal curiosidade foi, sem dúvida, perceber como é seria possível desenvolver-se um romance entre um raptor e a sua refém, até certo ponto. Gostei bastante de toda a ação que sucedeu em torno desta parte da história.
Apenas a questão do dinheiro é confusa, mais para o fim. Sem mencionar spoilers, o final é um pouco aberto, ao meu ver, e um pouco diferente do que esperava mas não deixa de ser um final satisfatório.

Em suma, é um thriller intrigante, com o típico romance que Sandra Brown desenvolve nos seus livros, algo que eu tanto adoro. É um livro que não pode faltar na estante de qualquer fã desta autora!

Uma leitura com o apoio deQuintaE

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Literatura | “Harrow County” (vol. 1-3) de Cullen Bunn e Tyler Crook — Opinião

Título Original: Harrow County (Countless Haints, Twice Told, Snake Doctor) 
Publicação: Novembro de 2016 | Junho de 2017 | Fevereiro de 2018
Editora: G. Floy Portugal
ISBN: 9788416510207 | 9788416510337 | 9788416510511
Compra-o em: http://www.wook.ptvol. 1, vol. 2vol. 3 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Na pequena vila de Harrow County, no Sul dos Estados Unidos, a jovem Emmy sempre soube que a floresta à volta da sua casa estava cheia de fantasmas e monstros. Mas, na véspera do seu décimo oitavo aniversário, ela descobre que está profundamente ligada a essas criaturas – e à própria terra que pisa – de uma maneira que nunca poderia ter imaginado. Aos poucos, sentirá nascer dentro dela os estranhos poderes que a ligam ao passado de Harrow County… estará ela pronta para enfrentar todos os seus mistérios?

Considerada pelo lendário Mike Mignola como a melhor série do ano de 2015, Harrow County conta-nos a viagem iniciática de uma jovem rapariga numa terra imbuída de sobrenatural. Uma história terrível e onírica ao estilo “southern gothic”, criada pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhada e pintada pelo artista Tyler Crook.

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Opinião: A G. Floy tem vindo a mudar e muito a minha visão sobre determinados temas, com as suas mais recentes publicações. Primeiro, tivemos possessão em “Outcast”. Agora, bruxas em “Harrow County”. Se não gostava destes temas antes, esta editora alterou isso com excelente obras de banda desenhada!

Harrow County é, depois de SAGA, a minha comic favorita, até à data. Sou culpada no que toca a julgar um livro pela capa, neste caso, pois não sabia bem o que esperar desta história. Talvez muito terror…? Porém, fiquei surpresa com as personagens, com a linha de ação que estes três livros tomam.

Cada um destes volumes foi fantástico, único. Gostei sobretudo do primeiro e segundo, por desenvolverem de excelência este mundo e as suas personagens. Emmy foi, claramente, a minha favorita. Adorei a ligação que esta desenvolveu com Rapaz sem pele, ao longo dos volumes, sobretudo no primeiro livro. Talvez num livro sem ilustrações achasse este pormenor do rapaz sem pele (e a sua pele) horripilante, mas Tyler Crook conseguiu desenhá-lo de um modo estranhamente belo. É de facto interessante ver a visão deste ilustrador sobre o mundo de Harrow County.

Se me perguntarem que série de banda desenhada recomendo para devorar num dia, Harrow County é a minha resposta. É algo de extraordinário, algo fascinante o que aqui encontramos. Eu que não gostava de bruxas/feiticeiras, dei por mim completamente maravilhada por esta história!

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Batman, Vigilante Noturno” (DC Icons #2) de Marie Lu — Opinião

Título Original: Batman, Nightwalker
Publicação: Março de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869784
Compra-o em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Antes de ser Batman, ele era Bruce Wayne: um rapaz impetuoso e disposto a tudo por uma rapariga que pode ser o seu pior inimigo.
Os noturnos aterrorizam Gotham City.
Alguns milionários da cidade foram assassinados dentro das suas mansões, e as suas fortunas simplesmente desapareceram.
Os responsáveis formam uma organização muito bem preparada que diz lutar contra a injustiça e a corrupção dos poderosos.
Deles só se conhece o nome, Noturnos.
Bruce Wayne é o próximo da lista.
Enquanto isso, Bruce está prestes a fazer dezoito anos e a herdar a fortuna da família, bem como as chaves das Indústrias Wayne e todos os seus fantásticos dispositivos tecnológicos.
Mas, na noite do seu aniversário, um ato impulsivo condena-o a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham, a infame prisão onde se encontram os piores criminosos da cidade.
Madeleine, uma assassina letal.
O prisioneiro mais interessante de Arkham é Madeleine, uma rapariga brilhante com ligações aos Noturnos.
Para chegar até eles e evitar ser o próximo alvo, Bruce tem de convencê-la a falar.
Mas será que Madeleine confia mesmo em Bruce?
Estará ela a divulgar os seus segredos ou a recolher dele a informação de que precisa para destruir Gotham City?

Opinião: O meu entusiasmo por este livro ao terminá-lo era tão grande, que não resisti a espreitar o Goodreads, para ver qual a opinião de outros sobre o nova história da DC Icons, desta vez escrita por Marie Lu (autora de “Legend”). Ao contrário de muitos leitores, para surpresa minha, este é o meu livro favorito, desta coleção, até ao momento. Em oposto ao cinema, na literatura Batman é o meu personagem favorito em vez da Mulher-Maravilha.

Não é um personagem cuja história conheça ao pormenor, no entanto, senti que Marie Lu conseguiu moldar a personalidade de Bruce Wayne que todos conhecemos a um adolescente de 18 anos que, obviamente, teria que ser mais inocente e um pouco imaturo, cujo o resultado foi surpreendentemente bom. A autora não colocou de parte os pequenos traços que transformam Bruce no Batman (o que me agradou imenso), como a coragem, o facto deste querer lutar para proteger outros, e até mesmo o sofrimento deste em ter perdido os pais quando ainda era criança.

Temos a presença de alguns personagens conhecidos, como Harvey Dent, Lucius Fox e Alfred, presenças essas que me deixaram totalmente presa ao livro. Temos também o aparecimento de personagens novos, como Madeleine e os Noturnos. A ligação do protagonista a todos estes personagens, sobretudo a Madeleine, é extremamente bem construída. Cada personagem tem uma personalidade muito própria e bem desenvolvida, desde a primeira à última página.
Ao contrário de “Wonder-Woman”, neste novo livro, temos uma história mais bem construída, cujo o vilão e ‘plot’ é ainda melhor. Adorei toda a ação que deu-se em “Batman”. Marie Lu fez, sem dúvida, um excelente trabalho em criar uma aventura para este herói. Temos o que poderia ser um introdução de como Bruce desenvolveu a sua faceta de herói e isso deixou-me ainda mais entusiasmada por continuar a seguir esta série, que tem vindo a conquistar-me cada vez mais.

Depois deste, teremos “Catwoman” escrito por Sarah J. Maas (ACOTAR e Trono de Vidro), o que é sinal de que teremos outro livro fantástico! O que mais adoro na DC Icons é o facto de me permitir conhecer novos autores e é por isso mesmo que a recomendo! Nada melhor do que conhecer um autor novo através de uma história que já conheçamos e adoremos, certo?

Literatura | “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da” de Mark Manson — Opinião

Título Original: The Subtle Art of Not Giving a F*ck
Publicação: 12 de Janeiro de 2018
Editora: Desassossego
ISBN: 9789898892010
Compra-o em: www.wook.pt  ou www.saidadeemergencia.com 
A minha classificação: 3 em 5 estrelas

Sinopse: Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.

Opinião: Normalmente, um livro deste género não me chamaria à atenção. Todavia, tanto o título como o laranja da capa saltam à vista com facilidade, pelo que fiquei bastante curiosa em ler o livro de Mark Manson, que continua nos tops internacionais de vendas.

Os capítulos iniciais são bastante divertidos, com uma linguagem mais ‘crua’, no sentido em que o autor não contém-se no uso do que designamos de ‘palavrões’. Não digo isto como uma critica negativa, pois é este estilo de escrita que torna este suposto livro de auto-ajuda num livro totalmente diferente e nada aborrecido.
Identifiquei-me imenso com algumas linhas de pensamento de Manson, sobretudo com a questão de evitar o negativo e ser-se positivo a 100% (o que na perspetiva dele, por exemplo, não é o ideal a fazer-se). Houve, obviamente, outros pontos com os quais não concordei mas de um modo geral, “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da” é um livro com um conteúdo engraçado e que me surpreendeu pela positiva.

Por outro lado, o desenvolvimento que o autor faz dos vários temas vem contradizer certas coisas que o mesmo diz ao inicio, pelo que cheguei a uma parte do livro em que a leitura deixou de ser tão fluída, como acontece com nas primeiras páginas.
Ao mesmo tempo que fui surpreendida, também esperava um pouco mais, não só por ser um livro que tem dado que falar, mas também porque os capítulos iniciais continham humor e seriedade à mistura, o que me prendeu facilmente ao livro. Porém, senti que Mark Manson começou a desenvolver demais algo tão simples, o que tornou a leitura deste livro, sucessivamente, mais lenta.

É um livro que sei agradará a um determinado grupo de pessoas, por ser refrescante e divertido. Não agradará a outros, sendo isto óbvio, uma vez que esta é a abordagem de Mark Manson sobre certos temas da vida humana. Uma opinião será sempre uma opinião e, claramente, nem todos concordaram com a mesma. No meu caso, existem várias partes com as quais concordei, outras com quais nem tanto, mas gostei bastante deste livro, numa perspetiva geral, e por isso recomendo-vos a leitura dele.

Uma leitura com o apoiosaida de emergencia

Literatura | “Caraval” (Caraval #1) de Stephanie Garber — Opinião

27971602_1178245762308711_4993004511671155445_nTítulo Original: Caraval
Publicação: 22 de Fevereiro de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722361675 
Compra-o em: www.wook.pt ou www.presenca.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Scarlett Dragna nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Tella, vivem sob a vigilância do seu poderoso e cruel pai. Scarlett sempre teve o desejo de assistir aos jogos anuais de Caraval. Caraval é magia, mistério, aventura. E, tanto para Scarlett como para Tella, representa uma forma de fugirem de casa do pai. Quando surge o convite para assistir aos jogos, parece que o desejo de Scarlett se torna realidade. No entanto, assim que chegam a Caraval, nada acontece como esperavam. Legend, o Mestre de Caraval, sequestra Tella, e Scarlett vê-se obrigada a entrar num perigoso jogo de amor, sonhos, meias-verdades e magia, em que nada é o que parece. Realidade ou não, ela dispõe apenas de cinco noites para decifrar todas as pistas que oconduzem até à irmã, ou Tella desaparecerá para sempre…

Opinião: Há muito que estava ansiosa pela chegada de Caraval a Portugal. Do livro, claro, mas quem me dera que fosse do jogo em si (hahaha). Algo que me deixou ainda mais entusiasmada foi ver a escolha que a Editorial Presença fez para a capa. A capa americana é simplesmente linda e combina imenso com o quão mágica é a história que Stephanie Garber nos conta.
Esta trata-se portanto de uma releitura, uma vez que li o livro em 2017, pouco tempo depois deste sair, tal era o hype que só me deixava curiosa. Ao reler, senti novamente todas as emoções que Caraval despertou em mim quando o li pela primeira vez. É um livro que não desilude nem um pouco. Legend, que é a figura mais misteriosa deste livro, foi de novo o personagem que mais me entusiasmou ao longo do livro, apesar de não o termos constantemente presente no decorrer da ação. Ainda bem que em Maio sai o novo livro (Legendary), pois voltar a este mundo re-despertou também a minha sede por ter mais destes personagens e desta história.

«A escrita de Stephanie tem um toque “poético”, no sentido em que prende-nos por completo à história e aos seus personagens com a forma como os descreve. Não de forma simples. Não de forma complexa. De uma forma… absolutamente mágica, que nos deixa fascinados e “esfomeados” por conhecer mais deste mundo. Tanto os personagens como o mundo que a autora criou são algo inexplicável, principalmente este último ponto. Honestamente, eu adoraria viver em Caraval, mesmo com os seus pontos menos positivos, por ser uma cidade incrível, mágica, que encantou-me por completo. A história desenvolve-se de forma incrível, com uma outra ou outra parte mais parada, porém muitas coisas serão reveladas ao longo do livro, maioritariamente no final, mas tudo o que é revelado e explicado nas páginas finais compensa, sem dúvida, esses momentos mais lentos.
A maior questão deste livro, pelo menos para mim, é: Quem é afinal Legend, o dono de Caraval? Desconfiei de vários personagens, principalmente de um deles na maioria das vezes e acabei por ser surpreendida no final. E é isto que torna o livro ainda melhor: o mistério em torno deste intrigante personagem. Foi este o assunto que mais reviravoltas (plot twist) trouxe para a história, o que foi simplesmente entusiasmante e fantástico. Cada descoberta/revelação é surpreendente. Quando uma pessoa pensa que já sabe tudo ou que nada mais chocante pode acontecer, algo acontece.»

Desde a capa às páginas, ‘Caraval’ apresenta-nos um design, tanto interior como exterior, lindíssimo, com uma aventura (e jogo) completamente viciantes. Uma história absolutamente imperdível e recomendável para qualquer fã de fantasia!

Parte desta opinião foi retirada da opinião referente à primeira leitura feita de Caraval. Para lê-la completa, acede aqui.

Para mais informações do livro Caraval, clica aqui!

Uma leitura com o apoio depresença

 

Literatura | “Outcast” (vol. #1-3) de Robert Kirkman e Paul Azaceta — Opinião

Título Original: Outcast 
Publicação: Dezembro 2016 & Junho de 2017 & Dezembro de 2017
Editora: G. Floy Studio (Portugal)
ISBN: 9788416510276 & 9788416510382 & 9788416510504
Compra em: http://www.wook.ptvolume 1, volume 2 e volume 3
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: Toda a vida, Kyle Barnes foi perseguido por influências demoníacas, que lhe assombram a sua vida e a de todos os que alguma vez amou. Quando finalmente consegue fazer a ligação entre uma estranha série de novos casos, e a terrível possessão da sua mãe, que lhe destruiu a infância, sente que está finalmente no caminho de desvendar o segredo dos seus temíveis dons sobrenaturais. Infelizmente, aquilo que ele vai descobrir poderá significar o fim do mundo tal como o conhecemos.

Opinião: “Histórias de terror e de possessões são aborrecidas”: assim foi este o meu pensamento durante muito tempo, até que li ‘Outcast’. Como seguidora de The Walking Dead (não sei porque o faço ainda nesta 8ª temporada, diga-se de passagem haha), tinha certa curiosidade em ler outra história escrita por Robert Kirkman, embora tivesse um pouco de pé atrás no que tocava ao tema que esta, até então, trilogia apresenta.

O primeiro volume foi aquele de que gostei menos, talvez por tratar-se de uma introdução à história ou talvez pelo tema, por estranhá-lo um pouco. Quando comparado com os volumes seguintes, senti que este é ligeiramente mais fraquinho. Mas é, claramente, um livro que gostei e que me surpreendeu pela linha de ação que apresentou. No final desta leitura, a curiosidade para saber o que se sucederia era tanta, que não resisti a ler os outros dois volumes no mesmo dia!

O segundo e terceiro volume são os meus favoritos. Estes são tão viciantes, intrigantes, cujos os acontecimentos foram deixando-me ainda mais curiosa do que já estava para perceber todo este mistério em torno de Kyle Barnes. Entre os volumes, temos um final com um bom cliffhanger que garante-nos desde logo que não iremos largar o terceiro livro de forma alguma. O que acontece neste último, então, é ainda melhor.

Pelo tema, não esperei gostar realmente desta série mas ‘Outcast’ mudou um pouco a minha opinião em relação a todo o mundo de possessão e espíritos. Se bem escrita (e ilustrada, obviamente), teremos sempre uma boa história e é exatamente isso que Kirkman e Azaceta nos dão.

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Anatomia de um Escândalo” de Sarah Vaughan — Opinião

38617967.jpgTítulo Original: Anatomy of a Scandal
Publicação: 5 de Março de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869647
Compra em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: James Whitehouse é um bom pai, um marido dedicado e uma figura pública carismática e bem-sucedida. Um dia, é acusado de violação por uma colaboradora próxima. Sophie, a sua esposa, está convencida de que ele é inocente e procura desesperadamente proteger a sua família das mentiras que ameaçam arruinar-lhes a vida.
Será que é sempre interpretada da mesma forma?
Kate Woodcroft é a advogada de acusação. Ela sabe que no tribunal vence quem apresentar os melhores argumentos, e não necessariamente quem é inocente. Ainda assim, está certa de que James é culpado e tudo fará para o condenar.
De que lado estará a verdade?
Será James vítima de um infeliz mal-entendido ou o autor de um sórdido crime? E estará a razão do lado de Sophie ou de Kate? Este escândalo — que irá forçar Sophie a reavaliar o seu casamento e Kate a enfrentar os seus demónios — deixará marcas na vida de todos eles.

Opinião: Um livro de suspense que me prenda totalmente à sua história é, claramente, um excelente livro. Quem me segue há já algum tempo, sabe qual a minha ‘relação’ com livros deste género. Tento ser bastante meticulosa quando escolho uma leitura de suspense ou crime, de facto.

‘Anatomia de um Escândalo” é uma excepção no seu género, por várias razões. É um livro completamente viciante, cujo o tema cativou-me desde o momento em que li a sinopse. Vi algures alguém indicar este livro a fãs de How to Get Away With Murder e Scandal e, com este comentário, tinha obviamente que ler esta história. O que encontrei aqui foi tão bom quanto esperava. Toda a ação que se sucede dentro do tribunal e durante o julgamento possui um ritmo que adorei (idêntico ao que se encontra em HTGAWM). Mesmo depois do verídico, a curiosidade em saber como terminará história foi imensa, pelo que a cada virar de página agarrava-me mais e mais ao livro, não conseguindo pousá-lo.

Os vários pontos de vista foi algo que de gostei bastante. O livro é escrito sobretudo na terceira pessoa, excepto na visão de Kate, a advogada de acusação, que é a nossa voz principal, digamos. Cada ponto de vista contribui com diversos detalhes para a história, detalhes esses que ajudam-nos a montar o puzzle que é este mistério, levando-nos, inclusive, a descobrir muito mais do que pensávamos poder existir por trás disto tudo. Adorei imenso a forma como Sarah Vaughan construiu a história, por não deixar pontas soltas que nos fizessem descobrir a verdade deste crime antes da mesma ser revelada.

O que é regra para mim em livros de suspense, aplica-se em ‘Anatomy of a Scandal’. A autora apresenta-nos uma história envolvente ao máximo, com uma sucessão de acontecimentos surpreendente (e por vezes chocante). O que mais gostei neste livro foi, indubitavelmente, toda a fase de interrogatórios e julgamento. Este é um livro que fará as delicias dos fãs de séries de advocacia, com certeza!

Literatura | “A Filha da Floresta” (Sevenwaters #1) de Juliet Marillier — Opinião

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Publicação: Outubro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579609
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Situada no crepúsculo celta da antiga Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o taciturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos. O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho e mágico, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas, que deslizam pelos bosques com armas afiadas, além dos sábios druidas que deslizam que passeiam pela floresta vestidos com compridos mantos…

Opinião: Juliet Marillier sempre foi uma autora cujos livros chamavam à minha atenção, uma vez que esta é talvez uma das mais conhecidas (e bem faladas) escritoras do género fantástico. Assim, decidi conhecer o motivo de tanto ‘falatório’, com bastante entusiasmo, pois apenas a sinopse prometia já imenso.

O que encontramos no interior deste livro é uma história lindíssima mas também emocionante. É uma história bela pelo conto em que o esta fantasia-histórica é baseada e pelos personagens. É impossível não descrever a história também como algo emocionante e envolvente, pois acompanhamos Sorcha ao longo do tempo que os seus irmãos vivem uma maldição e o que se sucede é simplesmente comovente, por vermos uma personagem tão nova passar por tantas más situações.
Vi-me fascinada com o conto que Juliet desenvolveu neste livro: 6 irmãos, transformados em cisnes, e uma irmã que com muita força e coragem, passará por muita coisa, enquanto tenta quebrar essa maldição. De um certo modo, isto faz lembrar-me ‘O Lago dos Cisnes’ e foi este um dos motivos porque gostei de ‘A Filha da Floresta’.

Apesar de adorar fantasia, não sou uma fã a 100%, e por isso senti que mesmo tendo uma escrita ótima e envolvente, por vezes Juliet Marillier tornou-se muito descritiva e ‘enrolativa’ em determinados momentos da ação. Todavia, um livro de fantasia ‘puro’ passa por isto: por momentos longamente detalhados. Assim sendo, não considero que seja um defeito de todo, pelo que não fui capaz de dar menos de 4 estrelas a este primeiro volume da trilogia Sevenwaters, pois gostei imenso do tema e dos personagens que a autora me apresentou. Longas descrições são apenas que algo que eu, enquanto meia-fã de fantasia, não gosto muito mas que sei que fará as delicias daqueles que adoram autores como Brandon Sanderson ou uma excelente fantasia clássica.

Inicialmente, pensava que a trilogia iria seguir os mesmos protagonistas porém descobri, recentemente, que a história de Sorcha ficará por aqui, o que agradou-me bastante pois sinto que a história dela está concluída e não necessita de todo que continue a ser seguida. Estou, claro, curiosa em saber o que se seguirá no próximo volume que encontra-se já nas livrarias, ‘O Filho das Sombras’, que acompanha o futuro deste mundo, com uma nova protagonista!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “O Fruto Proibido” de Jodi Ellen Malpas — Opinião

250xTítulo Original: The Forbidden
Publicação: Janeiro de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789897770043
PVP: 17,77€ — Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: O que fazer quando não conseguimos controlar os nossos sentimentos por alguém?
Quando sabemos que não devemos ir por aí? Nem na nossa cabeça?

Annie nunca tinha sentido com nenhum homem essa espécie de química instantânea que nos corta a respiração e ofusca. Até que, numa noite de festa com os amigos, a põe cara a cara com o sexy e misterioso Jack.

Não é uma simples faísca que salta entre os dois. É uma explosão. Jack promete dominar Annie, e cumpre a promessa. Perturbada pela intensidade do encontro, Annie foge do quarto de hotel onde passaram a noite juntos. Tem a certeza de que um homem que teve um tão forte impacto nela e a vergou tão facilmente à sua vontade só pode ser perigoso. Mas já está demasiado envolvida.

E Jack não é só perigoso. É proibido.

Opinião: “Fruto Proibido” faz-me lembrar, em parte, do que acontece com Colleen Hoover, em “Isto Acaba Aqui”. Muitas vezes, um autor apresenta-nos um livro completamente diferente do que estamos habituados a encontrar nos seus livros. Apesar de só ter lido ainda um livro de Jodi Malpas, não esperava encontrar neste livro outra coisa que não um romance cheio de cenas eróticas e um drama menos realista, como é o caso de “O Protector“.

Fiquei surpresa com o tema delicado e polémico que a autora decidiu abordar nesta história. Ao contrário de outros livros deste género, neste, os protagonistas vivem de facto um romance proibido, ao meu ver, uma vez que Jack é casado e Annie é a ‘outra’. Torna-se viciante seguir esta relação, que tem uma construção gradual e incrível a nível emocional. O que me prendeu ao livro foi, sobretudo, a curiosidade em saber como iria terminar este romance e as consequências que este caso traria para todos os personagens envolvidos.

Traição não é algo fácil de se falar, pois não existem desculpas para o fazer, mas gostei da forma como a autora desenvolveu este drama. “The Forbidden” é um livro e deve ser visto como tal, enquanto o lemos, e por isso, adorei o livro, a forma como o tema foi desenvolvido e toda a ação que este trouxe para a história.

Não imaginei vir a gostar tanto deste livro como gostei. Adorei a história mais do que esperava, pois esta traz-nos personagens bens construídos, assim como todo o drama. Dos dois livros que já li da autora, este é, sem dúvida, o meu favorito, por Malpas conseguir misturar um assunto tão polémico com um romance, criando, no fim, um romance marcante, com uma variedade de acontecimentos tanto emocionantes como chocantes.

Uma leitura com o apoio dePlaneta