Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins [Opinião]

16387199_1341203742569405_8636258543829571098_nTítulo Original: Anna and the french kiss
Publicação: 03-2017 (reedição)
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897261763
PVP: 14,90€ – Compra-o em www.wook.pt ou http://www.leyaonline.com
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante – que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas.

Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Opinião: Parece que todos já tinham lido este livrinho, menos eu. Então, com esta reedição lindíssima, decidi dar uma oportunidade à história de Anna “Elefante”. Embora de inicio estivesse curiosa, não percebia como é que poderia haver um beijo francês, se Anna não conhecera nenhum francês. Mas rapidamente dei por mim agarrada a este livro e a perceber o porquê do “beijo francês” no título. O que não percebo é porque demorei tanto tempo a ler este livro, porque é de facto muito bom, sem nada de muito complexo.

O Romance que se desenvolve não poderia ser deixar de ser lindo, cheio de romantismo. Adorei que a história se passasse em França e que a autora abordasse vários pontos pelos quais o país é conhecido: cinema, a sua comida, o amor. Senti-me facilmente envolvida na história, como se estivesse realmente em París, a visitar os vários lugares como a Catedral de Notre Dame. Ainda agora sinto alguma vontade de comer um croissant hahaha
Étienne é um personagem que adorei, assim como Anna e o seu grupo. Identifiquei-me imenso com Anna em várias coisas, principalmente no seu pavor de não saber Francês (é lindo de se ouvir, péssimo de se aprender). Mas afinal quem não se identifica? Anna é divertida mas tem tantos outros traços que representam muitos de nós, leitores, na nossa adolescência, sem dúvida. Não é chata em momento algum, como geralmente as protagonistas deste estilo de livros são. É a adolescente típica mas uma adolescente que adorei.

O romance e a história do livro foram absolutamente viciantes, deliciosos. Depois de ter terminado a minha re-leitura de ACOMAF (A court of mist and fury – Sarah J. Maas), sentia mesmo uma necessidade enorme de algo bastante mais leve mas envolvente mesmo assim e “Anna e o beijo francês” foi o livro ideal, que ultrapassou as minhas expectativas! O que gostei mais neste livro foi sem dúvida o local escolhido pela autora e o seu romance que, mesmo sendo simples, é cativante e agarrou-me desde as primeiras páginas. Também a escrita da autora é simples mas boa, sabendo desenvolver diálogos no ponto certo, de forma divertida assim como o romance que não podia ter sido escrito de forma melhor. Espero ler num futuro próximo os livros seguintes. Sei que não terão a Anna e o Étienne como protagonistas, mas espero encontrá-los lá!
O livro ideal para fãs de “Espero por ti” (Jennifer Armintrout) e “O Erro” (Elle Kennedy)!

Uma leitura com o apoio de18811087

Se eu fosse tua – Meredith Russo [Opinião]

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Publicação: Abril-2017 
Editor: Nuvem de Tinta 
ISBN: 9789896652197 
PVP: 16,30€ – Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Só porque tens um passado, não quer dizer que não possas ter um futuro.
Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém.
Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem.
Mas como, quando guarda um segredo tão grande?
Uma história inspiradora e comovente que nos enche o coração e nos ensina que o amor mais verdadeiro e profundo nasce da coragem de sermos nós mesmos.

Opinião: “If I was your girl” é o primeiro livro que leio cuja protagonista é transsexual. Já tinha lido alguns livros que incluíam personagens homossexuais mas nunca antes tinha lido nada com transsexuais e foi sem dúvida uma leitura surpreendente! A escrita de Meredith Russo é fluída e simples, no sentido em que nos agarra desde a primeira página. Simples mas cativante. E algo que adorei neste livro foi a forma brilhante em como a autora transmitiu o que tinha a transmitir: os sentimentos da personagem, ensinando-nos algumas lições também. É um livro brilhante, sem muita complexidade, mas que é triste e lindo ao mesmo tempo. Acho que o que tornou a história ainda mais real na minha cabeça foi saber que a autora é também transsexual como a sua personagem, pelo que chega-se a sentir que muito do que acontece no livro poderá ter acontecido na vida de Meredith Russo.

Amanda não é apenas uma personagem linda como também é forte e corajosa. Por tudo o que enfrentou e por tudo o que enfrenta. Esta pode ser a história de muitas pessoas que passam por uma mudança destas nas suas vidas, mudança essa que ainda hoje é vista de forma preconceituosa e mal compreendida pela sociedade. A voz da personagem é forte mas acima de tudo dá-nos uma visão interior do que realmente a vida de uma pessoa transsexual pode ser ou pelo menos ter sido. O que acontece no passado e presente com Amanda é triste, muito triste, ao ponto de me deixar totalmente sem palavras, revoltada e emocionada. Apesar de ser bastante triste ver tudo o que a protagonista sofre como consequência do seu desejo e sentir, a história acaba também por ser de alguma forma forte e bonita e foi isto que mais me agarrou e marcou neste livro. A escrita de Meredith é sobretudo envolvente e capaz de emocionar qualquer um. Mesmo agora, horas depois de terminar de ler o livro, não consigo parar de pensar nele.

No fundo, não sinto que este livro gire em redor do romance. Temos romance e é importante de certa forma, mas acho que no fundo a intenção deste livro é dar-nos a mostrar o outro lado, os sentimentos deste grupo de pessoas que ainda é tão julgado e incompreendido pelo ser humano. É um livro cheio de lições, cheio de emoções, que só me fez compreender melhor estas pessoas que aos olhos da sociedade não são normais, quer sejam elas de orientações diferentes ou transsexuais. Tal como a autora disse nas suas notas:

“Todas as pessoas são lindas e merecem que o seu corpo, identidade e atividade sejam respeitados”.

Não acho que alguma vez vá encontrar uma frase tão verdadeira e humana quanto esta!
O final, apesar de ter deixado em aberto a conclusão de uma determinada situação, foi bom e positivo. Não podia dar nada mais nada menos que 5 estrelas, pois este livro merece sem dúvida todo o sucesso que tem tido! É um livro, que assim como “O Coração de Simon Contra o Mundo” (uma novidade Porto Editora, com opinião já aqui no blogue!), que deveria ser lido por todas as pessoas, principalmente por aquelas que não compreendem a comunidade transsexual. Uma leitura obrigatória também, que tenho a certeza que muitos adoraram, assim como eu adorei!

E a propósito deste tema, não consegui deixar de me lembrar de um filme e uma série que falam ou ao menos incluem este tema! “Sense8” (trailer) é uma série que inclui um casal de duas mulheres, uma delas transsexuais, e são sem dúvida um dos meus casais favoritos de todo sempre (no mundo das séries). “A Rapariga Dinamarquesa” (trailer) conta-nos a história do primeiro homem a submeter-se a uma cirurgia de mudança de sexo. Ambos, série e filme, são ótimos, principalmente este último por nos dar uma visão completa e “informativa” do que é realmente um transsexual e o que este sente. Vejam-no, pois é mesmo muito bom, pelo seu tema e pelo seu elenco fantástico!

Desejo Concedido (As Guerreiras Maxwell #1) – Megan Maxwell [Opinião]

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Publicação: Abril-2017  
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578916 
PVP: 18,85€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips – jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Opinião: “Desejo Concedido” é o primeiro livro da série Guerreiras Maxwell e é também o primeiro livro que leio da autora. Não sei se é o melhor livro dela ou o livro pelo qual deveria ter iniciado esta autora, pois isto só um fã sabe dizer-me, mas gostei desta estreia. Megan Maxwell tem uma escrita simples, fluida e sabe porporcionar ao leitor uma leitura muito divertida.
Gostei deste livro sobretudo pelos seus personagens principais, que pela sua teimosia me lembraram Jamie e Claire de Outlander, então não demorei muito a ganhar um certo carinho por eles e pela história, embora Megan, por vezes, tenha tornado-se um tanto irritante e imatura em insistir na sua rebeldia. Mas gostei deles e da sua teimosia.

Outro ponto que gostei foi especialmente a história passar-se no meio de clãs, nas Terras Altas, na Escócia, o que trouxe algo de especial para este livro. Confesso que agarrei logo neste livro da autora principalmente por este pormenor. Fãs de Outlander serão sempre fãs de história que se passem na Escócia… hahaha

Algo que gostei e não gostei (fiquei com uma mistura de sentimentos em relação a isto) foi a ação. Acontecia algo de mau, resolvia-se. E voltava-se a repetir. E novamente. E novamente. Isto até ao fim do livro. Não gostei por um lado, pois tornava a personagem feminina principal irritante, como disse, afinal chegava a ser excessivo tantos problemas. Ao mesmo tempo, gostei, pois veio quebrar um pouco o padrão de “Inicio > Problema > Fim”. Gostei pois trouxe também alguma diversão e fluência ao livro, impedido-me de sentir aborrecida pelas partes mortas que geralmente surgem na maioria dos livros, o que não é o caso deste livro, sem dúvida. Nisto, Megan Maxwell conquistou-me, pela sua fluidez na escrita e pela forma divertida como conta a história.
Foi uma boa estreia relativamente a esta autora e espero vir a ler muito mais de Megan Maxwell no futuro, principalmente o livrinho desta série que fala sobre Niall (o irmão de Ducan) e Gillian! Estou bastante curiosa com o que virá hehe

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O Coração de Simon contra o Mundo – Becky Albertalli [Opinião]

17362419_1390394094317036_4558227940742236658_nTítulo Original: Simon vs the Homo Sapiens Agenda 
Publicação: Abril-2017 
Editor: Porto Editora 
ISBN: 9789720048653 
PVP: 15,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse:  Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador. 
Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.
Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

Opinião: Se não leram este livro ainda ou se nunca pensaram em ler, do que estão à espera? Corram! Toca a lê-lo!
Recentemente, recomecei a ler livros deste género menos adulto (young-adult, talvez?), mas sobre este livro, não sabia o que esperar. Comecei com algumas expectativas, afinal é o livro de que toda gente fala, porém o inicio parecia-me uma narrativa à John Green: sem grande desenvolvimento, com diálogos “atoa” e que não contribuíam nada para a história. PORÉM houve um momento na história, ainda no inicio desta, que serviu de “clique” e então agarrei-me totalmente ao livro. Devorei-o e terminei-o a querer mais!

Vou começar por mencionar o quanto adorei as referências a Harry Potter! Só por isso, o livro já me conquistou. Foi sem dúvida um livro cheio de referências fantásticas que vieram torná-lo ainda mais divertido.
Porém este é um livro que aborda vários pontos sensíveis, como a homossexualidade e o bullying perante este último ponto. Cheguei a sentir-me triste, revoltada e, sobretudo, emocionada, pelos vários acontecimentos que decorreram ao longo da história. Não sei realmente por em palavras o quanto este livro mexeu comigo em vários níveis, deixando-me num turbilhão de emoções. Foi triste e irritante conhecer certos personagens que se comportaram de forma errada com Simon, ao chantageá-lo ou ao gozar com este acerca da sua orientação sexual. Isto poderia perfeitamente ser uma história real, pois este é um assunto que ainda não é visto com bons olhos por grande parte da sociedade e é isto que ainda torna tudo mais emocionante e triste. Porém Simon é um personagem único, forte, corajoso, que consegue lidar com tudo o que lhe acontece de uma forma que deixa qualquer leitor orgulhoso e feliz, como me deixou a mim.

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Claro que existem os outros personagens como Abby, Leah e Nick que estão lá com ele. São personagens que gostei também de conhecer. Num geral, gostei dos personagens criados por Becky. São reais, engraçados mas acima de tudo inspiradores de alguma forma, pelo modo como agem em relação à revelação de Simon.

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Falando também da outra parte da história, do seu romance: Confesso que desta vez, fui apanhada de surpresa! Não esperava realmente que o Blue fosse aquele personagem, mas foi uma agradável surpresa. O que acontece após Simon descobrir quem está por de trás dos e-mails, fez-me sorrir imensas vezes. Um livro engraçado mas também um pouco triste, acabou por tornar-se em algo bonito, inspirador, que tira um sorriso a qualquer pessoa. Achei realmente fofinho o romance que é desenvolvido nas páginas finais. Não encontro outro adjetivo melhor, pois “fofo” é a palavra que me veio à cabeça a cada beijo, a cada abraço, a cada momento entre o Simon e o seu misterioso Blue.

Comecei este livro um pouco desiludida, pois tinha certas expectativas. Mas adivinhem? Num abrir e fechar de olhos, dei por mim envolvida na história, mergulhada num mar de emoções. Foram muitas as gargalhadas que este livro me porporcionou, assim como sorrisos de orelha a orelha, mas também houve momentos que me deixaram triste, revoltada, ao ponto de sentir lágrimas nos olhos, pois afinal todos somos iguais, todos temos direito a amar seja quem for, homem ou mulher, e é triste e vergonhoso saber que há pessoas que não sabem respeitar e aceitar esta verdade.
O título não poderia fazer mais sentido (até prefiro o nosso, ao original)! “Simon vs the homo sapiens agenda”, em inglês, é uma leitura obrigatória, para todas as pessoas de todas as idades, principalmente para aqueles que como Simon sentem-se ameaçados pelo mundo por serem “diferentes”. É um livro que me marcou de uma forma inexplicável e que se tornou num dos meus favoritos deste ano, sem dúvida.

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Por Treze Razões – Jay Asher [Opinião]

51QiUCgL8hL._SY344_BO1,204,203,200_Título Original: Thirteen Reasons Why
Publicação: Abril-2017 (reedição)
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722358934
PVP: 13,90€ – Compra-o na editora em www.levo.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

Opinião: Deixem-me, desde já, dar-vos uma sugestão: Leiam o lado A da primeira cassete (ou seja, o primeiro capítulo) e de seguida vão ver o primeiro episódio da adaptação da Netflix! Porquê? Acho que de alguma forma esse episódio virá a dar uma sensação mais real e mais dura do que realmente aconteceu com a protagonista, do que a fez a fazer o que fez, tal como vos dará uma visão diferente sobre este livro, e assim tenho a certeza de que irão gostar muito mais dele, do que gostariam se não seguissem este meu conselho.

De inicio, até ter visto o primeiro episódio, não me adaptei facilmente ao livro, pois a escrita do autor não é nada de especial. Por vezes senti que esta tornava tudo mais lento e mais… sem sentido. No entanto, após ver então o primeiro episódio, correspondente à Cassete nº1 lado A, dei por mim a perceber melhor tudo, a gostar mais do livro, ao ponto de não o conseguir largar, por querer saber o que se seguiria e quem seriam as “razões” que levaram Hannah a suicidar-se.
Comecei por aconselhar-vos a verem a série à medida que vão lendo, pois não sendo a escrita do autor a melhor, existem certas situações ou até mesmo certas razões que Hannah dá nas cassetes, que acabam por não parecerem nada de mais. Levam o leitor a questionar-se se Hannah não estaria a dramatizar ou simplesmente a dar muita importância a coisas sem a gravidade que esta dizer serem graves. Acho que porque a escrita não era “grande coisa”, não sentia nada e acabava por achar situações um tanto “banais”, porque afinal de contas… quem nunca passou por situações de ser alvo de gozo ou de boatos ou reputação? Quem não foi traido por alguém em quem confiava? Mas de facto, ao ver o primeiro episódio, comecei a prestar melhor atenção ao livro, ao que lia e conclui que não eram apenas coisas banais, mas um acumular de situações graves, uma bola de neve em constante crescimento até terminar num desastre. Às vezes uma imagem vale mais do que mil palavras e ajuda imenso termos a série já disponível, para nos ajudar a perceber melhor certas “razões” que não parecem nada demais ao serem lidas pela primeira vez. Obviamente que não estou a dizer que o livro não seria a mesma coisa sem a série, porque este é bom, real e bastante original!
E assim, acabei por gostar de um livro, que ao inicio não me agradava pela sua escrita mas que me prendeu pela sua história, que poderia ser a história de uma pessoa que tivéssemos um dia conhecido, pois todos os dias, imensas pessoas passam por situações deste tipo: por bullying, por abuso, etc.
Não vou dizer que é um livro com uma história bonita, porque não é. É negro e triste ver o que aconteceu com a protagonista e como ninguém a ajudou, mesmo esta dando sinais de precisar de salvamento.
Eu gostei do livro, apesar da sua escrita, pois aborda um tema complexo e nada positivo, ao qual a sociedade não dá muita importância, generalizando. É um livro também de reflexão, que deveria ser leitura obrigatória, inclusive nas escolas, para que todos tenhamos noção que os nossos atos podem afetar outras pessoas ou levá-las ao limite. Quem sabe algumas pessoas não refletissem melhor antes de agir (isto relativamente aos praticantes de bullying). É um livro que recomendo a todas as pessoas, de qualquer idade, pelo seu tema e pela história, sem dúvida!

Para mais informações do livro Por Treze Razões, clica aqui!

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TBR #1 – Leituras para os próximos dias

Nunca fiz nada disto no blogue antes. Tbr (to be read) não é algo que goste muito de fazer pois acabo sempre por ou a) não segui-la ou b) esquecê-la devido à chegada de novos livros cá a casa… Enfim, por “n” razões! Mas ao contrário do que é habitual encontrarmos, as tbr mensais, decidi passar a fazer uma pequena rubrica com os livrinhos que irão acompanhar-me durante uma semana, ou que planeio tentar ler, claro. Assim será uma lista mais pequena e fácil de seguir e cumprir.

Durante a segunda semana de Abril, irei ler livrinhos que chegaram cá a casa na última semana, os quais me deixaram imensamente curiosa pelo sucesso que têm feito lá fora!

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SINOPSE

Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

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SINOPSE

Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.

Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.

Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

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SINOPSE

A Espada de Verão, é o 1.º livro da nova série que desta vez nos apresenta uma aventura com os deuses nórdicos: deuses, magia, mitologia e muitas aventuras com os viquingues.

Rick Riordan traz a aventura, o mistério e o humor já tão característicos dos seus livros onde mistura a vida moderna dos jovens de hoje com a mitologia e história.

Uma série viciante, cheia de suspense e de problemas e surpresas para os heróis resolverem.

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SINOPSE

Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante – que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas.

Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

A Rainha Subjugada (The Plantagenet and The Tudor Novels #11) – Philippa Gregory [Opinião]

17458023_1391092204247225_5168259659799689993_nTítulo Original: The Taming of the Queen
Publicação: Abril-2017
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579012
PVP: 19,95€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr.
A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.
Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo.

Opinião: Iniciei este livro completamente entusiasmada e terminei-o… bastante surpresa. Surpresa num bom sentido. Para alguém que goste de história, como eu, este livro é como um doce para os mais gulosos. Decidi dizer que fiquei surpresa no final de tudo, pois apesar de me considerar “culta” no que toca a história da dinastia Tudor, não fazia ideia de muita coisa que aconteceu durante os últimos anos de Henry VIII, tal como não dava muita importância a quem Kateryn Parr havia sido (para além da 6ª e última mulher de Henry VIII). Isto não é um romance histórico, de forma alguma. Para mim, isto é um livro repleto de história e informações para os mais ávidos e curiosos, como eu. Mas não deixa de ter aquele romance proibido pelo meio, assim como não deixa de ter alguma fição, pois imaginem só a dificuldade da autora em reunir a maioria da informação que surge neste livro.
Kateryn Parr (ou Catarina), a última rainha consorte do tirano que assassinou duas anteriores mulheres, foi uma total surpresa para mim. Não sabia nem 10% do que a autora me foi apresentando ao longo das páginas. Esta é mais do que apenas uma mulher que teve de abandonar o seu amado e casar com o rei de Inglaterra. É a mulher que sobreviveu e que uniu uma família real separada por mães diferentes.
Philippa Gregory vem mais uma vez mostrar-nos o reinado de Henry VIII pela visão da sua mulher, sem desiludir. A sua escrita é incrível: agarra-nos, faz-nos devorar página atrás de páginas, avidos por mais informações, por mais história. Até mesmo a parte religiosa da história, que foi um dos pontos mais desenvolvidos neste livro, torna-se interessante, principalmente para mim que não sou muito fã de religião. Embora tenha-se tornado cansativo, a certo ponto, de ler tanto sobre protestantes, Deus, pregadores (o que é demais, enjoa, como se costuma dizer), gostei de saber mais sobre esta fase da história, em que Inglaterra estava dividida e ainda a caminho de concluir a sua reforma. De inicio não percebia o porquê da rainha estar envolvida neste assunto, mas rapidamente apercebi-me que Kateryn foi uma figura histórica incrível e que contribui bastante nesta fase histórica de Inglaterra.
Algo que não esperava era ver o quão “mau”, arrogante e tirano era Henrique. Cheguei a ficar chocada com a forma crua como a autora decidiu apresentá-lo neste livro. Conhecia a sua história completa apenas pela série The Tudors, tendo só lido dois livros (ainda) da autora que envolvem este rei, pelo que percebi que era um rei que nada de bom tinha, que era louco e um perigo para a sua corte, o seu país e até mesmo para a sua família.

Como “fanática” por história, principalmente por esta dinastia, por mim ficaria aqui um dia inteiro a falar sobre este livro hehe. Não é um livro extremamente fácil de ler, pois são dadas imensas informações ao longo das páginas, por isso há a necessidade de assimilar toda essa história. Mas num todo, isto não é um ponto negativo pois foi um livro que adorei, tal como esperava adorar. É aqui que vemos os últimos anos do maior tirano de Inglaterra, pelos olhos de uma mulher que acabei por admirar imenso ao longo do livro. É um livro também chocante em certas partes, pois desconhecia muita coisa que tinha acontecido. A única coisa que poderia ter tornado este livro melhor era não haver tanto desenvolvimento a nível de religião, na minha opinião.
É um livro que recomendo e que nenhum fã incondicional de história, e desta época, pode perder!

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