Evento de Lançamento “Gravar as Marcas” – HarperCollins Portugal

Subindo umas escadas e depois entrando numa sala cujo o teto é redondo, sentamo-nos em cadeiras inclinadas de modo a que possamos mais tarde admirar não o anterior teto mas sim o universo, enquanto ouvimos em primeira mão o inicio de “Gravar as Marcas”. Foi assim que começou uma noite marcante e única: a apresentação e lançamento do novo livro da autora de Divergente, Veronica Roth, traduzido e publicado em Portugal pela HarperCollins Ibérica (Triângulo das Bermudas).

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Foto Triângulo das Bermudas, facebook

A minha felicidade, quando fui convidada pela HarperCollins Portugal e Triângulo das Bermudas a ir ao evento de apresentação e lançamento do novo livro de Veronica Roth, foi imensa, e o evento não desiludiu. Muito pelo contrário, foi algo único, muito bem pensado e organizado até ao último pormenor, que me surpreendeu imenso pois nunca antes tinha 15683391_1570501299644016_203028667_nestado presente em algo assim! Como já devem ter percebido, o evento realizou-se no Planetário de Lisboa, junto ao Mosteiro dos Jerónimos (Belém) e não sei porque demorei tanto tempo a perceber o porquê do lançamento ocorrer lá… Até que todos nós, convidados, fomos conduzidos até à sala principal do Planetário, que é linda, linda.
Desde pequena que lá não ia e foi para mim fantástico puder desfrutar daquela sala e da sua “magia”, observando o universo e as suas infinitas estrelas. E surpresa das surpresas? Enquanto observamos aquele espectáculo, tivemos direito a ouvir, em primeira mão, o primeiro capítulo do livro “Gravar as Marcas”, penso que narrado pela Luísa Barbosa, da rádio Comercial. Foi uma experiência muita gira e única, e tenho que dar os meus parabéns a toda a equipa que organizou isto para os seus convidados e fãs da autora Veronica Roth. Para além desta parte do evento, que foi a parte principal, pela qual todos nós esperávamos curiosos (e ansiosos), foi também criado um espaço, onde aguardamos pelo “espectáculo” em si, com fumo, luzes azuis, e claro, como não podia faltar, um barman que serviu alguns cocktails que de certa forma combinavam com o tema do livro. Infelizmente não tive oportunidade de tirar fotos as esses cocktails… Mas pelo que me disseram, estavam bastante bons. Eu não provei pois esqueci-me, tal era a ansiedade de ver a surpresa que a editora tinha para nós hahahahaha

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Basicamente, foi este o evento, mas foi um evento único e os meus parabéns novamente a toda a equipa que trouxe-nos todas estas surpresas, para além do lançamento mundial.
No fim do evento, foi entregue uma “pequena lembrança”… Vá, uma fantástica lembrança! Fica mais abaixo uma foto da última surpresa da noite, oferecida a todos os que marcaram presença no evento 😉

Irei já lê-lo (devorar, tenho a certeza) este mês, como é óbvio, por isso poderão contar com uma opinião muito em breve!

[Divulgação] Brandon Sanderson em Portugal!!

É já no próximo dia 7 de Novembro que os fãs do autor e da saga Mistborn, irão puder conhecê-lo! A sessão com os fãs terá lugar na Fnac Colombo (Lisboa), pelas 19h30, e a editora espera contar com a presença de muitos fãs, afinal… Não é sempre que temos autores estrangeiros em Portugal certo? E assim, podem ter os livros de Mistborn autografados hehe 😉

E sendo a Saída de Emergência uma editora cheia de surpresas, trouxe-nos um passatempo fantástico para os fãs de Brandon Sanderson, cujo o prémio do vencedor será conhecer o autor pessoalmente no dia 8 de Novembro (o dia seguinte ao evento). Podem encontrar o passatempo no seguinte link: https://www.facebook.com/edicoessaidadeemergencia/posts/1306454949386671

Têm até amanhã (3 de Novembro), para participar!! Ganha a foto mais criativa, por isso toca a participar, para ganharem esta oportunidade única! 🙂

“Por ocasião da visita de Brandon Sanderson a Lisboa, a Saída de Emergência vai promover um passatempo especial destinado aos fãs da saga Mistborn. Para participar, basta que cada leitor publique uma foto sua com um ou mais livros do autor (aceitam-se apenas as edições portuguesas da Saída de Emergência) na caixa de comentários deste post até dia 3 de novembro. O autor/a da foto mais criativa irá ter a possibilidade de conhecer pessoalmente Brandon Sanderson no dia 8 de novembro. Só será aceite uma participação por pessoa. Contamos com a vossa criatividade!”

https://www.facebook.com/edicoessaidadeemergencia/posts/1306454949386671

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[Entrevista] Audrey Carlan – Autora da série “A Rapariga do Calendário”


Como alguns de vocês devem ter visto no facebook, eu fui uma das bloggers que esteve com a autora Audrey Carlan, na passada segunda-feira (19/Set), num simples, divertido e agradável cocktail. E como é óbvio, não podia deixar escapar a oportunidade de fazer uma entrevista ao autora dos livros “A Rapariga do Calendário” (uma aposta Planeta).

Antes de mais, tenho que referir que adorei conhecer a autora, que foi fantástica! É sem dúvida uma pessoa fácil de se gostar e muito divertida. E tenho que agradecer à Planeta pela oportunidade que me deram de conhecer a Audrey Carlan. Também a agente dela, Meire Dias, foi fantástica e adorei conhecê-las ambas! Obrigada Planeta, principalmente um enorme obrigada à representante da editora que me fez o convite e com quem tenho falado ao longo destes três meses, que tem sido impecável e bastante simpática comigo!

Esta entrevista foi feita em grupo, com outras quatro bloggers dos blogues: Algodão Doce para o Cérebro (Ne e Mafi), Os Livros Nossos (Isabel) e Esmiuça o Livro (Sónia)
(As perguntas apareceram com o nome do blogue responsável por essa mesma pergunta.)

Algodão Doce para o Cérebro: Qual é o teu personagem masculino favorito?
Audrey: Por acaso, gosto do Alex. Porque ele é Francês, é sexy e para ele, tudo é sobre como gostarmos de nós mesmos e gostarmos das pessoas, e eu aprecio isto nele.

Algodão Doce para o Cérebro: Do ao inicio ao fim, sempre gostaste do Alex? Ele foi sempre o teu favorito ou houve alguma mudança?
Audrey: Eu não me apaixono pelos meus personagens… Mas apaixono-me pelos20160803_131334 personagens de outros autores, porque para mim, os meus personagens são os meus melhores amigos. Eles não são os meus companheiros. Eles não são as minhas crianças. Não são as minhas crianças porque eu escrevo-os para terem sexo. Então, eu não os vejo dessa forma, como algumas pessoas diriam “Oh, eles são como se fossem os meus filhos”. Os meus têm sexo, por isso eles não são como meus filhos. E também não os vejo como um interesse amoroso, porque fui eu que os escrevi.

Algodão Doce para o Cérebro: Escreveste todos os meses de uma só vez? 
Audrey: Não. Escrevi mês a mês. Eu sabia onde queria que a Mia fosse, na maioria dos meses. Sabia onde queria que ela fosse, como “Ok, em Março, quero-a em Chicago e ela estará com uma família italiana. E a seguir, eu queria que ela fosse para Maimi, onde encontraria uma estrela de hip-hop. Em Maio, queria que ela fosse uma modelo XL. Apenas pensei nestes pontos, mas não dos detalhes por trás disso. Eu sentava-me e apenas pensava “Ok… Quem é esta pessoa? Porque é importante? Porque será ela importante para a jornada da Mia? Qual seria a reação dela com ele? Como é que isso iria afetar a vida dela?

Algodão Doce para o Cérebro: Já visitaste os lugares do teu livro? 
Audrey: A maioria. Alguns deles fazem parte da minha vida. Visitei todos os lugares de Maio. Eu e o meu marido fomos algumas vezes ao Hawai e fomos a todos os lugares que referi no livro. Vimos a dança do fogo, e foi ai que soube da tatuagem. Depois, fiz imensa pesquisa sobre a cultura Samoana. A cultura Samoana é única, com as suas tatuagens. Só obtens-nas com alguém. Fiz imensa pesquisa, porque não queria desrespeitar de alguma forma a cultura deles.

The Girl Who Reads Books [eu]: Qual é o teu mês favorito? 
Audrey: Tenho diferentes meses favoritos. Adorei Fevereiro porque a mensagem, da Mia aprender a amar-se a si mesma, foi importante. Quero que todas as mulheres aprendam com isso. Não podemos amar mais ninguém, se não soubermos amar-nos a nós próprias. Maio foi o mais fácil de escrever. Escrevi em 5 dias apenas. Setembro e Outubro foram os mais difíceis, porque quando és tão ligado aos teus personagens, eles tornam-se parte da tua família. Por isso, quando tens que os pôr sobre situações complicadas, é difícil para ti, escrevê-las. Adorei imenso Agosto, porque gosto de surpreender os fãs.

Os Livros Nossos: Qual foi o teu objetivo ao mostrar aos leitores uma cena de violência? 
Audrey: Nos estados unidos, uma em cada quatro mulheres são sexualmente atacadas. Não sei como são as coisas aqui em Portugal, mas na minha vida, tenho quatro melhores amigas e duas delas passaram por situações destas e a minha mãe foi vítima de violência doméstica. Por dar muito importância aos direitos das mulheres, sobre violência doméstica e como ultrapassar este tipo de situações, queria que a Mia passasse por isso, pois o que ela faz pode ser considerado perigoso ou um risco. Tu não sabes o que pode acontecer. Ela não sabia com que tipo de pessoas ela poderia estar. Quero que as pessoas saibam que mesmo passando por uma situação destas, uma pessoa consegue sobreviver, consegue superar. E depois de escrever e publicar Junho, recebi muitas mensagens de mulheres que passaram por situações destas, como violência doméstica ou violação, a agradecer-me por escrever sobre isto, por mostrar como a Mia se comportaria perante tal situação. Ela fez uma escolha, apesar de tudo o que passou, e isso funcionou para ela. E é isto que eu quero que as pessoas percebam: Independentemente da situação porque uma pessoa passa, a forma como irá reagir pertence a essa pessoa e só a ela.

The Girl Who Reads Books [eu]: Achas que a Mia deveria ser um exemplo para muitas mulheres no mundo? O facto de ela lutar pelo que quer, em vez de aceitar a ajuda do Wes, de alguma forma, deveria ser um exemplo? 
Audrey: Eu não a criei para ser um exemplo. Eu escrevi-a para ser uma personagem com quem algumas mulheres se pudessem conectar. Mas posso dizer que ela é, sem dúvida, uma personagem que respeito e gosto bastante.
Eu tive imensas pessoas no Brasil a perguntarem-me “Porque é que ela não aceitou a ajuda do Wes?”. Se ela tivesse aceitado, não teria havido história, obviamente. Se aceitasse o dinheiro, qual seria o sentido de escrever os livros? Tudo isto é sobre ela fazer algo por ela, afinal é a família dela. É o pai dela. É a irmã dela. Ela sentia-se responsável pelo que era dela. E muitos de nós, acabamos por sentir um pouco disto também.

Os Livros Nossos: Algures leitores portugueses disseram-me algumas vezes que estranham a relação entre a Mia e a melhor amiga dela, de chamarem-se nomes. 
Audrey: É uma relação única, só delas. É complexo porque elas cresceram juntas e é uma linguagem só delas. Em algumas amizades minhas, às vezes chamamos-nos nomes também. Não é um problema, porque é amizade, é amor. É único, porque pertence só a elas. E elas cresceram em Las Vegas, e são novas, por isso… A Mia está ainda a sair da altura da secundária, e ainda tem muito a aprender. Mesmo assim, ela tem sido quase como uma mãe para a irmã dela e tem crescido imenso.

The Girl Who Reads Books [eu]: Planeias escrever algum “spin-off” de algum personagem masculino? 
Audrey: O engraçado, é que os personagens dos quais talvez escrevesse um spin-off, seriam talvez aqueles de quem a maioria não quereria que eu escrevesse.
Tenho uma ideia de um livro inteiro sobre a Ginna. Eu poderia facilmente escrevê-lo. É uma personagem da qual não me importaria de escrever. Pelo que ela passa mais tarde, muda-a também, por isso… Tenho uma enorme ideia para ela. Deixei a história dela em aberto, para o caso de querer escrever um livro sobre ela.
O Brasil quer que eu escreva um “Calender Boy”. Eles querem um livro inteiro apenas na perspetiva do Wes. Mas não sei… O único livro que li, que era uma versão alternada do livro, foi “Grey” (E.L. James). Não costumo ler livros de perspetivas diferentes. Mas se as minhas editoras quisessem, seria fácil, claro. Porém, escrever os meses todos, na perspetiva dos homens com quem ela teve, seria mais interessante para mim, do que apenas na visão de um.

Os livros Nossos: E sobre outros trabalhos? 
Audrey: Estou a terminar a trilogia “Trinity”, que comecei a escrever antes de “A Rapariga do Calendário”. Estou também a escrever dois spin-offs de Body, mindy & Soul porque não acho que as histórias tenham terminado bem nos livros.
Se “A Rapariga do Calendário” tiver sucesso no final, talvez haja a possibilidade de publicar a trilogia “Trinity”. Mas depende tudo, principalmente dos fãs.

Algodão Doce para o Cérebro: Esperavas todo este sucesso? 
Audrey: Não. Nem esperava que os livros fossem publicados. Eu era uma autora independente, antes de tudo isto.

Os livros Nossos: E tiveste muitas ofertas de editoras? 
Audrey: Sim. Eles ligaram-me do nada. Viram-me na Amazon, viram o sucesso que tinha. Leram os meus livros e gostaram deles. Comecei por vender poucas cópias por mês e pouco tempo depois vendia imensas. Quando publiquei Junho, vendi cerca de um milhão de cópias num mês.

A Autora mencionou ainda que se os livros fossem adaptados, gostaria que fosse a Netflix a responsável pela adaptação e que fosse produzida apenas uma temporada, com 12 episódios. Um episódio correspondente a cada mês. Relativamente aos atores que gostaria de ver como Mia e Wes: “Toda gente pergunta-me isto… Muitas pessoas mencionam a Milla Kunis. Megan Fox, também. Para o Wes, a maioria escolheria o Chris Hemsworth. Mas eu preferia que fossem pessoas desconhecidas a representarem os meus personagens.”

Não sou muito fã de tirar fotos, por questões de timidez haha mas lá tirei uma (não podia deixar de ter uma foto destas) e deixo aqui uma foto minha ao lado da autora: 

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Feira do livro de Grândola – 2015

Olá! Primeiro que tudo, bem-vindos ao meu blogue. 🙂 Não tinha a certeza sobre o que escreveria como primeira publicação, mas sendo que, no sábado anterior, fui à feira do livro de Grândola, tive a ideia de falar um pouco sobre isso. Como todo nós sabemos, uma feira do livro é um evento onde, a maioria, dos livros são vendidos a um preço mais baixo do que o costume, e é essa a razão porque lá fui. Não só por estar razão, claro, mas também porque este evento ocorre numa das minhas bibliotecas favoritas de Portugal. Esta feira, normalmente, decorre entre a última semana de IMG_20151202_174659Novembro e os primeiros dias de Dezembros. Até onde sei, todos os livros que lá estão disponíveis para venda, vieram da livraria portuguesa, Bertrand. Bom, e falando dos livros que comprei… Acabei por comprar quatro livros, enquanto a minha mãe ofereceu-me um como prenda adientada de Natal, o que no total faz cinco livros. Todos eles custaram-me menos vinte por cento do preço editor, o que é ótimo, não acham? Então, se és de Portugal, e vives perto de Grândola, não percas esta fantástica feira do livro! Esta estará aberta até dia 8 de Dezembro, se quiserem passar por lá!