A Rapariga do Calendário – Abril, Maio e Junho (livro 2) – Audrey Carlan [Opinião]

13417381Título Original: Calendar Girl – April, May and June
Publicação: 07/2016
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896578039
PVP: 17,99€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: “O 2º livro da nova série, o novo fenómeno erótico, após As Cinquenta Sombras de Grey. Mais de 2 500 000 exemplares vendidos da série nos EUA.
A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC.”

Opinião: Antes de mais, os meus parabéns à Planeta por publicarem mais um livro fantástico (principalmente a série em si), e um enorme “obrigada” por acederem à minha proposta e enviarem-me o livro.

Um elogio que não fiz na opinião do livro anterior, mas sinto que devo fazer, mais como um agradecimento, é o facto de a nossa editora Portuguesa ter decidido colocar três meses em cada livro, publicando ao todo quatro livros. De certeza que há pessoas que “reclamam” e que gostariam que fossem menos livros, pois talvez o livro ficasse mais barato, porém algo que descobri recentemente é que nos EUA e no Brasil, cada livro corresponde a um mês, o que torna obviamente a série de livros mais cara, enquanto que cá em Portugal, a Editorial Planeta fez uma ótima escolha que, além de nos permitir desfrutar melhor do livro e não sentir tanta ansiedade pelo livro seguinte (como imagino que aconteça no Brasil), traz-nos um valor mais barato. Por isso, mais uma vez: Obrigada Planeta por pensarem em tudo!

Mas falando da história deste segundo livro…

Vou já explicar o porquê de não ter dado 5 estrelas, mas sim 4. O livro não perdeu qualidade. Pelo contrário, continua tão bom quanto o primeiro e adorei-o. Ri-me imenso com a Mia, dei por mim a envolver-me cada vez mais nesta história viciante e que me deixa curiosa sobre como terminarão as coisas no final do ano.
O que me fez dar menos um estrela foram os homens destes 3 meses. Adorei-os a todos, principalmente ao Mason, apesar da ter gostado da história do velho Warren. Não gostei tanto do Tai ao inicio, como gostei dos outros, mas no fim do mês deste, acabei por gostar um pouco mais. Porém, e apesar de as histórias continuarem a ser igualmente divertidas, com melhor amiga da Mia a aparecer mais (trazendo consigo momentos de longas ggargalhadas), os homens do livro anterior foram muito mais cativantes e marcantes. No fundo, o que quero dizer é que o livro é ótimo, sem dúvida! Os homens são igualmente fantásticos, mas penso que é normal da minha parte, e de qualquer leitor, acabar por comparar os 3 homens atuais com os anteriores, certo? Se não fosse esta comparação, seria obviamente um livro de 5 estrelas. Mas a história em si é de 5 estrelas, claro!

Ao contrário do livro anterior, neste temos um acontecimento final um pouco chocante. Confesso, que não o esperava, apesar de suspeitar, mas como os outros 5 meses tinham decorrido sempre na “perfeição”, qualquer leitor(a) acaba por achar essa suspeita fraca. Mas chocou-me mesmo, e foi o final do livro que me fez gostar ainda mais de alguns homens anteriores.

Algo que continuo a adorar nestes livros, é a forma como a escritora consegue trazer de volta personagens anteriores, mesmo que seja só mencionando um nome ou fazendo-o surgir numa cena, e tudo isto, sem parecer… “forçado”. Tudo encaixa-se bem. A escrita continua fluente, engraçada e simples, de uma forma agradável, que não traz consigo aquele enjoou que muitas vezes sentimos ao ler tantas páginas de uma só vez.

Neste livro, não consigo dizer qual o meu mês favorito, pois sinto que estão todos ao mesmo nível. Mas em termos de final de cada mês, o mês de Maio foi o melhor, sem dúvida!
Agora é esperar (ansiosamente) até Setembro, e ver quem será o “para sempre” da Mia, no final desta jornada, que espero que seja o Wes. Se não for, pelo menos coloquem-me o Alec em segundo plano, por favor haha

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Despertada (Casa da Noite #8) – P.C. Cast + Kristin Cast [Opinião]

13417381Título Original: Awakened (House of Night #8)
Publicação: 2012
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896373993
PVP: 9,00€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: “A Casa da Noite aguarda-te. Um local cheio de perigos e segredos onde os jovens marcados têm dois destinos: ou se transformam em vampiros ou morrem destroçados.
Exonerada pelo Alto Conselho dos Vampiros, Neferet jurou vingança contra Zoey Redbird e o domínio que exerce sobre Kalona é apenas um dos planos que pretende usar contra ela. Mas Zoey encontrou refúgio na Ilha de Skye e está a ser treinada pela rainha Sgiach para tomar o seu lugar. Haverá algo melhor do que a ideia de se tornar uma rainha? Porque desejaria voltar para Tulsa? Após a perda de Heath, Zoey nunca mais foi a mesma e a sua relação com o guerreiro Stark também poderá nunca voltar a ser igual…
E conseguirão a vampira Stevie Ray e Refaim continuar juntos? Este recusa ser usado contra ela, mas que escolha tem quando ninguém, nem mesmo Zoey, aprova a relação entre ambos? Irá Refaim trair o seu pai ou escolher o seu coração?”

Opinião: Após ler este livro, chego à conclusão que não é a série que tem vindo a denegrir.. Pelo contrário, continua tão boa como era no inicio. O problema foi ter lido os livros todos muito de seguida e é natural que tenha enjoado. Mas dois/três anos depois, lá retomei a leitura do 7º e agora li o 8º que adorei, e percebo então que o problema estava no meu enjoou pelos livros, não na sua qualidade.

Por ter estado tanto tempo “afastada” destes livros, acabei por esquecer de algumas partes da história, e de alguns personagens também, como por exemplo o Stark. Sabia quem ele era, mas não me lembrava da sua história anterior a estes livros. Porém, rapidamente o livro me relembrou de alguns pormenores, que havia esquecido totalmente. Achei esse um ponto positivo neste livro: Mesmo sendo o 8º livro, as escritoras inseriu momentos de livros anteriores na história de “Despertada” de modo a que o leitor possa recordar várias coisas esquecidas.

Já não me lembrava também da forma engraçada e fluente como as escritoras escrevem esta série. Apesar da linguagem um pouco infantil de algumas personagens como “cuequinhas” ou “minha gente” (etc), gostei bastante do livro e dei por mim a relembrar o porquê de ter gostado tanto desta série de livros desde o inicio.

Há certos pontos da história que não fazem sentido, como o facto do conselho de vampyros kjbvaceitar a Neferet de volta, e só a Zoey e os seus amigos saberem quem ela verdadeiramente é, mas novamente… Talvez isto seja algo que advém do meu esquecimento das histórias anteriores.

Kalona surpreendeu-me bastante e dou por mim a começar a gostar dele, mesmo ele sendo um dos vilões. Neferet continua detestável e má como sempre (haha), mas continua a chocar-me com as ideias “maléficas” dela.
Confesso que não esperava certas reviravoltas que este livro trouxe, como a morte de um personagem bastante querido, ou até mesmo um ato de “bondade” inesperado vindo de alguém que é tudo menos bom.

Depois deste, tenho ainda mais 4 livros (acho) por ler, para dar esta série como terminada, e mesmo que volte a enjoar, farei sempre um esforço, pois lembro-me que esta foi uma das primeiras séries que comecei a ler e a seguir fielmente, e estou bastante curiosa para ver como tudo vai acabar!

Diz-me Quem És – J. R. Ward/Jessica Bird [Opinião]

30843039Título Original: An Unforgettable Lady
Publicação: 04/2012
Editor: Quinta Essência (Grupo Leya)
ISBN: 9789898228918
PVP: 15,90€
Minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: “Grace Hall é uma socialite deslumbrante, rodeada de glamour, privilégio e riqueza, mas a sua fortuna fez dela o alvo de um louco que anda a matar as mulheres mais influentes de Manhattan. Para se proteger, Grace exige o melhor dos guarda-costas – e depara com muito mais do que esperava. John Smith é um especialista em segurança intransigente e frio que é tão dedicado ao seu trabalho como é mortífero. Mudar-se para o luxuoso apartamento de cobertura de Grace é a última coisa que deseja, mas é impossível dizer-lhe que não. Quando explica as regras à sua nova cliente, surgem entre eles faíscas, bem como um desejo incendiário. Com Grace nos braços, John dá por si a baixar as próprias defesas. À medida que as noites amenas se tornam escaldantes e o assassino se aproxima, Grace e Smith enfrentam uma escolha crucial: seguir as regras ou seguir os seus corações.”

Opinião: Lá estava eu na feira do livro de Lisboa deste ano, com uma imensa lista de livros que queria comprar, quando decido ficar um pouco mais para “participar” na Hora H (evento onde os livros têm 50% de desconto imediato). E durante o tempo de seleção dos livros que iria levar comigo, mesmo já tendo uma lista, dei de caras com este livro, cuja a autora sempre me chamou à atenção. E surpreendi-me ainda mais ao ler a sinopse, que me decidir levá-lo comigo.

Apesar da sinopse fantástica, confesso que tinha certo receio em começar a lê-lo e acabar por decepcionar-me. Mas mais uma vez, surpreendi-me, coisa que raramente acontece comigo, pois logo pela autora ou sinopse consigo “determinar” se irei gostar do livro (considerando também a sua classificação no goodreads).
O Livro foi uma total surpresa e adorei-o. Mesmo que não tenha tanta ação ou cenas de crime, como estou habituada a encontrar nos livros de Sandra Brown, o livro correspondeu às minhas expectativas. Queria ter dado um 4, mas baixei um pouco a minha classificação exatamente por o livro não ter o crime ou violência que estou habituada a ver em thrillers.. aMas o romance em si foi o que me fez gostar do livro. Não acho que 3,5 diga que o livro que é mau. Se fosse mau, seria com certeza um 1 ou um 2 (mas por sorte nunca encontrei nenhum livro assim).

Mas adiante..
Outro ponto que me fez dar uma classificação um pouco mais baixa do que queria dar, foi a caraterização do personagem masculino.. Apesar dos momentos engraçados que John, o guarda-costas de Grace, criava às vezes, a atitude de “Sou durão, resisto às mulher, e blá blá” foi algo que me fez desgostar um bocadinho dele, pois já começa a ser tão “básico” encontrar personagens masculinos assim.
A Grace por outro lado veio trazer um equilíbrio em termos de personagens.. Gostei realmente dela.

Em suma o livro talvez tenha algum mistério em relação ao assassino. Não é porque consegui descobrir logo no inicio quem era o assassino, que o livro é previsível. Posso dizer que depois de ler tantos livros da Sandra Brown, que tenho uma parte de mim que adora desvendar casos destes e que acaba sempre por descobrir o possível criminoso no inicio (ou não). Mas se não fosse isto, garanto-vos que seria impossível descobrir, pois o livro não se foca quase nada neste mistério, mas sim no romance.

Mesmo com estes pontos menos positivos, achei o livro agradável de se ler e espero que seja o primeiro desta autora que leio! Recomendo para qualquer fã de Sandra Brown à mistura de um bom romance.

A Maldição do Vencedor – Marie Rutkoski [Opinião]

30843039Título Original: The Winner’s Curse
Publicação: Julho/2016
Editor: Topseller (20|20 Editora)
ISBN: 9789898843401
PVP: 17,69€
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: “Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.
Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.”

Opinião: Antes de mais, queria agradecer mais uma vez à Topseller (principalmente ao departamento de comunicação) por me ter enviado um exemplar deste livro!

Depois da trilogia “Os 100”, a Topseller traz-nos IMG_20160719_102208mais um livro, que tem tido sucesso pelo mundo inteiro, e pelo qual tenho ansiado pela sua tradução, pois ler em inglês não chega a ser tão agradável como ler na nossa língua materna, claro.
“A Maldição do Vencedor” é o primeiro livro de uma trilogia (cujos os outros títulos são “The Winner’s crime” e “The Winner’s kiss”) e mais uma vez dou os meus parabéns e agradecimentos à Topseller por trazer para Portugal o inicio de um trilogia que promete deixar qualquer pessoa, que goste de romance e fantasia, rendida e viciada, como eu fiquei.
As primeiras páginas, como em qualquer livro, deixam-nos curiosos sobre o que se
sucederá, mas foi quando vi uma ligação crescer entre Kestrel e Arin que fiquei completamente agarrada, e quando dei por mim, era já de noite e tinha devorado o livro todo ao longo do dia, sem me aperceber. A História é realmente viciante! É uma palavra que uso muito, mas em relação a este livro “viciante” merece ser dita com bastante ênfase.

Falando do que mais gostei… Aliás, não há nada que não tenha gostado!
Adorei principalmente a caracterização da diferença entre dois povos: os Valorianos e os Herranis. Isto lembrou-me imenso a história dos Romanos.. Os nobres e os escravos. E realmente adorei que a escritora tivesse pegado neste conceito de escravo-amo, e que tivesse juntado a isto ainda mais ação, do que seria esperado.
Outro ponto que gostei neste livro foi a relação entre Arin e Kestrel. Quando digo relação, não me refiro a romance, claro. É a ligação deles. A forma como ambos foram se relacionando, apesar das suas diferentes, até que entre ambos cresce uma evidente amizade (ou algo mais).

Kestrel é uma personagem forte, tal como Arin, mas que distingue-se (ao meu ver) por não ser a típica “badass” que sabe lutar e que geralmente é perfeita em tudo o que faz. Arin é bastante intrigante e que me faz viver numa constante linha de “amor-ódio”, e sinceramente não sei explicar o porquê disto. Mas juntos formam uma dupla incrível que torna a história ainda melhor.

IMG_20160720_151229Não posso deixar de mencionar que a capa é linda. Uma das mais lindas que já vi, e fiquei contente quando vi que não tinham alterado a capa.
Inicialmente comecei a ler o livro, com uma expectativa, principalmente porque a capa passava-me a ideia da história ser algo mais simples, mas enquanto ia lendo, vi-me ainda mais cativada pelo livro e acabei por perceber que o livro era ainda melhor do que aparenta ser pela sinopse. Se a capa é fantástica, a história é ainda melhor. Por isso, não deixem de ler por acharem que este livro é mais um romance fantástico com uma personagem feminina frágil.
Este livro é ótimo, desde a capa ao conteúdo e aos personagens. É um livro que merece todo o falatório que tem gerado, tal como o sucesso que tem tido! É um livro que recomendo, sem pensar duas vezes, e que todos os amantes de fantasia, assim como eu, têm que ter obrigatoriamente na sua estante!

Um excelente presente de Natal (adiantado ou não) seria a Topseller publicar o próximo livro (The Winner’s Crime) ainda este ano, não concordam?

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs [Opinião]

brfedsTítulo Original: Miss Peregrine’s home for peculiar children
Publicação: 2011 (edição da Bertrand Editora publicada em 2016)
Editor: Contraponto/Bertrand Editora
ISBN: 9789896661281
PVP: 17,70€
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: “Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada e uma estranha colecção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de 16 anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do Lar para Crianças Peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.”

Opinião: Isto não é nenhuma história de terror! Acho que este é a primeira coisa que tenho que dizer-vos, principalmente para aqueles que, como eu, pela capa, pensam que a história é sobre espíritos e terror. Tem algum “terror” mas não é nada por ai além.
Talvez muitas pessoas, como eu, viram o trailer do filme (que estreia ainda este ano) e que ficaram surpreendidas ao ver do que se tratava exatamente a história.

Antes de mais, tenho a apontar o facto de o trailer ter imensas mudanças, como a ausênciab de uma das personagens principais que acaba por ser “fundida” na rapariga que levita no ar. Com isto, dá para concluir que o filme terá bastantes mudanças em relação ao livro. Talvez sejam mudanças para melhor, esperemos.
Mas voltando ao livro..
Considero este livro do estilo de fantasia, com um pouco de “suspense” (uma versão mais fraquinha de terror) à mistura. A Sinopse, pelo menos a forma como está construída, não é tão atraente à primeira vista, mas a capa é de certa forma linda e deixa qualquer um curioso. Pelo menos a mim deixou.

Mesmo sendo a sinopse pouco atrativa, tanto o conteúdo como o interior do livro são excelentes, ao meu ver. Penso que a maioria das pessoas, que vai a livrarias, já folheou “O Lar da Senhora Peregrine para crianças peculiares” (é o primeiro livro de um trilogia) e que concorda comigo quando digo que a forma como o livro foi feito está bastante interessante! Adorei o facto de o escritor ter pegado em várias fotos (algumas assustadoras, admito, mas que não deixam de ser intrigantes) e ter inserido-as na história. O que vemos na história é Jacob a descobrir várias fotos ao longo da história, que vão sendo apresentadas na página ao lado, o que por um lado é engraçado, pois temos uma segunda visão das descrições dessas fotos. Continuo sem perceber, mas penso que as fotos, que são apresentadas, são “reais”, o que torna a leitura do livro ainda mais engraçada.

Em termos do “conteúdo” do livro, ou seja, da história: Se no inicio estava um tanto curiosa, à medida que ia lendo, ia ficando cada vez mais “rendida” a este mundo de crianças peculiares, isto é, crianças diferentes, com dons/poderes como levitar, ser invisível, ter força superior à de qualquer ser humano.
Houve vários momentos engraçados, mas também momentos que nos fazem ficar curiosos sobre como as coisas irão decorrer ou acabar.

aExiste apenas um ponto, que é o que me fez dar 4 e não 5 estrelas: Dei por mim um pouco “aborrecida” com a demora que o escritor “escreveu” para que Jacob chegasse à casa onde o seu avô morou quando era criança. Achei que o escritor alongou-se muitos na viagem e que deveria ter sido mais “rápido” a alcançar o mistério: Será que Jacob iria encontrar a tal casa? Será que o que o avô dizia era verdade (e as suas histórias)?
Mas tirando isto, adorei a ideia e adorei a história. Adorei conhecer os personagens que foram surgindo ao longo da história, principalmente ver a parte das fotos, que trouxe alguma “magia” a este livro.

Agora, é esperar pelo filme, pelo qual estou muito ansiosa, pois além de ser produzido pelo Tim Burton, teremos a Eva Green como Senhora Peregrine, o que tornará ainda melhor a adaptação cinematográfica, tenho a certeza!

Deixo-vos aqui o trailer da adaptação deste livro para filme!

A Viajante (Outlander #3) – Diana Gabaldon [Opinião]

30627473Título Original: Voyager
Publicação: 2014
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724622576
PVP: 24,90€
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

[ESTA OPINIÃO CONTÉM SPOILERS, PARA QUEM NÃO LEU OS DOIS PRIMEIROS LIVROS DE OUTLANDER]

Sinopse: “«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.» Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filha de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá? Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie: «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»”

Opinião: Penso que “desiludir” ou “aborrecimento” são palavras que não constam no adicionário quando se trata de Diana Gabaldon ou da série de livros “Outlander”.
Até mesmo os leitores mais ativos (como eu) olham para um livro enorme, de 700 ou mais páginas (um “calhamaço” como costumo dizer), e chega a ser normal até mesmo para mim suspeitar de que o livro num todo seja bom, e que não se torne repetitivo ou aborrecido a certo momento da história.

Felizmente, este livro, ao contrário do que acontece em séries com mais de dois livros (que acabam por “piorar” ou perder qualidade de livro para livro), é diferente, e veio mostrar, mais uma vez que quando o assunto é Jamie e Claire, a história não deixa de ser fantástica e viciante!
Ao longo de 800 e poucas páginas, não me lembro de dar por mim a “suspirar e revirar os olhos”, como se tivesse aborrecida, ou achasse um só capítulo aborrecido. Não! Diana Gabaldon traz-nos mais um livro, enorme, mas incrível, que faz qualquer um perguntar-se como é que ao fim de 1700 e poucas páginas de história (junção do número de páginas dos dois livros anteriores), ainda consegue ter tanta imaginação, criatividade, e principalmente.. Como é que consegue manter-se ao mesmo nível dos livros anteriores, ou até melhorar em certos momentos?

Este livro quase, mas quase, que tornou-se o meu favorito de entre estes três primeiros que li, se não fosse pela ausência de vários personagens como o Murtagh que, para mim, fizeram falta na história, e que tornavam a história ainda melhor! Com isto, continuo a dizer que o segundo livro da série “Outlander, A Libélula Presa no Âmbar” é o meu livro favorito e dúvido que isso mude!
Mas falando deste agora, e do que adorei nele.. Sim, porque acho que quando o assunto é Outlander, não consigo encontrar falhas ou pontos negativos, pois a história é fantástica! Não é apenas um romance histórico. Mesmo neste livro, vemos a realidade fundida numa pequena fantasia e romance. Isso é algo que me fez continuar a gostar dos livros até agora: Diana Gabaldon não suaviza ou omite a crueldade que era viver no século 18. Não tenta safar um personagem, só porque ele é alguém muito adorado pelos fãs dos livros. Ela descreve a realidade daquele tempo como ela era, mas claro, com aquela “pitada” de fantasia, que faz com este livro seja ainda melhor.
Algo que receei ver neste livro era o possível reencontro e relação de Jamie e Claire, pois passaram-se 20 anos, e aqui encontramos um Jamie mais velho, mais marcado. Encontramos também uma Claire um pouco diferente. Esta questão de ambos os personagens terem mais 20 anos, assustou-me, caso o possível reencontro se sucedesse (não menciono se tal coisa aconteceu ou não, pois não quero dar spoiler, óbvio).
Mas o que podia ser um livro mais fraco em relação aos anteriores, foi transformado numa surpresa, bastante agradável, devo dizer, pois não esperava certas reviravoltas (também).
bHá outros personagens que vemos envelhecer ao longo deste livro, e adorei também este ponto. Uns, apesar dos apesares, envelheceram e lá conseguem continuar com o mesmo espírito, o que me fez imaginá-los com a mesma idade com que os conheci nos primeiros livros. Penso que não sou a única a sentir isto, e quem já leu este livro, sabe do que falo e de quem, acho!

Queria alongar-me muito mais, e escrever mais um milhão de palavras, pois sendo Outlander, não consigo encontrar um limite para parar de falar de tal série.
Entretanto, comprei o quarto livro que será publicado dia 26 de Julho, pela Casa das Letras (grupo Leya), e espero lê-lo até ao final do ano, pois 1000 e tal páginas (como o segundo livro) não é coisa fácil, principalmente para quem irá entrar na universidade! haha

Em suma… Adorei, adorei, adorei! Não me desiludiu nem um pouco, e houve várias surpresas, principalmente no final da história, que me deixaram chocada, e que penso que deixará qualquer um chocado!

A Rapariga do Calendário (Janeiro, Fevereiro, Março) – Audrey Carlan (Opinião)

30627473Título Original: Calendar Girl – January, February, March
Publicação: 2016
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896578008
PVP: 17,76€
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.
Pelo menos é como espera que corra.
Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar.”

Opinião: Há imenso tempo que não lia um livro dentro deste estilo (romance erótico) que me agradasse tanto. Talvez aos “olhos” da maioria das pessoas que gosta ou lê muito este género, o meu “agradasse” é usado de uma forma errada, pelo simples motivo de este livro não ser principalmente a parte erótica, que atualmente estamos habituados a encontrar na maioria (se não em quase todos) dos livros de romance erótico.
Sim, este livro tem sexo, tem descrições. Nada que não se espere de um livro deste genéro. Porém, e para minha enorme surpresa, este livro ultrapassa isto. Não é apenas um livro sobre uma mulher que tem sexo, a cada 5 páginas (com longas páginas de descrição), com um homem, quase sempre sem um motivo forte ou sem uma explicação para como tudo acabou por dar num momento como aquele.

E é isto que me faz adorar este livro! Tal como podem ler na sinopse, Mia vê-se obrigada a recorrer a um trabalho como acompanhante, onde não é obrigada a fazer sexo. Esta parte interessou-me imenso, pois há umas semanas vi uma novela com um tema mais ou menos idêntico, e é algo que é pouco abordado em livros deste género. O que levaria uma rapariga, que só é obrigada a acompanhar um homem, sem sexo nem nada que ela não queira, a envolver-se com os seus clientes? Penso que isto não seja um “spoiler”, porque é um pouco óbvio, só pelo estilo literário em que o livro se enquadra.

Mas adiante com a opinião, com o que achei…a
Adorei-o imenso! Foi uma surpresa bastante positiva e agradável para mim, pois vi num livro, que ao inicio ficava com receio de ler (por motivos já mencionados acima) mas que acabou por conquistar-me, ao ponto de ter mudado a minha ideia sobre continuar ou não a ler a série de quatro livros. Óbvio que lerei o próximo!
Achei imensamente divertida a ideia da escritora em dedicar um mês a um homem. E é aqui que fica o desafio e o que me deixou curiosa.. O que é que levaria a história de cada mês a ser assim tão boa, que merecesse todo o “falatório” que está a ter neste momento (principalmente em Portugal)? A escritora conseguiu agarrar numa ideia, que podia ter sido boa, e transformar tudo isso em algo fantástico, viciante, e agradável de se ler, sem quaisquer exageros em termos de descrição (o que é algo que não gosto muito em eróticos). Cada mês foi divertido e único, além de marcante. Penso que não só para a Mia, mas também para mim e para qualquer pessoa que tenha lido este livro ou que venha a ler. Wes, o primeiro cliente (Janeiro), é divertido, é um SURFISTA (caps lock, porque adoro histórias com surfistas, mesmo que não sejam principalmente isso) descrito como uma brasa e acima de tudo surpreendeu-me ao ir contrariando as suas próprias regras, e é sem dúvida o “meu” homem favorito de entre os três que conheci. Alec é um francês, engraçado mas estranho ao inicio, mas rapidamente me acostumei com ele. E o Anthony (ou Tony) é sem dúvida um caso único, que nos choca por um lado (pelo seu motivo para contratar a Mia, pois é muito diferente dos motivos de Wes e Alec) mas que faz qualquer leitor apaixonar-se por esse motivo.
Confesso, muitas vezes sentia que eu era a Mia, o que para mim é positivo e um ponto forte num livro, pois significa que a escritora, além de conseguir pôr em “prática” uma ótima ideia para um livro, ainda consegue fazer com que o leitor se envolva de tal forma que se sinta no papel da Mia e consiga sentir as mesmas coisas que esta sente pelos seus três clientes e também a forma como os vês e tudo o que os envolve.

Num geral, o livro é ótimo, e já que o próximo livro é lançado dia 20 de Julho (dentro de 2 dias), acho que é normal estar ainda mais curiosa para ver o que se segue, e como no fim da série, a história terminará!

Os 100, O Regresso a Casa (Os 100 #3)- Kass Morgan (Opinião)

30295608Título Original: The 100 – Homecoming
Publicação: Junho/2016
Editor: Topseller
ISBN: 9789898839855
PVP: 16,99€
A minha classificação: 5 de 5 estrelas

[OPINIÃO COM SPOILER, PARA QUEM NÃO LEU OS LIVROS ANTERIORES]

Sinopse: “Semanas depois de os 100 terem chegado à Terra, conseguiram finalmente estabelecer um pouco de ordem num ambiente inicialmente caótico e conviver de forma pacífica com alguns dos terrestres que encontraram. No entanto, novas naves chegam do espaço, abalando o equilíbrio alcançado e ameaçando a vida de todos.
Chegou o momento de os 100 se unirem e lutarem para reaver a liberdade que encontraram na Terra. Caso contrário, arriscar-se-ão a perder tudo e todos os que amam… de novo.”

Leitura conjunta com a Carolina do blogue The Books on My Shelf.

Opinião: Mais uma vez, a Kass Morgan soube apresentar uma história com ação, e que deixa qualquer leitor com a respiração presa.
Como já disse a várias pessoas, e em opiniões dos livros anteriores (Os 100 e 21 dias depois), a história dos livros e a história da série são totalmente diferentes! Nem para melhor, nem para pior. Adoro os dois de formas diferentes, mesmo por isso: A série, apesar de só ter a base do livro (100 miúdos vão parar à terra e têm que enfrentar terrestres), é ótima. E por isto mesmo, vejo imensas pessoas a dizerem que o livro é mais fraquinho, e é isto, e aquilo.

Tenho que discordar. O livro prendeu-me desde a primeira página, como aconteceu com os anteriores. Esta é das poucas trilogias que não foi ficando fraca ao longo dos livros, pois o aque geralmente acontece é: O primeiro livro é ótimo, fantástico. O segundo.. lê-se. O terceiro é puramente horrível. Geralmente, é isto que sinto ao ler trilogias, e por isso fico sempre com receio de ler trilogias.

Este foi um ótimo livro sem dúvida! Existe um pouco mais de ação em relação aos livros anteriores. Existe também drama… Imenso drama, e momentos que me deixaram nervosa e que quase me provocaram um ataque (figuradamente, claro). Claro, que isto depende de quem são os personagens favoritos de cada leitor..
Mas os personagens que Kass construiu são todos únicos, com personalidades fortes, e que marcam qualquer um, e ao longo da trilogia, todos evoluiram, principalmente o Wells (que existe na série de televisão e que não tem quase destaque nenhum) e o Bellamy, que dúvido não ser adorado por todos os que seguem tanto a série de tv e os livros! Também a Clarke foi evoluindo, e é impossível não “shippar” (torcer) por ela e pelo Bellamy junto (Bellarke é o termo usado por fãs).
Também a Sasha, apesar de pouco destaque, é uma ótima personagem, que me faz pensar um pouco na hipótese de ser a personagem que inspirou os produtos da série de tv a criarem a personagem Lexa (2ª e 3ª temporada).

Neste livro temos morte, temos ação, temos momentos que nos fazem sorrir, mas também momentos que deixam qualquer um nervoso ou triste. Considero que este livro foi um pouco mais “brutal” (no sentido, de violento) por ter exatamente as mortes (ou quase-mortes) de imensos personagens.
Também o mistério, de dois dos 100 que aparecem mortos (um deles que apareceu enforcado, no livro anterior), resolvido, e confesso que foi um choque, e que a personagem envolvida neste mistério, em conjunto com a Sasha, formam, sem dúvida, a Lexa da série de tv. É impossível não opinar sobre os livros, sem fazer uma comparação aqui e ali com a série de televisão.

O meu livro (desta trilogia) favorito será sempre “Os 100 – 21 dias depois”, obviamente, mas também este livro entra na lista dos meus favoritos (tal como a trilogia toda), pois é uma leitura rápida, fácil, prazerosa, e viciante, que nos deixa curiosos (também) no final de cada capítulo ou acontecimento.

Extra: No goodreads, em vez de aparecerem apenas estes três livros (os únicos publicados também nos EUA), aparece ainda um quarto.. o que quer dizer que teremos um quarto livro, sem data prevista e sem nome ainda. A Informação pode estar incorreta, como é óbvio, sendo que no goodreads, qualquer pessoa pode criar uma ficha de um livro. Mas fiquem atentos à página de facebook do blogue, que sempre que posso, partilho lá informações de novos livros a serem publicados (em Portugal ou não), e o quarto livro de “Os 100” pode ser um deles!

Pecados na Noite – Sherrilyn Kenyon, Predador da Noite #8 [Opinião]

imageTítulo Original: Sins of the Night
Publicação: 2011
Editor: Edições Chá das Cincos
ISBN: 9789897100130
PVP: 18,85€
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: “No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.
Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger – e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.
Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?”

Opinião: Este livro merece um “UAU! Mas que livro!” porque é mesmo um ótimo livro. 6Surpreendeu-me imenso, pela positiva, pois não esperava muito dele, e já até tinha “previsto” que este seria outro livro da Sherrilyn Kenyon de quatro estrelas (para mim), pois os últimos três livros que li dentro desta série (“Beijo da Noite“, “Jogos na Noite” e “Sedução na Noite“) não foram tão bons quanto os iniciais e acabaram por ficar com apenas 4 estrelas e não 5 como os anteriores. Claro que “Dança com o Diabo” é o meu favorito até agora, porém “Pecados da Noite” quase chegou lá, pois a sinopse fez-me ter as mesmas expectativas que tive em relação aos três anteriores, porém ao ler a história, essas expectativas foram superadas!

Alexion é o meu personagem favorito da série até agora, para além do Acheron, óbvio. Penso que qualquer pessoa que leia e siga a série “Predadores da Noite” (Dark-Hunter) concorda comigo quando digo que é impossível não adorar o Acheron e não tê-lo como favorito! Claro que não posso deixar de mencionar a Simi, que desde de “Dança com o Diabo” que tem vindo a aparecer nas histórias dos predadores de Acheron, e que faz-me rir imenso, e que, obviamente, é impossível (também) de não gostar. Mas falando do Alexion.. É de facto o personagem masculino principal, de entre os livros que já li, que mais gostei até agora. Não só pela força e poder que este detém, mas também pela sua personalidade.. É sincero, direto, e só me lembro de rir imenso enquanto lia o livro, pois é um personagem divertido apesar de sério, e é isso que o faz ser tão diferente dos outros.
Ao contrário dos outros livros (além de “Amante de Sonho” em que Julian é um escravo, e não um predador), Alexion não é um predador. É a Danger (ou Dangereuse) que cabe o papel que deixou de ser dos homens e que neste livro pertence a uma mulher! E mesmo esperando que a personagem em si, o modo como ela luta e vive não faça muito jus ao nome, adorei-a na mesma, e de entre as personagens femininas, para além da Tabitha, é talvez a melhor de todas! Diria a Simi, mas ela fica guardada para “melhor demónio”!

aA Sinopse não diz muito, mas por um lado eu acho isto ótimo, pois é ótimo quando um livro alcança-nos as expectativas, mas é ainda melhor quando as supera, então acho que foi uma coisa boa não ter começado a ler este livro com muitas expectativas, pois, como já disse, foram superadas! A História é fantástica. Adorei ver como é que Acheron resolve problemas relativos aos seus “soldados” quando estes estão em situações menos agradáveis. Este foi o primeiro livro que abordou uma “revolta” e mostrou que nem todos os predadores da noite são bonzinhos, como os que temos conhecido.
Novamente a Sherrilyn Kenyon soube escrever uma história viciante e fácil de ler-se, o que chega a admirar, pois são raros os escritores, que após tantos livros, conseguem continuar a serem fantásticos e a partilharem mundos diferentes e nada aborrecidos. Esta é talvez a única série que posso dizer, que depois de 8 livros, continuo a querer ler mais, pois não sinto que se torne cansativo ou repetitivo o tipo de histórias. Um exemplo de uma série que para mim começou bem mas foi piorando é “House of Night” da P.C. Cast + Kristin Cast. Mas a série Predadores da Noite continua cada vez melhor! E o facto de ter à minha espera um livro sobre o Acheron ajuda imenso, principalmente porque é o número 14 da série, então até lá.. Ainda tenho mais 5 livros para ler, e espero que tal como este, só venham a melhorar cada vez mais!

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi sem dúvida as revelações sobre Acheron, que apesar de continuarem a ser poucas, já são ótimas, como para alguém como eu, que adora-o e considera-o o seu personagem favorito, é normal que queira saber muito mais sobre o “Atlante”!

Sedução da Noite – Sherrilyn Kenyon, Predador da Noite #7 [Opinião]

9789897100062Título Original: Seize the Night
Publicação: 2011
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897100062
PVP: 6,00€
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: “Valério é um Predador da Noite romano desprezado pela maioria dos predadores gregos que alimentam um profundo ódio à civilização que o viu nascer. De origem aristocrática e arrogante, Valério mal sabe o que pensar quando conhece Tabitha Devereaux. Ela é sensual, imprevisível e incapaz de o levar a sério. Mas é também irmã gémea da mulher do seu maior rival.
A única coisa que Tabitha leva a sério é matar vampiros. E agora terá de enfrentar, junto com o predador romano, o mais mortífero de todos os seus inimigos… uma ameaça acabada de regressar do mundo dos mortos. Para vencer este mal, Valério precisa de aprender a confiar em alguém e pôr tudo em risco para proteger o homem que odeia e a mulher que o leva à loucura.”

Opinião: Adorei imenso o livro. Conseguiu melhor um pouco em relação aos últimos dois livros (Beijo da Noite e Jogos na Noite)! Porém o livro tinha tudo para ser fantástico e ainda melhor que os primeiros da série! Vejam só a sinopse e digam-me se não concordam. Valério, o inimigo de Kyrian, talvez um dos predadores da noite mais “violentos” e Tabitha, irmã da Amanda e cunhada da Kyrian, uma rapariga que toda gente considera maluca mas que passa a noite a proteger os seus (humanos) e a matar Daemons! Quando2 vi a combinação destes dois personagens num livro, fiquei entusiasmada, porém confesso que me desiludi um pouco quando vi que, pelo menos, o Valério não era assim tão perigoso como eu achava.
Esperava um pouco mais de ação e perigo, confesso.
Mas mesmo assim adorei o livro! Mesmo com esta pequena desilusão, gostei imenso de conhecer Valério e aprendi a gostar aos poucos da versão verdadeira da história deste! O “Casal” foi talvez a junção mais estranha mas intrigante na série Predadores da Noite até agora, principalmente porque um personagem é oposto do outro (na minha opinião, claro) e há também a parte de Tabitha encontrar-se numa situação complicada, o que torna esta relação curiosa e faz qualquer leitor querer saber como será que a história irá acabar e como irão os dois acabar por envolver-se.

Algo que me surpreendeu (e que só esperava que acontecesse no livro 14, que é dedicado ao Acheron) foi a pequena revelação sobre o “chefe” dos Predadores da Noite. Adorei, adorei! Adorei mesmo muito saber deste pequeno detalhe sobre ele. Mesmo que não seja muita coisa, já conta, pois não são só os predadores da noite que são curiosos em saber o que é afinal o Acheron e como era ele antes de ser o que é. Penso que qualquer leitor, tal como eu, lê sobretudo os livros por querer saber mais sobre Acheron.
Adoro principalmente o talento da escritora em ter escrito tantos livros e de até agora nunca tornar-se repetitiva e ter tanta imaginação para novas histórias e personagens! Adoro também a forma como ela insere sempre Acheron e Simi (esta desde “Dança com o Diabo) nas várias histórias, pois acho que estas duas personagens (a primeira, 5principalmente) tornam os livros ainda melhores e mais viciantes!

Gostei de ver outras participações na história como a de Nick Gautier (um escudeiro, acho, penso que do Talon ou do Kyrian), e até mesmo a de Zarek, que acabou por ser engraçada e interessada, pois vemos que mesmo depois de como terminou a sua história no livro “Dança com o Diabo” ele continua a ser impulsivo e arrogante às vezes, o que é bom, porque acho que isso é parte da essência do personagem.

O Final foi talvez um dos mais chocantes, mas claro.. Não me surpreendeu que a escritora acabasse por dar a volta, de alguma forma, sem que ficasse tudo previsível.