Leituras de Maio (2016)

Mais um mês se passou e estamos então no sexto mês do ano.

Mas hoje venho apresentar-vos as leituras de Maio (do mês anterior). Tal como fiz com as minhas aquisições de Maio, decidi gravar também um video para mostrar-vos o que andei a devorar, porque “devorar” é o melhor verbo quando se lê num mês 11 livros! haha

Anexos – Rainbow Rowell [Opinião]

29858328Título Original: Attachments
Publicação: Maio de 2016
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897102493
PVP: 17,76€
A minha classificação: 3/5 estrelas

Sinopse: Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas. Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para “supervisor de segurança na Internet” imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls – e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca.
Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar. Como conseguiria ele sequer explicar?

Opinião: Eis o terceiro livro da Rainbow Rowell publicado em Portugal: “Anexos”. Neste livro, que sai um pouco da “área” de romance adolescente e que foca-se mais num mundo adulto, conhecemos Lincoln que trabalha num jornal, cuja sua função é ler os e-mails dos outros funcionários de modo a garantir uma vigilância rigorosa sobre o que cada um pode dizer ou pesquisar na Internet. Em “Anexos”, conhecemos também o mundo na fase em que a Internet é algo novo, e no caso daquela jornal, é algo recentemente adquirido, que leva um dos chefes a querer espiar/vigiar os seus empregados. Certo dia Lincoln depara-se com um e-mail, que surge com um alerta, de uma das funcionárias, Beth. Este vê-se preso aos e-mails que ela e Jennifer trocam uma com a outra, que são divertidos e que o deixam cada vez mais curioso, ao ponto de começar a apaixonar-se aos poucos por Beth, mesmo sem saber como é a sua aparência.

Ao ler a sinopse, fiquei com expectativas bastante altas! Só o facto de ser um livro da Rainbow Rowell, já me deixou bastante entusiasmada, principalmente porque li, antes deste, “Fangirl” e “Eleanor&Park” (podem ver respetivamente aqui e aqui as opiniões) e adorei tanto ambos, que assim que soube que “Anexos”, com o título original de “Attachments”, ia ser lançado cá em Portugal, corri a comprar!
Porém, e um enorme “porém”, este livro desiludiu-me! Talvez não seja do livro. Talvez seja de mim, que tinha expectativas enormes quanto a ele, e o livro não as alcançou. Ou então talvez seja mesmo do livro, pois adorei imenso “Eleanor&Park” e “Fangirl”, e “Anexos” não é nem 50% tão bom como os anteriores.

Quem me segue nas outras redes sociais, principalmente no instagram, sabe que eu li este livro em conjunto com Carolina a (podem ver o blogue dela aqui e o seu instagram aqui) e também ela concorda comigo no quanto este livro é uma desilusão, por isso chego à conclusão que não seja apenas de mim.

Mas bom, este livro tem coisas positivas, claro! Alguns dos e-mails são engraçados, claro. A História em geral tem partes que nos fazem rir.
Algo que vos recomendo, caso leiam este livro num futuro, é não o lerem com expectativas muito altas. Talvez se eu não as tivesse, talvez acabasse por gostar mais deste livro.

O Final foi um pouco rápido demais, nada demais, e achei que a escritora podia ter desenvolvido melhor esta parte deles conhecerem-se, pois deixou um pouco a desejar.
Em suma, não é mau de todo. É uma leitura agradável e que nos faz rir!

Maze Runner, Provas de Fogo – James Dashner (Opinião)

livro-mazePublicação: 2013
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350815
Preço Editor: 17,50€
Minha classificação: 4 em 5 estrelas

[Caso não tenham lido Maze Runner – Correr ou Morrer, o anterior volume, e não querem ser”spoilados(as)”, não continuem a ler esta opinião, pois contém spoilers do livro anterior]

Opinião: Depois de conseguirem escapar do labirinto (maze), de escaparem ilesos aos magoadores, e de perderem Chuck, Thomas e o seu grupo são resgatados por um grupo, que os levam num autocarro, para um destino desconhecido. O Livro começa com o grupo que dá por si dentro de uma instalações, das quais não fazem ideia como sair nem tem ideia do que se trata. Mas então, ao procurarem por Teresa, encontram um rapaz, que diz pertence a outro grupo de outro labirinto. Tal como o grupo de Thomas, Teresa era a única rapariga e foi mandada no elevador com o aviso de que seria a última. No caso do rapaz, este foi o último a subir, e era o único rapaz no meio de raparigas. Rapidamente, os rapazes percebem que eles não foram os únicos que passaram por tudo aquilo. E dias depois, um homem surge, avisando-lhes que em breve serão mandados para a segunda prova de fogo, sendo que o “maze” era a primeira prova, que será percorrem vários quilómetros pelo deserto até ao refúgio, porém como nem tudo é fácil, estes são avisados que se não completarem a prova no prazo indicado, não obterão a cura para o fulgor, que é a doença que afeta o que resta da humanidade e que aos poucos vai destruindo os seus cérebros, até tornarem-se em “zombies” irracionais.

Novamente, fiquei surpreendida quando comecei a ler o livro, e notei que entre este e o filme, não existia quase nada idêntico, além do nome dos personagens, que acho um pouco “ridículo”, pois se é uma adaptação, deveria ao menos ter uma base mais sólida do livro! Mas não estou aqui para falar do filme, mas sim do livro, então vamos lá…
Vi o filme primeiro, e li o livro depois, como aconteceu com o primeiro livro “Maze Runner – Correr ou Morrer” (em breve escreverei uma opinião) e no fim, acabei por gostar muito mais do livro, pois este, ao contrário do filme, explica o porquê do título “Provas de Fogo”. Mostra uma faceta mais cruel e fria da humanidade, mas também tem cenas engraçadas, como é óbvio!
Vi-me cada vez mais conquistada pelos personagens Minho e Thomas, que são sem dúvida os mais importantes da história. Só espero que o James Dashner não imite a Veronica Roth ou a Suzanne Collins, e não mate o Minho no último livro. Acho que ficaria furiosa! hahahaha Ele é o meu personagem favorito, então dá para me perceber, não?

Novamente, como aconteceu com o anterior volume, vi-me hesitante em ler o livro, não sei porquê, mas considero-me “parva” por ter esperado para ler este livro, pois adorei-o imenso! É viciante, e cada capítulo termina de uma forma espetacular, que nos faz continuar a ler, pois existe um “Cliffhanger” entre capítulos, o que até é positivo num livro, pois deixa-nos ainda mais curiosos.
A Escrita do James é ótima! Simples, leve, e que nos envolve, ao ponto de sentirmos medo ás vezes com o que pode vir a acontecer!
A Questão da doença que afeta o mundo é também algo que me interessou, pois sou muito curiosa e alguém da “ciência” pelo que adoro ver uma humanidade diferente. E não sei do que se trata “Virus Mortal” que é outro livro do James Dashner, mas espero que este aborde ainda mais o fulgor, e como isto começou!

Por fim, volto a repetir que adorei ler este livro, porém, e ao contrário de muitas pessoas que conheço, este não é o meu livro favorito mas sim o primeiro. Gostei muito mais da história do Maze e dos magoadores, pois achei que teve muita mais ação.

Sinopse: “Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar… O segundo volume da série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de títulos como Os Jogos da Fome.”

Confesso – Colleen Hoover (Opinião)

29909444Publicação: 2016
Editor: Topseller
ISBN: 9789898839503
Preço Editor: 16,99€
Minha classificação: 5 em 5 estrelas

Opinião: “Confesso” é o quarto livro, desta tão conhecida e adorada escritora, publicado em Portugal, em que Hoover dá nos a conhecer Auburn, uma rapariga, que após 5 anos de uma enorme perda, e após mudar-se para o Texas, decide procurar um segundo emprego. Por sorte, esta passa junto ao que mais tarde virá a saber ser uma galeria de arte, e é então que conhece Owen, um jovem pintor, de apenas vinte e um anos, mas que possui quadros fantásticos, que chamam à atenção da rapariga. Rapidamente, tanto Auburn como Owen vêem-se atraídos um pelo outro, mas, como sempre acontece em romances, Owen afasta-se de Auburn, com medo de afetar a vida dela, através das suas ações, mesmo depois de saber também um ponto do passado (e presente) da vida da jovem.

Não consigo alongar-me mais nesta sinopse, pois acabaria por dar spoiler, ao desenvolvê-la mais.
Eis outro livro que li em menos de um dia. Praticamente, em 5 horas, ou nem isso. Mas o que interessa realmente é se gostei, e não se o li rápido, certo? Não é o primeiro livro desta autora que leio, e não é a primeira vez que me vejo a devorar um livro dela de tal forma! Como disse no Goodreads, a Colleen já entrou, sem dúvida, para a lista das minhas escritoras favoritas. É talvez a segunda favorita de romance, porque o primeiro lugar pertence à Lesley Pearse, claro!
Mas voltando ao livro…
Li-o realmente rápido, e talvez seja a primeira vez, que por lê-lo num só dia, não o terminei com uma sensação de “enjoou”, que até hoje costumava sentir que lia um livro num dia, porque parece que não damos tempo ao nosso cérebro para “processar” tanta informação, além de ser cansativo também. Porém este livro é tão bom, tão simples de ler e principalmente tão viciante, que nem dei pelas páginas passarem! A escrita da Colleen Hoover é realmente muito boa e vicia qualquer um desde a primeira página. Também este livro é capaz de comover qualquer um, pelo que aconteceu no passado à Auburn, tal como acontece em “Um caso perdido” (podem ver a opinião aqui, a propósito). Algo que me surpreende é a capacidade da escritora em conseguir ligar as histórias todas, de modo a que tudo faça sentido, principalmente depois de escrever tantos livros, porque, e na minha opinião claro, é notável na maioria dos escritores, que já têm muitos livros, que a escrita evolui ou que existem uns livros melhores que outros. Mas isto não acontece com a Colleen, e é isto que me faz gostar tanto dela! Já li 3 dela (este, “um caso perdido” e “amor cruel”) e é incrível como ela consegue criar histórias novas, sem se manter naquele padrão, o que eu vejo quase sempre nos livros da Lesley Pearse, por exemplo. O Romance, o romance.. Sim, ok, a parte romântica pode ser um pouco idêntica, mas se formos ver, todos os romances retratam um homem meigo e preocupado e etc. Aqui, eu refiro-me à história, ao drama em si.

Adorei imenso conhecer estes dois personagens, principalmente o Owen, que se sacrifica pelos que ama, e que me fez rir imenso! Também a Emory, a colega de quarto da Auburn, é divertidíssima. Quanto ao Trey.. Torci o nariz em relação a ele, desde o inicio. Mas mesmo assim, são personagens incríveis, inclusive o Adam, que apesar de não quase nada na história, não deixa de ser apaixonante e um personagem marcante à sua maneira.

Um dos pontos que mais gostei neste livro foi a forma como foram inseridas pinturas na história! Neste livro, não vemos só a descrição das coisas, como acontece em alguns livros. Para mim, este livro destaca-se exatamente por isso: por ter incluído nas páginas dele as várias pinturas que vão sendo mencionadas ao longo do livro. E são de tal forma fantástica, que dei por mim a pesquisar mais sobre o pintor, Danny O’Connor (que é o pintor real destas “telas”) e recomendo-vos a verem mais pinturas dele, pois a arte dele é muito apaixonante! De entre as que vi no livro, para mim a última foi a que me marcou mais, e que se pudesse comprar, comprava!
Mais abaixo irei disponibilizar algumas obras deste pintor, além das que estão no livro, porque na minha opinião, as que encontram-se no livro, devem ser vistas somente enquanto o lerem, porque assim fará sentido e irão perceber melhor o quadro.

Resumindo: Adorei imenso o livro, e depois de “Um Caso Perdido”, este livro também merece a típica frase “Mais do que 5 estrelas, 1000, infinitas estrelas” hahahaha E mesmo já tendo lido “Amor Cruel”, acho que vou relê-lo este verão, pois li-o no verão passado, e penso que não o apreciei como devia de ser, sendo que lia poucas páginas por dia ou quase nada, e acabei por esquecer um pouco a história.

dannyoconnor_2433243423_large

12bg

Sinopse: “Jovens apaixonados com demasiadas verdades escondidas. Há segredos que não devem ser revelados. Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio. Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração. Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado.
Será o amor capaz de sobreviver à verdade?
Confesso é uma história de imenso amor e coragem, que nos faz acreditar em segundas oportunidades.
Inclui 8 páginas a cores com as ilustrações dos quadros de Owen.”

After, depois da esperança (After #4) – Anna Todd (Opinião)

CgA9PEsWcAA-7WnPublicação: Maio de 2016
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722357821
Preço Editor: 17,90€
Minha classificação: 4 em 5 estrelas

Opinião: “After, depois da esperança” é o quarto volume da série After lançado em Portugal. No entanto, esta é, na verdade, a segunda parte do terceiro livro da série, pois a editora responsável pela tradução deste decidiu dividir o terceiro volume “After we fell” em dois “After, depois do desencontro” e “After, depois da esperança”. Caso não tenham lido os livros anteriores, não recomendo que continuem a ler esta opinião, pois terá spoilers dos livros anteriores!

Nesta segunda metade, vemos uma Tessa mais madura, após mudar-se para Seattle, juntamente com Christian Vance, o seu chefe, quando este decide expandir a sua empresa para lá. Vemos também Hardin, que luta por não ir atrás dela, mesmo não querendo mudar-se para lá. Ambos sentem saudades um do outro, e a definição de “Dar espaço” na relação deles não dura muito, enquanto estes vão combinando passar vários dias juntos.

Não há muito o que dizer, pois este livro é, na minha opinião, idêntico aos outros. Além de uma revelação chocante aqui e ali, é praticamente a mesma coisa que lemos no segundo e no terceiro volume, anteriormente: A Relação entre Hardin e Tessa, as pessoas à sua volta, pequenos problemas. Não vi muito que distinguisse este livro dos outros, e foi por este motivo que lhe dei 4 estrelas, e não 5. E porque dei 4 estrelas, perguntam vocês de certeza.
Dei 4 porque eu adoro esta série, apesar de ser um pouco repetitiva, e se baseada numa fanfic, logo tem diálogos mais básicos e tudo. O Casal principal conquista-me de uma forma, que não importe que os livros possam parecer repetitivos e simples, vejo-me facilmente ansiosa por ler cada novo livro que vá sendo publicado. Novamente, não consigo deixar de me sentir viciada, e este foi novamente outro livro da Anna Todd que li rapidamente. São boas leituras para fim de semana ou umas mini férias, pode-se dizer.
Claro que como nos livros anteriores, este também contém várias surpresas, umas mais previsíveis que outras, mas que não deixaram de me chocar, pois quando pensamos que tudo pode enfim acabar bem, surge mais alguma revelação que abala tudo e todos, principalmente Hardin, que é o personagem com mais alterações de “humor” na história. Mesmo assim, e acho que quem leu os livros anteriores concorda comigo, do primeiro livro para este, vemos algumas mudanças em Hardin. Este começa a conter-se mais, por Tessa. Porém algo que me desilude um pouco é vê-lo ser arrogante muitas vezes, e dizer imensas asneiras, o que não fica bonito nele. Claro, é a minha opinião. Mesmo assim, não deixo de gostar dele.
Um personagem que gosto, por mais que possam falar mal dele, é do Zed, e uma pequena (mesmo muito pequena) parte de mim, gostava de ver um pouco de Zessa (acabei de inventar, acho), nem que fosse por uns capítulos. Gosto do Zed, e no fundo acho que ele realmente gosta dela. Mas espero que ele não venha a revelar-se como a Steph, que foi um grande choque para mim!

Não adorei. Gostei do livro, talvez como gostei do segundo e do terceiro livro. O Primeiro foi sem dúvida o meu preferido e aquele que me marcou mais. E agora é esperar uns quantos meses (dolorosos) até ao lançamento do quinto e último livro desta série. Espero ainda que seja lançado o “Before”, que conta a história do Hardin antes de conhecer a Tessa, e também o livro que fala sobre o Landon, pois é um personagem que merece ter algum destaque.

Sinopse: “Tessa está finalmente a viver um sonho. A mudança inesperada para Seattle revela-se emocionante e a distância fortaleceu o casal. Tessa e Hardin vivem momentos de grande paixão e o sentimento parece aumentar a cada reencontro. O clima é de romance e a saudade a única adversidade. Mas o destino volta a fazer das suas e Hardin terá de enfrentar uma reviravolta dolorosa. O passado volta para o ensombrar e o pior dos segredos poderá revelar-se. Depois da esperança, o que será deste amor?”

A Educação de Felicity (Academia Etiqueta #1) – Marion Chesney (Opinião)

24750104Publicação: 2015
Editor: ASA
ISBN: 9789892330167
Preço Editor: 15,50€
Minha classificação: 3 em 5 estrelas

Opinião: “A Educação de Felicity” é o primeiro livro da série “Academia de Etiqueta”, em que duas irmãs, com uma idade já avançada para esperarem arranjar um pretendente nas temporadas, além de estar falidas, decidem abrir um pequeno negócio, que neste caso é ensinar boas maneiras a raparigas complicadas da sociedade. Neste primeiro livro, a rapariga que lhes é apresentada é Felicity, uma jovem da nobreza, que age e gosta de se vestir como um homem, e que nunca conquistou a atenção de nenhum homem em anteriores temporadas, precisamente pelo seu comportamento.
Ao longo da história, vemos as irmãs a tentarem domá-la, prestes a desesperaram, pois Felicity é de facto bastante complicada e tenta de todas as formas escapar às mãos das mulheres que a mãe contratou, para torná-la numa verdadeira senhora, de forma a arranjar um noivo na próxima temporada. Temos ainda o Marquês, que é talvez o único homem que desespera também, e que abomina Felicity pelo seu comportamento.

A “Sinopse” é deveras boa, e chamou-me logo à atenção, quando vi os livros nas livrarias! Porém, comecei a ler o livro, um livro de apenas 200 e poucas páginas, e só ao fim de 2 dias, é que consegui entrar na história, pois de inicio não me agradou muito, não me despertou a atenção. E não é de facto um ótimo livro. É bom, agradável de se ler num fim de semana e faz-nos rir, mas não passa disto.

Um ponto que me fez gostar deste livro, e talvez o único, é a presença das irmãs ao longo do percurso da mudança de Felicity. Ambas são divertidas, e apesar de muito agarradas uma à outra, pois só faltava serem siameses!, ambas são diferentes também. Uma é mais delicada, mais simpática e discreta, enquanto que a outra é mais rude, directa e sincera, e é talvez quem consegue pôr Felicity na ordem.
Existe romance neste livro, como não poderia deixar de ser, mas é um romance deveras estranho aos meus olhos. Não é mau, eu gostei de algumas partes, mas a forma como o casal acabou por ficar junto, assim do nada, sem ter nenhuma relação sequer de amizade antes, é estranho, pois estou habituada a ver romances desenvolvidos, não romances que aparecem num abrir e fechar de olhos, se é que me entendem! Não mencionei o nome dos personagens, pois seria spoiler, obviamente!

Relativamente a Felicity, esta é de facto uma personagem desesperante, irritante, e que eu não gostei, por algum motivo. É egoísta e impulsiva. Não consigo mencionar uma única coisa boa nela, honestamente.

Mas em suma, não desgostei deste livro, e talvez venha a ler o próximo livro desta série, pois adorei mesmo as irmãs Tribble!
Algo que, por mais estranho que pareça, é a melhor parte deste livro é a estética deste! Tanto a capa, que é linda, como as folhas interiores, cheias de desenhos de flores a emoldurar cada página, chamam à atenção de qualquer um, e nisto tenho que dizer, que não importa se o livro é mau ou bom, a editora ASA sabe sempre escolher um design magnifíco!

Sinopse: “Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções – casar ou esperar que um parente rico morra – as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais “difíceis”, apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…”

Princesa Mecânica (As Origens #3) – Cassandra Clare (Opinião)

18661775Publicação: 2013
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896574482
Preço Editor: 19,95€
Minha classificação: 5 em 5 estrelas

Opinião: “Princesa Mecânica” é o terceiro e último livro da série “Caçadores das Sombras – As Origens” (cujo o título original é “The Infernal Devices”). Depois de “Anjo Mecânico” e “Príncipe Mecânico” (podem ver a opinião aqui e aqui, respetivamente), temos então o final desta série, que ao inicio não me agradou tanto como a saga “Os instrumentos Mortais”. Porém este último livro foi, sem dúvida, o melhor desta trilogia. Cheio de ação, romance. Neste livro acompanhamos uma Tessa mais madura, também noiva de Jem, enquanto que o parabatai deste tenta controlar o que sente pela rapariga. Temos também Mortmain mais uma vez, que de forma a conseguir ter Tessa a seu lado, rouba toda a droga que Jem costuma tomar para se manter vivo. A saúde deste agrava-se rapidamente, principalmente quando este aumenta a dose usual. Tessa acaba por ser raptada, sem ceder à chantagem, e enquanto Jem se mantém doente, com a pouca droga que lhe resta, Will parte do instituto para salvar a rapariga que ama, e que no fundo, tem o coração dividido entre os dois caçadores das sombras.

Tenho realmente imensa coisa a dizer sobre este livro, mas não irei alongar-me muito pois sei o quanto massante pode ser ler “biblias” hahahaha Mas este é de facto o meu livro favorito da trilogia, e até um dos meus favoritos da escritora. Ao longo dele, todos os acontecimentos trouxeram à vida emoções que não sentia à algumas semanas ao ler um livro, e quanto ao final? Senti o coração totalmente apertado de dor pelo final! Quem quiser, pode ver a minha pequena opinião no goodreads, que contém spoiler e explica em pormenor o porquê deste “aperto”.

Como disse antes, esta nova série da Cassandra Clare não me agradou muito ao inicio, principalmente no primeiro livro. O segundo livro começou a melhorar imenso e comecei realmente a adorar esta série, mas foi neste terceiro e último livro que me vi apaixonada e rendida aos personagens, e também à história.
Jem e Will são os meus personagens favoritos da série, obviamente, e foi o que aconteceu com eles ao longo do livro que me provocou tantas emoções! Raiva, tristeza, luto, alegria, e até risos! Tessa é obviamente uma ótima personagem, que neste livro mostra-se mais madura e que ao contrário do que vejo dentro de triângulos amorosos, comporta-se de forma sincera, sem mentiras, e tudo mais.
O Triângulo amoroso é o que mais adorei nesta trilogia, e neste livro principalmente, simplesmente porque não é o típico triângulo amoroso, em que dois rapazes discutem e lutam pela rapariga. Neste temos dois parabatais, que amam a mesma rapariga, e em que essa rapariga também se sente dividida entre eles. Não vejo Tessa como aquela rapariga sonsa e indecisa, que fica a mudar de lado constantemente, como vi em livros anteriores, e isto é o que torna este o meu triângulo amoroso de sempre!
Também a relação Parabatai entre Will e Jem é linda, apaixonante e forte. Acho que é até a minha preferida de entre todas nos livros da Cassandra Clare. Alex e Jace são sem dúvida uma ótima dupla. Mas neste livro, vimos um tipo de relação entre parabatais mais fortes. Não avançarei mais nisto, se não vou acabar por dar spoilers!
Charlotte e Sophie são personagens femininas que ganharam o meu respeito e que mereceram o destaque que tinham. Gostei também da aparição de Magnus, mais uma vez, que ajuda em alguns momentos, e que é um personagem que considero sempre fundamental nos livros sobre Caçadores das Sombras!

Em geral, gostei imenso, e se não fosse tão envergonhada, acho que criaria uma canal e falaria deste livro, pois nesta opinião não expus nem metade do que penso desta história. Adorei, adorei, e adorei! Este livro marcou-me de uma forma inacreditável e única, e até este momento, ainda sinto aquela “ressaca literária” e sinto o meu coração apertar-se de cada vez que penso no final do livro, porque apesar da parte triste, tem um bom final também. Dei por mim a pensar “Porquê Cassandra?! Porque tiveste de avançar tanto no tempo?”, e quem já leu sabe do que falo. É difícil ler aquelas últimas páginas, mas o final compensa, e deixa-nos mais calmos e satisfeitos.

Referi que podiam ver uma opinião com spoiler no goodreads. No entanto, disponibilizo-vos abaixo da sinopse a minha opinião, com a opção de “Continuar lendo” para aqueles que não querem ler spoilers, não vejam nada!

Sinopse: “Último livro da sequela de sucesso da série Caçadores de Sombras, que nos mostra as suas Origens. Tessa Gray devia estar contente, como todas as noivas! Mas, enquanto se prepara para o casamento, uma rede de sombras envolve os Caçadores de Sombras do Instituto de Londres. Surge um novo demónio, ligado pelo sangue e secretismo a Mortmain, o homem que tenciona usar um exército de impiedosos autómatos, os Instrumentos Infernais, para destruir os Caçadores de Sombras. O perigo, a traição, os segredos, os feitiços, o amor e a morte entrelaçam-se quando os Caçadores de Sombras quase se autodestroem na conclusão de cortar a respiração da trilogia de os Caçadores de Sombras, as Origens.” Continuar a ler

Pretty Guardian Sailor Moon, vol. 6 – Naoko Takeuchi

12872655Publicação: 2012
Editor: Kodansha America, Inc
ISBN: 9781612620022
Preço Editor: 12,72€
Minha classificação: 5 em 5 estrelas

Opinião: Muitos de vocês devem conhecer as famosas “Sailor Moon”, desde a vossa infância ou para os mais velhos, desde que viam o desenho animado com os filhos, seja os desenhos animados como os mangás. Neste caso, venho falar sobre os mangás. Desde que soube que iria haver um novo anime de televisão das Sailor Moon, que fiquei ansiosa, e então soube que desta vez, estas eram adaptadas a 100% das mangás. Porém, como já tinha visto alguns episódios, que equivaliam aos dois primeiros mangás, decidi começar a partir do 3º, e até hoje vou no 6º. É deste que venho falar hoje, e só não farei uma opinião aprofundada de cada um dos anteriores, porque para quem está a ler esta coleção, certamente conhece esta coleção.

Neste sexto mangá, uma nova fase começa para as guardiãs, ou simplesmente, para as cinco raparigas e a pequena chibiusa. Mas estas mal sabem que um novo mal está para vir. Além de um novo inimigo, que procura recolher almas para “alimentar” o mestre, conhecemos dois novos personagens: Haruka e Michiru, também conhecidas por Sailor Uranus e Sailor Neptune, respetivamente. Porém, as guardiãs dos planetas e da lua não fazem ideia se estas duas guardiãs são suas aliadas ou inimigas. Enquanto isso, vemos também uma pequena ligação entre Usagi e Haruka, enquanto Usagi sente alguns ciúmes de Mamo-chan e de Michiru.

Não há muito a dizer, pois é um mangá. Mas eu adorei. Li-o num só dia, o que não é muito difícil, sendo que este “livrinho” é composto na sua maioria por imagens/desenhos. O Inglês é muito básico, por isso mesmo para aqueles que não têm muitos conhecimentos em inglês, conseguem de certeza ler estes mangás.
Adorei imenso os novos inimigos, mas sobretudo a entrada das minhas duas personagens favoritas: a Haruka e a Michiru. Adoro mesmo elas, e desde que me lembro, desde de criança, que sonho em ser uma “Sailor Neptune” com os mesmo poderes e tudo hahaha Mas enfim, uma criança pode sonhar!
Algo que me esqueci de referir foi também a entrada de Hotaru, que é uma rapariga frágil, que sofre de uma doença.

Enquanto espero que o vol. 7 chegue, irei obviamente ver os novos episódios de Sailor Moon Crystal, que é o nome da nova série! Atualmente, esta é a terceira temporada (acho), e cada episódio simboliza um acto, pelo que esta terceira temporada começa no ato 27.
Atualmente a nova série vai na terceira temporada, começando no ato 27 e já estando lançada até ao ato 31. O Ato 27 ao 30 equivale ao 6º livro, pelo que o ato 31 está integrado somente no 7º livro, que é o que eu estou à espera que chegue!

Sinopse (com versão traduzida por mim): “Just when all seems well again in the world, another enemy appears. Two new figures from the private school Mugen Academy appear and take a special interest in Sailor Moon and company. Who are they, and do they have anything to do with the strange occurrences that are suddenly taking place? Meanwhile, the appearance of two new Guardians takes everyone by surprise as our favorite Sailor heroes must once again face off against new enemies to save the world.” – PT – “Quando finalmente tudo parecia bem no mundo, outro inimigo aparece. Duas novas pessoas do colégio privado Mugen Academy aparecem e chamam à atenção das Sailor Moon e dos companheiros. Quem são elas, e o que tem elas a ver com os estranhos acontecimentos que de repente surgem? Entretanto, a chegada de duas novas guardiãs surpreende todos enquanto que as nossas Sailors favoritas devem uma vez mais enfrentar os novos inimigos para salvar o mundo”

Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo – Rick Riordian (Opinião)

7683903Publicação: 2010
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724619378
Preço Editor: 16,90€
Minha classificação: 5 em 5 estrelas

Opinião: “Percy Jackson e os ladrões do Olimpo” é o primeiro livro da série “Percy Jackson”, em que conhecemos o protagonista com o mesmo título, que após uma visita a um museu, no qual lutou contra a sua professora de Matemática, que releva ser um monstro, procurar perceber o que aconteceu e o que viu. Pouco tempo depois, a mãe leva-o numas pequenas férias junto ao mar, mas então o seu amigo, Grover, aparece-lhes à porta a avisá-los de que Percy corre perigo e precisa de ir para o único lugar onde estará a salvo das criaturas e monstros que o perseguem: O Campo de Mestiços, ou simplesmente, o lugar onde vivem os filhos semideuses de deuses do Olimpo. Rapidamente, Percy percebe que algo de errado está a acontecer, e logo é acusado de ser o ladrão do raio-mestre de Zeus. Obviamente que este diz ser inocente, pelo que, com Annabeth, filha de Atena, e com Grover, aceita a missão de procurar o raio-mestre e entregá-lo antes do prazo estabelecido, a fim de evitar uma guerra entre Zeus e Poseidon.

Já há imenso tempo que queria ler este livro, principalmente porque tinha visto o filme à uns dois ou três anos (que gostei, apesar do que dizem). Então, este ano a Sasha Alsberg do canal de youtube abookutopia leu o primeiro livro, e logo depois os livros seguintes, e mostrou-se tão entusiasmada pelos livros, que esse entusiasmo aumentou o meu, até que no mês seguinte eu disse a mim mesma “É este mês que vou ler o primeiro livro”. E não é que poucos dias depois aparece uma promoção ótima na fnac? Comprei-o. Uma semana depois estava a lê-lo, e dois dias depois de terminar de lê-lo, aqui estou, e posso dizer que adorei-o!

É fantástico este livro! Vi-me rapidamente viciada na história, e mesmo tendo visto o filme (apesar de não me lembrar de tudo), gostei muito mais do livro, e senti-me cada vez mais curiosa em ler o resto, pois Rick Riordian escreveu uma história ótima, com personagens divertidos, tal como as várias situações em que estes se metem durante a missão. Também a forma como envolve os deuses durante a aventura de Percy é magnifica, e gostei particularmente de ver como “humanizou” os Deus, pois temos tendência a imaginar um Deus de uma forma mais perfeita, sem defeitos. Neste livro vemos um Ares (Deus da Terra) arrogante, que se diverte ás custas dos outros. Vemos também um Dionísio que não quer saber de nada, mas que é divertido e fez-me rir imenso. Até mesmo Zeus, que é o Deus dos Deuses, mostra-se arrogante e directo. Já me tinham dito que se eu gosto de mitologia grega, iria gostar deste livro, e tal coisa verificou-se! Tem imensa mitologia à mistura, desde os deuses, a medusa a outras criaturas mitológicas gregas.

Algo que adorei relativamente ao campo de mestiços [de heróis, que é o apelido que dão aos semideus, isto é, filhos de um(a) Deus(a) e de um(a) humano(a)] foi a divisão dos heróis em casas, sendo que cada casa correspondia a um Deus, o que no total são 12, se não me engano. Claro que Percy não faz ideia qual Deus é o seu pai, mas rapidamente percebemos isto. Posso dizer que se eu pudesse ser uma semideusa, adoraria estar ou na casa de Atena, Artemis ou Poseidon, pois são os deuses que mais gosto, apesar de Artemis não ter ninguém na sua cabana, tal como Hades, Zeus e Poseidon (algo que é explicado no livro).

Gostei realmente imenso deste livro! Estou ansiosa de ler o próximo, e até mesmo todos os outros livros de Rick Riordian, pois apesar da sua escrita simples, há algo nela que nos faz ficar presos ao livro.
E tal como o próprio Rick Riordian disse: Não vejam os filmes, se leram o livro, pois se fosse um filme criado de raiz, e não adaptado de um livro, o filme seria ótimo, mas o livro é realmente bastante melhor, e o filme uma cópia barata. Além disso, uma das personagens é descrita como tendo cabelo loiro e etc, e no filme é morena, o que é um erro, sendo que sendo filha de x Deusa, deveria ter aquelas características, e tudo mais.

Sinopse: “Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno… novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.”

Memorial do Convento – José Saramago (Opinião)

879188Publicação: 2002
Editor: Caminho (agora reeditado pela Porto Editora)
ISBN: 9789720046710
Preço Editor: 16,99€ (na edição recente da Porto Editora)
Minha classificação: 4 em 5 estrelas

Opinião: Dois meses depois, finalmente terminei este livro! Não que seja mau, porque não é. Apenas digo isto porque acabo por sentir-me farta do livro se demorar muito tempo para o ler.
Todos os portugueses certamente sabem sobre o que é “Memorial do Convento”, ou pelo menos já ouviram falar “No 12º ano vão ter que o ler”. No meu caso, eu li tanto porque é obrigatório, mas também porque estava curiosa em conhecer o tão clamado livro de Saramago, que ganhou o prémio Nobel da literatura. Ao contrário de muitos livros sobre história ou com a ação num passado histórico, envolve, na sua maioria, réis, a história destes, ou de alguém da nobreza. Mas “Memorial do Convento” é mais do que um livro sobre réis. “Memorial do Convento” é um livro que critica a sociedade daquele tempo (critica essa que pode-se aplicar aos dias de hoje, por vezes), em que vemos também um romance. Não o romance entre nobres, ou um romance proibido. O Romance raro e puro entre duas pessoas pobres, do povo: Uma mulher que vê por dentro e um homem que perdeu a sua mão esquerda ao serviço de D. João V, numa guerra.
O que mais gostei no livro:
O Romance, a pureza na relação entre Baltasar Sete-sóis e Blimunda, à qual o Padre Bartolomeu mais tarde irá chamar de Sete-luas. Mas também gostei imenso das partes em que o narrador fazia criticas à sociedade, ao governo, ou seja, ao nosso país, daquela altura. Vemos descrito no livro um país que é “assombrado” pela inquisição. Temos também um rei que, para gerar um herdeiro, promete levantar um convento, pelo que mais tarde veremos então D. João V a cumprir a sua palavra. Mas é aqui que a critica começa. Não foi D. João V quem construiu o convento, que passou horas e horas, durante dias e anos a fio, a erguer pedras, a carregá-las, e a usar toda a sua força e até mesmo aquela que não tinha, para construir um convento a troca de meia dúzia de tostões que mal dava para alimentar a família. Esta é talvez a critica principal, e é nisto que a história de foca: No povo.

Agora eis a razão porque para mim este é um livro de quatro e não de cinco estrelas: Não o li na altura certa. Sim, existe sempre uma altura certa para lermos certo livro. Pelo menos, eu penso assim. Penso que se tivesse lido este livro daqui a uns dez ou mais anos, iria provavelmente adorar o livro, e desfrutá-lo a 100%, pelo que daria muito provavelmente cinco estrelas. Porém li-o agora, pelo que não foi uma leitura fácil, mesmo eu sendo uma leitora muito ativa desde dos meus 13/14 anos. Gostei realmente das criticas à sociedade. Gostei do romance. Gostei de toda a história da passarola, e dos personagens envolvidos. Até mesmo as poucas partes em que era mencionada a nobreza me agradou. Porém houve algo que me fez achar que Saramago escreveu só por escrever, como é o caso do capítulo em que fala-se de uma festa qualquer de santos. Metade da história foi boa (não digo metade no sentido literal do livro), mas houve várias partes que achei chatas e que não considero que sejam relevantes para a história. Mas como disse, li-o na altura errada. Se lesse com 30 ou mais anos, provavelmente diria que este livro é fantástico.

Apesar de ser um leitura obrigatória, principalmente para quem tem exame nacional de português, li também este livro por curiosidade e vontade própria, e no final, gostei de o ler, e sendo este o meu segundo livro lido de Saramago, pretendo ler muitos mais, num futuro próximo.
MAS fiquei revoltadíssima com o final. Quem leu, sabe do que falo. Embora a realidade seja esta: Nem sempre tudo acaba bem, e nem sempre existe justiça, sendo que este é um termo que varia aos olhos de cada pessoa.

Sinopse: «Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: “Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra… Era uma vez a gente que construiu esse convento… Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes… Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido”. Tudo, “era uma vez…”. Logo a começar por “D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (…). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimunda, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998).