Leituras de Novembro [2016] – Wrap-Up

E assim começa 2017… 2016 passou num instante! Acho que nunca tinha sentido isto em relação a outro ano anterior.

Começo o ano por mostrar-vos as minhas leituras de Novembro (estou atrasada, eu sei)! 

Foi um mês melhor que os anteriores e as minhas leituras favoritas foram, sem dúvida, “Lady Midnight”, “Coroa da Meia-Noite” e “A Court of Thorns and Roses” (o primeiro de Cassandra Clare e os últimos de Sarah J. Maas). Adorei imenso estas três leituras e não consigo mesmo indicar a minha favorita de todas.

No entanto, não foram só estes os livros que li:
1. Onde estás, Audrey? – Sophie Kinsella 
2. Pretty Guardian Sailor Moon vol. 7 – Naoko Takeuchi
3. Obsidian – Jennifer L. Armentrout 
4. Viciado no Pecado – Monica James 
5. Lady Midnight – Cassandra Clare
6. O Crime do Vencedor – Marie Rutkoski 
7. A Court of Thorns and Roses – Sarah J. Maas 
8. Coroa da Meia-Noite – Sarah. J. Maas  
9. À Solta na Noite – Sherrilyn Kenyon 

Apenas a segunda leitura de Novembro não contém opinião, porque não sei mesmo opinar sobre mangás, principalmente quando se trata de um volume mais avançado dentro de uma série… Mas caso queiram saber a minha opinião, não hesitem em perguntar-me 😉

Irei publicar ainda hoje as minhas leituras de Dezembro, por isso estejam atentos! Não irei fazer um “wrap-up” de 2016, pois têm tudo disponível nos menus: Literatura > Opiniões > 2016 > e depois terão à vossa disposição as leituras de cada mês  😀 

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À solta na noite (Predador na Noite #9) – Sherrilyn Kenyon

8883268Título Original: Unleash the Night 
Publicação: 10/2011 
Editor: Chá das Cinco (Saída de Emergência) 
ISBN: 9789897100178 
PVP: 18,85€ – Compra-o aqui 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Wren Tigarian era apenas uma cria órfã quando foi levado para oSantuário. Muitos veem-no como uma aberração ? uma misturaproibida de duas espécies, pelo que se tornou um solitário,isolando-se tanto do contacto com os Predadores do Homem comocom os humanos. Até conhecer Marguerite Goudeau. Filha de um notável senador dos EUA, Marguerite detesta a farsa social em que é obrigada a viver. Contudo, não tem outra opção senão tentar adaptar-se a um mundo onde se sente uma estranha. O mundo dos humanos nunca devia contactar com o dos Predadores do Homem, que habitam a seu lado, invisíveis, desconhecidos, indecifráveis. Mas para que possa proteger Marguerite, Wren terá de combater não apenas os humanos que nunca aceitarão a sua natureza animal, como também os Predadores do Homem que o querem ver morto. É uma corrida contra o tempo num mundo de magia sem fronteiras que lhes poderá custar não apenas a vida, mas a alma…

Opinião: Acho que este já é o 6º livro de Sherrilyn Kenyon, e também da série Predador da Noite, que leio este ano, pelo que penso ser normal sentir algum enjoou, não só da escrita, como deste mundo. Mesmo assim, não deixei de gostar desta história, embora tenha saudade dos predadores da noite, também considerando que não sou muito fã de lobisomens e companhia.
Após oito livro, sendo este o nono na série, é normal que se note um certo padrão: O homem problemático que não pode ficar com a mulher, que é a mais linda que já viu. E depois a mulher, que nunca viu um homem tão belo como aquele, que acaba por ficar em risco de vida, ao envolver-se com esse homem. Até mesmo as descrições tornam-se repetitivas, o que me cansa um pouco, para ser sincera, pois acho que Sherrilyn poderia variar um pouco certo? Afinal, ela acusou Cassandra Clare de copiá-la, mas no fim, Cassandra Clare já vai para a sua terceira série e as suas histórias continuam perfeitas e viciantes, as always. Porém, acho que este enjoou deve-se em parte ao facto de ter lido já muitos livros da autora este ano, então antes de ler o próximo, irei dar um pequeno intervalo para que possa desenjoar…
Quanto à história em si, não me surpreendeu muito, previsível, mas de certa forma, não consigo deixar de gostar destes livros, por algum motivo, principalmente quando temos o envolvimento de Acheron na história, o que não é o caso deste livro, infelizmente…
O casal principal não é muito diferente do outro, e não são dos meus favoritos, como personagens. Porém, um personagem que sinto que se destacou imenso aqui foi a Aimie (provavelmente estou a escrever o nome de forma errada, ignorem) e Savitar. Quanto a esta primeira, que é filha de Nicolette, a dona do Santuário, chamou-me particularmente à atenção por ser diferente da sua família e pelo seu romance com Fang, que dará um bom livro (de certeza que existe um sobre eles e estou bastante curiosa por descobrir mais sobre eles). Quanto a Savitar, achei engraçado. É como se fosse um Acheron, mas que comanda os Predadores do Homem e outros animais, embora não chegue aos pés do Acheron, claro hahaha. Apesar dos personagens principais serem Wren e Marguerite, foram estes anteriores que se destacaram, na minha opinião.

Talvez tivesse dado uma classificação menor, se não fosse a viagem no passado e a “surpresa” final no livro, que me deram alguma motivação para ler mais rapidamente o livro. Senti que isto fez o livro sobressair-se dos anteriores, de alguma forma, quebrando um pouco este padrão. Mas é Sherrilyn, e eu gosto do mundo que ela criou, embora ache muito estranho a repetição constante de “Nunca vira nada assim”, “Nunca sentira nada assim” hahahahaha Um dos motivos porque li tantos livros dela este ano, é por querer chegar ao livro “Acheron”, que é o 14º da série, que fala, bem… sobre o Acheron, então essa é a minha motivação, se não acho que não teria lido tantos livros. Agora, faltam-me apenas quatro, antes deste, finalmente, ufa! haha

Coroa da Meia-Noite (ToG #2) – Sarah J. Maas [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Crown of Midnight
Publicação: 11-2016
Editor: Marcador
ISBN: 9789897542527
PVP: 19,95€  – compra-o aqui.
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal. Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade… e por quem está disposta a lutar.

Opinião: Quando uma pessoa pensa que vai ficar com uma enorme ressaca literária depois de ler A Court of Thorns and Roses (opinião aqui), da mesma autora, vê-se diante deste segundo livro de Trono de Vidro (opinião aqui). Pondo em palavras diretas: depois deste livro, sinto-me como se tivessem rebentado pelo menos três ou quatro bombas em cima de mim, porque foram tantas as reviravoltas e descobertas neste livro…
Tal como em “A Maldição do Vencedor” (opinião aqui), encontramos também depois de “Trono de Vidro”, um segundo livro bastante melhor que o primeiro. Eu DEVOREI-O em menos de 24 horas (soa melhor assim hahaha mas comecei-o ontem à noite e terminei-no à uns minutos – na altura em que escrevo esta opinião). E eu digo-vos: a melhor decisão que já tomei nestes últimos tempos foi ter encomendado já os restantes livros (Heir of fire, Queen of Shadows e Empire of Storms), porque mal posso esperar por ler mais de Sarah J.crownofmidnightback Maas! Não posso afirmar que este livro termine num enorme cliffhanger mas deixa muitos pontos abertos e que deixam qualquer um a ansiar por respostas no próximo livro.

Celaena, Chaol e Dorian, que para mim são os principais neste livro, cresceram imenso a
nível de personalidade, principalmente Chaol e Celaena. Gostei imenso deste livro e um dos motivos que me fez gostar tanto assim foram as personalidades deles, sem dúvida. Dorian esteve muito mais apagado neste livro, e sinceramente, não senti tanta adoração por ele, como senti no primeiro.

E no fim, o romance é outra que coisa em que Sarah J. Maas é boa: foi uma das maiores motivações para devorar este livro, sem dúvida, pois queria saber como tudo se resolveria e com quem ela ficaria. Mas mais livros virão, portanto nada de esperanças, se não acabo com o coração mais apertado hahaha
Mas falando de outros pontos… como mortes, umas chocantes, outras nem tanto. Descobertas/revelações igualmente chocantes, embora já suspeitasse de algumas coisas, nem que fosse linhas antes de o ler, o que não me impediu de praticamente gritar mil e uma vezes “OMG!”. Este segundo livro é repleto de bombas a rebentar, definitivamente, e parte de mim anseia pelo próximo livro, enquanto que a outra teme pelo que virá, porque ao longo de “Coroa da Meia-Noite”, foram várias as vezes que senti um desespero em ver o que viria a seguir. Temi até a morte de certos personagens, para terem noção do quão intenso é este livro…

Resumindo e concluindo… É mil vezes melhor que o primeiro livro. Ao pé deste, “Trono de Vidro” é apenas uma brincadeira relativamente às emoções que me provocou, para não falar das reviravoltas, que são imensas e chocantes ou surpreendentes. Sarah J. Maas acaba de tornar-se, oficialmente, uma das minhas autoras favoritas de sempre (não só deste género, mas também da literatura) e dos três livros que já li dela (o anterior a este, este e ACOTAR) este segundo é o meu preferido, sem dúvida, e da série, como é óbvio. Sofrer com reviravoltas e revelações de Maas, todos sofremos, mas a escrita, os personagens, o mundo… tudo escrito por Maas é tal forma fantástico, que vale a pena até o sofrimento e a falta de ar que sentimos em muitas cenas!

A Court of Thorns and Roses- Sarah J. Maas [Opinião]


16298785_1341243275898785_7987910559609867914_nPublicação:
07-2015 

Editor: Bloomsbury Publishing PLC
ISBN: 9781408857861
PVP: Variável de site para site (ronda os 10€) – Compra-o aqui
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Feyre’s survival rests upon her ability to hunt and kill – the forest where she lives is a cold, bleak place in the long winter months. So when she spots a deer in the forest being pursued by a wolf, she cannot resist fighting it for the flesh. But to do so, she must kill the predator and killing something so precious comes at a price …Dragged to a magical kingdom for the murder of a faerie, Feyre discovers that her captor, his face obscured by a jewelled mask, is hiding far more than his piercing green eyes would suggest. Feyre’s presence at the court is closely guarded, and as she begins to learn why, her feelings for him turn from hostility to passion and the faerie lands become an even more dangerous place. Feyre must fight to break an ancient curse, or she will lose him forever. The start of a sensational romantic fantasy trilogy by the bestselling author of the Throne of Glass series. Contains mature content. Not suitable for younger readers.

Opinião: Terminei-o quinta-feira e ainda não consegui parar de pensar nele. Este é um dos poucos livros que li e que considero merecedor de todo o “hype” que tem tido, pois é mesmo uma coisa de outro mundo, para não falar da autora.
Já antes li “Trono de Vidro” (apenas o primeiro) mas ao comparar uma série com a outra, acho que prefiro muito mais ACOTAR, apesar de em termos de heroinas preferir a Celaena, claro.

Este livro é também conhecido como sendo um “re-telling” de “A Bela e o Monstro”, por isso as minhas expectativas eram altas! Além disso, falavam tanto mas tanto deste livro, que uma pessoa não espera menos do que um livro de 4 estrelas. Porém, o inicio não me cativou tanto, talvez por esperar tanto dele. MAS a partir do momento em que Feyre é levada pela “besta”, fui sentindo-me gradualmente agarrada a este livro.
O que me fez gostar mais deste livro foi sem dúvida personagens como Rhys, Lucien, além dos principais, Feyre e Tamlin. São todos tão únicos, tão bem construídos e depois de terminar este livro, só quero ler o próximo para conhecê-los ainda melhor, principalmente b572ab5bde7d249d563c59fd2e403af2o Rhys!
Dividindo este livro em duas partes… A primeira é traz-nos muitas semelhanças a “Bela e o Monstro”. A segunda também mas não tanto como na primeira. A segunda parte tem mais ação, gira mais em volta do drama e do romance que encontramos aqui. Há personagens que passamos a conhecer melhor nesta segunda parte, por isso, ao lerem ACOTAR, não receiem que isto seja um livro parado ou com uma história mais suave, afinal… é Sarah J. Maas, e não poderia ser um livro dela, se não tive reviravoltas, vilões cruéis e personagens marcantes!
Estou agora a escrever esta opinião, sem saber o dizer mais… Porque este livro foi tal forma tão bom, que me deixa sem palavras. É difícil pôr em palavras, o quanto gosto dele! Mas então, é isto: É Sarah J. Maas, é ACOTAR, é re-telling de “A Bela e o Monstro”. Não preciso dizer muito. Tudo isto remete para o quão bom é o livro, com as suas reviravoltas e um mundo curioso.
O mundo criado pela autora, nesta série, não é complexo, mas é rico. Pode-se dizer que se este mundo fosse um prato, para mim estaria no ponto, pois não tem fantasia em excesso e também não é demasiado simples. Adorei toda esta história de Grão-Senhor (confesso que li parte do livro em Brasileiro, por isso irão encontrar algumas palavras na português deles, pois o inglês de Maas é um pouco mais complexo que de outros autores), das cortes, do vinho férrico hahahaha. Resumindo, quero viver na corte primaveril, posso?! E quero um Rhys para mim. Adoro o Tamlin, mas o Rhys… Já sentia saudades de encontrar um personagem assim, desde que conheci Sebastian (de TMI, Cassandra Clare).
Se estão a ler esta opinião: desculpem por não estar a dar-vos uma opinião tão completa, como outras que tenho dado, mas sinto que não preciso, porque este livro é mesmo bom e vale a pena ser lido, por qualquer pessoa que adore fantasia como eu. É daqueles livros que… simplesmente, é impossível não gostar. Por isso, toca a lê-lo! 🙂


ATUALIZAÇÃO: Reli este livro em Abril [2017] e dei por mim a gostar muito mais dele, agora que sei de “tudo” e que tenho uma outra perspetiva sobre a história e os personagens!

O Crime do Vencedor (O Vencedor #2) – Marie Rutkoski [Opinião]

b572ab5bde7d249d563c59fd2e403af2Título Original: The Winner’s Crime
Publicação: Nov-2016
Editor: Topseller
ISBN: 9789898849809
PVP: 17,69€ – Compra-o com 10% de desconto aqui 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Dois povos em conflito, uma aliança perigosa, um amor dividido.
Os Herrani, liderados por Arin, tomaram a sua terra de volta. Para impedir que a poderosa armada valoriana invadisse Herran e provocasse um banho de sangue, Kestrel aceitou casar com o príncipe herdeiro de Valoria.
O noivado causa sensação no reino, mas Kestrel sente-se uma prisioneira no palácio, sob a vigilância apertada do imperador que não confia totalmente nela. E com razão: Kestrel encontrou uma forma de passar informações secretas para ajudar o povo herrani, e está perto de descobrir um segredo chocante.
A paz com Valoria tem um preço demasiado alto e Arin procura novos aliados além-fronteiras. Ao mesmo tempo, ele debate-se com a decisão de Kestrel em se casar com o príncipe. Sem saber que ela é a espia que o está a ajudar no esforço de guerra, Arin decide arriscar tudo e tentar desvendar a verdade, mas esta poderá ser muito mais perigosa do que ele imagina.

Opinião: Se adorei o primeiro livro, mal tenho palavras para descrever o que foi este livro para mim. É o meu favorito de entre os dois até agora publicados pela Topseller. Isso é uma certeza. E depois da reviravolta que se dá no final de “O Crime do Vencedor”, estou a contar as semanas para que o terceiro e último livro “The Winner’s Kiss” (O Beijo da Vencedor, na tradução literal) seja publicado, para ver o que acontece!

Não deixa de ser verdade que adoro uma história que se passe no meio de uma monarquia, de uma corte. Sinto que isto adiciona alguma magia à história e acabo por gostar de qualquer livro que o inclua. E este segundo livro mostra-nos Kestrel na corte, próxima ao herdeiro e ao seu pai, o Imperador. Gostei realmente desta mudança de cenário. De alguma forma, adicionou mais perigo e ação à história, o que não achei que acontecesse no primeiro, que para mim foi um pouco mais parado em termos de acontecimentos, em comparação com este segundo livro.
Verex, o filho do Imperador e o futuro consorte de Kestrel, revelou-se uma ótima personagem, assim como Tensen e até mesmo Roshar (que não consegui evitar achar engraçado). Foram personagens que me impressionaram, principalmente o primeiro que mencionei, pois esperei que fosse frio, idêntico ao seu pai, e estou realmente curiosa em saber o que este fará no livro seguinte, com o que aconteceu no final deste.
A evolução e mudança de Kestrel, tanto a nível de personalidade como de personagem, é bastante notável e gostei mesmo do que vi. Arin tinha conquistado-me desde o primeiro livro, mas não Kestrel. Achei-a muito “apagada” no primeiro livro, quando comparada com este, em que encontramos não uma jovem, mas uma mulher forte à sua maneira. Gostei ainda mais desta Kestrel, do que a do primeiro livro, sem dúvida. O Arin é o Arin… Gostei da parte humana, de não conseguir ver realmente o que está à sua frente, que a autora decidiu dar a este personagem… afinal, não teria tanta piada se ele tivesse percebido logo, logo, o porquê de Kestrel casar com o herdeiro do império valoriano certo? É óbvio que isso traria ainda mais romance à história e criaria um amor proibido ainda maior, mas acho que a dose de romance neste livro está no ponto e gostei realmente do desfecho deste livro, apesar de algumas revelações chocantes. Este segundo livro é ainda melhor que o primeiro, como já disse, pela evolução de algumas personagens, pela introdução de outras, e claro, pelo aumento de ação e perigos que a corte traz à vida de Kestrel e do que a rodeia.
Não esperava que fosse aquele o desfecho do livro, apesar de ter gostado, porque mesmo que não goste, acabo por gostar ao mesmo tempo deste cliffhanger que o livro nos traz, pois aumenta a minha curiosidade e ansiedade pelo terceiro livro, além de que estou mesmo muito curiosa para ver qual a cor que a Topseller escolherá para o vestido da capa de “The Winner’s Kiss”: Vermelho ou verde? Eu apostaria no vermelho, sem dúvida, porque tenho a certeza que combina na perfeição com o que virá no próximo livro 🙂

Uma leitura com o apoio delogo_topseller_lema

Lady Midnight (Artificios Negros #1) – Cassandra Clare [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Lady Midnight
Publicação: 11-2016
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896578435 
PVP: 21,95€ – Compra-o com 10% de desconto aqui 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras.Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.

Opinião: É um livro escrito pela Cassandra Clare, logo não é preciso dizer o quão bom este livro é, certo? Mas eu digo na mesma: É fantástico, perfeito, é tudo!! Adorei-o, devorei-o, desde a primeira página. De certa forma, já me tinha esquecido de como a escrita e a imaginação de Clare eram incríveis. É verdade que li The Infernal Devices este ano, mas não me cativou tanto (excepto o último livro – A Princesa Mecânica) como The Mortal Instruments, que foi um dos meus maiores vícios enquanto leitora, pois dava por mim a comprar livro atrás de livro e a devorá-los em poucas horas. E quando pensava que nada seria tão bom quanto TMI ou até mesmo melhor, Clare apresenta-nos Lady Midnight que foi uma leitura viciante e ótima desde o inicio.
Adorei conhecer Emma Carstairs (e já a adorava, só por ter o apelido de Jem, de TID). É b572ab5bde7d249d563c59fd2e403af2verdade que ela já tinha aparecido em “Cidade do fogo celestial” mas sinceramente, não me lembro dela nem dos Blackthorns (lembro-me vagamente de Mark na corte das fadas). É uma personagem forte e badass, ao contrário de Clary (TMI) e Tessa (TID) que não são tão “badass”, mas isso justifica-se pois elas não foram treinadas desde crianças para serem caçadoras das sombras (embora a Tessa não o seja). Também Julian Blackthorn é um personagem cativante, que é impossível não adorar. Aliás, parece que não consigo evitar gostar dos personagens masculinos de Cassandra Clare… Até do Kieran gosto. Só o Simon é que não me conquistou assim tanto, ao contrário do que aconteceu com muitos fãs da autora e da série.
O romance e todo este drama de parabatai são intensos, e sendo um livro de Clare, claro que esperava que este não fosse um romance fácil, mas sim cheio de obstáculos, como acontece nas outras séries da autora. Mas sempre me perguntei o que haveria de especial nestes dois, sendo parabatais, para tanta gente “shippá-los”. Afinal, são parabatais e não faz muito sentido haver romance entre eles. Mas então percebi, à medida que ia devorando o livro e agora sou mais uma das que torce por Jemma (?), ainda mais do que torcia por Jessa, Wessa ou Clace (não sei se estou a inventar, por isso se estiver errada, corrigam-me nos comentários, por favor! haha), porque a situação deles não é simples, tem obstáculos complexos, ao contrário de  Will e Jace que eram quem os criavam (inconscientemente) para não ficarem com as heroínas. Julian e Emma são parabatais e parabatais não podem ficar juntos segundo a lei. Mas tenho a certeza que a autora vai arranjar uma forma de dar a volta a isto, sem despedaçar o meu coração (e o de milhares de fãs) ao não juntá-los.
Tirando este ponto, a história foca-se também na procura de Emma pelo verdadeiro assassino dos seus pais. Não achei que fosse ser sequer interessante este “plot” da história, mas até gostei, principalmente porque permitiu-me conhecer muito melhor o mundo depois da Guerra Mortal. Adorei também ter conhecido todos os outros Blackthorns, que são engraçados, porém ao inicio confundia-me ver tantos nomes e demorou até eu fixar quem era quem hahahaha Só Cristina e Diego é que não me convenceram muito e não achei que fossem personagens importantes ou relevantes para a história, por agora.

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O “plot twist” não foi nada de “blowing my mind”, mas foi em parte surpreendente, pois não suspeitava de todo que fosse aquele o resultado de todas as mortes ocorridas ao longo do livro. Mas acho que gostaria de ter visto uma razão mais obscura e um vilão mais perigoso, como Sebastian (TMI). Mesmo assim, gostei, e mal posso esperar por “Lord of Shadows” (cuja a capa foi revelada e cujo o livro vai ser lançado em Maio do próximo ano nos EUA) para ver que acontecimentos sucedem os de Lady Midnight, assim como quero ver o desenrolar de todo o drama e romance em torno de Emma e Julian.
Das três heroínas de Clare, Emma é sem dúvida a minha favorita. Só Julian compete com Jem, Will, Jace e Sebastian, pois não consigo escolher um favorito. </3

Uma leitura com o apoio de500_9789892336435_confia_em_mim

Viciado no Pecado (Hard Love Romance #1) – Monica James

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Dirty Dix (Addicted to Sin) 
Publicação: 09-2016
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578619 
PVP: 17,95€
A minha classificação: 3/5 estrelas

Sinopse: Intenso, Sexy, Inesperado e Arrepiante. Uma história erótica e de suspense, que é também uma grande história de amor e redenção. Escrito do ponto de vista do Doutor Dixon Mathews, um psiquiatra de Nova York. Convincente e chocante é uma história de amor que irá manter o leitor absorvido até ao fim… Matthew Dixon irá contar-nos a atracção por duas mulheres. Uma acalma os seus instintos predatórios. A outra o instinto protector. Qual das duas escolherá?

Opinião: Já não é novidade que eu não sou muito fã de romances-eróticos. Mas este chamou-me à atenção, de certa forma, não só pela sua capa, que tem uma foto lindíssima, mas também pela história ser contada, principalmente, do ponto de vista do protagonista masculino. Então lá peguei neste livro e comecei a lê-lo, e dei por mim a gostar deste livro. Dei 3 estrelas porque senti que faltou algo mais, mas é um bom livro, que entretém e para nos acompanhar durante um fim-de-semana mais atarefado.
A história e o seu desenvolver…
Não é uma história muito original, principalmente para quem já leu alguns romances eróticos, e tem alguns clichés, como o homem sexy que tem quantas quer mas que se apaixona pela rapariga doce e inocente. Mesmo assim, é uma história divertida. Ao meu ver, o ponto positivo desta história (mais propriamente do livro) foi a escolha da autora em fazer passar meses, em vez de descrever o que realmente aconteceu durante esse espaço de tempo. É positivo pois não temos que ler uma história que se enrola e que nos traz muitas vezes pormenores que não interessam realmente. A história desenvolve-se a um bom ritmo, sem alongar-se durante muito tempo, e isto foi uma das coisas que realmente me surpreendeu.
Os personagens…
Outra coisa que me surpreendeu, e já falando do cliché de personagem doce e inocente”, foi que essa mesma personagem, Maddison, não é sonsa, e isto é algo que se encontra facilmente em romances. É uma personagem de quem gostei e que considerei bem desenvolvida, assim como Dixon, mas espero vir a conhecer muito mais deles no próximo livro. Juliet, que é o outro interesse do Dr. Dixon, podia ter sido muito mais desenvolvida, mas se o objetivo da autora era não gostarmos dela de todo, conseguiu fazê-la, mas adoraria saber o que levou Juliet a ser e agir como é/age. Não é uma personagem muito desenvolvida, o que é um ponto que me fez não gostar ainda mais deste livro, pois ao lermos a sinopse, esperamos um romance entre Dixon e estas duas mulheres, ao ponto deste sentir-se de tal forma confuso, que irá criar uma confusão que será o motivo dos próximos livros. Mas veremos… Um personagem que gostei (e que adorava conhecer melhor num spin-off) foi o Hunter. Acho que daria um bom livro, a história passada e futura do amigo do Dr. Dixon.
O final…
De certa forma, foi surpreendente aquela reviravolta. Não esperava mesmo o que x personagem acabou por fazer, para ser sincera. Mas deixou em aberto muitos “buracos” por fechar e espero ver como é que Dixon irá sair desta no próximo livro, porque não consigo imaginar nenhuma saída para esta “trapalhada” hahaha Gostava de ter visto uma Maddison mais “assustada” relativamente a um certo assunto, mas talvez o veja no próximo livro, por isso mal posso esperar por ele!

Obsidian (Lux series #1) – Jennifer L. Armentrout [Opinião]

aPublicação: 11-2011
Editor: Entangled Teen 
ISBN: 9781620610077 
PVP: Não aplicável 
A minha classificação: 4/5 estrelas

ATENÇÃO: Esta foi uma leitura feita em inglês. Até à data desta publicação, não existe qualquer tradução em Portugal. Podem no entanto tentar encontrar o pdf/ebook do livro traduzido no Brasil, com o título de “Obsidiana”

Sinopse: Starting over sucks. When we moved to West Virginia right before my senior year, I’d pretty much resigned myself to thick accents, dodgy internet access, and a whole lot of boring… until I spotted my hot neighbor, with his looming height and eerie green eyes. Things were looking up. And then he opened his mouth. Daemon is infuriating. Arrogant. Stab-worthy. We do not get along. At all. But when a stranger attacks me and Daemon literally freezes time with a wave of his hand, well, something… unexpected happens. The hot alien living next door marks me. You heard me. Alien. Turns out Daemon and his sister have a galaxy of enemies wanting to steal their abilities, and Daemon’s touch has me lit up like the Vegas Strip. The only way I’m getting out of this alive is by sticking close to Daemon until my alien mojo fades. If I don’t kill him first, that is.

Opinião: Recordam-se dos outros dois livros que li em inglês, anteriormente (The Last Star e Eternal Darkness)? Pois é… Eu que achava que o problema em demorar para lê-los estava em mim, por ser em inglês. Achava que era normal demorar-se mais tempo a ler um livro que não esteja na nossa língua. Isto até que agarrei em “Obsidian”. Foi então que cai em mim: é verdade que adorei Eternal Darkness, e detestei The Last Star, mas não foram livros que me agarraram e até com livros em português eu demoro, se a história não me agarrar. “Obsidian” foi um vicio desde do ínicio. Li-o em pouco mais de 48 horas, mas no primeiro dia então… foi logo metade!

A história e o seu desenvolver…
Não há muitos livros que me deixem agarrada logo nas primeiras páginas, o que até é normal, porque sendo uma introdução, uma pessoa não sente propriamente muita curiosidade e pode até sentir-se meio aborrecida com a apresentação de tanta informação. Mas “Obsidian” foi algo de especial… talvez pela escrita da autora. Além de simples (o que é bom, sendo que é um livro em inglês) e fluida, a autora não se demorou nas apresentações. Não enrolou nem fez nada típico como o “blá blá venho daqui, sou dali, esta é a minha história” e isto acontece muito mais em livros escritos na primeira pessoa do singular, na minha opinião, claro.
O desenvolver não foi nada de muito surpreendente e teve alguns clichés, mas eu gostei. Sim, gostei do livro, mesmo sendo previsível. E afinal, quem não gosta de um pouco cliché? Houve momentos, para ser sincera, em que senti que estava a ler Twilight pela quantidade de formas de agir de x personagens, tal como dos cenários em si. Mas é mil vezes melhor que Twilight. Isso garanto-vos. Uma coisa vos digo: mais facilmente Aliens são reais, do que vampiros hahahahaha
As personagens…
Daemon, Daemon, Daemon… Não me chegava sonhar com um Jamie Fraser e um Jace Wayland, e agora adiciona-se mais um “namorado” ficticio à minha lista hahaha Acho que parte de ter gostado dele é saber que o personagem será melhor nos próximos livros. Neste livro ele é engraçado e um personagem bem construído, mas tenho a certeza que nos próximos livros, ele vai conquistar-me mais! Quanto à voz da história: Katy… Não é sonsa. Esperava isso. Mas não! Ela e as suas discussões constantes com Daemon são engraçadas. Se eu não tivesse gostado tanto dela, acho que não me teria sentido tão agarrada à história. E além disso, quem é que não gosta de encontrar uma personagem que adore livros? Eu com certeza que adorei esta parte dela, principalmente o facto de ela ter um blogue! hahahahaha Quanto às restantes personagens: Não só a nível psicológico como a… ADN… espero conhecer melhor a Dee, os Thompsons e até mesmo as raças, que Jennifer Armentrout criou, nos próximos livros. Não me senti totalmente satisfeita quanto a isto, porque quero conhecer melhor o mundo de Luxens.
O final (este ponto da opinião, será sempre sem spoilers)…
Até me surpreendi, porque esperava um final um pouco diferente, mas foi divertido mesmo assim e deixou-me bastante curiosa para o que virá a seguir. O desfecho do drama (antes do final final do livro)… cliché, novamente, e um pouco confuso, pois não cheguei a perceber bem o que aconteceu. Talvez tenha sido o meu inglês que se decidiu enferrujar naquele momento de ação ou talvez tenha sido mesmo a autora que quis criar alguma confusão e curiosidade. Mal posso esperar para perceber o que realmente aconteceu nos próximos livros!

Tenho a certeza que quem gostou de Hush, Hush (Becca Fitzpatrick) e/ou Twilight (Stephenie Meyer), gostará certamente deste livro. E acreditem quando vos digo que o Daemon supera o Patch e o Edward hahahaha 

Onde estás, Audrey? – Sophie Kinsella [Opinião]

13417381Título Original: Finding Audrey
Publicação: 10-2016
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720048080
PVP: 15,50€
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Audrey é uma adolescente cheia de vida, igual a tantas outras. Com 14 anos, estuda, discute com os irmãos, sonha muito e confia cegamente nas amigas. Até ao dia em que essa confiança é destruída… Vê-se obrigada a deixar a escola. Sente-se incapaz de sair casa. E esconde-se irreversivelmente atrás de um par de óculos de sol. Então, conhece Linus, um rapaz de sorriso simpático e comentários divertidos, que parece ser o raio de sol de que Audrey precisava. E a jovem acaba por descobrir que, mesmo quando pensamos que estamos perdidos, o amor consegue sempre encontrar-nos…

Opinião: Li o primeiro livro de Sophie Kinsella, Loucas por Compras, acho que em Fevereiro ou Março deste ano e gostei bastante. Não achei que fosse um livro fantástico mas foi uma boa leitura e fez-me rir um pouco. Depois disso, senti curiosidade em ler outros livros da autora, até que surge esta novidade da Porto Editora (que me cedeu um exemplar em troca de uma opinião honesta, por isso obrigada à editora por mo enviar!): “Onde Estás, Audrey?”
A classificação, ou pontuação, no goodreads não é muito alta e também foram muitas as opiniões que ouvi sobre este livro, maioritariamente negativas ou não tão positivas. Por isso, o receio. de que este livro fosse fraco ou uma versão engraçada para adolescentes, era algum. Mas surpresa das surpresas: Este livro é ainda melhor do que o outro livro que li da autora! Adorei-o, da primeira à última página. Foram 269 páginas devoradas em horas. Houve uma pessoa que me disse que este livro não era para rir. Mas discordo… Este livro é engraçado. Claro que aborda um tema um pouco triste e que traz-nos momentos mais “negros”, mas sendo um livro de Sophie Kinsella, obviamente que não poderia faltar o humor!

A história…
Não é nada de muito complexa. É fácil entrarmos e envolver-mo-nos nela, no enredo, pois é uma escrita simples e fluída, que mistura o humor com a seriedade de outros assuntos. Gostava que a autora tivesse mostrado um pouco mais do passado e do que tinha acontecido à Audrey, mas consegue-se perceber qual a situação existente ali.

Os personagens…
O Frank é de longe o personagem de quem mais 13866769_821828817951392_862605751_ngostei, não só pelo seu humor, mas também por me identificar com ele. Afinal, quem é que nunca passou por uma fase de passar horas e horas em frente ao computador, fosse porque motivo fosse, até que os pais viessem ralhar e ameaçar cortar o computador? Como o compreendo. por um lado! Mas a Anne, a mãe de Audrey (a protagonista) e Frank, tem também os seus momentos e consigo compreendê-la, por outro lado. Relativamente à Audrey… é uma personagem que gostaria que tivesse tido mais “presença”, pois mesmo sendo a voz da história, senti-me mais ligada a Frank. Mesmo assim, é uma personagem bastante boa e de que gostei, assim como Linus, que é o rapaz que virá trazer “luz” para o mundo de escuridão da Audrey.

O desenvolver da história e o final…
Acho que o desenvolver da história foi bom. Apenas há um ponto que adicionava/alterava (e que já mencionei antes): o passado e o que aconteceu com Audrey. Gostava de ter percebido melhor o que aconteceu realmente, porque há certos níveis de Bullying. Todos são horríveis, claro… Mas o que será que terá acontecido para que Audrey tivesse chegado aquele estado? Foi esta a única pergunta que ficou por responder. Todavia, gostei do final, e mesmo não tendo esta pergunta sido respondida, o livro é bom e. com ela ou sem ela, adoro-o por igual!

É um livro que recomendo, sem quaisquer dúvidas. Dentro desta categoria de YA, “Onde estás, Audrey?” conseguiu conquistar um lugar muito especial como o meu favorito YA que já li!

Para mais informações sobre o livro Onde estás, Audrey?, clica aqui.

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo