Leituras de Setembro [2016] – Wrap-Up

Aos poucos vou conseguindo voltar ao meu ritmo normal de leitura. No mês de Setembro, consegui ler mais 1 ou 2 livros que no mês anterior. Gostava de chegar ao fim do ano com 100 livros lidos, mas se pelo menos alcançar os 90, já fico satisfeita, então vamos ver como correm os próximos três meses.

Falando do mês de Setembro… Foi um mês bom até, tendo em conta que li livros que queria ler há algum tempo e outros pertencentes a este rentreé literária de 2016.

Seguem-se abaixo as capas (e links das opiniões) dos livros lidos em Setembro:

  • “A Rapariga do Calendário – Julho, Agosto, Setembro” de Audrey Carlan – Opinião 
  • “Illuminae” de Amie Kaufman e Jay Kristoff – Opinião 
  • “Uma Escolha por Amor” de Nicholas Sparks – Opinião 
  • “Perdida” de Carina Rissi – Opinião 
  • “Viver sem ti” de Jojo Moyes – A continuação de “Viver depois de ti” – Opinião 
  • “Tudo, tudo e nós” de Nicola Yoon – Opinião 


A minha leitura favorita do mês talvez tenha sido “Tudo, tudo e nós”, mas “A Rapariga do Calendário – livro 3” também lá esteve perto!

Já leram algum destes livros? Se não, recomendo-vos todos estes livros, sem dúvida!

Tudo, tudo… e Nós – Nicola Yoon [Opinião]

500_9789892336435_confia_em_mimTítulo Original: Everything, Everything 
Publicação: 09/2016
Editor: Editorial Presença 
ISBN: 9789722358583
PVP: 14,90€
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira – até ao dia em que Olly, um rapaz vestido e preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior – mesmo que isso ponha a sua vida em risco.

Opinião: Algo que me deixou de pé atrás em relação a este livro, foi a sua sinopse recordar-me autores como John Green e Gayle Forman. Estes são, sem dúvida, dois autores (a Gayle é uma mulher. Estranho hahaha Achava que era um homem até à poucas semanas) cujos livros agarrei com todo o entusiasmo e que acabei um pouco desiludida, embora no caso de John Green a desilusão seja muita. Por isto, tive receio que também “Tudo, tudo… e nós” fosse igualmente cansativo e aborrecido.
MAS também vi várias opiniões positivas deste livro no booktuber e no Instagram, então não consegui deixar de ficar entusiasmada e curiosa com a tradução e publicação do livro!

Uma pequena história: No dia em que a Fnac teve 20% de desconto imediato em livros, aproveitei e comprei este livro. E horas depois, vi o resultado do passatempo da Editorial Presença #LivrosNovos e para minha surpresa, ganhei! Então lá fui devolver o livro à Fnac e a funcionária ficou a olhar para mim como quem diz “Comprou isto hoje e já está a 500_9789892336435_confia_em_mimdevolver?” hahaha

Apesar da sinopse lembrar autores como John Green, o livro é totalmente diferente! A escrita da autora é fantástica, simples e fluída. Não li em horas, como esperava, por conta de uma amiga muito querida chamada “ressaca literária”, mas li-o, devorei-o o mais rápido que podia, devido à minha curiosidade com o que se sucederia!
O romance é bastante bonito e adorei as personagens principais. Não posso deixar de mencionar a Carla, que é outra personagem que adorei, mesmo não tendo muito destaque. O livro gira, basicamente, em torno da Madeline e do seu romance com o rapaz que se veste de preto, mas gostei da forma como a autora permitiu que nos conectássemos com outras personagens, para além da protagonista que é a voz do livro.

No fim, sempre tive uma pequena suspeita que veio a confirmar-se, mas quanto a isso não vou falar muito. Só tenho a dizer que este livro é bonito (sim, é mesmo querido de se ler este romance hahaha), é fantástico, é surpreendente, é uma leitura leve e deixou-me várias vezes triste e sem esperança quanto ao possível fim, tendo em conta a doença da Maddy (alcunha do Olly).

Adorei, adorei! E adorei ainda mais o facto da Presença pouco ter mudado a capa, que ficou lindíssima!

Viver sem ti (Viver depois de ti #2) – Jojo Moyes [Opinião]

20160803_131401Título Original: After you
Publicação: Set/2016
Editor: Porto Editora
ISBN: 9789720048851
PVP: 17,70€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Como seguir em frente depois de se perder a pessoa amada?
Como construir uma vida que valha a pena ser vivida?
Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida.
Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding – um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente…. Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica.
Em Viver Sem Ti, Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas.”

Opinião: Esta foi talvez uma das continuações de livros que mais me surpreendeu, em toda a minha vida! Apesar de querer muito ler, uma parte de mim não se sentia preparada para ler uma continuação que não tivesse o Will Traynor. Além disso, qual seria a graça disso?img_20160925_120034 Afinal, sempre considerei que sem ele, “Viver depois de ti” não seria tão bom, mesmo tendo a Louisa. Também a sinopse em si, deu-me algum medo. O que será que iria encontrar neste livro? Será que conseguiria adaptar-me a uma história sem o Will?

Surpreendi-me e bastante! Este livro não foi nada do que eu esperava e considero isto algo positivo, pois esperava que fosse uma história mais “aborrecida”, que não fosse viciante como o primeiro. Talvez o que mais me surpreendeu, foi a capacidade de Jojo Moyes em deixar-me confusa sobre o que sentir, pois foram muitas as coisas que senti: Diversão, tristeza, saudade, vicio, curiosidade. Mais uma vez a autora conseguiu provocar em mim um turbilhão de emoções e por isso gostei tanto deste livro!
Dei por mim a sentir falta do Will muitas vezes, tal como a Louisa demonstrava. Confesso que foi difícil ver romance neste livro, e foi por isto que não dei ao livro 5 estrelas, por sentir que faltava algo mais para ser uma história fantástica. Mas no fim fiquei contente por ela começar a tentar viver a vida, indo às sessões do grupo que ela frequenta, sessões essas que foram muito divertidas!

Lily (não vou dizer quem é, não vá dar spoiler sem percebê-lo) é uma personagem complicada mas que aos poucos foi-me conquistando com algumas ações, apesar das outras partes negativas. O Sam é outro personagem que gostei imenso, tal como a sua colega de trabalho. Num geral, os novos personagens que Jojo Moyes nos apresenta são fantásticos e com personalidades únicas, que me marcaram de formas diferentes. Uma parte de mim não esperava que a memória do Will surgisse neste livro, por pensar que isto seria uma história a passar-se muito tempo depois. Mas como podia Louisa esquecê-lo? Foi uma personagem marcante no primeiro livro. Também outras personagens do livro anterior surgem neste (uma surpresa).

img_20160922_135056Algo que gostei muito neste livro foi a forma como a autora escreveu este livro, tornando-o dramático, mas também engraçado. Vejo também nisto, uma história que poderia ser real. Não consigo apontar quase nada como algo impossível de encontrarmos na realidade, para ser sincera. Este é outro ponto que gostei muito, pois muitas pessoas sabem que adoro a Lesley Pearse, por ela escrever os livros de uma forma mais real, sem muita fição, e Jojo Moyes trouxe-nos também famílias e personagens que, se pensarmos bem, todos nós temos nas nossas vidas (ou que pelo menos conhecemos).

Se não ficaram satisfeitos com o final de “Viver depois de ti” e querem ver como será a vida de Louisa depois do final do primeiro livro, leiam este livro! Se gostaram do primeiro livro mas têm receio de ler o segundo, por razões idênticas às minhas, leiam este livro! Simplesmente, leiam este livro, não importa como se sentiram com o primeiro, pois Louisa Clark é uma das melhores personagens que já encontrei em livros. É divertida, forte, e deixa marcas na vida de qualquer leitor!

Um livrogrupo_porto_editora_novo

Perdida – Carina Rissi [Opinião]

gfdTítulo Original: Perdida 
Publicação: Março/2016
Editor: Topseller (20|20 editora) 
ISBN: 9789898831958 
PVP: 17,69€ 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: “E se o amor da sua vida apenas existisse no século XIX?
Perdida é uma história divertida, apaixonante e intensa, que vai querer devorar até à última página.

Sofia é uma jovem de 24 anos que vive numa grande cidade e está habituada à sua vida independente e moderna. Divertida, mas solitária, Sofia não acredita no amor, convencida de que os únicos romances da sua vida são aqueles que os livros lhe proporcionam.
Porém, após comprar um telemóvel novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem saber como ou se poderá voltar para sua casa, para o «seu» século. Enquanto tenta encontrar uma solução, é acolhida pela família Clarke, à qual, à medida que os dias passam, se afeiçoa cada vez mais.
Com a ajuda do prestável – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba por encontrar pistas que talvez a ajudem a regressar à sua vida.
O que ela não sabe é que o seu coração tem outros planos, e que a ideia de deixar o século XIX pode vir a tornar-se angustiante?”

Opinião: Desde que vi este livro pela primeira no Instagram, com a capa brasileira, que fiquei curiosa, pois eram muitas as pessoas que diziam adorar este livro! Para minha surpresa, pouco tempo depois a Topseller trouxe-nos, então, o primeiro livro!
Só peguei nele, mesmo a sério, agora pois as primeiras páginas não me agradaram muito… Talvez porque esperava outra coisa. Mas ao terminar de ler, conclui que era tudo “culpa” da personagem principal, que é irritante até certo ponto. E não sou a única a dizê-lo! No entanto, aprendi a gostar da Sofia, e ela foi melhorando imenso ao longo do livro, e foi esta a razão de ter adorado a história!

Não foi apenas o romance que se desenvolve no livro nem apenas o Ian os motivos de eu img_20160923_152706gostar tanto do livro. Mas sejamos sinceras: O Ian é um personagem impossível de não gostar! Também a Elisa e o Storm tiveram os seus momentos que me fizeram gostar ainda mais no livro.
Mas acho que o que faz deste livro, um livro de 5 estrelas (para mim, claro), é a personagem principal, sem dúvida! Sofia é completamente agarrada às tecnologias… É praticamente uma representante da maioria das pessoas deste mundo atual, sinceramente. Mas o facto de ela ir parar ao século XIX e continuar a comportar-se como se estivesse no seu próprio século, irritou-me um pouco. A mim e, julgo, que à maioria das pessoas que leram o livro. Afinal de contas, ela demonstra ter conhecimentos, pelo que podia não dar tanto nas vistas e tentar agir como se vivesse realmente naquele séculos? A sorte dela é que já não existia inquisição hahahaha Mas vendo pelo lado positivo, o comportamento. e personalidade, de Sofia tornou o livro bastante divertido e engraçado! Apesar de enervar-me com a forma como ela agia, também ria imenso. Mas à medida que a personagem foi evoluindo, e foi mostrando-se algo mais do que apenas mais uma rapariga que sabe falar calão e usar tudo o que são tecnologias, dei por mim a ir gostando cada vez mais dela, principalmente ao ver a forma como tratava toda gente, como a Elisa e os “criados” de Ian.
Também Ian e o romance, como já referi, tornaram este livro ainda melhor! Houve partes um tanto intensas, em que consegui realmente colocar-me na pele de Sofia e sentir alguma tristeza. E sobre as últimas páginas? Foi triste, realmente triste, e é algo que não esperava, pois geralmente um autor quando se foca num só estilo, fica por ali. Mas Carina trouxe comédia, romance e quando se pensa que não é possível juntar drama a algo que é engraçado, a autora surpreende!

Estou ansiosa de ler o próximo livro, sem dúvida! Principalmente porque com o final deste livro, qualquer leitor pergunta-se o que poderá acontecer mais? Pergunta esta feita para o segundo livro, no meio de 5 ou 6 já publicados no Brasil! haha

Já leram este livro? O que acharam? E vocês, leitores do Brasil? Já leram os livros todos? Aposto que não vai aparecer aqui ninguém a dizer que não gosta do Ian! haha Nada de spoilers nos comentários, fãs brasileiros! ;]

Uma Escolha Por Amor – Nicholas Sparks [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: The Choice 
Publicação: Jan/2016  
Editor: ASA 
ISBN: 9789892334349 
PVP: 16,90€
A minha classificação: 4.5/5 estrelas

Sinopse: Travis Parker tinha tudo o que um homem podia desejar: um bom emprego, grandes amigos e uma casa de sonho. Não encontrara ainda a sua alma gémea, mas também não sentia a sua falta… pelo menos, até ao dia em que um mal-entendido levou Gabby Holland, a nova vizinha, a bater-lhe à porta.
Gabby também não tencionava sucumbir aos encantos de Travis. Para começar, tinha uma relação estável com um namorado de longa data… e o novo vizinho irritava-a imenso. Mas a animosidade depressa deu lugar a uma cordial amizade, e, aos poucos, a algo muito mais sério. Juntos, vão empreender uma jornada que dificilmente poderiam ter antecipado.
Agora, anos mais tarde, Travis está no hospital, a sua vida despedaçada, o futuro uma incógnita. Ele recorda o passado, todos os momentos que o levaram ali. Se ao menos pudesse fazer com que o tempo voltasse atrás… Pois Travis encontra-se perante uma escolha que ninguém deveria ter de fazer… nunca!
Valerá a pena quebrar a promessa que fez ao amor da sua vida?
Uma Escolha Por Amor é uma lição de vida sobre o poder do amor, da perseverança e da fé.

Opinião: Uma coisa que muitas pessoas, que me conhecem, sabem é que Nicholas Sparks não é dos meus escritores favoritos. Talvez por ter escrito só romances. Talvez pelo seu estilo de escrita. As histórias dele são lindas, e quando adaptadas para o cinema, fazem até aqueles que não lêem os seus livros, ou não os apreciam, chorarem no final.
Este filme não foi diferente. Sim, leram bem. Eu disse FILME. O filme está fantástico e chorei (não é algo que uma pessoa deva ter vergonha de admitir ter feito). E como gostei, lá fiquei com alguma curiosidade em relação ao livro. E porque menciono o filme, numa opinião do livro? Porque não consigo não comparar um ao outro, por já ter visto todos os filmes “dele”, e só ter lido (a contar com este) dois livros de Sparks, mas apenas depois de ver os respetivos filmes.

Não, o livro não é tão bom quanto o filme, pois o filme marcou-me de alguma forma. img_20160906_124535Talvez o facto de saber o que ia acontecer, não me fez gostar ainda mais deste livro.
Mas comparando este com o “Dei-te o melhor de mim”, gostei, sem dúvida, muito mais deste último. A história era mais divertida. Não era cansativa de todo. Dei por mim a perguntar-me: “Este livro foi escrito pelo Nicholas Sparks? Ou foi o “The Best of Me” escrito por outro escritor, e esta é que é a verdadeira escrita de Sparks?”.
Gostei mesmo muito deste livro, apesar de preferir o filme, claro. E é um livro que vale a pena ler, que tem uma história linda, uma história que toca qualquer um.
Não quis avaliar este livro, comparando-o ao filme, como é óbvio. Classifiquei-o como o livro que é, isolando o filme, porque acho que seria injusto fazer o contrário.
Só não é um livro de 5 estrelas, pois esperei que houvesse mais cenas do passado, da forma como o casal principal se conhece. Gostaria de ter visto mais do drama que se seguiria até eles ficarem juntos definitivamente, nesse passado. Mas tirando isto, o livro foi sem dúvida o meu favorito do autor até agora. Gostei imenso de Travis e de toda a história dos cães envolvida neste romance. Não desgostei da Gabby, mas gostaria de ter visto um pouco mais de personalidade, como vi na personagem do filme, que de certa forma era engraçada, assim como o personagem masculino.
O futuro seria chocante, se eu não soubesse o que aconteceria, mas mais uma vez, comparado o livro ao filme, e digo que Nicholas Sparks faria os leitores chorarem a sério, se tivesse posto todo o drama final, que vemos no filme. Isso sim, faria qualquer um concordar com o sentido do título “Uma escolha por amor”, embora tivesse acabado por fazer algum. Mas não causou o impacto, que o filme teve em mim.

No geral, é um bom livro. Rápido de ser ler, comparativamente ao “Dei-te o melhor de mim”. Talvez a caligrafia, espaçamentos e tamanho da letra ajude o leitor a sentir-se mais cativado a ler o livro, pois o primeiro livro que li de Sparks tinha um tamanho de letra mais pequeno, o que acaba por cansar um pouco o leitor.
Embora só tenha lido dois livros de Nicholas Sparks, este segundo recomendo totalmente!

Illuminae – Amie Kaufman e Jay Kristoff [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Illuminae 
Publicação: Junho/2016
Editor: Nuvem de tinta 
ISBN: 9789896650773 
PVP: 18,90€
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Estamos em 2575 e duas empresas rivais, empresa e empresa, estão em guerra por um planeta que fica para lá dos confins do Universo. Infelizmente, ninguém se lembrou de avisar os habitantes do malogrado planeta Kerenza. Debaixo de fogo inimigo, Kady e Ezra, que acabaram de se separar, tentam fugir numa frota de evacuação composta por três naves diferentes: Kady e a mãe ficam numa; Ezra, noutra.
Como se não bastasse estarem a ser perseguidos por naves inimigas que tentam aniquilar as últimas testemunhas da catástrofe em Kerenza, uma praga mortífera deflagra a bordo da nave. Kady descobre que o sistema de inteligência artificial da frota, que deveria protegê-los, poderá ter-se transformado no seu pior inimigo. Quando tenta descobrir a verdade, torna-se claro que só Ezra, a quem jurou nunca mais dirigir a palavra, poderá ajudá-la a impedir uma calamidade.

“Illuminae” é diferente de todos os livros que alguma vez leste. Através de documentos pirateados, emails, mapas, arquivos militares, transcrições de interrogatórios e mensagens, vais descobrir que o pior dia da vida de Kadie é apenas o início da história mais trepidante e arrebatadora de sempre.

Opinião: É sem dúvida um dos livros mais único e diferente que já vi (e li).
Quem já leu opiniões de livros como Eternal Darkness (que adorei) ou Quando as Estrelas Caem (These Broken Stars), sabe que fição cientifica e histórias passadas no espaço/universo não faz muito o meu género. Mas com todo o hype que há à volta deste livro (que é escrito por uma das escritoras de Quando as Estrelas Caem), não resisti a comprá-lo (tive que esperar algum tempo, para encontrá-lo nos grupos do facebook, porque o preço deste… ufa!), mesmo que a forma como o livro está construído, me tenha assustado desde sempre. Mas no fundo, é isto que o torna tão único no meio de dezenas de livros que já li.

Depois da pequena desilusão que tive com Quando as Estrelas Caem, não pude deixar de img_20160905_115439sentir certo receio de vir a ser desiludida por este livro, do qual toda gente (que já o leu) fala imenso. Este receio é geral para todos os livros, que tal como este, têm “hype”, ou seja, que são muitos falados e que têm imensa fama de serem algo de extraordinário.
E este livro não é extraordinário. Pelo menos nas primeiras 150/200 páginas. Acho que não sou a única a sentir-se confusa no primeiro terço do livro. A escrita e construção do livro é única, nunca antes de vista (pelo menos, por mim), e isso pode confundir qualquer um, principalmente se essa pessoa, como eu, não for muito fã de livros que se passem no espaço/universo. As informações também chegam a ser confusas às vezes.

E vocês perguntam-se “Porque é que ela deu um 4, se o livro é confuso?”. Decidi fazer um esforço e continuar a ignorar a confusão que me fazia tanta informação e todos os formatos na páginas iniciais. Mas rapidamente, algures no momento em que ligam a RADIA (quem leu ou ler, entende ou irá entender ao que me refiro!), um botão dentro de mim ligou-se e comecei a fazer curiosa, agarrada.. Totalmente viciada e encantada com este livro, com a sua história, e principalmente com a ação! Não esperava nada pelo que aconteceu ao longo do livro. Este livro não é extraordinário, mas é bom, mesmo muito bom, e vale a pena lê-lo, mesmo que as primeiras páginas, como eu disse, sejam confusas. Mesmo que alguns de vocês não tenham gostado do outro livro da Amie Kaufman, publicado em Portugal, assim como eu não gostei, não podem deixar dar uma oportunidade a este!
Muitas pessoas dizem ter gostado principalmente do “romance”, da ligação entre dois personagens. Mas eu digo, que o que gostei mais neste livro foi a ligação entre uma personagem e um programa. É esquisito isto que acabei de dizer, eu sei! Mas quem ler este livro, perceberá. Existe ação, existem momentos tristes ou momentos que nos fazem prender a respiração! E tudo isto, apresentado neste estranho mas fantástico formato (E a capa é linda, claro!!)!

Boas notícias: Foi, ou vai ser, lançado o segundo livro desta série. Não sei se é continuação ou se é outra história, mas mal posso esperar por vê-lo traduzido!

A Rapariga do Calendário – Julho, Agosto e Setembro (livro 3) – Audrey Carlan [Opinião]

99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17Título Original: Calendar Girl – July, August and September – Book 3
Publicação: 7/Set/2016
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578275 
PVP: 17,99€
A minha classificação: 5/5 estrelas

[ESTA OPINIÃO PODE CONTER SPOILERS DOS DOIS LIVROS ANTERIORES]

Sinopse: A vida de Mia Saunders continua no terceiro livro perversamente escaldante da série «A Rapariga do Calendário»! Nestes três meses, Mia desloca-se a Miami, ao Texas e à sua terra natal, Las Vegas.
Em Julho, será sedutora num videoclip do artista de hip-hop, com discos de platina, Anton Santiago. A recuperar do trauma sofrido em Junho, a nossa rapariga abre o coração e descobre que correr riscos lhe concederá o que sempre desejou, necessitou e muito mais.
Em Agosto, Mia viaja para o Texas vestindo a personagem e representando o papel de ser a irmã perdida do magnata do petróleo e importante homem de negócios Maxwell Cunningham. O trabalho devia ser canja, só que são revelados segredos do passado que mudarão o que sempre acreditou ser verdade.
Em Setembro, Mia parte para a sua Sin City, onde o mundo à sua volta parece desmoronar-se. As pessoas que ama travam batalhas para as quais não está preparada, mas que se sente desesperada por resolver antes de perder tudo.

Opinião: Qualquer leitor, que já tenha lido pelo menos 3 ou mais séries, deve concordar comigo, quando digo que o primeiro livro será quase sempre o melhor e dificilmente os seguintes o ultrapassaram. Não vejo isto como algo mau, claro. Não é porque o primeiro é o melhor, que os outros deixam de ser bons. Mas este terceiro livro, é uma excepção à regra, sem dúvida!
Quando pensei que nenhum livro, dentro desta série, seria melhor do que o primeiro (especialmente, do que o primeiro mês), estava errada e o mês de Agosto e Setembro provou isso. Ao contrário dos outros, aqui encontramos muito mais drama, mas no fim, é esse drama que agarra um leitor e que fez deste livro o meu favorito, até agora, e desta  série algo de especial e marcante.

Julho: Um pouco idêntico, em certas partes, ao mês do Mason (penso que o mês de Abril), mas confesso, que dei por mim a gostar mais deste mês, em comparação com o seu semelhante anterior. Depois do final chocante que o segundo livro nos trás, penso que a99e524e9dd50c21c003f2db9ae89aa3c26f17 autora conseguiu descrever de uma forma real, que o que aconteceu à Mia, realmente a traumatizou. Isto era algo que não esperava. Achei que talvez a Mia conseguisse de alguma forma superar isso, mas não, não o fez, e eu realmente gostei que a autora tivesse trazido esse ponto para a história, pois foi essencial para os acontecimentos e desfechos que vemos durante este livro.

Agosto e Setembro: Há já algum tempo (talvez desde “A Princesa Mecânica” de Cassandra Clare) que não sentia um turbilhão de emoções ao mesmo tempo: revolta, nervosismo, tristeza, alegria, entre outros, e sem dúvida, muitas gargalhadas, se bem que isto não é propriamente uma emoção, mas pronto…

Agosto foi um mês de revelações, por um lado bastante chocantes, do tipo “Uau! O quê? Como assim? Mas assim ela já pode saldar a divida, então o que é que ela vai fazer? Mas isto é fantástico!”. Não soube como reagir ao que nos é revelado neste mês. E no mês de Setembro, Audrey Carlan traz mais revelações e momentos tristes e repletos de tensão e nervosismo. Se achei que o livro anterior teve um final um tanto chocante, estes dois últimos meses (deste livro) vieram para deixar qualquer um a “roer unhas” de tantos momentos chocantes. Não esperava realmente! E um ponto que tenho que mencionar, é a forma como a autora sobre descrever todos esses momentos, através da visão da Mia, o que no fim, me fez sentir esse tal turbilhão de emoções.

Mesmo sendo um livro mais cheio de drama, e com menos cenas eróticas, dei por mim a gostar muito mais deste livro do que dos anteriores e até agora, é, sem dúvida, o meu favorito! O primeiro foi ótimo. O segundo foi bom. E quando uma pessoa, que está habituada a ver uma série a “regredir” (mesmo que continue boa) do excelente para o razoável, este livro tornou-se uma exceção e foi… FANTÁSTICO! Mesmo assim, fantástico não chega para descrever o quanto adorei esta leitura. Mal posso esperar pelo desfecho, mas ao mesmo tempo, como pode uma pessoa despedir-se desta “família” toda que a Mia reuniu ao longo dos meses? São, sem dúvida, personagens que ficaram na memória de qualquer um que leia estes livros.