Literatura | Leituras de Agosto e Setembro — 2017

Sempre atrasada nesta rubrica, eu sei! Mas com todas estas mudanças e adaptações relativas à faculdade, o tempo é cada vez menos… 😦

O mês de Agosto sempre foi melhorzinho que os anteriores mas finalmente consegui regressar ao ritmo habitual de 10 livros por mês!

— “A Mulher do Camarote 10” de Ruth Ware
— “Guarda-me para Sempre” de Brigid Kemmerer
Antes de Ires” de Clare Swatman
— “Julgamentos que mudaram a história” de Ana Margarida de Carvalho
— “Vitória, a Jovem Rainha” de Daisy Goodwin
— “Uma Mulher em Fuga” de Lesley Pearse
— “A Ilha das quatro estações” de Marta Coelho

Mitologia Nórdica de Neil Gaiman
Mulheres Perigosas de George R.R. Martin e outros autores
Carry On de Rainbow Rowell
Um Mais Um de Jojo Moyes
O Amor que nos Une de Megan Maxwell
Foste Sempre Tu de Carrie Elks
O Diário de Anne Frank de Ari Folman
Os Passageiros do Tempo de Alexandra Bracken
A Condessa Acidental de Valerie Bowman
As Mulheres no Castelo de Jessica Shattuck

Já leram algum destes livros ou pretendem ler? Como foram estes últimos meses quanto a leituras por esse lado? 😉 

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Literatura | “A Ilha das Quatro Estações” de Marta Coelho — Opinião

12.2Publicação: Julho de 2017
Editora: Clube do Autor
ISBN: 9789897243745
PVP: 15,00€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Onde todos os sonhos são possíveis.
Este é o livro com que todos os jovens se conseguem identificar, uma história atual e relevante sobre os receios, as paixões, as fragilidades e a força de quatro jovens à procura de um novo rumo.
Cat sentia-se sem rumo e não queria ver ninguém.
Tiago só desejava poder voltar a viver como antes.
Misha isolara-se do mundo à sua volta.
Rute precisava de vencer uma batalha muito dolorosa.
Os seus caminhos cruzam-se na ilha e, juntos, preparam-se para enfrentar os seus demónios pessoais. Mas há quem tenha outros planos para eles…
Será que a tua vida pode mudar quando tudo parece correr mal?

Opinião: De leitura rápida e simples, este livro agradou-me imenso. Foi-me impossível não gostar da simples mas por vezes profunda história com que me deparei.
Por tratar-se de um livro cujos os protagonistas são adolescentes, quase a atingir a maioridade, compreendi que por vezes estes fizessem algo ou agissem de uma forma menos madura ou impulsiva. O espirito de desafio e aventura que Tiago tem lembrou-me imenso Morangos com Açúcar e Uma Aventura, tal como o romance e amizades o fizeram. Parte disto deve-se também ao facto de saber que a autora deste livro foi uma das argumentistas da série adolescente que acompanhei durante anos, claro, mas senti a “vibe” dessa série neste livro e adorei isso. Foi como se tivesse voltado aos meus tempos de adolescente.
Apesar de não achar muita piada à parte das bolachas de amora ou de outras atitudes vindas dos quatro protagonistas, aos poucos fui habituando-me ao ponto de passar por cima disso e a adorar as partes mais maduras desses personagens, como o passado de cada um deles, o romance e a amizade entre todos eles.

Rute foi sem dúvida a personagem de quem mais gostei. Achei-a bastante madura, comparada aos outros, e toda a situação dela comoveu-me imenso. Misha foi um personagem meio complicado ao inicio de compreender mas aos poucos fui passando a gostar dele, assim como do casal que dá voz à história.
Inicialmente, achei a história um pouco confusa mas dei por mim a ficar curiosa também e a querer saber mais, então fiz deste livro uma leitura de um dia. O que vamos descobrindo, sobretudo sobre Tiago e o seu passado, torna-se prevísivel aos poucos mas não deixa de chocar e tocar-nos.
Um “eu” mais novo teria com certeza adorado este livro mas fico-me apenas pelo “gostei”, pelo complicado que é para mim lidar com personagens mais novos, além de que o book trailer passava a ideia da história ser algo muito mais misterioso e perigoso. No entanto, a parte das ilhas e das estações foi a melhor de todas e foi a que senti que estava mais desenvolvida e intrigante. Foi o que me fez realmente gostar deste livro.

O final do livro deixou-me ainda mais curiosa e espero que haja um segundo livro, pois achei estas últimas páginas confusas e apressadas, quando pensei que todo o mistério relativo à ilha iria ser resolvido neste livro. Pelos vistos, não, então fico a aguardar o segundo livro, muito ansiosa.
É uma leitura que recomendo sobretudo para os mais novos pois este livro passa várias mensagens interessantes e lindas.

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Literatura | “Uma Mulher em Fuga” de Lesley Pearse — Opinião

11.1Título Original: Rosie
Publicação: 11 de Julho de 2017
Editora: Edições ASA
ISBN: 9789892339405
PVP: 16,90€ – Compra-o no site da editora em www.leyaonline.com ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Somerset, 1945
Sob o olhar negligente do pai, Rosie definha na quinta onde vive. Sujeita aos maus-tratos dos meios-irmãos, Seth e Norman, e sem uma mãe para a proteger (há muito que desapareceu), a sua vida é dura e solitária. Mas no dia em que chega a governanta, Heather Farley, tudo parece mudar. Heather depressa se torna uma amiga… e até uma mãe…
Mas a alegria revela-se passageira, pois Heather desaparece misteriosamente, deixando para trás o filho, Alan, e frustrando todas as esperanças de Rosie num futuro melhor. Mas só quando o irmão de Heather, Thomas, aparece na quinta é que Rosie descobre a terrível verdade sobre a sua própria família… e finalmente ganha coragem para fugir. Mas o mundo que a espera lá fora, infelizmente, não é menos cruel. De Bristol ao Sussex, do Sussex a Londres – Rosie tudo faz para dar um novo rumo à sua vida. Mas será ela capaz de escapar à fúria vingativa de Seth?
Lesley Pearse, autora tão querida dos leitores portugueses, volta a encantar-nos com esta história dilacerante sobre a família e os segredos medonhos que pode esconder…

Opinião: Provavelmente, se não fosse Lesley Pearse, este seria um livro de 4 estrelas, mas sendo uma das minhas autoras favoritas de sempre é me impossível não dar 5, mesmo esta história não sendo a melhor da autora que li até à data.

A protagonista e toda a fase de trabalhar numa espécie de hospício foi a melhor parte do livro, sem dúvida. Pela primeira vez em algum tempo num livro de Pearse não senti que a narrativa estava a estender-se demasiado numa determinada fase da protagonista. Considero esta a melhor fase do livro, inclusive, e o que a procede, claro. Depois de conhecer Donald e outros personagens ganhei uma nova ou mais evoluída visão sobre pessoas doentes ou com deficiências: são pessoas que merecem ser tratadas com o mesmo respeito com que se trata uma pessoa sem esta “peculiaridades” assim como são pessoas que com os cuidados certos poderão ter um dia uma vida como qualquer outra pessoa. É um assunto delicado, ao meu ver, mas que Lesley Pearse abordou na perfeição. Adorei realmente ter acompanhado esta fase da vida da protagonista, pois Rosie tem apenas 15 anos e, no entanto, é uma das personagens mais fortes que a autora já criou de entre os livros que li.
A adoração de Rosie por jardinagem é também algo que adorei. É uma profissão nova, de entre as que as protagonistas de Lesley tiveram, e cuja evolução adorei acompanhar. É impossível não imaginar os magnificos trabalhos desta e não nos sentirmos inspirados a criar algo assim também. 

O romance é algo que fica mais em segundo plano. Não posso dizer que o tenha adorado e que tenha torcido com muito entusiasmo por algum personagem masculino com Rosie, mas Thomas deixou-me intrigada desde o inicio. Gostaria de ter visto uma melhor evolução da relação entre este e a protagonista, pois senti que do nada esta lembrou-se que afinal gostava de Thomas. Já a relação que esta tem, anteriormente, com Gareth tem alguma base e construção. Mas gostei de como as coisas terminaram entre Rosie e Thomas.
Algo de que senti falta foi o passar dos anos, que é já algo normal nos livros desta autora. Acompanhamos Rosie dos 14/15 aos 17 anos mas não muito mais além disso. Temos apenas um vislumbre desta alguns anos mais tarde mas já no fim. Mas mesmo assim, gostei de acompanhar este curto tempo da Rosie. Não há muitos pormenores, muita ação, o que por um lado até é bom. Senti que houve alguma quebra do padrão que tenho vindo a encontrar em livros anteriores, algo que me fez adorar ainda mais este livro.

Num geral, este é mesmo um livro de 4 estrelas, por ter em falta alguns aspetos de que gosto na escrita de Lesley Pearse. Mas como já disse, dou 5 por ser escrito por ela. Não é a história mais forte a nível emocional, que nos deixe de coração apertado como “Segue o Teu Coração”, mas é um ótimo livro, bastante refrescante e diferente para quem procura fugir ao padrão habitual da autora.

Uma leitura com o apoio deASA

Literatura | “Vitória — A Jovem Rainha” de Daisy Goodwin — Opinião

20597038_1557059867650457_7694430965460439908_nTítulo Original: Victoria
Publicação: 18 de Agosto de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722360708
PVP: 20,90€ – Compra-o no site da editora em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Com apenas dezoito anos, Vitória torna-se rainha da mais poderosa nação do mundo. Mas será monarca de pleno direito ou uma marionete nas mãos da mãe e do sinistro Sir John Conroy? Conseguirá esta jovem frágil fazer-se respeitar por homens como o seu tio, o Duque de Cumberland, que consideram as mulheres demasiado histéricas para governarem?

Todos querem vê-la casada, mas Vitória não tenciona casar por conveniência com o seu primo Alberto, um tímido devorador de livros, que nem sequer sabe dançar. Ela prefere reinar sozinha, apoiada pelo seu Primeiro-Ministro, Lord Melbourne, com idade suficiente para ser seu pai, mas o único que consegue fazê-la rir e que acredita que ela virá a ser uma grande rainha.

Opinião: Desta vez, vi a série antes de ler o livro pois só soube da existência deste depois de devorar a primeira temporada (podem encontrar a minha opinião da série aqui). Sendo assim, as minhas expectativas para este livro eram altíssimas. Se adorei a série, porque não haveria de adorar o livro? Uma pequena curiosidade: o livro foi escrito por uma das produtores executivas da série, por isso as minhas expectativas eram ainda maiores. E de facto, comprovou-se que Daisy Goodwin tem tanto talento na escrita de um livro, como o mostrou na série. As expectativas? Alcançadas ao máximo. Honestamente, não precisava de ler o livro para saber que classificação lhe dar. As 5 estrelas estavam garantidas desde o início.

Tudo o que acontece no livro é semelhante ao que encontrei na série. As personalidades dos personagens são igualmente bem desenvolvidas, principalmente a de Vitória, Lord Melbourne e Albert que são para mim os personagens de maior importância nesta história.
Temos romance. Temos história. Tudo na dose ideal. Não poderia ter adorado este livro mais do que o adorei. Desde que comecei a lê-lo que não consegui pousá-lo, pois a forma como a autora desenvolve a história é fantástica. Algo que adorei (e que um dos críticos do livro menciona, inclusive) foram os pormenores que tornaram este livro ainda melhor, desde a maneira de vestir, os penteados, os protocolos, entre outros aspetos. Tudo isto poderia não ter sido muito trabalhado mas o facto de o ter sido, trouxe algo de mais a este livro, dando mais “vivacidade” aos seus personagens e à época em que decorre a história.

Falando do romance que foi a parte que me emocionou imenso, pois adoro um bom romance… Lord Melbourne é o meu personagem favorito, sem dúvida, e a ligação que este tem com Vitória é simplesmente linda, única, apesar da diferença de idades. O facto de tal relação não chegar sequer a um beijo deixou-me profundamente triste, mesmo já sabendo como tudo terminaria, dado que vi a série. Mas Albert é também um personagem que adoro, mesmo não chegando nem perto do divertido e apaixonante Lord M, cuja ligação que cria e desenvolve com Vitória é quase igualmente lindíssima. Acho que é impossível não gostar deste trio, principalmente de Lord M.

“Vitória – A Jovem Rainha” é um livro que recomendo, óbvio. É uma leitura obrigatória para quem gosta de história e de um romance de fazer suspirar.
Terminei este livro a querer mais. Felizmente, a segunda temporada começou no passado domingo (27 de Agosto). Só sentirei falta do Lord Melbourne mas quem sabe ele não aparece mais para a frente. E estou a torcer para que Daisy Goodwin escreva uma continuação deste livro.

Para mais informações sobre o livro “Vitória — A Jovem Rainha”, clica aqui!

Uma leitura com o apoio depresença

Literatura | “Julgamentos que Mudaram a História” de Ana Margarida de Carvalho — Opinião

Julgamentos_Que_Mudaram_A_Historia.jpgPublicação: 2 de Junho de 2017
Editora: Desassossego
ISBN: 9789897730542
PVP: 17,70€ – Compra-o em www.saidadeemergencia.com 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: A História não se escreve apenas nos gabinetes dos ministros, nos palácios presidenciais ou nos campos de batalha, muitas vezes decide-se nas salas de tribunal.
A História de Portugal e do Mundo está recheada de julgamentos cujos impactos duram até hoje. Muitos tribunais derrubaram governos, findaram dinastias, perseguiram pensadores, acusaram revolucionários, calaram cientistas. Sempre ao sabor das políticas do momento, dos interesses dos poderosos, do medo do povo revoltoso, e, por vezes, até em nome de uma verdadeira justiça.
Ana Margarida de Carvalho, na sua primeira incursão na não-ficção, e num estilo cativante e assente numa rigorosa pesquisa, traça uma panorâmica sobre esses julgamentos que, pela sua originalidade, barbaridade, injustiça gritante ou mediatismo, deixaram uma marca que jamais se apagará das cronologias históricas.
Justiça frouxa e impotente, tirânica ou inclemente, contestada o mesmo injusta. Prepare-se para mudar a sua maneira de ver os tribunais e essa noção sagrada de um Estado de Direito: a justiça.

Opinião: Pela primeira vez em muito tempo, decidi sair um pouco da minha zona de conforto (mais conhecida como literatura ficcional) e aventurar-me num género literário nunca antes experimentado: Literatura de Não-Ficção. Neste caso, este é um livro de história. Como amante de história, sempre tive curiosidade de ler algo fora de fição histórica e este livro chamou-me facilmente à atenção pela sua temática.

A capa começa por mostrar algumas figuras históricas cujos os reinados ou ações mudaram a história do mundo, como Joana D’Arc, Pablo Escobar, Henrique VIII, entre muitos outros. Henrique VIII foi quem despertou em mim a vontade de ler o livro, mas após a leitura deste, descobri que existem muito mais figuras interessantes, com histórias ainda mais “arrepiantes” e surpreendentes. É um livro extremamente cativante, com um breve resumo, em 5 páginas no máximo, dos vários “julgamentos” que foram surgindo ao longo dos séculos. Alguns deles já conhecia, mas grande parte conhecia mal ou nem conhecia de todo e adorei conhecer melhor a parte “mais negra” da humanidade. Há de tudo um pouco: casos chocantes, casos que até nos fazem rir um pouco, casos totalmente absurdos. A minha parte favorita foram os capítulos referentes à monarquia, pelas várias figuras históricas mencionadas, claro.

Para uma pessoa tão ávida por conhecimento e tão curiosa como eu, este livro é excelente, principalmente se nunca se leu nada do género de não-fição. Cada capítulo é bem resumido e o facto de ser pequeno, facilita muito mais a leitura e prende facilmente o leitor ao livro. Adorei-o sem dúvida e recomendo-o muito a qualquer iniciante ou fã do género e, claro, aos mais curiosos e amantes da história da humanidade 🙂

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Literatura | “Antes de Ires” de Clare Swatman — Opinião

5.6Título Original: Before you go
Publicação: Julho de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579258
PVP: 17,70€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 3,8 em 5 estrelas

Sinopse: Um romance para todos aqueles que acreditam no poder do amor, e que acreditam que nunca é tarde de mais para mudar as coisas.

ENCONTRA A SUA ALMA GÉMEA…
Há pessoas que passam anos a ver o amor à sua frente antes de o descobrirem. Zoe e Ed fizeram, com mais ou menos tropeções, o seu caminho até à idade adulta, cada qual pelo seu trilho… mas sempre na mesma direção. Anos mais tarde, depois de terem navegado por empregos que não levavam a parte nehuma e caóticas partilhas de apartamentos, o amor floresce finalmente. O futuro juntos parece ponto assente…

ENTÃO ACONTECE O IMPENSÁVEL.
Uma manhã, a caminho do trabalho, Ed é derrubado da sua bicicleta e morre. E Zoe tem de arranjar maneira de sobreviver. Mas não está preparada para abrir mão das suas recordações. Como pode esquecer os tempos felizes, o primeiro beijo, tudo o que construíram juntos? Zoe decide que tem de dizer a Ed todas as coisas que nunca disse.

SÓ QUE AGORA É DEMASIADO TARDE. OU NÃO SERÁ?

Opinião: Mais uma novidade deste verão lida! Quando li a opinião de umas quantas sobre este livro, não resisti e decidi pegar nele. O tema de segundas oportunidades, de voltar atrás e tentar corrigir o passado e alterar os acontecimentos futuros-presentes é extremamente interessante e só por ai a minha curiosidade era enorme. Para além disso, a capa portuguesa é lindíssima! Lembra-me um pouco das capas brasileiras de Nicholas Sparks, mas adorei-a e despertou ainda mais a minha curiosidade.

Algo que adorei neste livro foi a escolha da autora em não prolongar-se muito na descrição de acontecimentos até à morte de Ed, o marido de Zoe. Foi direta “ao assunto”, como se costuma dizer, e adorei tal coisa pelo simples facto de que muitas vezes encontro o contrário em vários livros. Não foram nem 50, nem 200 páginas para alcançar a ação principal. Foram apenas umas 20 e poucas.

Mas num geral, acho que o livro ficaria excelente se tivesse umas quantas páginas a menos, pois senti que às vezes, na viagem ao passado, a história acabava por arrastar-se um pouco com um ou outro momento não muito relevante para história. Excepto isto, adorei conhecer o passado deste casal e gostei sobretudo de ver a força de vontade de Zoe em tentar mudar e melhorar as coisas, de forma a evitar que no fim o Ned morra de novo.
A escrita não é das que agarra por completo, mas o mistério em si e a curiosidade de saber como terminará tudo, leva a que o leitor fique preso à história. J.K. Rowling é um exemplo. Não sou a maior fã da escrita mas adoro o mundo. O mesmo acontece com este livro.

O final, e sem dar spoilers, deixou-me um pouco surpresa. Por um lado, esperava que tudo terminasse daquela forma, mas por outro lado… fiquei surpresa e acho que teria “amado” este livro se de facto o final tivesse sido diferente do que a autora escreveu. Mas é um livro que adorei imenso e que recomendo, sobretudo a fãs de Nicholas Sparks ou de Jojo Moyes, que são os autores cujo tipo de história sinto que se aproxima mais do deste livro.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “Guarda-me para Sempre” de Brigid Kemmerer — Opinião

9789898869258Título Original: Letters to the Lost
Publicação: 26 de Julho de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869258
PVP: 17,69€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Duas vidas que se cruzam por acaso.
Um grande amor que nasce nas entrelinhas.
Juliet ainda não conseguiu aceitar a morte da mãe. Quatro meses depois, continua a escrever-lhe cartas, deixando-as junto à campa, numa tentativa desesperada de manter a mãe viva e bem perto de si.

Declan é o tipo de rapaz que todos temem. Depois de se meter novamente em sarilhos, é obrigado a prestar serviço comunitário no cemitério local. Além da sua má reputação, ele enfrenta também os demónios do passado.
Quando Declan lê uma das cartas que Juliet deixou no cemitério, decide também ele lhe escrever. Nasce assim uma relação magnética e inexplicável. As palavras que trocam por carta, dia após dia, são libertadoras e reconfortantes, e o amor vai nascendo nas entrelinhas do acaso.
Até ao dia em que a vida real ameaça quebrar todo o encanto.

Juliet e Declan estão prestes a descobrir coincidências terríveis que os mudarão para sempre.
Muito mais do que uma história de amor!
Uma viagem apaixonada pela magia dos acasos, que nos mostra que o destino pode ser, simultaneamente, cruel e fantástico.

Opinião: Acho que nunca me senti tão indecisa sobre qual classificação dar a um livro. Tal indecisão aconteceu ao terminar de ler “Letters to the Lost”. Mas após alguma reflexão, senti que as 5 estrelas eram merecidas. Apenas pelo facto de ser uma leitura fácil e cativante desde o início, este livro tinha as 4 estrelas garantidas. E o que representa essa estrela que falta para ser uma classificação máxima, perguntam-se vocês.

Essa estrela representa exatamente a minha “relação” com o romance e a forma como este se desenvolve. Esta história não tem uma apresentação muito extensa do típico drama final de um romance, o que ao início me deixou no meio desta indecisão toda. Porém, após pensar um pouco, vejo que o ponto central desta história era a forma como um rapaz e uma rapariga iriam enfrentar e superar os seus “demónios”. E eu adorei que a autora se tivesse focado mais nisso do que no romance em si, sinceramente. Foi diferente do que estou acostumada a encontrar neste género. Diferente de uma forma extremamente positiva. E por isso as 5 estrelas são merecidas. Este livro conquistou-me de uma forma inexplicável, pelos seus personagens, quer pelos protagonistas como pelos secundários, como Rev por exemplo.

O romance não é o ponto mais importante neste livro, ao meu ver, mas é algo bonito e que traz um equilíbrio ao que podia ter sido uma história mais “negra” pelos passados dos seus personagens e pelo que estes enfrentam. “Guarda-me para sempre” está no ponto, como gosto de dizer. Tem a dose certa de romance, para o que este livro pretende abordar na realidade. Gostei imenso de ler as conversas entre os protagonistas e a forma como tais conversas foram como um “empurrãozinho” para ambos conseguirem lidar, passo a passo, com tais “demónios”.

Adoraria que a autora escrevesse um livro sobre o Rev e, quem sabe, um romance envolvendo-o. Seria extremamente interessante. Mas por enquanto, ficamos com a história da Juliet e do Declan, que é uma história que recomendo a todos a ler. Tenho a certeza que a devorarão em horas, assim como eu o fiz!

Uma leitura com o apoio delogo_topseller_lema

Literatura | “A Mulher do Camarote” de Ruth Ware – Opinião

5.12Título Original: The Woman in Cabin 10
Publicação: Julho de 2017 
Editora: Clube do Autor
ISBN: 9789897243806
PVP: 17,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Emocionante e compulsivo, este romance evoca o ambiente clássico dos policiais de Agatha Christie: um ritmo que aumenta gradualmente de tensão, a sensação de perigo iminente e um conjunto de suspeitos reunidos num único lugar.

A jornalista Lo Blacklock recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeria viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para a jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido ao responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão, pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

Opinião: Sempre adorei histórias passadas em navios e em pleno mar e foi, principalmente, por isso que o livro “A Mulher do Camarote 10” me chamou à atenção. Achei bastante diferente e intrigante o lugar onde iria decorrer um crime, por isso porque não dar uma oportunidade a um livro deste género, mesmo não sendo um que me agrade muito?

O facto deste livro me deixar totalmente curiosa e empática com a confusão da protagonista é bom. São estas as caraterísticas que aprecio neste género mas que raramente encontro “aplicadas” nos livros. Ruth Ware conseguiu de facto criar uma história que foi deixando-me imensamente curiosa e surpreendida aos poucos. Quando julgava ter percebido tudo, eram reveladas novas pistas que vinham “destruir” teorias que eu tivesse criado e adorei simplesmente isso!

Tendo já lido pelo menos um livro de Agatha Christie, notei neste livro um estilo idêntico. Nada com muita ação mas também nada previsível. Um meio-termo, que me agradou, mesmo que tivesse adorado encontrar mais perigo ou ação.
Senti-me facilmente transportada para este cruzeiro de luxo, mais especificamente na pele da protagonista. Não é uma protagonista que consegue o impossível e que é perspicaz ao máximo como a maioria dos protagonistas que encontramos em thrillers, e eu gostei bastante deste ponto, por ser algo mais “real” no meio de tanta ficção. Os restantes personagens são também intrigantes. Suspeitei de praticamente todos eles, pois todos envolvem-se neste mistério de uma forma suspeita, trazendo consigo algo que dá que pensar e que nos faz criar ainda mais teorias ou desacreditar algumas delas.

O final e todo o mistério que é revelado é simplesmente surpreendente. Não esperava de todo o que se sucedeu, embora tivesse achado um pouco irreal certos pormenores relacionados ao crime. Mas num geral, foi um bom thriller, que recomendo imenso a qualquer fã do género ou até mesmo a quem quer começar este género por algo mais simples mas que agarre desde o inicio.

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