Literatura | Leituras de Junho e Julho — 2017

Ressaca literária e verão são dois elementos que têm vindo a combinar “muito bem” ao longo dos meus anos enquanto leitora. Chega o verão, chega a ressaca literária. Não falha nenhum ano! E como já esperava e receava, quase não li livros nenhuns. Geralmente leio uns 10/11 livros por mês mas estes dois últimos meses foram uma desgraça. Pensei mesmo que este ano ia conseguir ultrapassar esta “preguiça” de verão, também… 😦

Tal como com as aquisições, trago-vos as minhas leituras destes dois meses que passaram:

 

Revolta (0s 100 #4) – Kiera Cass 
Nimona – Noelle Stevenson 
Romeu e Julieta (Os livros estão loucos) – William Shakespeare, adaptação de Ana Almeida 
A Sereia – Kiera Cass 

 

A Química dos Nossos Corações – Krystal Sutherland
Alice no País das Maravilhas (Os livros estão loucos) – Lewis Carroll, adaptação de Elisabete Agostinho
Monstress, Despertar (vol. 1, #1-6) – Marjorie Liu, Sana Takeda
The Call (The Call #1) – Peadar O’Guilin

 

Follow Me Back (Follow Me Back #1) – A.V. Geiger
Reencontro com o Amor – Melissa Pimentel
Quando a Amizade me Seguiu até Casa – Paul Griffin
O Boss – Vi Keeland

 

O Milésimo Andar (O Milésimo Andar #1) – Katharine McGee
Angélica e Lorenzo (Linhas do destino #1) – Lettie S.J.
Leite e Mel – Rupi Kaur

E vosso verão, está a ser como a nível de leituras? A ressaca literária e típica preguiça de verão andam de mãos dadas por esse lado? 😉

Literatura | “Leite e Mel” de Rupi Kaur – Opinião

500_9789892338125_leite_e_melTítulo Original: Milk and Honey
Publicação: Março de 2017
Editora: Lua de Papel
ISBN: 9789892338125
PVP: 14,90€ – Compra-o em www.wook.pt ou no site da editora 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Leite e Mel é um conjunto de poesias sobre o amor, a perda, o abuso infantil e, finalmente, a cura. Transporta os leitores para momentos difíceis da vida, mas leva-os a descobrir neles a doçura e a fragilidade da vida, porque a doçura está em todo o lado, se estivermos abertos a recebê-la.

Leite e Mel é uma história de sobrevivência através da poesia. Para a autora, é o sangue, suor e lágrimas dos seus vinte e um anos.

Lançado originalmente pela própria autora na Amazon, o livro tornou-se tão famoso que não passou despercebido no mundo editorial e os seus direitos foram adquiridos.

Opinião: Não sou uma pessoa de poesia, talvez porque sempre a considerei chata (obrigada escola!). Mas o conteúdo que encontrei neste livro é simplesmente fantástico e arrebatador. É um livro lindíssimo, único e que me conquistou desde o primeiro poema.

Acho que quanto mais experiência de vida temos, mais facilmente nos apaixonamos por este livro, porque muitas coisas acabam por retratar algo porque já passamos, seja na dor, no amor ou noutro tipo de fase da nossa vida. É por isto que adorei tanto este livro. Muitos dos poemas que li lembraram-me momentos da minha vida. Outros são extremamente lindos (mesmo que alguns sejam tristes) pelo simples facto de serem simples mas de ao mesmo tempo dizerem muito.
Sendo um pouco mais “lamechas” (romântica, talvez), este livro tocou-me de uma forma inexplicável. Apaixonei-me pela maioria dos poemas e ainda hoje, dou por mim a reler alguns dos meus favoritos.

Provavelmente, por esta altura já todas as pessoas leram este livro de Rupi Kaur, mas a quem não o leu: do que estão à espera? Além de ser um livro de leitura fácil e rápida, é um livro com uma beleza e profundidade enorme, que tenho a certeza que vos vais conquistar da mesma forma apaixonante com que me conquistou.

Angélica e Lorenzo (Linhas do Destino #1) – Lettie S.J. [Opinião]

19.7Título Original: Linhas do Destino
Publicação: 19 de Julho de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579579
PVP: 17,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 1 em 5 estrelas

Sinopse: Um amor escrito nas estrelas e o encontro de dois amantes num fulgor magnético que nada nem ninguém poderão separar. Um romance sensual, erótico, com protagonistas jovens (17 e 19 anos), que aborda problemas muito actuais, como o bullying e a violência no namoro, mas numa história irresistível, verosímil e de leitura imparável. A acção passa-se perto do Porto – na cidade da Póvoa de Varzim (onde a autora mora) e tem a originalidade e a força de ter como protagonista um par romântico muito jovem e de nacionalidades diferentes:- uma brasileira com um português-italiano.

Opinião: Acho que por gostar de Anna Todd e A.V. Geiger, que esperava gostar desta nova autora, que tal como as duas anteriores começou a sua vida de escritora no wattpad. Mas para minha desilusão, não gostei. Até me custa escrever esta opinião, pois não gosto falar mal de livros. Tento sempre ser o mais positiva possível em relação a um livro. Mas este livro não tem de facto quase nada de positivo. Talvez a sinopse seja o único ponto interessante, por trazer a ideia de um romance entre uma brasileira e um italiano-português, ou seja, duas pessoas de culturas e países diferentes. Um ponto que vai para a editora é a capa, que gostei quando comparada com a original. E aqui acabam os pontos positivos, infelizmente.

A escrita e a criação de diálogos foram pontos que deixaram pouco a desejar. Não é a escrita que esperava de uma autora que ganhou o prémio Wattys. Os diálogos surgem, juntamente com as cenas em que estes se inserem, de forma muito… teatral. Senti que estava a ler um diálogo retirado de um texto dramático, mas de uma forma negativa. Isto misturando com a narração das cenas de uma forma mais comum em livros, fica realmente confuso e detestei, sinceramente.
Os personagens são o ponto com que tive mais dificuldade, para além da história em si. Sobre Angélica não tenho muito a falar. Mas Lorenzo é um personagem extremamente irreal, o que consequentemente torna o romance irreal. É obsessivo, possessivo, agressivo ao extremo. Nem sequer falou com ela mas nesse mesmo momento, descreve-a como sendo sua. Se acham que a relação de Anastasia Steele e Christian Grey não tem nada de romântico, tratando-se de algo abusivo e possessivo em excesso, não conheceram esta. Ao fim de dois dias, já há envolvimento sexual, mas não ao estilo erótico, mas de uma forma extremamemente irreal. E o comportamento de Lorenzo é mesmo a pior a parte do personagem masculino.

A história é também irreal. Irreal, irreal, irreal… É o adjetivo que reflete o que este livro é. Ultrapassa as barreiras da fição e torna-se simplesmente chato. Os diálogos, os personagens, o drama, o romance. Nada saiu bem construído.
Não li o livro por inteiro, porque simplesmente não aguentei. Saltei cenas, páginas, mais a ler ao diagonal ou apenas diálogos porque esperava que o livro pudesse melhorar mas não melhorou. Foi um livro que, para desapontamento meu, não gostei e para o qual tinha algumas expectativas positivas, as quais foram alcançadas. Mas nem mesmo a literatura é perfeita certo?

Uma leitura com o apoio dePlaneta

O Milésimo Andar (The Thousandth Floor #1) – Katharine McGee [Opinião]

18582237_879879388837557_3434929627468688562_nTítulo Original: The Thousandth Floor
Publicação: 7 de Junho de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579340
PVP: 17,95€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.

Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

Opinião: O mundo que encontramos neste livro é sem dúvida um espelho do que vemos em Gossip Girl, mas de uma forma mais futurista, com uma torre de mil andares e robôs. E tal como na série que muitos conhecem, o livro não segue apenas a história de um personagem ou casal, mas sim de vários, pelo ponto de vista de apenas cinco personagens: Leda, Eris, Watt, Rylin e Avery. Ao inicio, foi meio que complicado assimilar tanta informação e personagens num curto espaço, mas após alguns capítulos, a sensação de confusão passa. Por causa disto, desisti do livro, pois não percebia como é que isto podia ser tão parecido à série de televisão que adoro. Mas ao dar uma segunda oportunidade, o vicio foi total. Li, li e li, sem parar.

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Não consigo escolher um personagem favorito, mas adorei principalmente o ponto de vista de Avery e Rylin, ambas com romances que só me deixaram mais agarrada ao livro. Avery e o seu amor pelo irmão, Atlas, foi o romance de que mais gostei por ser algo proibido. Rylin e Cord lembraram-me em parte Blair e Chuck, e OMG, como adorei este livro e os seus personagens! O mundo é simplesmente fantástico, mesmo que simples de uma forma positiva. Leda foi a personagem com a história mais previsível, sendo uma rapariga obcecada por Atlas, com sede de vingança. Watt é um personagem mais neutro mas que gostei de conhecer, principalmente por ter uma espécie de robô na sua cabeça o que o torna num hacker brilhante. Eris foi uma personagem confusa, confesso e talvez aquela que não me interessou tanto, porque parecia não se encaixar na história.

— Ainda bem que voltaste. Tive saudades tuas — disse ela.
— Também eu.
O silêncio prolongou-se. Avery queria continuar acordada, beber na presença de Atlas, mas o sono tinha mais força. Após um momento o rapaz levantou-se, saiu do quarto e disse, antes de fecha a porta devagarinho:
— Amo-te.
Também te amo, sussurrou o coração dela, repetindo a frase como se se tratasse de uma oração.

Gostaria de ter visto os pontos de vista de Cord e de Atlas, mas acho que ao mesmo tempo, não os ter, é o que traz mais mistério, o que facilmente deixa uma pessoa ainda mais presa à história por querer saber se os romances envolvendo estes dois personagens poderão ou não resultar.
Algo que gostei e trouxe algum equilíbrio ao que poderia ter-se tornado num mundo excessivamente cheio de raparigas mimadas da elite, foi o envolvimento de drogas e hackers na história, que são temas que espero que continuem a ser abordados no próximo livro!
O final foi um pouco surpreendente e chocante, e deixou-me em “pulgas” para ler o próximo livro, sem dúvida.  Já intitulada de “The Dazzling Heights”, a continuação será lançada ainda este ano, na sua língua original.

A conclusão a que chego com este livro é que todos os livros merecem uma segunda oportunidade, pois o que ao início parecia não ser nada de especial, acabou por agradar e muito! Para fãs de Gossip Girl, este é um livro mais que obrigatório. Mas é um livro que recomendo a outras pessoas, pois tenho a certeza que irão adorar conhecer os moradores desta torre de mil andares.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

O Boss – Vi Keeland [Opinião]

9789898869197Título Original: Bossman
Publicação: 24 de Julho de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869197
PVP: 17,69€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Quando o teu patrão é convencido, mas sedutor,
arrogante, mas sensual,
irritante, mas irresistível,
o resultado só pode ser um?
… horas extra… ordinárias.

Estás no primeiro encontro com um homem para lá de aborrecido. O que é que fazes? Finges ir à casa de banho, ligas à tua amiga e pedes-lhe que te ligue de volta, fingindo uma emergência que te tire dali, certo? Foi o que fiz. Até porque era mesmo uma emergência?
Mas um desconhecido ouviu a conversa, chamou-me pretensiosa e teve o atrevimento de me dar conselhos! Respondi-lhe que se metesse na sua vida ? na sua vida de homem alto, musculado, lindo de morrer e irritantemente convencido ? e voltei para a minha mesa deprimente.
De onde estava, não pude deixar de olhar para ele, acompanhado por uma loira bombástica. Típico! Quando me apanhou a olhar, piscou-me o olho, levantou-se com a sua bimba e dirigiu-se à minha mesa. Pensei que fosse denunciar-me, mas, em vez disso, fingiu que nos conhecíamos, juntou-se a nós, e partilhou histórias mirabolantes sobre um passado fictício entre nós… Tenho de confessar que o meu encontro passou de chato a estranhamente excitante.
Quando a noite acabou, não parei de pensar nele, mesmo sabendo que nunca mais o veria. Afinal, quais seriam as probabilidades de voltar a encontrá-lo numa cidade com oito milhões de pessoas? Quais seriam as probabilidades de, um mês depois, ele vir a ser o meu novo Boss?

Opinião: Como já disse, há livros cujas sinopses não espelham nem metade do quão bom esse livro é (ou mau). De forma positiva, isso é o que acontece com “Bossman”. A sinopse é sem dúvida apelativa e desperta a curiosidade para o que parece ser um bom romance erótico. Porém, o que encontramos dentro do livro é algo de uma qualidade muito superior ao que é hábito de encontrar em livros deste género. Vi Keeland conseguiu fazer o que parece que poucas autoras de eróticos conseguem: criar um romance com história, com um drama bem construído. Este não é um livro sobre o sexo entre uma mulher e o seu patrão. É muito mais que isso e é por isso que gostei imenso deste livro.

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Comecei-o ao inicio da noite e quando fui ver as horas, eram quase duas da manhã e já tinha o livro quase todo lido. Acho que isto resume o quão agarrada fiquei à história e à fantástica escrita de Vi Keeland. A escrita desta prendeu-me logo desde o inicio. É uma escrita intermédia entre o simples e o complexo, que traz fluência à história e que está simplesmente no ponto. Não é nem demasiado pormenorizada, nem demasiado vaga. Adorei a forma como a autora construiu a história e os seus personagens, com um drama fantástico. Adorei sobretudo que todas as cenas de sexo sejam curtas, sem muito excesso de descrição, pois um livro de romance erótico não necessita propriamente de páginas e páginas de descrição de uma cena de sexo, para ser bom.

— Já passa das 18 horas, por isso diz lá o que tens em mente.
Ele aproximou-se para se sentar de frente para mim e dirigiu-me o sorriso mais depravado que se possa imaginar.
— Ia apenas dizer que também trabalho melhor à noite.
— Imagino que sim, embora me estivesse a referir a reunir ideias sobre publicidade. Acho-me mais criativa à noite. Às vezes, depois de ir para a cama e apagar as luzes, surge-me uma ideia para algo que estive a pensar durante o dia inteiro.
— Eu também sou muito criativo quando apago as luzes e me meto na cama. Talvez devêssemos experimentar fazê-lo juntos um dia destes. Os resultados serão provavelmente incríveis, duas vezes mais criativos e tudo.

Ainda só tinha lido as cinco páginas e algo em mim já dava as 5 estrelas por garantidas. É por isso, que recomendo este livro a quem procura um livro deste género realmente bom, com uma história em vez de só sexo. Tudo neste livro tem o equilíbrio ideal. Vi Keeland conquistou-me com a sua escrita e personagens carismáticos, e espero em breve puder ler mais dela!

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Quando a Amizade me Seguiu Até Casa – Paul Griffin [Opinião]

Liv60710022_f.jpgTítulo Original: When Friendship Followed Me Home
Publicação: Julho de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722360043
PVP: 12,90€ – Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Ben é órfão, tem doze anos e nunca foi bom a fazer amigos. Depois de ter conhecido sucessivas famílias de acolhimento, está consciente de que as pessoas se podem afastar de um dia para o outro. Ben gosta de passar o seu tempo a ler livros de ficção científica. Porém, tudo muda na sua vida quando resgata um rafeiro que encontrou nas traseiras da biblioteca de Coney Island. Flip, o cãozito, leva-o a travar amizade com uma rapariga chamada Halley – sim, o mesmo nome do cometa.

Halley também devora livros e convence Ben a escrever um romance com ela. À medida que a escrita do livro avança, Ben vê-se confrontado com uma série de peripécias e com o significado da amizade e da família.

Uma história adorável que emociona e encanta qualquer leitor.

Opinião: “When Friendship Followed Me Home”, em inglês, foca-se principalmente na amizade que surge entre dois pré-adolescentes, Halley e Ben, quando este último resgata um cão. Fofo é o melhor adjetivo para se aplicar a esta história. É um pouco triste e ao mesmo tempo bonita, mas é sobretudo uma história fofa, que conquistará facilmente qualquer leitor.

E eis o que ele fez durante todo o dia, depois de a mãe ter ido para o trabalho. Nada. À exceção de ter ido ao meu cesto de roupa suja e tirado todas as cuecas cá para fora. Fez um monte com elas na entrada e ficou a suspirar, com os olhos na porta o tempo todo, até que  ̶  e isto é uma coisa maluca  ̶  se pôs num frenesim, a arranhar a porta uns cinco minutos antes de eu meter a chave na fechadura, como se tivesse Perceção Extrassensorial de que eu estava a caminho de casa.

Ao contrário do que pensava, a história não é sobre o cão mas sim sobre a influência e mudança que este traz para a vida de Ben. Por isto, o livro torna-se único e especial. Encontramos aqui a amizade entre uma rapariga, um rapaz e um cão e a forma como todos se apoiam uns aos outros. O cão é simplesmente querido e todos os comportamentos que Ben vê o cão ter, facilmente fizeram-me sorrir, pois quem tem um companheiro de quatro patas em casa, assim como eu, irá de certeza ver que afinal não é apenas o seu amiguinho que adora meias, por exemplo hehehe

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A escrita de Paul Griffin é leve e fluída, ideal sobretudo para o público mais jovem, mas este livro irá certamente fazer sorrir qualquer um, assim como me fez sorrir a mim. É um livro que tem uma história bela, mesmo com o seu final não tão positivo, que conquistará o coração de muitos leitores! Não se trata de mais um “Marley e Eu”, caso estejam a pensar nisso, mas sim de uma história sobre uma amizade únicas entre dois seres humanos e um amigo de quatro patas.
Desta vez, podem julgar o livro pela capa, pois tal como esta é lindíssima, também o interior do livro o é!

Para mais informações do livro “Quando a Amizade me Seguiu Até Casa”, clica aqui

Uma leitura com o apoio depresença

Reencontro com o Amor – Melissa Pimentel [Opinião]

19059612_1038062496327039_8719571313851834069_nTítulo Original: The One That Got Away
Publicação: 26 de Junho de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869135
PVP: 17,69€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: Ruby e Ethan eram perfeitos um para o outro…

Dez anos depois de se separar de Ethan, Ruby continua solteira e obcecada com a sua carreira e a vida agitada de Manhattan. Mas com a data do casamento da sua irmã a aproximar-se, Ruby terá de prescindir de uns dias da sua vida ocupada para viajar até Inglaterra.
Contudo, ausentar-se do emprego e dispor de uns dias para uma viagem não é o único problema de Ruby — Piper vai casar-se com o melhor amigo de Ethan, pelo que também este estará presente no evento.
À medida que o grande dia se aproxima, e enquanto ajuda nos preparativos para o casamento, Ruby terá de perceber se a escolha que fez no passado foi a correta. Passada uma década, poderão Ruby e Ethan retomar a sua história de amor?

Uma história apaixonante e muito divertida sobre o amor e o reencontro, que prova que existe sempre uma segunda oportunidade para ser feliz.

Opinião: É impossível não nos sentirmos cativados só pela sinopse, que faz lembrar um pouco de “The Wedding Date” (uma mulher contrata um homem para ser o seu par no casamento da irmã). Só por isto, sabia que o tinha que ler, pois adoro o filme! E claro, que o livro superou as minhas expectativas. Tinha aquele toque de drama, romance e comédia que encontramos no filme “The Wedding Date” à mistura de muitos outros pontos.
Ao contrário do que se pode pensar, esta não é apenas uma comédia romântica. É mais que isso. Sim, fez-me rir e adorei o romance que aqui encontrei, mas o vicio que senti por este livro é o que o torna tão diferente da história simples que pensava que ia encontrar aqui.

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Dependendo muito da autora e do tipo história, por vezes gosto de encontrar flashbacks num romance. E neste livro, o “antes” encaixa-se perfeitamente no romance, trazendo respostas às dúvidas que tive durante o livro. “Afinal, porque terminaram eles?” era a principal questão, mas havia também a curiosidade de ver como é que Ethan e Ruby se conheceram. Este “antes” poderia acabar por ser “palha” postar no livro para alcançar o dobro das páginas mas Melissa Pimentel conseguiu manter uma narração fluída e totalmente viciante. Sinto que sem estes flashbacks, a história seria apenas mais uma no meio de tantas outras que se focam neste tipo de tema. Então, é principalmente por isto que dei por mim a adorar uma comédia romântica, coisa que não é muito o meu género.
Gostei também dos personagens, todos muito diferentes e com personalidades engraçadas, típicas deste género.

– Porquê? Pensavas que os empregados de bar não sabiam ler?
Ela sentiu-se corar e ficou grata por estar demasiado escuro para ele notar.
– Não, claro que não. Acho que és o primeiro tipo que conheço que admite gostar da Jane Austen.

Para o livro ser perfeito, gostaria de ter visto um pouco mais da reatamento deste casal em vez da curta cena que a autora apresentou. Excepto isto: adorei, adorei, adorei! Foi um livro que me prendeu desde o inicio (mesmo já estando entusiasmada só pela sinopse”), com uma história muito divertida e única à sua maneira.

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Follow Me Back – Vê-me, Quer-me, Ama-me (Follow Me Back #1) – A.V. Geiger [Opinião]

350x (1)Título Original: Follow Me Back
Publicação: Junho de 2017
Editora: Verso de Kapa
ISBN: 9789898816610
PVP: 17,00€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: O mundo da Tessa Hart é muito pequeno. Confinada ao seu quarto por sofrer de agorafobia, o seu único escape é o fandom online da estrela pop Eric Thorn. Quando ele tweeta para as fãs, ela sente que ele está a falar diretamente com ela… Mas, apesar da popularidade, Eric Thorn vive num dilema porque se por um lado teme a obsessão excessiva das fãs por outro a sua equipa de relações públicas, não pára de «postar» e incentivar fantasias loucas para que Eric mantenha sucesso.

Quando um outro cantor pop é assassinado por uma fã, Eric sabe que, para se proteger precisa de destruir a sua imagem online, por isso, decide arrasar com a sua principal seguidora no Twitter, @TessaHeartsEric. Mas o seu plano falha e, ao contrário do que poderia imaginar, acaba por aprofundar ainda mais a relação que já tinha com esta fã. Quando os dois combinam um encontro no mundo real, o que poderia ter sido o melhor episódio de Catfish toma um rumo inesperado… Uma história escrita através de tweets, mensagens e transcrições policiais, este livro é um thriller romântico da geração online atual que irá manter-te em suspense do princípio ao fim.

Opinião: Sendo este o livro de uma autora do Wattpad, cujo o romance é criticado por Anna Todd, era óbvio que não iria deixar este livro escapar-me.

Ao inicio, encontramos várias transcrições de conversas entre Eric Thorn com a polícia ou esta com Tessa Hart. Logo aqui, é normal que a curiosidade vá começando a crescer à medida que se vai lendo o livro. Foi este o meu caso, pois queria realmente saber o que de facto aconteceria para que ambos os protagonistas acabassem no meio de um interrogatório. Adorei imenso todo o plot deste primeiro livro.

“Follow Me Back” é uma mistura entre um romance, com um estilo bastante simples mas tão, tão viciante, e algum thriller à mistura. Ambos os géneros foram desenvolvidos juntos de uma forma viciante, que ia deixando-me cada vez mais curiosa e agarrada ao livro, principalmente nas páginas finais.
Quem me segue, certamente que já deve saber que thriller não é muito o meu género mas este livro foca-se mais no desenvolvimento de uma amizade que acaba evoluindo para romance. A parte de thriller é simples, sem cenários e momentos muito prolongados ou descritivos. Isto é bom, pelo menos ao meu ver, pois vem dar um toque único e refrescante no meio do romance. Senti-me realmente presa ao livro, a partir do momento em que os relatórios da policia começaram a desenvolver-se mais e a revelar o porquê da história inclui-los.

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Adorei realmente este livro e a escrita de A.V. Geiger, que apresenta uma história fantástica. Adorei que a autora tivesse abordado um romance entre um famoso e uma fã, assim como as obsessões de fãs pelos seus ídolos. Nunca li nada assim antes e gostei imenso da forma viciante como Geiger decidiu misturar romance, obsessão e thriller. Mal posso esperar para ler o próximo livro e ver mais do romance de Eric Thorn e Tessa Hart!

Uma leitura com o apoio deversodekapa

The Call (The Call #2) – Peadar O’Guilin [Opinião]

19145901_1038050269661595_2266948253515354979_nTítulo Original: The Call
Publicação: Junho de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869081
PVP: 16,59€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Três minutos
Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida.

Dois minutos
Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir.

Um minuto
Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa.

Opinião: Ao fim de lermos algumas páginas de “The Call”, é impossível não nos lembrarmos de “Jogos da Fome” e de “Divergente”, tal como diz um dos critico deste livro. E que saudades que senti destas duas sagas, principalmente da da rapariga em chamas! Peadar O’Guillin traz-nos um livro com um mundo em que adolescentes são chamados, por três minutos, para a Terra Cinzenta, onde, na verdade, passam um dia inteiro, a tentar sobreviver e escapar às garras de seres, banidos para lá. Este tema lembra tanto The Hunger Games como Maze Runner, enquanto que toda a ação de treinar uma geração para sobreviverem a tal destino é algo que lembra “Divergente”. Só por isto, dei por mim a adorar rapidamente este livro e a devorá-lo com cada vez mais curiosidade.

O corpo do rapaz reaparece e cai com força no chão. Nessa sente-se aliviada por ver que não é um dos verdadeiramente horríveis. Não há nada ali para dar a volta estômago além de um pouco de sangue e de um par de minúsculos chifres a crescer da parte de trás do crânio. Os Sídhe conseguem ser muito mais criativos que aquilo e têm mesmo algo a que os peritos chamam «sentido de humor». Nessa estremece.

No entanto, um livro que poderia ser fantástico, fica-se apenas pelo “bom”, pois narrativa que o autor faz dos acontecimentos torna-se um pouco confusa por vezes. Não consegui imaginar por completo como seriam os Sídhe (na minha cabeça, imaginava os vampiros de The Strain, o que tenho a certeza que está bastante longe do que o autor imaginou). Houve muitas coisas que achei simplesmente confusas ou que não adicionaram nada de relevante à história. Não gostei também da narrativa feita no presente (“Ele vai até… Ele faz” em vez de “Ele foi até… Ele fez”), que sinto que tenha contribuído para esta narrativa confusa ou pouco organizada.

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Mas excluindo estes pontos, sim, gostei bastante deste livro, porque foi diferente dos livros que tenho lido deste género. Foi viciante, mesmo com uma narrativa confusa ou mal construída/organizada. Por ter um “plot” e personagens que lembram em muito “Os Jogos da Fome”, foi me impossível não adorar este livro, como já disse. Espero que no segundo livro, pois o romance entre Anto e Nessa soube-me a pouco e espero que este seja melhor desenvolvido na sequência que será lançado em Março do próximo ano, na língua original.

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