Leituras de Maio [Wrap-Up] – 2017

Mais um mês com tantas leituras que fantásticas! 13 no total. Não mais, porque também senti que precisava de uns dias de descanso, porque parece que não mas ler demais cansa, por mais que adoremos fazê-lo.

Obrigada, mais uma vez, a todas as editoras pelos exemplares cedidos!

– “Opposition” de Jennifer L. Armentrout
A Court of Wings and Ruin” de Sarah J. Maas
– “Shadows” de Jennifer L. Armentrout
Eternal Darkness – Oblivion” de J.F. Johns
– “Caraval” de Stephanie Garber
– “Fantastic Beast and Where to find them – The Original Screenplay” de J.K. Rowling
– “The Infernal Devices – Manga” de Cassandra Clare
– “Before, antes de Tessa” de Anna Todd
– “Ilhas de Paixão” de Miriam Hotchkiss
O Verão em que me Apaixonei” de Jenny Han
– “Isto Acaba Aqui” de Colleen Hoover
– “A Duquesa Inesperada” de Valerie Bowman
– “A Educação de Eleanor” de Gail Honeyman

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Honestamente, é me difícil apontar um favorito pois este foi, sem dúvida, o melhor mês de leituras que já tive e foram tantos os favoritos! Muitos trouxeram conclusão a séries, outros vieram me dar a conhecer novos mundos e novas autoras. Foi um mês cheio de surpresas!

Como foi o vosso mês quanto a leituras? Livros favoritos? Contem-me tudo nos comentários! hehe

 

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A Educação de Eleanor – Gail Honeyman [Opinião]

unnamedTítulo Original: Eleanor Oliphant is Completely Fine 
Publicação: Maio-2017 
Editora: Porto Editora 
ISBN: 9789720048981 
PVP: 17,70€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3/5 estrelas

Sinopse: Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal – ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond – o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras – e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.

Opinião: Foi a capa portuguesa, simples mas bonita, que me chamou à atenção para o livro. Comecei a lê-lo sem ter muita noção do que se tratava. Sabia apenas que é um livro que tem feito muito sucesso no estrangeiro, cuja classificação no goodreads é de 4 estrelas.

“Havia um distribuidor de gel desinfetante para as mãos à entrada da enfermaria e um grande cartaz amarelo por cima a avisar: NÃO BEBER. Haveria mesmo quem ingerisse gel desinfetante? Suponho que sim – daí o cartaz. Parte de mim, uma parte muito pequena, pensou brevemente em baixar a cabeça para provar uma gota só porque me estavam a ordenar que não o fizesse.”

O início desta história foi interessante mas ao mesmo tempo complicado para mim. Eleanor não é uma personagem fácil. Aos poucos fui habituando-me a ela, mas inicialmente a protagonista deixava-me “exausta” com a sua maneira de ser e com a forma como agia com certos assuntos ou situações. Porém, como disse, a história foi interessante também por este exato ponto, pois a personalidade de Eleanor deixava-me curiosa também, sobre o porquê de ela ser assim e se virmos bem o título original (ou até mesmo o nosso), compreendemos que há algo que a tornou assim. Se por um lado quase nada lia diariamente, por outro lado, pela mesma razão de quase não ler, sentia-me intrigada e foi exatamente por isso que não pus de lado o livro.

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Após habituarmos-nos à personagem, que é talvez o maior desafio aqui, a história flui normalmente, dividindo-se entre momentos engraçados e momentos mais tristes. Este livro deixou-me com “mix feelings” pois, para mim, todos os pontos negativos deste livro acabam por ser também positivos. O desenvolver da história, ao inicio, não faz muito sentido e acaba por ser um pouco exaustivo e servir de quebra na leitura, mas tudo o que acontece tem a sua importância para a história de Eleanor.
Esperava algum romance também, mas parece que o foco aqui era Eleanor e a sua procura por uma vida estável e normal, algo que, ao contrário do que ela pensava, esta não tinha, até conhecer Raymond, que é quem a vai ajudar.

Mesmo não tendo sido um livro que adorei, sei reconhecer que este livro é bom. O livro apenas não chegou a mim, não me conquistou. Mas o seu conteúdo e tudo o que trata está escrito de forma genial e peculiar, e só porque eu não adorei, não significa que outros não adorem. Por isso mesmo, recomendo a darem uma oportunidade a Eleanor e a Gail Honeyman que traz uma história divertida e única para o mundo da literatura.

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo

Literatura | “A Duquesa Inesperada” (Playful Brides #1) de Valerie Bowman — Opinião

aduquesainesperadaTítulo Original: The Unexpected Duchess
Publicação: Maio-2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898800978
PVP: 16,99€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Uma história deliciosa sobre desencontros, mal-entendidos e paixões escondidas.
Lady Lucy Upton é conhecida pela sua beleza exótica, mas também pela língua afiada que afasta qualquer pretendente. Apesar do mau feitio, ela é a pessoa ideal para ajudar a tímida Cassandra a desencorajar a corte do Duque de Claringdon, que está à procura de esposa.
Com palavras ousadas e desafios impróprios de uma senhora, Lucy torna-se a sombra de Cassandra, falando no lugar dela na altura de repelir o duque. Contudo, o duque é mais obstinado do que elas imaginavam, deixando Lucy surpreendida por encontrar alguém capaz de responder às suas provocações.
O que Lucy não sabe é que o duque não desistirá de Cassandra. Ele é um homem de honra. E a verdade é que, antes de regressar da guerra, o seu amigo Julian, às portas da morte, o fizera prometer que casaria com a jovem. Apesar de não a amar, Cassandra seria a esposa perfeita? se Lucy não metesse constantemente o nariz onde não é chamada! O pior é que agora o duque não consegue ficar indiferente à atrevida mulher! Como cão e gato, os dois iniciam uma perigosa batalha de temperamentos.
Mas a lei da atração dita que um deles terá de ceder?

Opinião: Pelo que me foi dito, a Topseller nunca antes tinha usado um casal numa capa, em que o homem estivesse de tronco nu. Quando a editora anunciou que iria experimentar usar uma capa desse estilo, fiquei bastante entusiasmada, pois conhecendo a Topseller, soube que esta não iria trazer-nos uma capa vulgar mas sim algo fantástico! Tal pensamento confirma-se. Adorei imenso a capa de “A Duquesa Inesperada”. É “sexy, sem ser vulgar”, como se diz no Brasil. É sexy mas ao mesmo tempo tem a sua dose de mistério. De todas as edições deste mundo, a nossa, ou seja, a Portuguesa, é a minha preferida! Parabéns e bom trabalho, Topseller!

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Facilmente dei por mim envolvida nesta história, só pelas primeiras páginas. Este livro lembrou-me imenso de “9 Regras a Quebrar para o Conquistar” (Sarah MacLean) e “Desejo Concedido” (Megan Maxwell) pelos seus dois personagens principais, respetivamente Lucy e o duque, pelas suas personalidades teimosas mas divertidas. Foi um casal fantástico, que adorei conhecer e que me rendeu várias gargalhadas.
A história é simples mas viciante desde do inicio, pelos seus personagens, pela forma como tudo se desenvolve. Esta não se desenvolve de forma muito detalhada e com muito drama, o que é algo que adoro em romances históricos e que adorei encontrar também neste livro de Valerie Bowam, que poderá ser facilmente uma “rival” de Sarah MacLean, pois ambas têm escritas simples mas extremamente lindas e envolventes.
Para além dos protagonistas, temos também Garret, o primo de Lucy, e as amigas desta, Cassandra e Jane, que são todos personagens que adorei imenso, principalmente Jane que é um “rato da biblioteca”. Como pode uma personagem destas não conquistar qualquer leitor?

O Guerreiro que tem que ficar com uma mulher mas que acaba por querer outra. Isto não é algo novo mas é o típico drama que uma fã de romances históricos, como eu, adora e ao qual se rende totalmente! Valerie Bowman conquistou-me sem dúvida, com esta história e espero puder ler mais dela no futuro, pois quero saber o que acontece e com quem ficam outros personagens como Cassandra, Garret e Christian, cujas histórias tenho a certeza que serão igualmente deliciosas.
Qualquer fã de Sarah MacLean irá decididamente adorar este livro!

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Isto Acaba Aqui – Colleen Hoover [Opinão]

18193978_1439119516111160_5804385360286614863_nTítulo Original: It Ends With Us
Publicação: Maio-2017 
Editora: Topseller 
ISBN: 9789898800985
PVP: 17,69€ – Compra-o em http://www.wook.pthttps://www.wook.pt/livro/isto-acaba-aqui-colleen-hoover/19337140
A minha classificação: 5/5 estrelas

[Esta opinião poderá conter spoilers, que estarão marcados a roxo. A sinopse contém spoilers também, pelo que não recomendo a sua leitura, caso queiram evitá-los]

Sinopse: O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa?
Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde?
Terá força para interromper o ciclo?

Opinião: Sendo este um livro de Colleen Hoover, não precisava de lê-lo para saber que se trataria de mais uma leitura de 5 estrelas. Colleen é talvez uma das poucas escritoras que não consegue arrancar de mim outra classificação que não seja um 5. Mesmo sabendo em parte o que esperar dos livros dela, outra parte de mim acaba sempre por ser surpreendida. É exatamente por isto que Colleen é uma das minhas autoras favoritas: por conseguir ser previsível e imprevisível ao mesmo tempo com as suas histórias fantásticas e de partir o coração.

“It ends with us”, em inglês, é um livro que tem dado o que falar, pelo que as minhas expectativas eram imensamente altas. Essas expectativas, como seria de esperar, foram correspondidas. Este é de facto o melhor trabalho de Colleen Hoover até à data, a nível de escrita e construção de história. Não é o meu livro favorito da autora no entanto, pois esse lugar irá pertencer sempre a “Confesso” (embora “9 de Novembro” esteja lá perto), mas está decididamente no meu top 3! É um livro com uma história forte, que me emocionou e que me deu muito que pensar, por tudo o que acontece, pelo tema que a autora decidiu abordar aqui e pelas razões pelas quais esta decidiu falar de tal assunto. Mesmo não tendo chorado, o que parece que aconteceu com imensas pessoas que leram também este livro, “Isto Acaba Aqui” é extremamente emocionante. Li-o já há alguns dias e senti que precisava primeiro digerir tudo o que vi acontecer ao longo das páginas, antes de escrever uma opinião, pois ao terminá-lo, depois de o devorar em poucas horas, não sabia o que pensar, o que sentir, tal era o turbilhão de emoções que sentia.

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Por norma, os homens que Colleen cria são “perfeitos”. Mas então o inesperado acontece: o homem perfeito, Ryle, aquele que pensamos ser o final feliz da protagonista, acaba por ser o “vilão”, o monstro da história, e isto chocou-me tanto, pois adorava-o. Por outro lado, temos o rapaz do passado de Lily, Atlas, que vamos conhecendo ao longo dos diários desta e pelo qual é inevitável não nos apaixonarmos. Tudo o que ambos passaram durante a adolescência de Lily é lindo e de partir o coração. É talvez o romance mais bonito e único que a autora escreveu até hoje. Já o romance dela com Ryle é também apaixonante ao inicio, pela dinâmica existente entre eles. No entanto, sei que este não era um livro focado no romance mas sim na vida de Lily e na forma como esta enfrenta o que muitas mulheres no mundo não conseguem enfrentar. E é por isto que o livro é tão forte, emocionante e chocante.

Mesmo depois de ter iniciado a escrita desta opinião, demorei algum tempo a escrevê-la entre apagar e reescrever vezes sem conta, pois é extremamente difícil pôr em palavras tudo o que sinto e penso acerca do que aqui encontrei. É um livro com uma história bonita e única mas ao mesmo tempo dura e real, que veio abrir-me ainda mais os olhos ao dar um visão mais aproximada do realmente é ser-se vitima de violência e preconceito. Pode não ser o meu favorito da autora (seria-o se tivesse um pouco mais do Atlas) mas é sem dúvida o que mais me marcou profundamente. 

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O Verão em Que Me Apaixonei (Summer #1) – Jenny Han [Opinião]

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Publicação: Maio-2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898800961
PVP: 15,98€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: «Toda a minha vida era medida em verões. Como se não começasse efetivamente a viver enquanto não chegasse junho, até estar naquela praia, naquela casa.»
Tudo o que é bom e mágico acontece durante o verão, e é a sonhar com o verão que Belly, de 16 anos, passa os seus dias. Para ela, os invernos são insuportáveis e sinónimo de estar longe de Jeremiah e de Conrad, os rapazes que Belly conhece desde a sua primeira estadia na casa de praia. Eles são os seus quase-irmãos, os seus inseparáveis parceiros de aventuras.
Até que chega aquele verão – maravilhoso e ao mesmo tempo terrível – em que tudo muda. Estas poderão ser as últimas férias que passam todos juntos na casa de praia. Chegou o momento de perpetuar memórias, confessar paixões escondidas e, acima de tudo, é hora de, finalmente, Belly começar a obedecer ao seu coração.
Um romance com sabor a mar e a liberdade, sobre crescer e apaixonar-se, deixando-nos a desejar por mais.

Opinião: A primeira vez que peguei em algum livro da Jenny Han foi o tão conhecido “A Todos os Rapazes que Amei”, mas foi exatamente por só ter lido as primeiras páginas, que disse “peguei” em vez de “li”. Algo não me agradou na altura. Talvez tenha sido a fase de descoberta géneros literários diferentes em que estava que me impediu de apreciar o que claramente é uma escrita leve e viciante. Na altura, parte de mim sentia que a “culpa” recai sobretudo sobre a escrita de Han mas tal opinião mudou agora que li este livro, que foi por acaso o primeiro publicado no estrangeiro pela autora! E para surpresa minha, não é que comecei a ler este livro e horas depois terminava-o? Uma parte de nós leitores orgulha-se sempre de ler um livro, de vez em quando, num dia, admitam! hehehe

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Do que observei, este é o livro com menos rating no goodreads, mesmo que quase alcance a média de 4 estrelas. Mas para mim foi definitivamente um 5 estrelas e sinto que esta média deveria ser mais alta, pois mesmo não tendo lido ainda os próximos livros da trilogia, sei que a minha opinião relativamente a este primeiro manter-se-á e que este livro definitivamente merece essa média mais alta pois é tal forma envolvente que proporciona-nos uma leitura totalmente viciante e deliciosa. Não consegui literalmente pousá-lo! Só queria devorar página atrás de páginas. A escrita de Jenny Han tem algo de mágico realmente por esse exato motivo. Tem uma narrativa e escrita simples, assim como história, mas há algo único na forma como ela decide desenvolver essa história. Este livro é um daqueles livros a que posso chamar de “fofo”. O romance tem uma beleza inexplicável, assim como os personagens, aos quais me rendi totalmente, principalmente a Conrad e Jeremiah pelas suas personalidades um tanto opostas uma da outra mas divertidas, cativando facilmente o leitor.

O meu cabelo estava caído e, desde o banco de trás, senti o Conrad a tocar-lhe, passando os dedos pela parte de baixo. Acho que até sustive a respiração. Estávamos em absoluto silêncio eu e o Conrad Fisher brincava com o meu cabelo.
– O teu cabelo é como o de um miúdo, está sempre desalinhado – disse ele suavemente. A sua voz fez-me tremer, parecia o som que a água faz quando se enrola na areia.

Gostei sobretudo que a protagonista mostrasse-nos episódios do passado, de Verões anteriores, permitindo-se ver como foi realmente que se desenvolveu o romance e outras ligações aos vários personagens que conhecemos logo nas primeiras páginas ou durante o livro. Cada visão sobre o passado acaba por ser importante de certo modo e obviamente que torna-se interessante conhecer mais do trio e dos seus Verões. Cada página do passado e do presente da história é absolutamente viciante, deliciosa, com um romance bonito e amizades divertidas que fazem qualquer um querer voltar à adolescência e viver um verão como o de Belly.

Jenny Han conseguiu consquitar-me e estou mais que ansiosa em continuar a ler mais dela. Enquanto não chega a tradução do próximo livro, irei dar uma segunda oportunidade a “A Todos os Rapazes que Amei” que tenho a certeza de que será uma leitura igualmente apaixonante e divertida.

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Ilhas de Paixão – Miriam Hotchkiss [Opinião]

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Publicação: Maio-2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579418
PVP: 17,76€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Em plena época vitoriana, Emily Newham, uma jovem inglesa, destemida, filha de um vigário de província, com uma paixão por cavalos e livros, consegue fugir à tirania familiar candidatando-se a um lugar de perceptora no estrangeiro.
Colocada nas remotas ilhas dos Açores, embarca para um futuro desconhecido e cheio de promessas.

Opinião: Sem expectativas e com algum medo talvez mas mesmo assim, curiosa… Foi assim que comecei a leitura deste livro, que acabou por me deixar bastante surpreendida e apaixonada pela história que nele encontrei. Miriam Hotchkiss é um pseudónimo de uma autora cujo o verdadeiro nome não foi revelado. Mesmo após pesquisar, a única conclusão que tirei foi de que este livro foi publicado originalmente pela nossa editora. Por outras palavras, somos o primeiro país a pegar nesta autora. Assim o suponho pois o goodreads não acusa o contrário. E é exatamente por isto que tinha certo receio do que poderia encontrar aqui: Não há opiniões, classificações, nada em relação a este livro. Mas ao mesmo tempo, o facto da história passar-se principalmente no Açores chamou imenso à minha atenção.

“Aquela romagem marítima de ilha em ilha, navegando sempre à vista de terra, enchia-a de deslumbramento. […] Quando, depois de São Jorge, ilha longilínea e escarpada como um dragão, aportaram por fim aos pés daquele gigante marinho, ela sentiu-se invadir por uma emoção inexplicável.”

Este livro tem, acima de tudo, um toque dramático ao estilo de Lesley Pearse. Digo até que este livro tem o melhor de duas autoras que adoro: Sarah MacLean e Lesley Pearse. Os longos parágrafos sem muitas falas e o tipo de drama e romance em partes os livros de Lesley Pearse, mas a forma como a autora decidiu escrevê-la, de uma forma absolutamente cativante, divertida numas partes, um pouco mais séria noutras, lembra-me tanto Pearse como Sarah MacLean. Foi este o principalmente factor do livro que adorei, sem dúvida! A escrita da autora é deveras fantástica, cativante, tendo nela um toque mais clássico como o que encontramos em livros de Jane Austen e outros grande autores de clássicos. Não consegui largar o livro de tal forma que o devorei em horas!

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De uma autora desconhecida, devido ao seu pseudónimo, nunca se sabe o que esperar quando nem o livro surge em pesquisas no google ou goodreads, quanto mais esta primeira. Mas fiquei de facto surpreendida pelo que encontrei. “Ilhas de Paixão” foi para mim uma leitura imensamente divertida e muito peculiar, pelo drama que se desenrola que é surpreendente e chocante ao mesmo tempo, pois nunca encontrei um “romance” assim. Mas é principalmente divertida a relação que Emily tem com os seus patrões, ao inicio, desenvolvendo-se mais tarde para algo mais sério que termina numa enorme critica à sociedade que até mesmo hoje ainda é um pouco conservadora e critica.
Apesar de não serem perfeitos, Willem e Gretchen foram personagens que adorei conhecer, assim como Emily, a cozinheira dos Van Dam e outros personagens. Achei-os todos muito bem construídos, cujas existências tinham a sua importância para o desenrolar da história.
Para mim, esta história vem, essencialmente, mostrar a forma como Emily explora o seu “eu”, ultrapassando ou não os limites, do que era ou não decente, que eram impostos às mulheres durante a época vitoriana, cuja a sua sociedade era ainda muito conservadora em relação a temas como liberdade, sexo, etc, quando se tratava do sexo feminino. Gostei realmente do tom divertido mas também sério que a autora decidiu dar à história, expondo assim uma critica à sociedade da época de uma forma cativante e nada aborrecida.

Pelo que é dado a entender no final do livro, poderá haver um segundo livro e espero que tal aconteça pois sinto que ainda há muitas mais aventuras para Emily viver!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Before – Antes de Tessa (After #6) – Anna Todd [Opinião]

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Publicação: Maio-2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722360289
PVP: 17,90€ – Compra-o em www.wook.pt ou em www.presenca.pt
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Antes de conhecer Tessa, Hardin era um jovem rude e atormentado.
O que terá acontecido para que ele se tornasse num revoltado badboy?
E o que se passava na sua cabeça antes de conhecer esta rapariga certinha de quem ele agora não conseguia afastar-se?
Narrado sob o ponto de vista de Hardin, Before acompanha de perto este complexo e cativante personagem, desde os seus problemas de infância até à complicada juventude.
Neste novo volume da popular série After, muitas serão as revelações inesperadas do casal que conquistou os corações de milhões de leitores em todo o mundo!

Opinião: “Before” não é exatamente um “antes”, como dá a entender. Mostra algumas partes do passado de Hardin, sim, inclusive das raparigas que passaram pela sua vida, como Molly e Natalie, contando, de forma curta, a história de como elas a cruzar-se com Hardin. Temos também uma explicação mais clara de como era a vida de Hardin antes de este mudar-se para os Estados Unidos, sobretudo da sua infância que foi o que começou a levá-lo a tornar-se na pessoa que é até conhecer Tessa. Mas o que temos como foco neste livro é o “durante” o inicio da sua relação com Tessa. Por outras palavras: temos acesso várias cenas do primeiro livro de After de Hardin.
No entanto, não era isto que eu esperava do livro pois o título passa a ideia de que o livro irá contar mais acerca do passado de Hardin, trazendo uma melhor explicação sobre o seu passado, até ao momento em que Tessa surje. MAS acabei por adorá-lo por completo, sendo este livro uma exceção à regra, pois o que geralmente acontece com um leitor é este não gostar tanto de x livro, por este ser diferente do que esperava a nível de história/conteúdo. Mas afinal de contas, é de Anna Todd que falamos. É de Hardin Scott que falamos! Seria impossível não gostar deste livro e sinto que dei por mim a gostar muito mais do livro exatamente por este ser diferente do que esperava.

“A cabeça de Tessa tomba para o lado, e eu afasto-lhe o cabelo da cara adormecida. Ela tem sido a minha calma, o meu fogo, o meu alento, a minha dor, e independentemente daquilo porque passámos, todos os segundos valeram a pena para alcançar a vida que temos agora.”

Há imensos pontos que aqui são explicados de forma melhor, principalmente a parte da aposta que Hardin faz no primeiro livro. Como esta surgiu… Quem não gostava da ideia e quem gostava. Há uma visão diferente dos acontecimentos, pois através de Hardin conseguimos perceber melhor certos acontecimentos. Vemos alguns personagens de uma perspetiva diferente, inclusive Steph e Molly que são as raparigas problemáticas e “mesquinhas” que conhecemos ao longo da série. Os sentimentos de Hardin e o que lhe passa na cabeça em relação a Tessa é, para mim, o mais interessante desta outra visão de After. No entanto, algo que não gostei, ainda falando deste ponto da visão de Hardin, foram as cenas de sexo que foram em excesso, na minha opinião, pois afinal estas aparecem também em After e os sentimentos de Hardin expostos nestes momentos não são de perto tão interessantes como seriam em outras cenas como a parte em que Tessa termina com Noah ou quando Hardin sente que pode perdê-la…

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O que também gostei imenso foram os capítulos finais que decorrem durante os eventos do último livro, bem como depois deste. Temos outros pontos de vista que trazem conclusão para a história dos respetivos personagens, excepto no caso de Landon, que teve já direito à publicação de dois livros sobre ele!
Se ficaram com dúvidas sobre o que lhes aconteceu, como eu fiquei, este livro irá dar-vos as respostas. Adorei, sobretudo, conhecer um pouco melhor do passado de Christian Vance com a mãe de Hardin e adoraria que a autora um dia escrevesse um pequeno livro sobre este par.

Juntando os sentimentos expostos de Hardin pela sua visão ao seu passado explicado de forma melhor, que permite-nos-á uma compreensão melhor da pessoa que este é até conhecer Tessa, dei por mim a gostar ainda mais deste personagem tão complicado mas ao mesmo tempo apaixonante.
Este livro é uma leitura obrigatória e necessárias, sem dúvida, para todos os fãs da série, pois vem por muitos pontos nos “is”, tal como vem também concluir a história de outros casais e personagens… “Before” é imperdível para os fãs de Hessa e dos livros que conquistaram tantos leitores ao redor do mundo!

Para mais informações sobre o livro “Before – Antes de Tessa”, clica aqui!

Uma leitura com o apoio depresença

Fantastic Beasts and Where to Find Them (Screenplay) – J.K. Rowling [Opinião]

30030950Publicação: Novembro-2016
Editora: Little Brown 
ISBN: 9781408708989 
PVP: NA – Variável de site para site – Compra-o em www.wook.pt ou compra a versão portuguesa em www.presenca.pt
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse (versão portuguesa aqui): When Magizoologist Newt Scamander arrives in New York, he intends his stay to be just a brief stopover. However, when his magical case is misplaced and some of Newt’s fantastic beasts escape, it spells trouble for everyone…

Fantastic Beasts and Where to Find Them marks the screenwriting debut of J.K. Rowling, author of the beloved and internationally bestselling Harry Potter books. Featuring a cast of remarkable characters, this is epic, adventure-packed storytelling at its very best.

Whether an existing fan or new to the wizarding world, this is a perfect addition to any reader’s bookshelf.

Opinião: Era para ter lido este livro, logo que o comprei em Dezembro. No entanto, como tinha visto o filme há pouco tempo, não senti grande entusiasmo em ler o screenplay, por ainda relembrar-me do filme por completo. Infelizmente, se tivesse previsto isto, poderia ter adquirido a versão portuguesa (adorei que tivessem mantido a capa). Decidi então que seria neste mês que iria ler o roteiro do filme e assim o fiz.

JACOB: Newt . . . I don’t think I’m dreaming.

NEWT: What gave it away?

JACOB: I ain’t got the brains to make this up.”

Foi ótimo voltar a entrar neste mundo, voltar a rever todos os personagens que conheci atráves do filme, principalmente Newt e as suas criaturas mágicas. Este roteiro é igual ao filme, sem tirar nem pôr. Ou se preferirem: o filme igualzinho ao livro. Claro que é, afinal é um screenplay. Porém parte de mim gostaria de ter visto alguns extras. Cenas que não tivessem sido postas no filme e que os produtores tivessem deixado apenas em papel. Algo mais, para tornar o livro um pouco diferente do filme e então ai justificar-se-ia um pouco a sua compra e leitura, pois afinal… eu vi o filme e o livro não veio adicionar nada. Por outro lado, o facto de ser igual ao que se encontra no filme, permite ao leitor, se este quiser, saltar as descrições dos lugares e das ações (num português formal, didascálias), focando-se assim nas falas, o que irá refletir-se numa leitura mais rápida mas não menos divertida. Sinceramente, eu saltei, pois não sentia necessidade de ler o que realmente estava a acontecer a nível de ação. As falas bastavam-me, para relembrar de x cena. Mesmo tendo passado já algum tempo desde o filme, ainda me lembro dele quase em pormenor, então foi fácil para mim, imaginar tudo. Praticamente, foi como se visse o filme de novo, pelo que foquei-me apenas nas falas.

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De certa forma, este livro é divertido e vem mostrar-nos muitos dos acontecimentos anteriores à época de Voldemort e de Harry Potter, mas considero que seja apenas uma forma de fazer os fãs, deste mundo de J.K. Rowling, gastarem mais dinheiro, pois como já disse… o filme mostra o mesmo, então porque não optar por apenas um deles? Sou fã [e maluca hahaha], então é óbvio que não podia deixar de comprar este livro, nem que fosse para colecionar. Porém não considero que a existência deste livro seja necessária, pois como já disse isto é apenas mais um item para coleção do que outra coisa. É apenas um pretexto para ganharem mais dinheiro, na minha opinião. Mas é J.K. Rowling, então, é óbvio que todos os fãs querem nem que seja uma bolacha em forma de niffler. É quase como uma doença ou obsessão: queremos sempre tudo que esteja ligado a este mundo que Rowling criou, por mais que algo possa parecer inútil ou desnecessário hahahaha

NEWT: See, they’re currently in alien terrain, surrounded by millions of the most vicious creatures on the planet. Humans.”

Apesar destes pontos menos positivos, dei 4 estrelas por ter gostado da história que foi escrita e por ser algo escrito por J.K. Rowling. O interior do livro e o pormenor na capa dura (como podem ver na imagem acima) são lindos e trazem alguma diversão e magia, com todas as ilustrações das criaturas mágicas, ao que poderia ter sido um livro simples apenas com falas, como acontece com The Cursed Child. É um roteiro divertido, bem criado e que veio trazer mais alguma magia aos fãs de Harry Potter assim como algo mais a colecionar hehe 

Caraval (Caraval #1) – Stephanie Garber [Opinião]

caravalPublicação: Janeiro-2017 
Editor: Hodder & Stoughton 
ISBN: 9781473629141 
PVP: NA – Variável de site para site – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse (versão PT-BR aqui): Welcome, welcome to Caraval?Stephanie Garber’s sweeping tale of two sisters who escape their ruthless father when they enter the dangerous intrigue of a legendary game.
Scarlett has never left the tiny island where she and her beloved sister, Tella, live with their powerful, and cruel, father. Now Scarlett’s father has arranged a marriage for her, and Scarlett thinks her dreams of seeing Caraval, the far-away, once-a-year performance where the audience participates in the show, are over.
But this year, Scarlett’s long-dreamt of invitation finally arrives. With the help of a mysterious sailor, Tella whisks Scarlett away to the show. Only, as soon as they arrive, Tella is kidnapped by Caraval’s mastermind organizer, Legend. It turns out that this season’s Caraval revolves around Tella, and whoever finds her first is the winner.
Scarlett has been told that everything that happens during Caraval is only an elaborate performance. But she nevertheless becomes enmeshed in a game of love, heartbreak, and magic with the other players in the game. And whether Caraval is real or not, she must find Tella before the five nights of the game are over, a dangerous domino effect of consequences is set off, and her sister disappears forever.

Opinião: Confissão do dia: Comprei o livro pelo design que a capa dura tem hahaha E caso estejam a questionar-se: calhou-me o relógio. Apesar de querer o vestido ou a rosa, após terminar o livro, o relógio passou a ter para mim um significado bastante bonito e único, pelo que fico feliz em ter sido esta a edição que me calhou!
Com certeza que muitos de vocês já ouviram falar deste livro. É um livro intenso e mágico com imenso hype, isto é, com bastantes criticas positivas, com 4,01 estrelas de média no goodreads, e que chegará Portugal ainda este ano pela Editorial Presença! Estão entusiasmados?! Eu estou, sem dúvida, pois pretendo reler o livro. Só por isto, já podem ver o quanto adorei este livro. Não consigo parar de pensar em Caraval, em tudo o que descobri ao lê-lo e no quão ótimo e mágico ele é. Não mágico no sentido de magia, apesar deste ter a sua quota de magia, mas sim por me encantar, por ser algo único e de outro mundo. É um livro que tenho a certeza que irá conquistar os leitores portugueses.

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Com ou sem expectativas, que no meu caso eram nulas, Caraval foi decididamente uma das minhas 10 leituras favoritas do ano até agora, se não uma das 5, sendo todo o seu sucesso e hype compreensíveis.
A escrita de Stephanie tem um toque “poético”, no sentido em que prende-nos por completo à história e aos seus personagens com a forma como descreve este mundo. Não de forma simples. Não de forma complexa. De uma forma… absolutamente mágica, que nos deixa fascinados e “esfomeados” por mais conhecimento deste mundo. Os personagens e o mundo que a autora criou são algo inexplicável, principalmente este último. Honestamente, eu adoraria viver em Caraval, mesmo com os seus pontos menos positivos, porque é uma cidade incrível, mágica, que encantou-me por completo. A história desenvolve-se de forma incrível, com uma outra ou outra parte mais parada ou confusão, porém muitas coisas serão reveladas ao longo do livro, maioritariamente no final, mas tudo o que é revelado e explicado nas páginas finais compensa, sem dúvida, esses momentos mais lentos.
Comecei a ler este livro sem saber o que esperar, pois não tinha prestado muita atenção à sinopse quando a li, mas aos poucos dei por mim a viciar-me nesta história, neste mundo e nos seus personagens, sempre querendo saber o que iria acontecer a seguir. Antes de Scarlett entrar na cidade de Caraval, há cenas desta e de Julian que me lembraram imenso filmes que adoro como “Piratas das Caraíbas” e só isso começou a prender-me imenso à história. Porém do nada a história trouxe-me várias reviravoltas fantásticas: cheias de surpresas, revelações chocantes ou engraçadas e descobertas relativas a esta cidade que Legend criou. ADOREI ESTE LIVRO COMPLETAMENTE!
A maior questão deste livro, pelo menos para mim, é: Quem é afinal Legend, o dono de Caraval? Desconfiei de vários personagens, principalmente de um deles na maioria das vezes e acabei por ser surpreendida no final. E é isto que torna o livro ainda melhor: o mistério em volta do dono daquela cidade mágica. Este foi o principal ponto que trouxe várias reviravoltas (plot twist) fantásticas, sem dúvida. Cada descoberta/revelação é surpreendente. Quando uma pessoa pensa que já sabe tudo ou que nada mais chocante pode acontecer, algo acontece.

“Whatever you’ve heard about Caraval, it doesn’t compare to the reality. It’s more than just a game or a performance. It’s the closest you’ll ever find to magic in this world . . .” (O que quer que tenham ouvido sobre Caraval, não se compara à realidade. É mais do que apenas um jogo ou um espetáculo. É o mais próximo que encontrarão de mágico neste mundo…)

Esta frase descreve perfeitamente o livro. Não sei se faz parte da sinopse ou  ou se é uma critica ao livro, mas é sem dúvida o que melhor resume o quão fantástico o livro é.

Stephanie Garber é uma escritora incrível e é já uma das minhas favoritas de 2017, e mal posso esperar pelo próximo livro, que será o segundo nesta duologia. Este segundo livro será uma “continuação” no ponto de vista de outra personagem. Mais não posso revelar pois o que suponho que seja a próxima história está diretamente ligado ao final.

Eternal Darkness – Oblivion (Eternal Darkness #2) – J.F. Johns

51QiUCgL8hL._SY344_BO1,204,203,200_Publicação: Março-2017
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: The world is divided between humans and cyborgs.
Scarlet Lock is neither.
She is a soldier created to kill on command, and is now in the hands of Lucian White, leader of the Revolutionaries.
Lucian and Scarlet share a past and now a future. They need to find the other X-Prototypes before the battle against the government begins.
Eric Thorn will stop at nothing to get Scarlet back while Andrew Silverstone needs to find Eric to save his sister.
It’s a race against time.
They must hurry or else, fall into eternal oblivion.

[Este exemplar foi me enviado pela autora, em troca de uma opinião honesta]

Opinião: Lembrar-me de um livro em pormenor, após ter lido dezenas depois de “Eternal Darkness” é dificíl, mas mesmo assim iniciei a leitura deste segundo livro com entusiasmo, pois gostei realmente do primeiro. O segundo é ainda melhor que o primeiro, sem dúvida! Ao inicio, não me recordava de x personagem ou de como é que a história tinha ido parar àquele ponto, mas aos poucos fui recordando-me e não foi difícil entre novamente neste mundo.

No primeiro livro, assim como a própria designação indica, temos o inicio da história. A introdução num mundo distópico. Há muito a assimilar: personagens, mundo, a ação passada e a presente. Neste segundo livro, com o mundo e os personagens já conhecidos, a autora traz-nos ação… muita mais ação, em relação ao livro anterior, sem dúvida, e adorei a forma como a desenvolveu! Embora tivesse achado um ou outro ponto confusão, acho que, para uma autora tão nova como a Jazmine, a escrita está boa e a forma como ela decidiu desenvolver a história está bastante acima do razoável. Não consegui largar este livro. Só queria ler, ler e ler, sempre curiosa com o que iria suceder-se.
O que gostei, acima de tudo, foi a parte final, mais especificamente, as últimas 100 páginas, que são as que mais ação têm. Temos também o desenvolvimento do romance entre a protagonista e o cyborg Eric, bem como a parte triste em que algumas personagens que adorava foram mortas. Quanto a este ponto de mortes… são mortes tristes mas que sei que foram essenciais para que Scarlet abrisse os olhos e percebesse finalmente o que tem que fazer para impedir que mais pessoas queridas a ela morram. Por outras palavras: Não consegui mesmo para de ler, pois a ação e todo o drama estavam tão bem desenvolvidos que agarram-me totalmente.

Comecei a gostar um pouco mais da protagonista, que começa a deixar de lado aquela face irritante dela, que ao parece que é um lado que todas as protagonistas de livros têm. Para além dela, também há outros personagens, obviamente, que continuam a crescer. Gostei principalmente de Madeleine, que era uma personagem que não me cativou tanto no primeiro livro. Apesar de não ter um papel muito importante (ao meu ver) nesta história, é uma personagem que conquista pela sua maneira de ser. Gostei também de Malcolm, que é engraçado e fez-me rir imenso ao longo do livro, juntamente com o grupo que Eric reúne para procurar Scarlet.

Num todo, sinto que gostei muito mais deste segundo livro, apesar de ter achado uma ou outra parte um pouco confusa. Sinto que houve coisas que ficaram por explicar ou que surgiram do nada, caídas de para-quedas mas teremos um terceiro livro, então estou curiosa com o que virá! Como eu disse à autora: Espero que a Scarlet, depois deste final, queime tudo e todos! hehe