Literatura | Leituras de Outubro e Novembro — 2017

Desgracei-me por completo quanto às leituras. Enquanto que os livros que chegam cá a casa são muitos, não posso dizer exatamente o mesmo das leituras. Obrigada querida faculdade (haha). Mas falando de faculdade… É verdade que o tempo para ler torna-se reduzido, no meio de tantos trabalhos e exames, porém estou a adorar por completo o meu curso (de Marketing), por isso não me aborrece tanto que tenha menos tempo para ler, dado que estou a fazer algo que gosto.

Outubro acabou por ser melhor que Novembro, mas de uma forma geral, ambos foram meses com leituras que há muito estavam na minha lista! Os meus livros favoritos foram, obviamente, “O Senhor das Sombras” e “O Olhar de Sophie” e um livro pelo qual me apaixonei por completo foi “Os 101 Dálmatas” na nova edição publicada Fábula.

Leituras Outubro:
O Ódio que Semeias de Angie Thomas
A Lógica Inexplicável da minha Vida de Benjamin Alire Sáenz
Sete Minutos Depois da Meia-Noite de Patrick Ness
Catarina de Bragança de Sarah-Beth Watkins
O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago
O Bibliotecário de Paris de Matt Pryor
— “Mulher Maravilha, dama de guerra” de Leigh Bardugo
Espada de Vidro de Victoria Aveyard
Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas
A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson
Contos Gregos de António Sérgio

Leituras de Novembro:
Nothing More de Anna Todd
O Senhor das Sombras de Cassandra Clare
A Coroa de Kiera Cass
Os 101 Dálmatas de Dodie Smith
O Olhar de Sophie de Jojo Moyes
“O Sol também é uma Estrela” de Nicola Yoon

Como foram as leituras por esse lado? 😉

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Literatura | “Espada de Vidro” (Rainha Vermelha #2) de Victoria Aveyard — Opinião

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Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730818
PVP: 18,80€ — Compra-o em www.saidadeemergencia.com ou em www.wook.pt
A minha classificação: 3 em 5 estrelas

Sinopse: O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma…

O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.
Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.
Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?
Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Opinião: Tinha começado a ler o livro em inglês, quando soube que o livro seria lançado em Portugal, algo que foi totalmente inesperado devido ao tempo que havia passado desde o lançamento do primeiro livro. Mas o que conta é que chegou finalmente ao nosso país!

E que mix feelings este livro criou em mim. Se por um lado, o inicio deste e parte da ação da história é desenvolvido exageradamente de forma lenta, por outro lado, o final deste livro foi ótimo, o que compensou um pouco os capítulos iniciais deste.

Devo dizer que esperava encontrar guerra, imensa ação, mas todo o “plot” girou em torno dos sanguenovos. Teria sido ótimo se a autora tivesse decidido abordar outros pontos da história, dado o potencial que este segundo livro tinha, depois dos acontecimentos finais de “Rainha Vermelha”. Mais de metade do livro pareceu um labirinto sem fim. Algumas coisas no livro confundiram-me também, principalmente algo que acontece mais para o final, que posso dizer (sem mencionar nomes) que trata-se da morte de um personagem. Senti que faltava algo e ao reler imensas vezes essa “declaração” de morte, fiquei sem entender como é que tal personagem morreu, dado que não vemos este acontecimento descrito por Mare. Foi como se esse “algo” tivesse sido cortado.

O romance entre Cal e Mare era algo que gostava de ter visto aparecer mais pontualmente, mas parece que livros deste género literário seguem sempre este padrão, de focar-se na revolução e na protagonista, então não vejo isto como um ponto fraco mas algo normal em livros de fantasia. É, no entanto, algo que espero ver mais desenvolvido no terceiro e quarto livro da série (este último ainda irá ser lançado) pois são um casal que adoro.

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Gostei bastante deste livro, ao mesmo tempo. A ação final é mesmo muito boa e deixou-me completamente agarrada ao livro até o terminar. Adorei ver os poderes de sanguenovos que foram surgindo ao longo da história. Algo que reparei é que muitos leitores não sentem empatia por Mare mas eu gosto bastante dela. Acho que é uma personagem real. Tem defeitos e tem virtudes, como qualquer pessoa. Não foi a típica protagonista que consegue tudo e que é adorada por todos, pormenor que gostei neste livro, por torná-la diferente de heroínas como Katniss (The Hunger Games) e Tris (Divergente).
Neste livro temos ainda mais mortes, algumas que me entristeceram, outras que me alegraram (muahaha) mas neste ponto, “Espada de Vidro” foi equilibrado e os capítulos finais são realmente bons. Só espero que o terceiro livro seja realmente melhor que este, como dizem. Se tivermos uma ação inteira como estas páginas finais, será de certeza o meu livro favorito.

Mal posso esperar pelo lançamento do terceiro livro por cá, que já se encontra publicado lá fora pelo nome de “King’s Cage” (“A Prisão do Rei” no Brasil). Com este final, a curiosidade para o que se sucede é muita, sem dúvida.

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Literatura | “O Bibliotecário de Paris” (Hugo Marston #6) de Mark Pryor — Opinião

22046098_1624478194241957_2471165114858968800_nTítulo Oríginal: The Paris Librarian 
Publicação: 11 de Outubro de 2017
Editora: Clube do Autor
ISBN: 9789897243912
PVP: 17,50€ — Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: A morte de um oficial nazi durante a ocupação de Paris pode ser a chave para resolver um mistério do presente.

O diretor da Biblioteca Americana em Paris é encontrado morto numa sala trancada. A polícia conclui que o homem morreu de causas naturais, porém o responsável pela segurança da Embaixada dos EUA tem a certeza de que algo errado se passou. A sua investigação leva-o até à cena do crime cometido durante a Segunda Guerra e as suas descobertas vão surpreender tudo e todos.

Opinião: Apesar de ser o sexto livro na série, não senti em momento algum que isso fosse uma barreira à leitura deste livro. Obviamente que existem pequenos pormenores que se relacionam com outros livros, pelo que a história dá a entender, mas foi nada que me impedisse de compreender a história e de entrar nesta.

Mesmo tendo lido poucos thrillers e livros de suspense-crime, parece-me que é normal que ache sempre este tipo de leitura mais lento, afinal existem imensos detalhes a serem absorvidos e, dependendo do quão bom um autor seja, há sempre aquela parte de nós, enquanto leitores, que irá assumir o papel do protagonista, passando assim parte do tempo a tentar desvendar mistérios. Por estes motivos, sinto que a leitura é mais lenta, e não por ser chato, algo que este livro de certeza que não é, com todo o mistério e ação!

Mark Pryor traz uma narrativa absorvente, detalhada, que nos faz avançar na leitura aos poucos, pelo papel de detetive que assumimos em conjunto com Hugo que foi um personagem que adorei conhecer.
Inesperado foi o final, em que o vilão era alguém que nunca me passou pela cabeça. Gosto de livros que sejam imprevisíveis e foi isso mesmo que esse livro foi. (Acho que) isto deve-se também ao facto de não ter lidos os livros anteriores, então talvez me tenha faltado certos pormenores dos volumes anteriores que neste livro teriam-me ajudado a terminar este “puzzle” mais cedo, mas adorei o mistério, sem dúvida!

Este foi um livro (e autor) que adorei, principalmente pela forma como, este último, desenvolve os seus personagens e ação. A escolha de cidade é também um ponto que me fez gostar ainda mais do livro. Afinal, quem não gostas de Paris? Os “porquês” dos crimes cometidos foi talvez a minha parte favorita de “O Bibliotecário de Paris”, por ser totalmente inesperado.

Um livro que recomendo, sem dúvida, mesmo que não tenham lido os volumes anteriores!

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Literatura | “Mulher-Maravilha, Dama de Guerra” (DC Icons #1) de Leigh Bardugo — Opinião

21617999_1614767448546365_4383650118130776551_nTítulo Oríginal: Wonder Woman
Publicação:
2 de Outubro de 2017
Editora:
Topseller

ISBN: 9789898869265
PVP: 18,79€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal!

Diana: Filha de Imortais

Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo.

Alia: Filha da Morte
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo.

Irmãs de Armas
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis. Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.

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Opinião: Quem viu o filme, certamente irá notar que existem certas parecenças entre ele e o livro, apesar de ambos terem argumentos um pouco diferentes, dado que não são baseados um no outro. Temos momentos parecidos como a apresentação de Diana a alguém, o facto desta salvar um humano (neste caso, temos uma Alia, em vez de um Steve), Diana a combater um vilão (que diga-se de passagem que acaba por ser tão chato e forçado como o do filme). Foram várias as parecenças que encontrei e a mim estas agradaram-me e muito, pois excepto um ou outro pormenor, eu gostei do filme, então era-me impossível não adorar este livro!

Depois de se ler alguns capítulos, facilmente nos sentimos envolvidos pela ação. Diana é uma personagem que até mesmo na literatura é divertida, com uma personalidade bastante cativante e característica. É a minha personagem favorita da DC, sem dúvida, então podem imaginar o meu entusiasmo para ler este livro.
Apesar de não achar que Leigh Bardugo é todo aquele “fantástico” que dizem, gostei da escrita dela e da forma como ela foi desenvolvendo a história, sem nunca esquecer a verdadeira essência de Diana.

O final foi bom, exatamente como eu esperava, mesmo tendo uma reviravolta que não me agradou muito, mas isto deu-se principalmente por eu gostar de determinado personagem e do futuro que este poderia ter na vida de Diana. Esperava realmente um pouco mais de romance (influências do filme), mas adorei a amizade de Diana e Alia, que foi algo que compensou imenso a falta de romance. É uma amizade lindíssima, forte, que nos faz querer mais aventuras entre esta humana e a princesa amazona

Mal posso esperar por ler os títulos seguintes desta coleção (“Batman” por Marie Lu e “Catwoman” por Sarah J. Maas), pois este primeiro foi excelente!

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Literatura | “O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago — Coleção Reino das Letras — Opinião

350xPublicação: 12 de Outubro de 2017
Editora: Porto Editora
ISBN: 9789720717788
PVP: 13,30€ — Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco.
Situada num tempo e num espaço indeterminados, a história do homem que queria um barco para ir à procura da ilha desconhecida promete ser a história de todos os homens que lutam contra as convenções em busca dos seus sonhos e de si próprios.

A Coleção Reino das Letras nasce da vontade de aliar a magia das melhores histórias de todos os tempos à leitura sempre renovada que delas podemos fazer. No Reino das Letras, o rei chama-se Sonho e a rainha Imaginação.

Opinião: Li este conto há uns anos, na escola, como leitura obrigatória, então podem imaginar o resultado desta primeira leitura. Pois é, dificilmente gostamos de algo que somos obrigados a ler. Foi também o primeiro livro de Saramago que li. Mas decidi uns anos mais tarde dar novamente uma oportunidade a este conto e que melhor altura se não agora com o lançamento do conto na coleção Reino das Letras?

Após ler já outras obras de José Saramago (as quais adorei), habituei-me ao seu estilo de escrita, pelo que permitiu facilmente apreciar este conto de uma forma diferente. Adorei-o sem dúvida. É um conto genial, com personagens memoráveis, principalmente a empregada de limpeza com a sua descoberta sobre a sua verdadeira vocação. Quem leu ou ler o conto, saberá a que me refiro! O quanto me ri e diverti com estas páginas (hehe)

E a acompanhar uma escrita única e fantástica, estão ilustrações giríssimas que pelo seu estilo, repleto de linhas retas e formas geométricas, sinto que acabou por combinar com a imaginação e talento de Saramago, que é um dos melhores autores alguma vez existentes na literatura nacional.

É óbvio que recomendo a leitura deste conto às pessoas de todas as idades, principalmente a quem sente que a escola não lhe permitiu apreciar de forma adequada o grande autor que Saramago foi.

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Literatura | “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” de Patrick Ness, com ilustrações de Jim Kay — Opinião

CAPA_Sete_Minutos_Meia_NoiteTítulo Original: A Monster Calls
Publicação: 18 de Fevereiro de 2015
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722354608
PVP: 13,90€ — Compra-o em www.presenca.pt ou em http://www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu. Mas não era exatamente o monstro de que Conor estava à espera…
A escuridão, o vento, os gritos. O mesmo pesadelo noturno desde que a mãe de Conor ficou doente. Tudo é tão aterrorizador que Conor não se mostra assustado quando uma árvore próxima de sua casa se transforma num monstro… Mas só o monstro sabe que Conor esconde um segredo e é o único a estar ao seu lado nos seus maiores medos.

Inspirado numa ideia original da escritora Siobhan Dowd, que morreu de cancro em 2007, Patrick Ness criou uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar.
É com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto que a fantasia e realidade se misturam em Sete Minutos Depois da Meia-Noite.

Opinião: As ilustrações neste livro são para mim o maior destaque. São lindíssimas e vêm ilustrar de uma forma incrível o que vai acontecendo ao longo da história. Sendo da autoria de Jim Kay (mais conhecido pelo seu trabalho nos dois primeiros livros de Harry Potter ilustrados), não esperava outra coisa, se não ilustrações magnificas.

Não tendo visto o filme antes, por opção, há muito que queria ler o livro, por este ser tão bem falado. Acabei por surpreender-me com o que encontrei. Achava que iria encontrar uma história sobre uma criança e o “bicho papão” mas dei por mim a ler algo comovente e genial. O cancro é um tema já muito abordado em livros, mas não deixa de ser triste encontrar personagens num livro que passem por isto. É a forma como o personagem principal, Conor, transmite o que sente e pensa em relação à mãe que me comoveu imenso e que facilmente me fez ficar agarrada a este livro. Foi impossível não adorar este livro desde o inicio.

Achei simplesmente fantástica a ideia do monstro, que acaba por ser, não uma figura que vem fazer mal a Conor, mas sim algo que vem ajudá-lo. As histórias que este conta são, para mim, o ponto mais cativante do livro, em conjunto com as ilustrações, pois todas têm uma pequena mensagem a passar.

“Sete minutos depois da meia-noite” é um livro que recomendo a todos os leitores de todas as idades pela forma única como Patrick Ness escreveu esta história.

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Literatura | “Catarina de Bragança — Princesa de Portugal, Rainha de Inglaterra” de Sarah-Beth Watkins — Opinião

Título Original: Catherine of Braganza — Charles II’s Restoration Queen
Publicação: 21 de Setembro de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722360890
PVP: 14,90€ — Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Obrigada a suportar as muitas amantes do rei, seu marido, e as contí­nuas conspirações para a afastarem do trono, Catarina de Bragança não foi uma monarca feliz. Durante o reinado de Carlos II, Catarina testemunhou situações dramáticas – guerras sucessivas, a Grande Praga e o devastador incêndio da cidade de Londres -, e passou por muitas adversidades e provações, como a sua incapacidade de ter filhos e, assim, de gerar um herdeiro do trono. Mas, apesar de tudo, Carlos manteve-se dedicado à sua rainha, que lhe sobreviveu. Já viúva, regressou ao seu país natal, e, perto do final da vida, foi rainha regente de Portugal. A biografia da princesa portuguesa que foi rainha de Inglaterra.

Opinião: Comecei a leitura deste livro com a ideia de que tratava-se de um romance-histórico, com alguma ficção talvez. Um estilo idêntico ao de Philippa Gregory, digamos. Acabei surpreendida ao descobrir que tratava-se antes de uma biografia. Nunca tinha lido uma anteriormente, simplesmente por não ter interesse. Porém adorei imenso esta biografia de Catarina de Bragança! Esta foi talvez a situação mais engraçada da minha vida enquanto leitora: Não tinha interesse num dado género e quando dou por mim, estou a ler um livro desse género, que dei por mim a apreciar bastante.

Esta biografia, escrita por Sarah-Beth Watkins, apresenta-nos a vida de Catarina enquanto Rainha de Inglaterra e, mesmo que por poucas páginas, Rainha-regente de Portugal. São nos dadas muitas informações, detalhes, da vida da princesa portuguesa, desde o momento em que esta parte de Portugal, para se casar com o rei de Inglaterra, Carlos II. Esta era uma figura histórica que pouco conhecia e cuja vida gostei de conhecer. Quem gosta de história, adorará este livro, tenho a certeza.
A leitura foi um pouco lenta, para quem lê facilmente um livro de 200 páginas num dia, mas isto deve-se à quantidade de detalhes que a autora trouxe para esta biografia e, como nunca li um livro histórico de não-ficção antes, senti necessidade de fazer pequenas pausas entre capítulos, para absorver toda a história que fui conhecendo. Como amante de história monárquica, gosto de “armazenar” ao máximo toda a informação possível, por isso acabei por ler esta biografia muito mais devagar do que o normal!
Gostei também da forma como a autora decidiu abordar vários pontos da vida de Catarina e da sua escrita, que nos prende facilmente numa leitura fluente (mesmo que lenta, pelas razões já mencionadas).

Este é o livro ideal para levarmos na nossa mala, numas férias, sem dúvida. Mesmo os fãs de Philippa Gregory, adorarão a escrita de Sarah-Beth Watkins e a figura histórica memorável que Catarina de Bragança foi!

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Literatura | “A Lógica Inexplicável da Minha Vida” de Benjamin Alire Sáenz — Opinião

9789898869371Título Original: The Inexplicable Logic of My Life
Publicação: 18 de Setembro de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869371
PVP: 17,69€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: O que é afinal uma vida normal?
O início de vida de Sal foi tudo menos vulgar. A sua mãe, no dia em que soube estar grávida, abandonou o namorado, um tipo violento, e foi viver com o seu melhor amigo, Vicente. Três anos depois, a mãe de Sal faleceu de cancro. Mas, antes, casou com Vicente para que este pudesse adotar o bebé e dar-lhe uma vida melhor.
A admirável capacidade de questionarmos a vida.
Aos 17 anos, apesar de ter o melhor pai adotivo que se possa imaginar, Sal vive com muitas perguntas sobre o seu passado e a sua identidade. E no momento em que tem de tomar decisões importantes sobre o seu futuro, como a ida para a Universidade, a pressão leva-o a reagir a tudo com violência.
Um livro em que a ternura irradia das páginas.
No entanto, Sal não está sozinho, tem dois grandes amigos, Samantha e Fito, que também têm histórias familiares invulgares. Juntos, os três amigos vão à procura das respostas de que precisam, percebendo, pelo caminho, o valor da amizade, a importância dos laços familiares e como todos somos perfeitamente imperfeitos.
Uma história envolvente, que promove valores como a aceitação, a amizade e a busca por uma identidade.

Opinião: Mais conhecido no estrangeiro pelo livro “Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe”, Benjamin Alire Sáenz estreia-se em Portugal com o seu mais recente livro “A Lógica Inexplicável da Minha Vida”. Pelo enorme sucesso que este autor tem sido em outros países, nomeadamente no Brasil, senti imensa curiosidade em ler algo dele.

Esta história apresenta-nos personagens bastante diversificadas, divertidas e memoráveis. Gostei sobretudo de Samantha e do pai de Sal. Este último é para mim o destaque deste livro, cuja a presença na história torna-a melhor e, deste modo, encontramos neste livro uma leitura fluente, que nos prende facilmente desde o início. O tema de LGTB é algo que tem vindo a surgir cada vez mais na literatura, maioritariamente na categoria contemporânea e young-adult e não poderia deixar de adorar ver este tema inserido nesta história. O romance entre Vicente e Marcos é talvez a minha parte favorita do livro e adoraria que o autor escrevesse no futuro uma história (spin-off) destes personagens, quando estes se conheceram, incluindo, claro, a mãe de Sal, personagem que gostei, mesmo conhecendo a sua personalidade apenas pela carta que esta escreve a Sal.
Gostei bastante da escrita de Benjamin, que é simples e envolvente, e mal posso esperar por ler mais deste autor, principalmente o livro pelo qual este é mais conhecido!

Apesar deste livrinho pertencer à sub-chancela da Topseller, TopsellerBliss, recomendo-o a todas as pessoas que gostem de young-adult, porque é um livro comovente e lindíssimo e que tenho a certeza que irá encantar qualquer pessoa que o leia!

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Literatura| “Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe” com ilustrações de artistas nacionais — Opinião

Resultado de imagem para os melhores contos de edgar allan poePublicação: 8 de Setembro de 2017
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730757
PVP: 24,40€ — Compra-o em www.saidadeemergencia.com ou em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Edição de luxo de capa dura, com 28 histórias de terror ilustradas por 28 artistas nacionais.

Quem foi Edgar Allan Poe? Um bardo tocado pelos deuses ou nada mais do que um homem atormentado pela loucura e pobreza e que desapareceu misteriosamente nos últimos dias antes da sua morte?

As histórias que deixou para trás mostram como o seu génio literário não se detinha perante nada. Abriu novos caminhos de ficção e tornou-se assim pai de histórias de detetives, pioneiro na ficção científica, um mestre do suspense e horror.

Reconhecido como uma das vozes mais influentes e inspiradoras do século XIX, a presente edição especial convida-o a apreciar 28 dos melhores contos do autor ilustrados por artistas nacionais, dando a conhecer o legado de Edgar Allan Poe a novas gerações.

Opinião: Uma nova edição de contos de Edgar Allan Poe chega as livrarias pela editora Saída de Emergência. O que torna esta edição especial em relação as outras? Esta lindíssima edição em capa dura traz-nos diversas ilustrações realizadas por ilustradores lusófonos. Não só este livro tem uma fantástica tradução do inglês para o português como também tem um toque nacionalista ao introduzir trabalhos de ilustradores portugueses.

Para quem não conhece contos ou poemas de Edgar Allan Poe, as suas obras trabalham imenso os temas do amor contra o ódio, o Eu poético contra o alter-ego, o poder da morte sobre a vida, temas com um espírito um tanto obscuro.
Por exemplo, no conto “A Queda da Casa de Usher” (que é um dos seus contos mais conhecidos) a essência da historia envolve a morte de uma mulher, o momento em que esta é enterrada e o momento em que ela se levanta da sua sepultura mostrando-nos um pouco da obsessão que Poe tinha sobre o oculto, vida e morte.

Nesta edição também temos a oportunidade de ler o conto “O Gato Preto” que remete a 2017-10-03 11.16.59 1.jpghistoria de um homem que (sem incluir os detalhes macabros) acabar por matar o seu gato e no final é assombrado pelo mesmo. Tais assombrações iniciam-se no dia em que o narrador coloca fim à vida do gato, Pluto, e não estamos a falar de um espírito de um belo animal a passear pela casa durante o meio da noite mas sim de assombrações como a casa do narrador arder destruindo assim todas as suas posses. Assombrações como a imagem de um gato com uma corda ao pescoço se encontrar na única parede que não caiu devido ao fogo.
Sem mais “spoilers” sobre os diversos contos deste autor clássico, podemos muito bem ver um padrão, o qual já havia menciona. O macabro é o tema que mais se assemelha com Poe e para aqueles que ainda não tinham lido nada dele ou já tivessem certa curiosidade em relação aos seus contos, agarrem nesta edição pois vão devorar todos os contos aqui incluídos, com a ajuda das ilustrações que dão um toque mais sinistro a todas estas historias.

Uma leitura com o apoio desaida de emergencia

Literatura | “O Ódio Que Semeias” de Angie Thomas — Opinião

Resultado de imagem para o ódio que semeiasTítulo Original: The Hate U Give
Publicação: 21 de Setembro de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722360920
PVP: 17,50€ — Compra-o no site da editora em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.

O Ódio que Semeias é um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência. O livro está a ser adaptado ao cinema e conta com Amandla Stenberg no papel principal.

Opinião: É tanta a notoriedade que este livro tem, que as expectativas, por aqui, eram altas, assim como o entusiasmo para ler este livro era muito. E este livro correspondeu a essas expectativas, sem dúvida.

Comovente, real, genial, revoltante, lindíssimo e, principalmente, poderoso, este livro tem tudo o que eu esperava e muito mais. Adorei-o imenso, como já devem ter percebido. Surpreendi-me imenso com o que aqui encontrei, com a sua história e personagens. Ambos são de tal forma cativantes, que não consegui largar este livro, principalmente na terceira parte do livro, em que a curiosidade para saber o desfecho do livro era muita.
A forma como Angie Thomas aborda este tema de violência e de discriminação contra a raça negra é simplesmente incrível, pois mostra-nos a dura e triste realidade destas pessoas de forma mais próxima. Foi com facilidade que me senti envolvida nos cenários que surgem ao longo do livro, com o coração apertado e emoção.
No fim, esta história foca-se em vários assuntos, no meu ponto de vista, e por isso gostei ainda mais desta. As páginas finais deixam qualquer leitor a desejar mais, pelo desfecho que estas nos apresentam. Contudo, considero este o final ideal do livro, pois a vida não é um conto de fadas e nem mesmo na fição é regra termos uma final feliz ou perfeito.

“The Hate U Give”, em inglês, é um livro que deve ser lido por todos, sobretudo por esta nova geração que está agora a formar o seu pensamento em relação à sociedade e à vida. Este livro é importante por várias razões, particularmente pelas mensagens que passa-nos. A história que aqui encontramos é, sem dúvida, a representação da vida de muitas famílias por todo mundo, e por isso as palavras de Angie Thomas merecem ser lidas: pela realidade que estas mostram.

Uma leitura com o apoio depresença

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