Literatura | Leituras de Agosto e Setembro — 2017

Sempre atrasada nesta rubrica, eu sei! Mas com todas estas mudanças e adaptações relativas à faculdade, o tempo é cada vez menos… 😦

O mês de Agosto sempre foi melhorzinho que os anteriores mas finalmente consegui regressar ao ritmo habitual de 10 livros por mês!

— “A Mulher do Camarote 10” de Ruth Ware
— “Guarda-me para Sempre” de Brigid Kemmerer
Antes de Ires” de Clare Swatman
— “Julgamentos que mudaram a história” de Ana Margarida de Carvalho
— “Vitória, a Jovem Rainha” de Daisy Goodwin
— “Uma Mulher em Fuga” de Lesley Pearse
— “A Ilha das quatro estações” de Marta Coelho

Mitologia Nórdica de Neil Gaiman
Mulheres Perigosas de George R.R. Martin e outros autores
Carry On de Rainbow Rowell
Um Mais Um de Jojo Moyes
O Amor que nos Une de Megan Maxwell
Foste Sempre Tu de Carrie Elks
O Diário de Anne Frank de Ari Folman
Os Passageiros do Tempo de Alexandra Bracken
A Condessa Acidental de Valerie Bowman
As Mulheres no Castelo de Jessica Shattuck

Já leram algum destes livros ou pretendem ler? Como foram estes últimos meses quanto a leituras por esse lado? 😉 

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Literatura | “As Mulheres no Castelo” de Jessica Shattuck — Opinião

Título Original: The Women in the castle
Publicação: 4 de Outubro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579777
PVP: 18,85€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Baseado numa história verídica.
Na guerra fizeram escolhas impossíveis, agora têm de viver com elas.

Três mulheres, assombradas pelo passado. Marianne von Lingenfels volta ao castelo abandonado, dos antepassados do marido.
Para cumprir a promessa que fez aos corajosos companheiros do marido: encontrar e proteger as suas mulheres no meio das cinzas da derrota da Alemanha nazi.

Um livro com uma pesquisa histórica rigorosa e que oferece um novo olhar e novas realidades da Segunda Guerra Mundial, um dos períodos mais lidos da nossa história.

Opinião: Não sabia exatamente o que esperar deste livro. Talvez um drama, e algum romance, passado durante a segunda guerra mundial, foi o meu pensamento ao ler as primeiras páginas… Mas nunca esperei que o ponto histórico fosse abordado e descrito neste livro da forma como o foi.

Foi esta a parte de “As Mulheres no Castelo” de que mais gostei, de facto: toda a história, nesse mesmo sentido, desde os Nazis, Hitler ao pós-Segunda Guerra Mundial. É notável a enorme pesquisa que a autora fez, dado que esta demorou 7 anos para escrever este livro, pois Shattuck fala desta fase da história da humanidade de forma extensa, repleta de detalhes que nos prendem ao livro. Surpreendi-me imenso com isso, de forma positiva, e adorei ter acesso a uma visão ampliada do que foi realmente a guerra e o poder de Hitler sob a Alemanha.

Apesar disto, a história, no sentido de premissa e do ponto principal deste livro (as 3 mulheres), é um pouco confusa, parecendo que a autora inseriu certos personagens ou momentos de forma aleatória, sem razão alguma. Não entendi bem o tema central deste livro. A escrita da autora não ajudou muito, pois tornou a leitura, em certos momentos, lenta. Apesar de ter adorado a larga e detalhada visão que a autora traz-nos da Segunda Guerra Mundial, infelizmente esta vem fazer sombra ao que deveria ter sido, na minha opinião, o principal deste livro: a história das três mulheres. Mas, como disse, por outro lado, essa “sombra” foi um ponto que simplesmente adorei e que compensou em muito este pequeno ponto impreciso.
No entanto, adorei Benita e Ania. Marianne nem tanto, pois achei-a um pouco chata, cujo o papel na história torna-se incompreensível e por vezes supérfluo. Mas as outras duas mulheres e as suas vidas são simplesmente tristes e comoventes. Esperava ter encontrado um final diferente do que encontrei, neste livro, mas mesmo assim, adorei-o, principalmente as suas últimas páginas.

Para quem procura um romance, poderão ficar um pouco desiludi-dos, pois sinto que o que Jessica Shattuck trouxe-nos foi um livro cheio de história e muitos detalhes, o que encantará certamente quem adora história, por isso são a essas pessoas, que adoram história, que recomendo este livrinho!
“As Mulheres do Castelo” é um livro fenomenal — apesar de distanciar-se (talvez) do principal — que adorei e que me marcou pela diegese de uma época tão negra da história da humanidade.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “A Condessa Acidental” (Playful Brides #2) de Valerie Bowman — Opinião

Título Original: The Accidental Countess
Publicação: 18 de Setembro de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869289
PVP: 16,99€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Uma história de amor encantadora, inteligente e espirituosa.

Lady Cassandra Monroe esperou sete longos anos por que o homem dos seus sonhos, o Capitão Julian Swift, voltasse da guerra. Escreveu-lhe durante todo o tempo em que ele esteve fora e agora, por fim, ele regressou. Infelizmente, Julian está comprometido com Penelope, prima de Cassandra…
Julian regressa com a intenção de romper o seu compromisso com Penelope e procurar Cassandra, mas esta não o sabe, julgando que Julian nunca poderá ser seu. É então que a sua amiga Lucy tem a ideia de apresentar Cassandra a Julian como Patience Bunbury, de modo a aproximá-los.
Patience não existe, é apenas uma amiga que Penelope inventou para escapar a obrigações sociais. Só que Julian fica encantado com esta bela e sensual dama, não percebendo que se trata, na verdade, da mulher que realmente ama.

Poderá uma grande farsa conduzir ao verdadeiro amor?

Opinião: Com uma capa ainda mais bonita e com uma história igualmente apaixonante e divertida, este segundo livro da série Playful Brides é, na minha opinião, ainda melhor que o primeiro, “A Duquesa Inesperada“. Desde que conheci Cassandra e o seu amor por Julian no livro anterior, que queria ver mais deste casal, por isso imaginem a minha alegria quando soube que vinha a caminho um novo livro desta série a falar exatamente deles!

Tal como acontece nos livros de Sarah MacLean, nos livros de Valerie Bowman voltamos sempre a reencontrar personagens anteriores ou até mesmo a conhecer futuros possíveis casais, o que é algo que simplesmente adoro, por trazer uma maior fluência à leitura de cada livro, cativando-nos a continuar a ler esta série.
Cassandra é uma rapariga mais calma mas de quem gostamos facilmente. Os planos em que esta se vê metida graças Lucy, vêm trazer um lado divertido a este livro. De facto, este livro não teria sido tão divertido, se não tivéssemos Lucy de volta, a fazer-nos rir com tantos esquemas inacreditáveis.
Gostei muito mais de Julian, do que Derek, por várias razões, sendo a principal o seu passado e a forma como ele lida com ele. Senti que houve algum toque mais dramático neste segundo livro, devido a esse passado e adorei-o por completo!

Julian e Cassandra juntos formam uma dupla apaixonante, sem dúvida. São o meu casal favorito da série até agora e espero encontrá-los nos próximos livros.
Valerie Bowman conseguiu mais uma vez prender-me à sua narrativa lindíssima e absorvente. É impossível não devorarmos este livro em horas, pois o romance e personagens que encontramos nos seus livros são simplesmente magnificos.

Uma leitura com o apoio de554f9-logo_topseller_lema

Literatura | “Foste Sempre Tu” de Carrie Elks — Opinião

Título Original: Fix You
Publicação: 6 de Setembro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579760
PVP: 16,90€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Na véspera de Ano Novo, 1999, Hanna e Richard conhecem-se e a atração é imediata, mas os seus mundos são muito diferentes. Ela é inglesa e tem planos para uma carreira no jornalismo, ele é filho de um rico norte-americano e está destinado a Wall Street. Hanna e Richard voltam às suas vidas, mas mantêm o contacto.
Até ao dia em que se encontram em Nova Iorque e tudo muda. Depois de uma noite apaixonada, tentam fazer as coisas funcionar, mas nenhum deles imagina as formas como o o amor de ambos será desafiado.
Quinze anos depois, nenhum deles suporta ouvir o nome do outro. Até que um dia Hanna irrompe pelo escritório de Richard e revela-lhe um segredo explosivo. Richard tem de decidir se a perdoa, e ambos precisam de decidir se dão uma segunda oportunidade à felicidade ou se a sua história de amor já acabou.
Vale a pena dar uma segunda oportunidade ao amor?

Opinião: Ultimamente, a Editorial Planeta tem nos trazido romances tão bons! Depois de “Antes de Ires“, de Clare Swatman, chega-nos um novo romance de uma autora nova: “Foste Sempre Tu” de Carrie Elks.
A sinopse foi o que mais me cativou, mas o que encontrei no livro foi algo um pouco diferente do que realmente esperava. Porém, esse “algo” veio a ser um factor que melhorou em muito livro. Adorei, por completo, seguir os vários flashbacks que nos vão sendo dados das vidas de Hanna e de Richard e dos seus encontros ao longo dos anos até ao presente, que ao contrário do que esperava acaba por ser apenas uma parte e não o foco. Isto ao meu ver, claro.

O “segredo explosivo” acaba por ser algo vulgar, que tira um pouco da graça à história que acompanhamos já no presente. Esperava realmente algo explosivo, surpreendente. Mas depois de passada a pequena desilusão deste segredo de não ser nada por ai além, dei por mim a gostar bastante do “presente” da história e do desenvolvimento desta, assim como da sua conclusão.

Gostei imenso da escrita de Carrie Elks, que proporciona-nos horas de uma leitura fluente e envolvente, e do romance que esta desenvolveu neste livro. Alguns aspetos poderiam ter sido melhorados, claro, mas adorei esta história. Este livro é repleto de personagens divertidos e refrescantes, com um romance que nos prende desde as primeiras páginas.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “Os Passageiros do Tempo” de Alexandra Bracken — Opinião

Título Original: Passengers
Publicação: 7 de Junho de 2017
Editora: Marcador
ISBN: 9789897543166
PVP: 18,95 — Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.
Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.
Os Passageiros do Tempo acompanha Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, que embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.

Opinião: Toda esta premissa de viajar no tempo, com protagonistas de diferentes épocas, lembra em muito “Outlander”. Pelo menos, foi isto que começou por me fez querer ler este livro. Por ser muito bem falado lá fora, e mesmo não gostando muito de ler livros com demasiado hype, fiquei com expectativas altíssimas.
Apesar de não o ter adorado como esperava, gostei de vários momentos desta história e dos seus personagens, principalmente da “espécie” mágica que aqui encontramos.

Durante a leitura de “Os Passageiros do Tempo”, dei por mim numa confusão de sentimentos (a tão conhecida “mix feelings”). Ora gostava do livro, ora não gostava. Ora sentia-me totalmente agarrada ao livro, ora aborrecia-me. O livro é bom e tinha potencial para ser melhor, se não fossem os altos e baixos que, a meu ver, surgem. Há momentos excelentes, partes que nos prendem rapidamente ao livro mas depois temos os momentos mais lentos e de certa forma confusos… A leitura ora é fluída ora é lenta. Não quero dizer que não gostei da escrita de Alexandra Bracken porque ao mesmo tempo adorei o mundo que ela criou. Só acho que ela, em certas partes do livro, perdeu-se ou escreveu sem pensar certos acontecimentos que acabaram por tornarem o livro, por vezes, aborrecido.
No entanto, adorei acompanhar a relação entre Etta e Nicholas, adorei ver Etta abordo do barco e o casal a viajar pela segunda guerra mundial.
Todo o conceito de Viajantes do Tempo é extremamente bem construído. Neste ponto, a autora esteve fantástica, pois construir um mundo deste tipo requer sempre criar respostas para as mais complexas perguntas. O desenvolvimento do mundo foi, sem dúvida, o que mais adorei neste livro.

Apesar de ter estes altos e baixos, recomendo o livro pois os altos são muitos e excelentes e compensam os baixos! Os fãs de Sarah J. Maas irão de certeza gostar deste livro, porque “Passengers” tem uma boa construção de personagens e mundo, algo que encontramos em “Throne of Glass” e “A Court of Thorns and Rose“.

Para mais informações do livro “Os Passageiros do tempo“, clica aqui!

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Literatura | “O Diário de Anne Frank — Diário Gráfico” de Ari Folman e David Polonsky — Opinião

Wook.pt - O Diário de Anne Frank - Diário GráficoTítulo Original: Anne Frank’s Diary
Publicação: 21 de Setembro de 2017
Editora: Porto Editora
ISBN: 9789720040442
PVP: 18,80€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: «12 de junho de 1942: Espero poder confiar-te tudo, como nunca pude confiar em ninguém, e espero que venhas a ser uma grande fonte de conforto e apoio.»

No verão de 1942, com a ocupação nazi da Holanda, Anne Frank e a família são forçados a esconder-se. Durante dois longos anos, vivem com um grupo de outros judeus num pequeno anexo secreto em Amesterdão, temendo diariamente ser descobertos.
Anne tinha treze anos quando entrou para o anexo e levou com ela um diário que manteve no decorrer de todo este período, anotando os seus pensamentos mais íntimos, os seus receios e esperanças, e dando conta do dia a dia da vida em reclusão.
Em 1947, após o fim da Segunda Guerra Mundial — a que Anne não sobreviveria —, o seu pai publicou este diário, um documento inspirador que é ainda hoje um dos livros mais acarinhados em todo o mundo e uma obra marcante na história do século xx.
Lançada mundialmente em celebração do 70.º aniversário de O Diário de Anne Frank, esta é a sua primeira adaptação para banda desenhada, realizada com a autorização da família e tendo por base os textos originais do diário.

Opinião: Lembro-me de em criança ver a minha mãe chegar a casa com “O Diário de Anne Frank” e oferecer-mo. Apesar de entusiasmada, sabem como são as crianças… Pelo menos, eu era um pouco preguiçosa no que tocava a ler livros. Por isso, fui adiando a leitura deste livro, até que agora em adulta soube do lançamento, pela Porto Editora, do diário gráfico de Anne Frank. Agradou-me imenso a ideia de conhecer, enfim, esta história através de ilustrações.

Arrependo-me imenso de não ter lido a história de Anne Frank antes, agora que a conheci. É uma história profundamente triste e bela ao mesmo tempo, cuja protagonista, Anne Frank, é uma criança de 13 anos, que vê-se forçada a viver com a família e uns conhecidos num esconderijo, fugindo assim dos nazis e da caça aos judeus. O que mais adorei neste livro foi a maturidade que encontrei nas palavras de Anne. É incrível como uma rapariga tão nova conseguia, por vezes, ser mais madura que os adultos que viviam com ela. Frases como “Pelo menos a lua não tem religião” ou o valor que esta dá às recordações ser maior do o valor que dá às coisas necessárias ou fúteis, que outras pessoas considerariam importantes, deixou-me surpresa.
Anne é uma figura histórica que adorei conhecer, alguém com uma mente simples e um coração bom, cujo o fim é simplesmente triste, deixando qualquer um de coração apertado enquanto se deseja encontrar um final feliz, onde esta rapariga e a sua família sobrevivem.

As ilustrações desta novela gráfica representam a história de uma maneira inexplicável. Não temos desenhos com uma beleza estética enorme, cheios de cor, e gostei que assim fosse, pois a época em que decorre a história foi uma das fases mais negras da história e tanto os traços como as cores das ilustrações representam bem essa fase da história do mundo. Não li “O Diário de Anne Frank”, como já disse, mas tenho a certeza que as ilustrações que encontramos aqui transmitem na perfeição o que encontramos no livro completo, pois facilmente dei por mim a adorar esta história da mesma forma como milhares de pessoas a adoram.

Este diário gráfico é um livro para todas as idades, pela história, pela época em que esta se passa e também pelas palavras lindíssimas e tão verdadeiras que Anne Frank escreveu. “O Diário de Anne Frank” tornou-se já a minha banda desenhada favorita de sempre!

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo

Literatura | “O Amor que Nos Une” de Megan Maxwell — Opinião

Resultado de imagemTítulo Original: Desde donde se domine la llanura
Publicação: 6 de Junho de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579449
PVP: 18,85€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Segundo volume da série As Guerreiras Maxwell, que tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Gillian é conhecida entre os membros do seu clã, como a Desafiadora. Apaixonada por Niall desde a infância, viveram uma linda história de amor que acabou quando ele partiu para a guerra sem se despedir dela. Gillian jurou que jamais o perdoaria. Niall, no entanto, é tão teimoso e orgulhoso como a amada. Agora que regressou, voltam a encontrar-se, mas nenhum está disposto a dar o braço a torcer. Mas a vida é caprichosa e a paixão começa a apoderar-se outra vez deles. Serão capazes de resistir?
Uma história de amor bastante forte com a componente erótica própria deste género e que fará as delícias das leitoras mais românticas.

Opinião: Confesso que atrasei muito a leitura deste livro pois o primeiro livro que li de Megan Maxwell, “Desejo Concedido” (que é por acaso o primeiro desta série), não foi bem o que eu esperava. Porém “O Amor que Nos Une” é muito melhor em vários aspetos.

Gillian e Niall são, sem qualquer dúvida, muito mais interessantes e bem desenvolvidos do que o par do livro anterior. Há uma certa essência do livro anterior que ronda este, é verdade, mas noto que este novo casal não parece tolo de todo ou exagerado como o outro. Porém, havia momentos em que Niall não se parecia com ele mesmo. Este é descrito como sendo bem humorado mas há certas atitudes que este tem ao longo do livro que simplesmente… não parecem dele. Já Gillian foi uma personagem que adorei do inicio ao fim, cuja personalidade e essência a autora conseguiu manter desde a primeira página.
Um personagem que não posso deixar de mencionar é Kieran. Adorei-o e mesmo tendo poucos momentos com este, foram esses os meus momentos favoritos de toda a história!

O que já esperava e receava encontrar neste livro eram as múltiplas complicações que surgem conforme a história se vai desenvolvendo. Parece que a autora não sabia simplesmente o que escrever a certo ponto, então acabava por criar problemas e problemas e com isso, a história ia tornando-se extremamente aborrecida e enrolativa. Apesar disto, notei alguma melhoria, dado que adorei por completo a primeira metade do livro. Mas como se diz: o que é demais enjoa…

Este livro é mais do mesmo, sinceramente, mas notam-se certas melhorias, principalmente a nível de personagens e de ação, por isso mesmo decidi dar-lhe as 4 estrelas. Gostei muito mais deste segundo livro, por essas mesmas melhorias mas não sei se esta será uma autora que continuarei a seguir. Falavam tão bem dela e dos seus livros e depois deparo-me com uma narrativa e desenvolvimento de história deste género. Este e o livro anterior estariam ótimos se fossem reduzidos para metade do tamanho de história, sem dúvida.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “Carry On” de Rainbow Rowell

20800315_1574406335915810_3443559956093174044_nTítulo Original: Carry On
Publicação: 15 de Setembro de 2017
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730764
PVP: 17,70€ – Compra-o no site da editora em www.saidadeemergencia.com  ou em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Esta é a história de Simon Snow, a personagem fictícia que povoava a vida e imaginação de Cath em Fangirl, o fabuloso romance de Rainbow Rowell

Na famosa Escola de Magia de Watford, Simon desempenha um papel especial: ele é o Escolhido, aquele que irá salvar todos do Mal. Mas a verdade é que, metade das vezes, Simon não consegue fazer a sua varinha funcionar, e, na outra metade, pega fogo a tudo. O seu mentor evita-o, a sua namorada deixou-o, e existe um monstro que se alimenta de magia e que utiliza o rosto de Simon. Para piorar as coisas, Baz, a némesis irritante de Simon, desapareceu. Só pode estar a preparar alguma!
Carry On – A História de Simon Snow está repleto de fantasmas, amor, mistérios. Tem exatamente a quantidade de beijos e de conversa que seria de esperar numa história de Rainbow Rowell – mas muito, muito mais monstros.

Opinião: “Carry On” chegou finalmente a Portugal e este facilmente tornou-se o meu livro favorito da autora (parte de mim já esperava isto)! Muitos de vocês certamente que conheceram “Carry On” em “Fangirl” como sendo a fanfic que Cath escreve. Lá temos acesso apenas a pequenas partes, dado que não é o principal factor do livro e ao contrário dessas poucas cenas que encontramos no livro, com uma narrativa aborrecida, confesso, este livro, agora melhor desenvolvido, acaba por ser totalmente diferente do que esperava. Esqueçam o que leram em “Fangirl”, pois esta história é totalmente diferente do que lá encontraram. A narrativa é muito melhor, assim como os personagens, que acabam por ser mais bem desenvolvidos, e o mundo que tem um toque mais mágico e viciante que nos agarra por completo desde a primeira página.

Baz foi o personagem de quem mais gostei, pelo quão engraçado este era. Para mim, ele é decididamente um “Draco Malfoy” moreno, com dentes de vampiro, mas cujo lado bom é também nos revelado e adorei imenso conhecer este vampiro-feiticeiro. Desde do momento em que este entra em cena no livro, que o vicio tornou-se ainda maior e não consegui pousar o livro. Em horas, tinha-o lido!
O Simon é decididamente uma espécie de “Harry Potter” em todos os sentidos. É corajoso, bom e leal, mas tem também momentos que me fazem suspirar de desespero ou desinteresse. O Simon que conhecemos, enquanto este encontra-se perto de Baz, é um Simon muito mais interessante e impossível não adorar, no entanto, então acabamos por ter um equilíbrio. Também a sua melhor amiga é bastante engraçada, com um estilo de “Hermione” mas que quebra um pouco as regras hehe

Tratando-se de Rainbow Rowell, não esperava de todo encontrar um livro com perigos e vilões de “meter medo” e agradou-me que a autora não tivesse mudado esta essência dela que encontramos nos seus livros: personagens apaixonantes, assim como as suas histórias.

Gostei de Carry On sobretudo pelo romance, porque é impossível não adorar Baz e Simon e a relação que estes têm um com o outro. É impossível não sorrirmos e ficarmos entusiasmados com cada cena destes dois juntos, seja a discutir ou não. Eu certamente que fiquei bastante entusiasmada com estes dois e com as suas aventuras assim como com o mundo que Rowell nos mostra.
“Carry On” é um livro de leitura obrigatória para os fãs de Harry Potter e de Rainbow Rowell, sem dúvida!

Uma leitura com o apoio desaida de emergencia

Literatura | “Um Mais Um — A Fórmula da Felicidade” de Jojo Moyes — Opinião

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Publicação: 18 de Setembro de 2017
Editora: Porto Editora
ISBN: 9789720030023
PVP: 17,70€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Uma mãe por conta própria
Jess Thomas faz o seu melhor, dia após dia. É difícil lutar sozinha.
E, por vezes, assume riscos que não devia. Apenas porque tem de ser…
Uma família caótica
Tanzie, a filha de Jess, é uma criança dotada e brilhante a lidar com números, mas sem apoio nunca terá oportunidade de se revelar.
Nicky, enteado de Jess, é um adolescente reservado, que não consegue sozinho fazer frente às perseguições de que é alvo na escola.
Por vezes, Jess sente que os filhos se estão a afundar…
Um desconhecido atraente
Ed Nicholls entra nas suas vidas. Ele é um homem com um passado complicado que foge desesperado de um futuro incerto. Ed sabe o que é a solidão. E quer ajudá-los…
Uma história de amor inesperada
Um mais um – A fórmula da felicidade é um romance cativante e original sobre duas pessoas que se encontram em circunstâncias difíceis.

Opinião: Mais um livrinho da autora de “Viver depois de ti” que chega a Portugal! É o primeiro livro dela que leio com personagens diferença, sendo que tinha lido apenas “Viver depois de ti” e a sua sequela. Tal como já esperava, adorei esta nova história por completo. Surpreendi-me imenso, pois por um lado esperava algo com um padrão idêntico ao dos outros livros que li, mas aqui encontramos algo mais leve, refrescante, sem pôr de lado o aspeto divertido que as histórias de Jojo Moyes têm sempre.

Adorei imenso acompanhar esta família e Ed na viagem por Inglaterra e Escócia, que foi uma aventura total, cheia de momentos que me fizeram rir imenso. Esta história é absolutamente deliciosa, com uma escrita leve e que nos faz ler página atrás de página até, sem darmos por isso, termos o livro lido. Tal aconteceu comigo, que assim que o recebi, comecei-o logo, devorando-o em horas. A sensação com que fiquei ao terminá-lo é que queria mais, tal foi a adoração que senti por “Um Mais Um”.
Não há nada de negativo que consiga apontar neste livro, pois gostei de absolutamente tudo. Dos personagens, do drama, da forma como tudo se desenvolveu e principalmente do romance que é lindíssimo. Jess é uma mulher corajosa e adorei-a simplesmente, assim como Ed, mas para mim, a personagem que me conquistou desde o inicio foi Tanzie, com a sua inteligência e paixão pela matemática. É impossível também não adorar Nicky e Norman, o cão, que tiveram a sua importância na história e adorei-os também, principalmente o cão, pois afinal quem é que não gosta de encontrar num livro o típico cão preguiçoso mas leal, que nos faz rir com as coisas?
No fim, senti vontade de continuar a fazer parte da vida destes personagens e acompanhá-los em quaisquer aventuras futuras que estes tivessem.

Nunca pensei que houvesse algum livro de Jojo Moyes que me conquistasse da mesma forma que “Viver depois de ti” conquistou mas depois de ler este novo romance, fiquei completamente rendida e apaixonada por “Um Mais Um”. Não tem uma história forte, de nos fazer deitar lágrima após lágrima mas é igualmente viciante e apaixonante, sem dúvida, e é na verdade bom o facto desta ser uma história mais leve pois vem trazer alguma quebra no que podia ser um padrão e ninguém gosta de padrões certo? Jojo Moyes tem, sem dúvida, uma fórmula única, pois é impossível não adorarmos os seus livros!

Adoraria que a autora escrevesse uma continuação deste livro pois esta é uma história que merece um segundo livro, por sentir que existem ainda muitas mais aventuras destes quatro personagens a serem contadas. Achei este romance pitoresco por ter uma essência própria, que nos entretém e cativa desde a primeira página, com personagens que nos conquistam facilmente com as suas personalidades alegres, provocando-nos várias gargalhadas. Sabem quando lêem um livro e sentem uma felicidade enorme por estar a lê-lo? Este livro fez-me sentir isso, enquanto o lia, e é por isso que o adorei ainda mais do que esperava. Tenho a certeza que irão adorar este nova história de Jojo Moyes, na mesma intensidade com que eu a adorei!

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Literatura | “Mulheres Perigosas” de George R.R. Martin e outros autores — Opinião

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Publicação: 8 de Setembro de 2017
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730740 
PVP: 18,80€ – Compra-o no site da editora em www.saidadeemergencia.com ou em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Antologia de contos editada por George R. R. Martin com personagens femininas ao estilo do melhor da Guerra dos Tronos

Atenção: o perigo está à espreita perto destas mulheres!

Se procura um livro em que mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão, este livro não é para si. Aqui encontrará mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatales astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam.

Com organização de George R. R. Martin, que assina igualmente um conto passado no mundo de Westeros, e de Gardner Dozois, esta é uma antologia que cruza géneros literários e mistura todos os tipos de ficção, desde Megan Abbott a Brandon Sanderson.

Opinião: “Mulheres Perigosas” é um livro que reune 11 autores no total. Alguns deles já conhecia, outros não. Mas adorei o livro, pelo facto de me dar a conhecer um pouco de cada autor em curtos contos. Os únicos cuja escrita conhecia eram Brandon Sanderson e George R.R. Martin e adorei por completo os seus contos. Melinda M. Snodgrass e Lawrence Block foram, de entre os que não conhecia, os autores de que mais gostei sem dúvida.
Mas falando melhor sobre cada conto e autor…

“Completamente Perdida” de Joe Abercrombie: Apesar de demasiado descrito, o que torna a ação ligeiramente confusa ao inicio, o conto tem uma protagonista interessante. Assim que a ação se tornou mais clara, passei a adorar este conto e a querer saber mais sobre Shy e o mundo de Abercrombie.

“Ou o Meu Coração Está Destroçado” de Megan Abbott: Os personagens e a ação são ligeiramente confusos, difíceis de compreender, mas acho que essa é a graça do conto, sendo que se trata de um conto de crime. Gostei bastante do tema que Abbott aborda aqui e a escrita manteve-me presa, fazendo-me ficar curiosa com o desfecho da história.

“As Mãos que Não Estão Lá” de Melinda M. Snodgrass: Adorei a história deste homem e da mulher com quem este se envolve. Foi realmente viciante ler este conto. O final foi surpreendente, com um “plot twist” que não esperava mas que adorei e que me fez querer ver mais deste mundo.
“Raisa Stepanova” de Carrie Vaughn: Gostei imenso da parte histórica em que se insere o conto e da protagonista mas o final não foi o que esperava, não sendo digno do que encontramos ao longo do conto. Esperava um pouco mais para uma protagonista corajosa como Raisa.

“Eu Sei Escolhê-las a Dedo” de Lawrence Block: Talvez o meu segundo ou terceiro conto favorito, pela fluência da história e pelo desfecho. Adorei o personagem principal, mesmo este sendo um homem e não a “mulher perigosa”, sendo um personagem complicado (“messed-up” em inglês) e com um passado extremamente intrigante.

“Sombras para Silêncio nas Florestas do Inferno” de Brandon Sanderson: O meu conto favorito de todos (a competir um pouco com o de George R.R. Martin). Adorei o mundo, as personagens e o perigo que as rodeia. Tudo nesta história foi incrível, surpreendente e adoraria conhecer melhor este mundo repleto de sombras.

“Uma Rainha no Exílio” de Sharon Kay Penman: Achei um pouco extenso este conto mas gostei imenso dele, sobretudo da parte final que mostra a coragem de Constança, que era uma mulher perigosa pela sua força e inteligência.

“A Rapariga no Espelho” de Lev Grossman: Gostaria de ver este mundo e história expandidos num livro, sem dúvida. A viagem da Plum poderia ter sido menos descritiva e extensa, mas de resto adorei e adoraria saber o que aconteceu após a sua vingança.

“Dar Nome à Fera” de Sam Sykes: Excepto uma pequena cena ou outra, achei este conto extremamente confuso e foi talvez o que menos gostei.

“As Mentiras Que a Minha Mãe Me Contou” de Caroline Spector: Foi o único conto que não terminei, pois toda a história de super-heróis e o mundo é me desconhecido. Após alguma pesquisa, conclui que este trata-se mais ou menos de um conto baseado num mundo já criado. E a história não cativou de todo, infelizmente.

“A Princesa e a Rainha ou Os Negros e os Verdes” de George R.R. Martin: Já esperava encontrar um conto extenso e bastante descritivo (na minha opinião, este conto estaria perfeito se reduzido por 20 páginas) mas é impossível não nos agarrarmos ao mundo que George Martin nos mostra. Adorei conhecer este passado de Westeros, onde existem vários dragões em que os Targaryens são os “donos” do trono dos sete reinos, lutando entre si por ele. Este conto foi quase como uma segunda oportunidade dada ao autor e após terminá-lo, decidi que irei dar uma nova oportunidade aos livros de “A Song of Ice and Fire”, sem dúvida!

Uma leitura com o apoio desaida de emergencia