Literatura | “Os Humanos” de Matt Haig — Opinião

39715980Título Original: The Humans 
Publicação: Abril de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869821
Compra-o em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: E se a terra fosse o planeta mais absurdo do universo?

O professor Andrew Martin, génio matemático, acaba de descobrir a chave para os maiores mistérios do Universo. Ninguém sabe do salto que isto representará para a Humanidade… exceto seres evoluídos de outro planeta. Determinados a impedir que esta revelação caia nas mãos de uma espécie tão primitiva quanto os humanos, estes seres enviam um emissário para destruir as provas. E é assim que um alien intruso, completamente alheio aos costumes, chega à Terra. Rapidamente, ele descobre que os humanos são horrendos e têm hábitos ridículos — comida dentro de embalagens, corpos dentro de roupas e indiferença por trás de sorrisos… Esta espécie não faz sentido!

Durante a sua missão, sob a pele e identidade de Andrew Martin, este alien sente-se perdido e odeia todos os terráqueos. Exceto, talvez, Newton, um cão. Contudo, quanto mais se envolve com os que o rodeiam mais fica a perceber de amor, perda, família; e de repente está contagiado: será que afinal há qualquer coisa de extraordinário na imperfeição humana?

Opinião: Este é mais um fantástico livro de Matt Haig, algo que não me surpreendeu, pois não esperava outra coisa deste autor, cujo o talento para criar histórias é fenomenal.

Tal como aconteceu com “Como Parar o Tempo“, também aqui senti que custei um pouco a entrar na história, o que não vejo como um factor negativo de todo. Existe algo na escrita deste autor de diferente mas que adoro imenso. Esta pode até envolver-nos mais lentamente, ao início, mas é impossível não nos deixarmos absorver por completo por esta história a certo ponto. Continuar a ler

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Literatura | “Quando Tu Voltaste” de Maria Realf — Opinião

Resultado de imagemTítulo Original: The One That Got Away
Publicação: Abril de 2018
Editora: Editorial Planeta Portugal
ISBN: 9789897770432
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Nunca nos esquecemos do Tal.
E não vai esquecer este livro.
Lizzie Sparkles devia ser a rapariga mais feliz do mundo… está a três meses de se casar com quem acha ser o Tal, no casamento dos seus sonhos! Passou os últimos três meses em êxtase. Mas, um fim-de-semana quando está a experimentar o vestido de noiva recebe notícias perturbadoras: o amor do passado regressa à sua vida como uma bomba! Depressa percebe que estas notícias ameaçam atrapalhar e eliminar os seus planos tão cuidadosamente elaborados.
O regresso inesperado de Alex muda tudo e Lizzie enfrenta um dilema impossível. Como poderá esquecer o passado, quando se depara com ele… e lhe pede mais uma oportunidade? E é forçada a fazer uma escolha que mudará a sua vida para sempre.
Uma história de amor comovedora e inesquecível, uma leitura emotiva, que não deixará os leitores indiferentes.

Opinião: Por mais palavras que utilize para descrever este livro, estas nunca serão suficientes para descrever o quanto adorei-o. É difícil pôr em palavras o quanto este romance me aqueceu o coração, deixando-o também bastante apertado nas páginas finais. Posso dizer que terminei-o com lágrimas nos olhos.

É fácil sentirmos-nos envolvidos neste romance que, mesmo tendo os seus clichés, apresenta-nos uma história comovente, que prende-nos à narrativa, não nos dando descanso até terminarmos de o ler. Comigo foi assim. Passados os primeiros capítulos, desde o primeiro flashback do namoro de Lizzie e Alex, que não consegui largar este livro, querendo saber com quem terminaria a nossa protagonista ou como é que ficaria ela com o ‘tal’.

A ligação que estes personagens têm, Lizzie e Alex, quer no passado, quer no presente, é lindíssima, emocionante e senti que a autora construiu-a de forma incrível. Fez-me lembrar um pouco de Colleen Hoover: personagens marcantes, pelos quais nos apaixonamos, cujo romance promete deixar-nos cheios de emoções.
A alternância entre o passado e presente da vida de Lizzie resulta bastante bem, numa leitura fluída, dando-nos a conhecer melhor a história desta mas, sobretudo, dá-nos a conhecer Alex, que era o personagem pelo qual estava mais ansiosa de conhecer! Quaisquer expectativas que tivesse para este livro foram ultrapassadas quando se dá o reencontro deste casal. Há bastante tempo que não encontrava uma química tão simples mas visivelmente bela entre dois personagens num livro e foi por este motivo, acima de tudo, que torci tanto para que estes ficassem juntos.

Esta é uma leitura que merece todas as estrelas do mundo, pela simplicidade e beleza que tem, sem dúvida. Fãs de “Viver depois de ti” e Colleen Hoover irão de certeza apaixonar-se por esta história, assim como eu me apaixonei!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

 

Literatura | Novidades de 2 a 6 de Abril

2 de Abril

Dia 3

3.1

Dia 4

4.1

Dia 6

Cinema | “O Grande Showman” (2017) — Opinião

Resultado de imagem para o grande showmanTítulo original: The Greatest Showman
Gênero: Musical, Drama, Biografia
Data de lançamento: 28 de Dezembro de 2017 (Portugal)
Elenco Principal: Hugh Jackamn, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson, Lettie Lutz
A minha classificação: 10 em 10 estrelas

Opinião: O melhor filme de 2017, sem dúvida! Se não fosse uma amiga minha apresentar-me o trailer e este filme lembrar-me uma das minhas leituras favoritas deste ano (Caraval), provavelmente não teria visto este filme. Mas vi e foi tão bom, ainda melhor do que eu esperava!

Por incrível que pareça, fiquei surpresa ao descobrir que este filme tratava-se nada mais, nada menos do que um musical, pois pouco sabia deste, para além do que tinha visto no trailer. Não é propriamente o meu género favorito, tendo em conta que tentei ver filmes como “La, la, land” e simplesmente não me senti cativada, mas “The Greatest Showman” (o título em português é cómicamente tolo, diga-se de passagem) é algo lindíssimo e bem desenvolvido, chegando a ser melhor que musicais como “Os Miseráveis” e “Mama mia”, no que toca ao soundtrack.
Hugh Jackman surge mais uma vez a cantar de forma impecável e entusiasmante e não poderia ter havido melhor escolha para este papel. O mesmo se aplica a todos os atores, que estiveram impecáveis, sobretudo Zac Efron, que evoluiu imenso a nível de canto, para não falar de beleza (haha). Rebecca é outra atriz que adorei encontrar neste filme e que, embora não seja ela quem canta originalmente a música, esteve fantástica, como seria de esperar. Em suma, este filme apresenta um elenco fenomenal e um conjunto de músicas poderosas e viciantes, que nos ficam no ouvido desde os primeiros segundos. Posso indicar como minhas favoritas a música “This is Me“, “Never Enough“, “The Greatest Show” e “Rewrite the Stars“. Sim, eu sei… são muitas favoritas mas são todas tão belas e marcantes.

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É um filme, sobretudo, emocionante e magnifico, genial, bem pensado, que voltarei a ver logo que esteja disponível fora dos cinemas, pois o que aqui encontramos é uma versão mágica e musical do mundo do circo. Não consigo apontar um único defeito neste filme, sinceramente. É uma obra criada para qualquer pessoa, de qualquer idade, que aborda temas já conhecidos mas que são explorados de uma forma surpreendente e original.
Espero que este filme seja nomeado para algum Óscar, porque de facto, este merece tal prémio, pelo quão excepcional e brilhante é.

É, para mim, o melhor filme deste ano, e acho que estas palavras resumem muito bem o quão adorei “The Greatest Showman” certo? Mesmo que não sejam os maiores fãs de musicais, assim como eu, não deixem de ver Hugh Jackman e companhia nos cinemas, pois tenho a certeza que não se irão arrepender!

Trailer e sinopse
Inspirado pela ambição e imaginação de PT Barnum, “O Grande Showman” conta a história de um visionário que surgiu do nada para criar um espetáculo fascinante que se tornou uma sensação mundial.

 

Eventos & Entrevistas | Nicholas Sparks em Portugal — Apresentação do novo livro “Só Nós Dois” [Edições ASA]

20171021_154117Duas horas depois de estar ao sol, numa fila enorme, começou então um evento que tantos leitoras portuguesas aguardavam: Uma entrevista, sessão de autógrafos e fotos com o autor de “O Diário de a Nossa Paixão” e “Dei-te o Melhor de Mim”.
Fátima Lopes foi a escolha feita pela editora para entrevistar o autor. Diga-se de passagem que caras como José Rodrigues dos Santos ou outras figuras da literatura portuguesa seriam melhores escolhas.

Mas falando do que interessa: como estive presente no evento, decidi trazer-vos algumas das respostas e palavras de Nicholas Sparks que mais considero importante. 🙂

Nicholas Sparks vê-se como alguém otimista, gosta de desafiar-se a si mesmo, gosta de viajar e ri-se muito. Não se vê como um famoso: apenas escreve, porque gosta de o fazer.

As suas personagens são criadas através de outras personalidades que o autor conhece. Nicholas diz que ao conhecer uma pessoa, rapidamente percebe se tal pessoa dará uma boa personagem. Todos os seus personagens vêm de algum lado. Nem todos são inspirados em si mesmo. Alguns são baseados em familiares e em amigos ou até mesmo em estranhos.

“A vida é acordares e saberes manter um equilíbrio entre tudo o que tens que fazer”. Isto a propósito de conciliar uma vida enquanto autor, pai e marido. Este considera que ser autor é difícil mas o mais importante para ele, entre estes dois papéis, “é ser pai, sem dúvida”.

O autor comentou ainda que tenta sempre escrever livros que pareçam reais.
Normalmente, sabe a quantidade de páginas que pretende escrever: até um máximo de 400 páginas. No entanto, com este último livro “Só Nós Dois”, Nicholas alcançou as 400 páginas e deu por si a chegar às 500 páginas.
Com o prazo de conclusão do livro, este confessa ter tido que trabalhar mais rapidamente, para terminar o livro. Nicholas admite ainda que sentiu-se aliviado e exausto, ao terminar o livro, devido a toda esta pressão e pressa por causa do prazo.

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Apesar de ter achado esta entrevista curtinha e com perguntas muito mais gerais do que especificas, dado a dimensão de fãs que este autor tem em Portugal e que certamente esperavam algo mais desenvolvido, gostei desta tarde. Poderia ter havido uma melhor organização mas sei que não é fácil organizar um evento deste tamanho. Adorei realmente voltar a reencontrar este autor por cá, mas desta vez enquanto leitora e fã dos seus livros (antes, fui só acompanhar a minha mãe hahaha era eu ainda criança!). Nicholas Sparks é alguém simples, muito simpático, sempre com um sorriso fantástico, cuja imaginação para novas histórias (e para nos fazer chorar) é infinita e fantástica.
Agora é esperar que o autor volte em breve a Portugal com um novo livro, não acham?

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Literatura | “Monstress” ganha “Hugo Award”

A Novela gráfica “Monstress” da autoria de Marjorie Liu, ilustrada por Sana Takeda, ganhou o prémio Hugo Award”, na sua categoria, no passado dia 11 de Agosto.

Desde 1995 que este prémio é atribuído aos melhores, dentro de várias categorias, como livros de Ficção Científica, BD, Cinema e Séries, entre outros.

O Júri de atribuição do prémio é composto por membros do World Science Fiction Convention e tem lugar anualmente.

O prémio para melhor novela gráfica tem sido atribuído desde 2009, tendo sido arrecadado nos anos anteriores por obras como: Saga, Ms. Marveland Girl Genius e The Sandman: Overture que ganhou o ano passado
Entre os nomeados deste ano estavam: Saga, Paper Girls, Black Panther, Ms. Marvel and The Vision.

Podem encontrar a minha opinião desta novela gráfica aqui

Leituras de Abril [2017] – Wrap-Up

Novamente regressando aos 11 livros lidos por mês, Abril foi ótimo em termos de leituras! Só livrinhos bons e o melhor de tudo é que foram muitos, então consegui abater uns quantos da minha lista de livros por ler! hehe Mesmo com alguma sensação de ressaca literária, consegui voltar ao meu número habitual de leituras e até este exato momento foram 43 livros lidos este ano, contando com o livro que já li agora no começo de Maio. Estou tão feliz com este número! Tenho a certeza de que facilmente chegarei à minha meta de 100 livros.

Abril foi também cheio de novidades, então não resisti a ler algumas delas:

– “Entre as Linhas” de Samantha Van Leer
– “A Rainha Subjugada” de Philippa Greogry
– “A Court of Thorns and Roses” de Sarah J. Maas (re-leitura)
– “A Court of Mist and Fury” de Sarah J. Maas (re-leitura)
– “Por Treze Razões” de Jay Asher
– “O Coração de Simon contra o Mundo” de Becky Albertalli
– “Desejo Concedido” de Megan Maxwell
– “Se eu fosse tua” de Meredith Russo
– “Beauty and the beast” de Teddy Slater 
– “Anna e o Beijo Francês” de Stephanie Perkins
– “Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada de Verão” de Rick Riordan

Foram tantas leituras ótimas que sinto-me culpada de apontar favoritos hahahaha Mas adorei, sem dúvida alguma, reler ACOTAR e ACOMAF (Sarah J. Maas). Sinto que gostei mais do primeiro livro da série agora que o reli, por ter uma perspetiva diferente das coisas.

Philippa Gregory foi uma excelente leitura como sempre e não desiludio. Becky Albertalli e Meredith Russo surpreenderam-me imenso com os seus livros que ainda hoje me deixam pensativa e emocionada.

Quero agradecer à Quinta Essência, Bertrand Editora, Porto Editora, Editorial Presença e Editorial Planeta pelos exemplares cedidos que me permitiram ler livros excelentes!

[Divulgação] Shylock é o Meu Nome – Howard Jacobson

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Lançamento: 24-Fevereiro-2017
Editora: Bertrand Editora
Páginas:  328
ISBN: 9789722533010
PVP: 17,70€

Compra-o em www.wook.pt

Sinopse: Com a mulher ausente e a filha a descarrilar, Simon Strulovitch, filantropo e colecionador de arte abastado, precisa de alguém com quem falar. E é assim que, quando conhece Shylock num cemitério, o convida para sua casa. Trata-se do início de uma amizade extraordinária…

[FILME] Underworld – Guerras de Sangue (2016) – Opinião

Título original: Underworld – Blood Wars 
Gênero: Ação e aventura, drama, terror, fição científica e fantasia 
Data de lançamento (em Portugal/USA): 01-12-2016/06-01-2017 
Elenco Principal: Kate Beckinsale, Theo James, Charles Dance, Tobias Menzies, Oliver Stark, Lara Pulver. 
A minha classificação: 9/10 estrelas

Opinião: Depois do 4º filme “Underworld – O Despertar” ter sido bastante mais fraco, em comparação com os seus anteriores (embora eu tenha adorado-o na mesma), chega o 5º filme (o 4º sobre a negociante da morte Selene) que foi fantástico, surpreendente e que veio despertar em mim uma súbita vontade de rever os três primeiros filmes da série, pois toda a ação que encontramos nos primeiros filmes, e que esteve ausente no filme onde estreou Theo James (David), voltamos a encontrar neste filme, talvez ainda melhor, não só pelos seus efeitos mas também por a apresentação de outros refúgios de vampiros.
Mal sai da sala de cinema e já queria voltar lá, para rever o filme. Em geral, sou assim com esta série de Underworld, mas este teve algo de muito especial em relação aos anteriores, excepto que gostaria de ter visto o par inicial, o romance, que no fim trazia um “gosto” diferente aos filmes, mas isso é uma outra história, que não discutirei, por questões de spoiler.

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Um dos pontos mais fortes deste filme, sem o qual “Blood Wars” não seria o que foi (e provavelmente não chegaria ao nível dos primeiros filmes), é o elenco, sem qualquer dúvida. Beckinsale (Selene), Theo James (David), Charles (Thomas, o pai de David), Menzies (Marius) e Lara (Semira), são tudo atores que já conhecia, uns de filmes anteriores da série Underworld, outros de séries como Outlander, DaVinci’s Demons e outros. São tudo atores que admiro e que respeito bastante, pois sabem representar os seus papéis na perfeição, principalmente Menzies, que interpretou o papel de um personagem detestável18811087 de uma forma incrível (como acontece em Outlander, sendo o vilão Black Jack). Sem eles, acho que o filme não teria sido tão bom.
Em termos de história, achei-a muito melhor escrita e “imaginada”, quando comparando o filme anterior, em que há o envolvimento de humanos, entre as duas espécies (lycans e vampiros), o que para mim tornou-o um pouco chato (o 4º filme). Este filme trouxe mistério, personagens novas, revoltas e dramas diferentes, e não senti que este filme fosse “algo desnecessário”, como aconteceu com o 4º, pois o 3º (“Underworld – A Revolta”) termina de uma forma conclusiva e poderiam ter deixado o filme por ali. Mas fico contente que tal não tenha acontecido, pois mesmo tendo sido o 4º filme um pouco mais fraco, isso levou a que fosse produzido um 5º, que não foi nada mais nada menos do que incrível e deveras viciante!

Em suma, dou 9 estrelas, pois apesar de querer dar as 10, acho que isso só acontecerá com um filme que me faça sentir que não faltou nada. Embora não consiga indicar o que sinto que falte neste filme (talvez o romance, quem sabe), sinto-o, então não terá a totalidade de estrelas. Mas é um ótimo livro e para aqueles que desanimaram um pouco com o 4º filme, recomendo que vejam este, pois vão sentir-se tal como eu, tenho a certeza, caso sejam fãs da série, claro.
E é sempre bom vermos este filme, nem que seja para vermos o Theo James com aqueles olhinhos azuis 😉

Trailer