Séries | “La Casa de Papel”, 1ª e 2ª temporada (2017) — Opinião

poster-la-casa-de-papel-cedula-serie-42x29cm-D_NQ_NP_772787-MLB26687967543_012018-FCriador por: Álex Pina
Produtores: Alejandro Bazzano (diretor), Miguel Ángel Vivas (diretor), Álex Pina (roteiro)
Emissora: Antena 3 (distribuição internacional por Netflix)
Género: Drama, Suspense
Data de lançamento (piloto): 2 de Maio de 2017
Elenco Principal: Álvaro Morte, Itziar Ituño, Úrsula Corberó, Alba Flores, Miguel Herrán, Pedro Alonso, Jaime Lorente López, Enrique Arce, Paco Tous, María Pedraza, Darko Peric
A minha classificação: 10 em 10 estrelas

Opinião: Acho que poderia passar o dia inteiro a falar desta série e mesmo assim não seria suficiente. ‘Vou só ver o primeiro episódio’ foi o meu lema desde o momento em que decidi experimentar ver a série. Claro que não foi isso que aconteceu, considerando que só nesse dia, vi sete episódios de uma só vez. E numa semana, tinha a série vista, para infelicidade minha pois agora não tenho mais nada para ver desta história que me conquistou completamente.
Sempre a franzir o nariz a séries com outro idioma que não o inglês (UK/US), de episódio para episódio fui-me habituando ao idioma original desta (espanhol, acho). Estranho ao inicio mas aos poucos dei por mim a adorar que assim o fosse, pois tal detalhe dava ainda mais destaque à série.

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‘Money Heist’, título inglês, é uma série excelente. Aliás, atrevo-me a dizer que é uma das melhores séries alguma vez produzidas. Se estão relutantes quanto ao pormenor de que os 15 episódios (originalmente transmitidos em Espanha, no ano anterior) acompanham o assalto todo e de que tal pode tornar-se uma ‘seca’, não estejam: cada episódio é mais viciante que o antecessor, sem dúvida. Este pormenor é tudo menos cansativo, uma vez que vemos a história de várias perspetivas, para além de termos a narração da Tókyo do que se sucede ao longo dos episódios.

Encontramos em ‘La Casa de Papel’ uma história extremamente bem construída, pensada ao pormenor, sem quaisquer pontas soltas. Quando pensamos que a polícia está um passo à frente dos assaltantes, estes relevam-se preparados, já estando dois passos à frente desta primeira. É de facto o assalto perfeito! Para além disto, temos um elenco com atuações fantásticas e memoráveis. Obviamente que não posso deixar de indicar os meus personagens favoritos: Rio, Denver, Nairóbi e El Profesor. Eu sei, são muitos e já é complicado escolher apenas alguns, quando gosto de todos os personagens (menos o Arturito — que alma chata), mas acreditem que cada personagem é genial e as suas personalidades irão conquistar-vos quando menos esperarem. Penso que ter passado a série toda a torcer pelos assaltantes diz tudo.

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Se tivesse que descrever a série em três palavras, ‘perfeita’, ‘intensa’ e ‘única’ seriam essas palavras. Nunca vi nada igual, nem nunca nenhuma série me deixou no estado em que esta me deixou com o seu final: totalmente triste por não ter mais deste mundo. Mas ainda tenho esperança que venha a haver um terceira temporada (e mais, quem sabe haha)

‘Game of Thrones’ é e sempre será a minha série favorita de todos os tempos, mas ‘La Casa de Papel’ ocupa já um lugar nas séries que mais marcaram a minha vida. É uma série sem igual, esculpida na perfeição, que irá agradar qualquer um, absolutamente!

Trailer e sinopse
(retirada do site Adoro Cinema)

Oito habilidosos ladrões se trancam na Casa da Moeda da Espanha com o ambicioso plano de realizar o maior roubo da história e levar com eles mais de 2 bilhões de euros. Para isso, a gangue precisa lidar com as dezenas de pessoas que manteve como refém, além dos agentes da força de elite da polícia, que farão de tudo para que a investida dos criminosos fracasse.

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Literatura | “Anatomia de um Escândalo” de Sarah Vaughan — Opinião

38617967.jpgTítulo Original: Anatomy of a Scandal
Publicação: 5 de Março de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869647
Compra em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: James Whitehouse é um bom pai, um marido dedicado e uma figura pública carismática e bem-sucedida. Um dia, é acusado de violação por uma colaboradora próxima. Sophie, a sua esposa, está convencida de que ele é inocente e procura desesperadamente proteger a sua família das mentiras que ameaçam arruinar-lhes a vida.
Será que é sempre interpretada da mesma forma?
Kate Woodcroft é a advogada de acusação. Ela sabe que no tribunal vence quem apresentar os melhores argumentos, e não necessariamente quem é inocente. Ainda assim, está certa de que James é culpado e tudo fará para o condenar.
De que lado estará a verdade?
Será James vítima de um infeliz mal-entendido ou o autor de um sórdido crime? E estará a razão do lado de Sophie ou de Kate? Este escândalo — que irá forçar Sophie a reavaliar o seu casamento e Kate a enfrentar os seus demónios — deixará marcas na vida de todos eles.

Opinião: Um livro de suspense que me prenda totalmente à sua história é, claramente, um excelente livro. Quem me segue há já algum tempo, sabe qual a minha ‘relação’ com livros deste género. Tento ser bastante meticulosa quando escolho uma leitura de suspense ou crime, de facto.

‘Anatomia de um Escândalo” é uma excepção no seu género, por várias razões. É um livro completamente viciante, cujo o tema cativou-me desde o momento em que li a sinopse. Vi algures alguém indicar este livro a fãs de How to Get Away With Murder e Scandal e, com este comentário, tinha obviamente que ler esta história. O que encontrei aqui foi tão bom quanto esperava. Toda a ação que se sucede dentro do tribunal e durante o julgamento possui um ritmo que adorei (idêntico ao que se encontra em HTGAWM). Mesmo depois do verídico, a curiosidade em saber como terminará história foi imensa, pelo que a cada virar de página agarrava-me mais e mais ao livro, não conseguindo pousá-lo.

Os vários pontos de vista foi algo que de gostei bastante. O livro é escrito sobretudo na terceira pessoa, excepto na visão de Kate, a advogada de acusação, que é a nossa voz principal, digamos. Cada ponto de vista contribui com diversos detalhes para a história, detalhes esses que ajudam-nos a montar o puzzle que é este mistério, levando-nos, inclusive, a descobrir muito mais do que pensávamos poder existir por trás disto tudo. Adorei imenso a forma como Sarah Vaughan construiu a história, por não deixar pontas soltas que nos fizessem descobrir a verdade deste crime antes da mesma ser revelada.

O que é regra para mim em livros de suspense, aplica-se em ‘Anatomy of a Scandal’. A autora apresenta-nos uma história envolvente ao máximo, com uma sucessão de acontecimentos surpreendente (e por vezes chocante). O que mais gostei neste livro foi, indubitavelmente, toda a fase de interrogatórios e julgamento. Este é um livro que fará as delicias dos fãs de séries de advocacia, com certeza!

Literatura | “A Filha da Floresta” (Sevenwaters #1) de Juliet Marillier — Opinião

184Título Original: Daughter of the Forest
Publicação: Outubro de 2017
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579609
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Situada no crepúsculo celta da antiga Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o taciturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos. O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho e mágico, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas, que deslizam pelos bosques com armas afiadas, além dos sábios druidas que deslizam que passeiam pela floresta vestidos com compridos mantos…

Opinião: Juliet Marillier sempre foi uma autora cujos livros chamavam à minha atenção, uma vez que esta é talvez uma das mais conhecidas (e bem faladas) escritoras do género fantástico. Assim, decidi conhecer o motivo de tanto ‘falatório’, com bastante entusiasmo, pois apenas a sinopse prometia já imenso.

O que encontramos no interior deste livro é uma história lindíssima mas também emocionante. É uma história bela pelo conto em que o esta fantasia-histórica é baseada e pelos personagens. É impossível não descrever a história também como algo emocionante e envolvente, pois acompanhamos Sorcha ao longo do tempo que os seus irmãos vivem uma maldição e o que se sucede é simplesmente comovente, por vermos uma personagem tão nova passar por tantas más situações.
Vi-me fascinada com o conto que Juliet desenvolveu neste livro: 6 irmãos, transformados em cisnes, e uma irmã que com muita força e coragem, passará por muita coisa, enquanto tenta quebrar essa maldição. De um certo modo, isto faz lembrar-me ‘O Lago dos Cisnes’ e foi este um dos motivos porque gostei de ‘A Filha da Floresta’.

Apesar de adorar fantasia, não sou uma fã a 100%, e por isso senti que mesmo tendo uma escrita ótima e envolvente, por vezes Juliet Marillier tornou-se muito descritiva e ‘enrolativa’ em determinados momentos da ação. Todavia, um livro de fantasia ‘puro’ passa por isto: por momentos longamente detalhados. Assim sendo, não considero que seja um defeito de todo, pelo que não fui capaz de dar menos de 4 estrelas a este primeiro volume da trilogia Sevenwaters, pois gostei imenso do tema e dos personagens que a autora me apresentou. Longas descrições são apenas que algo que eu, enquanto meia-fã de fantasia, não gosto muito mas que sei que fará as delicias daqueles que adoram autores como Brandon Sanderson ou uma excelente fantasia clássica.

Inicialmente, pensava que a trilogia iria seguir os mesmos protagonistas porém descobri, recentemente, que a história de Sorcha ficará por aqui, o que agradou-me bastante pois sinto que a história dela está concluída e não necessita de todo que continue a ser seguida. Estou, claro, curiosa em saber o que se seguirá no próximo volume que encontra-se já nas livrarias, ‘O Filho das Sombras’, que acompanha o futuro deste mundo, com uma nova protagonista!

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Cinema | “Agente Vermelha” (2018) — Opinião

A-Agente-Vermelha-poster-ptTítulo original: Red Sparrow
Gênero: Thriller
Data de lançamento: 1 de Março de 2018
Elenco Principal: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Jeremy Irons, Charlotte Rampling
A minha classificação: 9 em 10 estrelas

Opinião: Sou um pouco suspeita no que toca a classificar um filme com a atriz Jennifer Lawrence como bom ou mau pois adora-a. Acho-a uma excelente atriz e, consequentemente, adoro os filmes em que esta protagoniza. “Red Sparrow” não é exceção.

O tema de agente secreta desde sempre que me atrai, principalmente quando existe muita ação e algum romance à mistura. No que toca ao romance, gostaria que tivesse existido um pouco mais de desenvolvimento na relação entre Dominika e Nathaniel. Apesar deste pequeno pormenor, adorei a química entre ambos os personagens, resultante, claro, da boa atuação de ambos os atores.

“Agente Vermelha” contém uma variedade de cenas de teor mais sexual e outras com alguma violência, que apesar de serem muito ‘cruas’, são cenas que destacam este filme de qualquer outro, dentro deste género. Alguns momentos senti que se encaixaram na perfeição na história, enquanto que outros não.

jenny-759A história é genial, com cada pormenor pensado ao ‘milímetro’. Penso que o facto do autor (dos livros) ter trabalhado na CIA ajuda um pouco, claro. Não era um filme para o qual tivesse grandes expectativas, confesso, pois este tipo de filme tende a ser demasiado irrealista, cujo o padrão acaba por ser sempre o mesmo. Mas o elenco que aqui encontramos é simplesmente fantástico e veio tornar este filme em algo de outro mundo.
É um filme que não me sai da cabeça desde que o vi. Todo este mundo deixou-me completamente fascinada, assim como obcecada por querer mais dele. Os personagens são todos muitos bem construídos, assim como cada cena. De uma ponta à outra, a história é extremamente bem desenvolvida. Não consigo apontar nenhuma falha, na verdade, no que toca à ação do filme. Este é já um dos meus filmes favoritos de espionagem e ação dos últimos tempos!

Mesmo tendo desconfiado de como seria o final, não considero que este, tal como o filme todo, seja previsível. Existe uma imprevisibilidade refrescante, com os vários plot-twist que vão surgindo ao longo do thriller.

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“Agente Vermelha” foi um filme viciante desde o primeiro minuto, cujos maiores destaques, para mim, são Jennifer Lawrence e Matthias Schoenaerts (dois atores que adoro), cujas atuações foram, inquestionavelmente, ótimas. Tenho esperança de voltar a ver alguns destes personagens num segundo filme, uma vez que trata-se da adaptação de uma trilogia, sendo que este filme corresponde ao primeiro livro, “Traição”. Tudo dependerá dos valores da bilheteira, claro, mas aguardarei, esperançosa, pelo anúncio e espero, obviamente, que Lawrence (também o diretor de Catching Fire e Mockingjay) continue a ser o diretor deste filme, pois fez um excelente trabalho com este primeiro!

Trailer e sinopse
Dominika Egorova é muitas coisas: Uma filha dedicada e determinada a proteger sua mãe a todo custo; Uma bailarina excecional cuja competitividade forçou o seu corpo e mente até ao limite; Uma especialista em sedução e combate. Quando ela sofre uma lesão que põe fim à sua carreira, Dominika e sua mãe enfrentam um futuro sombrio e incerto. Por esta razão ela acaba por ser facilmente manipulada, tornando-se a mais nova recruta duma agência dos serviços secretos que treina jovens excecionais como ela para usar seus corpos e mentes como armas. Depois de suportar todo o treino perverso e sádico, ela revela-se a mais perigosa agente que o programa já produziu. Dominika terá que conciliar a pessoa que era com o poder que agora detém, com sua própria vida e com todos aqueles com que se preocupa, incluindo um agente americano da CIA que tenta convencê-la de que ele é a única pessoa em quem pode confiar.

 

 

 

Literatura | “O Fruto Proibido” de Jodi Ellen Malpas — Opinião

250xTítulo Original: The Forbidden
Publicação: Janeiro de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789897770043
PVP: 17,77€ — Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: O que fazer quando não conseguimos controlar os nossos sentimentos por alguém?
Quando sabemos que não devemos ir por aí? Nem na nossa cabeça?

Annie nunca tinha sentido com nenhum homem essa espécie de química instantânea que nos corta a respiração e ofusca. Até que, numa noite de festa com os amigos, a põe cara a cara com o sexy e misterioso Jack.

Não é uma simples faísca que salta entre os dois. É uma explosão. Jack promete dominar Annie, e cumpre a promessa. Perturbada pela intensidade do encontro, Annie foge do quarto de hotel onde passaram a noite juntos. Tem a certeza de que um homem que teve um tão forte impacto nela e a vergou tão facilmente à sua vontade só pode ser perigoso. Mas já está demasiado envolvida.

E Jack não é só perigoso. É proibido.

Opinião: “Fruto Proibido” faz-me lembrar, em parte, do que acontece com Colleen Hoover, em “Isto Acaba Aqui”. Muitas vezes, um autor apresenta-nos um livro completamente diferente do que estamos habituados a encontrar nos seus livros. Apesar de só ter lido ainda um livro de Jodi Malpas, não esperava encontrar neste livro outra coisa que não um romance cheio de cenas eróticas e um drama menos realista, como é o caso de “O Protector“.

Fiquei surpresa com o tema delicado e polémico que a autora decidiu abordar nesta história. Ao contrário de outros livros deste género, neste, os protagonistas vivem de facto um romance proibido, ao meu ver, uma vez que Jack é casado e Annie é a ‘outra’. Torna-se viciante seguir esta relação, que tem uma construção gradual e incrível a nível emocional. O que me prendeu ao livro foi, sobretudo, a curiosidade em saber como iria terminar este romance e as consequências que este caso traria para todos os personagens envolvidos.

Traição não é algo fácil de se falar, pois não existem desculpas para o fazer, mas gostei da forma como a autora desenvolveu este drama. “The Forbidden” é um livro e deve ser visto como tal, enquanto o lemos, e por isso, adorei o livro, a forma como o tema foi desenvolvido e toda a ação que este trouxe para a história.

Não imaginei vir a gostar tanto deste livro como gostei. Adorei a história mais do que esperava, pois esta traz-nos personagens bens construídos, assim como todo o drama. Dos dois livros que já li da autora, este é, sem dúvida, o meu favorito, por Malpas conseguir misturar um assunto tão polémico com um romance, criando, no fim, um romance marcante, com uma variedade de acontecimentos tanto emocionantes como chocantes.

Uma leitura com o apoio dePlaneta

Literatura | “Imperatriz” (Empress #1) de Mark Millar e Stuart Immonen — Opinião

38603697.jpgTítulo Original: Empress 
Publicação: 2 de Março de 2018
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510573
PVP: brevemente — Compra-o em wook (brevemente) ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Imaginem que estão casados com o pior vilão do universo. E que eles vos mataria se tentassem deixá-lo, mas vocês têm mesmo de fugir para salvar os vossos filhos… Bem-vindos a um dos space-operas mais cheios de acção de sempre – uma aventura que vai atravessar galáxias atrás da Rainha Emporia e da sua jovem família, enquanto eles lutam para sobreviver e escapar a um ditador sanguinário que quer vingança. Fugindo da brutalidade e opressão do seu marido, o Rei Morax, Emporia leva os seus filhos e escapa do palácio que se transformou na sua prisão, arriscando atravessar os mais perigosos ambientes alienígenas e zonas de guerra interplanetárias. Acompanhada pelo seu leal guarda-costas Dane, pelo ex-militar Tor e com a ajuda do teleportador Nave, a Família Real inicia a sua fuga pelo espaço, mas Morax e o seu exército não recuarão ante nada para os capturar e executar! Conseguirão Emporia e os seus filhos escapar ao monstro a que chamam marido e pai, ou estarão à mercê de uma traição que os entregará nas mãos de Morax?

Opinião: Mal pus os olhos na capa de “Empress”, sabia que o teria que ler. Quaisquer expectativas que tivesse, em relação a este primeiro volume, foram superadas, pois Stuart Immonen vem ilustrar uma história repleta de ação e perigo, de uma forma completamente viciante.

É de facto um dos meus livros favoritos até hoje lançados, pela G. Floy. Não só o mundo e o estilo de história lembram-me SAGA, vindo consolar um pouco esta fã que quer tanto o próximo volume (haha), como as ilustrações conjugam na perfeição com o tipo de ação e drama.
O que mais gostei em “Imperatriz” foi, sobretudo, o começo da história dar-se exatamente no momento em que Emporia foge de Morax, o vilão de toda a história. Não temos uma introdução muito longa e, na verdade, não vejo necessidade para tal. Tudo o que temos para conhecer do mundo, vamos desta aventura e é dessa forma que realmente gosto de explorar um mundo como este.

Não podia deixar de mencionar outro aspeto que adorei nesta banda desenhada: o ‘plot-twist’ que acontece já quase no final. Confesso que não esperava mesmo pelo que viria a ser relevado. Fiquei surpresa ao máximo e gostei imenso de conhecer a verdade por de trás de Emporia. Tal revelação só veio deixar-me ainda mais curiosa para ler a continuação, que espero que não demore muito a sair, porque Mark Millar conseguiu criar um mundo e um drama genial e totalmente cativante!

Os fãs de SAGA irão adorar tanto a história de Millar como a arte de Immonen, tenho a certeza, afinal tem os ingredientes perfeitos de que tanto gostamos na série de Brian K. Vaughan: um pouco de romance, muito drama e ação e, principalmente, personagens carismáticos.

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Os Viajantes” (Passengers #2) de Alexandra Bracken — Opinião

liv01950150_fTítulo Original: Wayfarer 
Publicação: 18 de Janeiro de 2018
Editora: Marcador
ISBN: 9789897543449
PVP: 18,95€ — Compra-o em www.wook.pt ou em www.presenca.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Este é o livro sequela de Os Passageiros do Tempo. Etta Spencer não sabia que era uma viajante até ao dia em que emergiu a quilómetros e a anos da sua casa. Agora que lhe roubaram o objeto poderoso que era a sua única esperança de salvar a mãe, Etta encontra-se presa mais uma vez, longe do seu tempo e de Nichola, corsário do século XVIII por quem se apaixonou.

Quando se vê no coração do inimigo, promete terminar o que começou e destruí-lo de uma vez por todas. Mas é surpreendida com uma revelação bombástica sobre quem é o seu pai. De repente, questionando tudo pelo que lutou, Etta tem de escolher um caminho que poderá transformar o seu futuro.

Opinião: Tal como o anterior livro, “Os Viajantes” inicia de forma lenta mas que vai nos deixando curiosos, aos poucos, com o que acontecerá e como é que Nicholas e Etta se reencontraram. É verdade que o livro não é apenas sobre o romance mas… eu adoro um bom romance e era do reencontro destes protagonistas que mais ansiava de ver neste final da duologia de “Passengers”.
A escrita de Alexandra Bracken é extremamente detalhada. Por vezes, houve detalhes que não senti que acrescentassem muito à história, mas é mais para meio do livro, que essas descrições pormenorizadas, do que vai acontecendo, tornam a ação e a história do livro fantástica, proporcionando-nos uma imagem viva de cada momento, de cada cena. Em suma, existe um equilíbrio nesta característica que, ao meu ver, é o que distingue Alexandra Bracken de outras autoras de fantasia: a sua capacidade de detalhar algo de uma forma quase sempre incrível, embora exista algumas partes que parecem arrastar-se durante páginas sem fim.

Uma vez mais, o mundo dos viajantes e as regras que a autora foi ditando ao longo do livro (como o facto de um viajante ser expulso de um tempo onde esteja o seu ‘eu’ futuro ou o seu ‘eu’ passado) é genial. É a parte do livro de que mais gostei, logo da duologia. É o que eleva a qualidade deste livro e é o que me faz realmente gostar desta história. Viajar no tempo e tudo o que existe em torno deste conceito é complexo, no meu ponto de vista, porém Alexandra Bracken concebe tudo isto de um modo surpreendente, que a mim me deixa completamente presa ao livro. Chega a ser apaixonante este mundo que a autora criou.

O jantar com o Czar Nicolau II, dos Romanov, foi um dos momentos do livro de que mais gostei. É sempre bastante engraçado ver os diferentes viajantes interagirem com figuras histórias reais ou passarem por datas marcantes!

O final de “Wayfarer” é o que vem fixar as quatro estrelas, aumentando assim a classificação que inicialmente pretendia dar, pois é uma conclusão que me deixou bastante satisfeita!
Tanto a duologia, como a autora, são algo que não agradará a todos, mas os verdadeiros amantes de fantasia é certo que conquistará e surpreenderá, pois Bracken conseguiu desenvolver o tema de ‘viajar no tempo’ na perfeição, derrubando qualquer obstáculo que surja ou respondendo às dúvidas que vamos tendo quanto ao mundo aqui criado.

Para mais informações do livro “Os Viajantes”, clica aqui!

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Literatura | “O Prof” de Vi Keeland — Opinião

9789898869685Título Original: Beautiful Mistake
Publicação: 19 de Fevereiro de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869685
PVP: 17,69€ — Compra-o em www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Há algo de irresistível num homem de fato e com uma mente atrevida… mais ainda se for o teu professor.
Quando Caine West me conheceu, não foi um dos meus melhores momentos – eu tinha bebido demais, confundi-o com outra pessoa e ele devorava-me com os olhos, o suficiente para me tirar do sério.
Só depois, ao encontrá-lo na universidade, descobri: o sensual Caine West, com o seu sorrisinho presunçoso, viria a ser o meu novo professor. Melhor ainda: eu trabalharia para ele como sua assistente. Eu, Rachel, que o tratara como um imbecil e atacara os seus enormes… atributos.
Bela maneira de te apresentares ao teu prof!
Tentei desculpar-me, e ele fez questão de me relembrar da hierarquia da sala de aula. Desde então, tento ser profissional, mas o magnetismo dele é inegável. Com rosto (e corpo!) de deus grego e uma voz grave e aveludada, não me admira que as alunas suspirem à sua passagem. Só não contava ficar também eu hipnotizada pelo charme do meu professor- E pela forma como a camisa lhe assenta nos braços bem definidos ou como as suas mãos parecem saber sempre o que fazer…
Bolas, Rachel, no que é que te estás a meter?
Não me faltam ideias sobre como poderíamos passar algum tempo sozinhos na sala de aulas!

Opinião: Tal como aconteceu com “O Boss”, também o vicio neste novo livro foi garantido desde o momento em que soube do seu lançamento. É um livro quase tão bom como “O Boss” (desculpa-me Caine, mas o Chase é o tal haha). Ao inicio, a sinopse e tema da assistente que envolve-se com o professor fizeram lembrar-me “O Inferno de Gabriel” e só por isto o meu entusiasmo era enorme! No fim, revelou-se ainda melhor do que esperava.

A escrita foi mais uma vez, indiscutivelmente, ótima. “Beautiful Mistake” é um livro de leitura fluída, refrescante mas, sobretudo, viciante. Um livro assim merece sempre a classificação máxima! Claro que sou um pouco suspeita neste caso, pois não sou capaz de dar menos do que cinco estrelas a uma autora como esta, que me conquista facilmente com as suas histórias.
O que mais gosto em Keeland, e que novamente apreciei neste novo livro, é a capacidade que esta tem em escrever um livro de romance-erótico que me agrade e que me faça querer mais da história, que seja moderado e não exagerado, o que na minha opinião é o que existe imenso na literatira: o exagero em descrições de sexo sem fim. Neste livro não existem expressões excessivas, nem nada que torne cenas mais eróticas em algo banal e ‘sujo’. Vi Keeland é, sem dúvida, a minha autora favorita deste género literário. Consegue agarrar num livro deste género e transformá-lo em algo único e bastante melhor do que o esperado.

“O Prof” é um livro que me fez rir, principalmente, pela forma como começou e pelos seus personagens secundários como Charlie, mas com passados, coincidências e revelações emocionantes. Apesar de adorar “O Boss” e Chase, esta nova história e Caine conseguiram conquistar-me de igual forma. É um livro obrigatório para quem gosta de um bom romance!

Literatura | Novidades para os últimos dias de fevereiro — 2018

Dia 19

Dia 20

Dia 21

Dia 22350x (1)

Dia 23

Dia 26

Literatura | “Catarina de Aragão: A Princesa Determinada” (Os Tudor #2) de Philippa Gregory — Opinião

Título Original: The Constant Princess
Publicação: 16 de Janeiro de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789896576141
PVP: 19,95€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um olhar fascinante sobre a vida de Henrique VIII com todas as convulsões sociais e pessoais que marcaram o seu reinado narrado como se fosse Catarina a contar a sua história.
Philippa Gregory prova uma vez mais que, por detrás do rosto aparentemente familiar da história, há uma história surpreendente: o das mulheres que lutam e influenciam o futuro da Europa, dos heróis reverenciados que cometem erros profundos e de uma história de amor que muda o destino de uma nação.
Catarina de Aragão nasce Catarina, infanta da Espanha, filha mais nova dos Reis Católicos. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII de Inglaterra, e é educada para se tornar princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria.
Lentamente, adapta-se à corte Tudor. De forma inesperada, neste casamento combinado nasce um amor terno e apaixonado. Mas, quando Artur morre, Catarina tem de construir o seu futuro: como pode ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia?
Só casando com o irmão mais novo de Artur, o mimado Henrique. No entanto, Catarina possui um espírito lutador, é indomável e fará tudo para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la.

Opinião: Foi há já alguns anos que li este livro pela primeira vez, quando apenas tinha lido o tão conhecido “Duas irmãs, um rei” da mesma autora. Hoje, depois de ter lido muitos mais livros de Philippa Gregory, e após reler a história de Catarina de Aragão, é com toda a certeza que digo que este é o meu livro favorito da autora.

Esta é a história de uma personagem incrível, corajosa, da história monárquica inglesa. É uma das figuras femininas de toda a história mundial que mais admiro pela sua força e determinação.
Catarina de Aragão, neste retrato da tão conhecida autora das séries Os Tudors e A Guerra dos Primos, é alguém de que facilmente gostamos e também alguém de quem sentimos compaixão e pena, pelo seu destino e vida cruel, seja por tudo o que perdeu, seja pelo seu fim. Nesta visão, um pouco romantizada ao meu ver, reencontramos vários personagens antigos, como Henrique VII e Isabel de Iorque, filhos de duas casas reais rivais (cuja a história é contada em “A Princesa Branca”), e, obviamente, Henrique VIII, onde o conhecemos quando ainda é jovem. Acho que com esta releitura acabei por gostar ainda menos do ‘senhor’.

Já devo ter dito isto anteriormente na minha opinião de “A Rainha Subjugada”, mas torno a dizê-lo: Philippa Gregory é uma das minhas autoras favoritas de sempre, cuja escrita é algo de outro mundo. Esta autora consegue sempre transportar-nos para estas épocas mais antigas e é inevitável não absorvermos cada detalhe e informação das suas histórias, mesmo tratando-se eles de versões um pouco ficcionais em certos pontos.
“Catarina de Aragão: a princesa determinada” é um ótimo livro, por relatar o que foi a vida desta princesa espanhola em Inglaterra de uma forma completamente emocionante e cativante. É uma história triste, principalmente no que toca ao seu primeiro casamento, mas ser rainha nunca foi fácil, muito menos ser mulher e Catarina conseguiu sê-lo com muita bravura e persistência.

Recomendo imenso a leitura deste livro, pelos motivos óbvios: Philippa Gregory é uma contadora fantástica, sem igual, da história inglesa!

Uma leitura com o apoio Planeta