Literatura | “Jessica Jones: ALIAS, volume 2” (Alias #10-15) de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos — Opinião

alias2b22b_cover_ptTítulo Original: Alias #10-15
Publicação: Novembro de 2016
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510221
PVP: 12,99€ — Compra-o em www.wook.pt  ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: TUDO O QUE ELA QUERIA, ERA TER SIDO UMA SUPER-HEROÍNA.
As aventuras da Vingadora que se tornou detective privada continuam em mais dois casos. Jessica Jones viaja para uma pequena cidade do interior, uma cidade cheia de preconceitos e racismo, para investigar a desaparição de uma adolescente que todos acreditam ser uma mutante… mas será mesmo? E, logo depois, a nossa investigadora azarada vai sair num encontro com… o Homem-Formiga?!
Continuam as aventuras da heroína de banda desenhada da Marvel que deu origem à série de TV da NETFLIX com o mesmo nome! Alias volume 2 apresenta-nos mais dois casos da vida da super-heroína que abandonou os Vingadores para se tornar detective. E inclui também um dos mais aclamados números de sempre da série, e considerado uma das histórias curtas mais importantes da década em saíu, o número 10 da série:
J. Jonah Jameson contrata Jessica Jones para descobrir a identidade secreta do Homem-Aranha, usando as suas conexões com outros super-heróis! Pela primeira vez ouvimos falar do passado de Jessica como heroína, mas Jessica engendra um plano… diabólico. Contada de modo diferente do habitual, em painéis experimentais de uma página, pintados a aguarela, e focando o diálogo rápido, divertido e feroz que era a marca de Bendis na altura, como se estivéssemos a ver um ecrã de TV, este história curta foi escolhida pela revista Wizard como um dos 100 melhores números de sempre dos comics.

Inclui um extenso caderno de esboços e arte de DAVID MACK, o criador das capas da série

Opinião: Se o primeiro volume foi bom, este segundo é ainda melhor! Novamente temos vários acontecimentos a decorrerem ao longo da história, não havendo um foco em algum ponto especifico da história. Apenas acompanhamos Jessica Jones na sua profissão e vida pessoal, o que me deixa cada vez mais intrigada sobre a sua origem e o mundo em que vive!

As últimas páginas são, sem dúvida, de fazer rir, com a forma como Jessica trama o diretor da Clarim (penso que seja a mesma figura que passa a vida a perseguir o homem-aranha nos filmes). Esta antiga vingadora é diferente e inteligente, cujo o humor e forma de agir e falar são hilariantes.
Neste novo volume surgem outros personagens como o Homem-Formiga, que mal conheço, confesso, mas que me deixou bastante entusiasmada com a possibilidade de um envolvimento deste com Jessica. Surge também, mesmo que momentaneamente, o Homem-Aranha e o Doutor Octopus, protagonistas de um dos filmes que mais gosto deste herói. Algo que me deixou bastante curiosa foi conhecer a cara de Natasha, a Viúva Negra, que apenas surge disfarçada numa curta cena. Adoraria vê-la envolvida numa investigação com Jessica Jones. Seria épico!

Sobre a banda desenhada de uma forma geral: estou a adorar. Estando já habituada ao tipo de ilustração, vejo-me agora completamente maravilhada pelos traços de Gaydos que, como já mencionei na opinião do volume anterior, combinam de uma forma incrível com a ação e mundo de ALIAS.
Esta é uma das poucas séries a que inicialmente torcia um pouco o nariz mas que com o virar das páginas, foi me conquistando. Declaro-me fã de Jessica Jones, que pode não vestir um fato, mas que é uma personagem tão boa quanto os vingadores ou outras figuras da Marvel!

Uma leitura com o apoio deGFloy

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Cinema | “A Hora Mais Negra” (2018) — Opinião

609665.jpgTítulo original: The Darkest Hour
Gênero: Biográfico, Histórico, Drama
Data de lançamento: Janeiro de 2018 (Portugal)
Elenco Principal: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Stephen Dillane, Ben Mendelsohn
A minha classificação: 10 em 10 estrelas

Opinião: Como fã de filmes que retratam a monarquia ou as grandes guerras, obviamente que não podia perder este filme! Embora estando de pé atrás com o pormenor de este trata-se de um filme biográfico-político, não foi preciso ver muito deste para ficar completamente entusiasmada com esta história, protagonizada por Gary Oldman (“Harry Potter e a ordem da Fénix” como Sirius) que estava irreconhecível debaixo do que é uma fantástica e surpreendente maquilhagem e figurino!

Gary Oldman fez o filme todo, ao meu ver. Mostrou ser um ator incrível, interpretando o papel de primeiro-ministro de Inglaterra com um talento inquestionável! Desde os gestos à maneira de ser e falar, pelo que conheço de outras representações desta figura história, posso presumir que Gary Oldman esteve de facto excelente, merecendo, sem dúvida, todos os prémios e nomeações, como melhor ator, que tem tido.
Apenas vi alguns filmes deste ator (Harry Potter e Wonder Woman), mas confesso que a sua interpretação neste filme foi espectacular, indubitavelmente um dos melhores atores que vi nos últimos tempos!
Kristin Scott Thomas é outro destaque neste filme. Um pouco na sombra de Gary Oldman, como o resto do elenco, mesmo assim conseguiu de algum modo sobressair-se com uma boa interpretação.

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Em termos históricos, confesso não ter muito conhecimento do mandato inicial de Churcill como primeiro-ministro, durante a segunda guerra mundial, pelo que não posso indicar se este filme retrata tal facto histórico na perfeição. Mas quanto ao guião e escrita do filme, acho que este está primoroso, com figurinos impecáveis, assim como as maquilhagens e cenários. Também a música de “A Hora Mais Negra” vem combinar de uma forma incrível com estes aspetos, bem como com o tema, com o tempo em que decorre a história e com os acontecimentos que surgem ao longo do filme.

Apesar de estarmos ainda no inicio de 2018, “The Darkest Hour” tem já um lugar reservado na minha lista de filmes favoritos do ano, pois antes de dá-lo como garantido, há que dar oportunidade a outros filmes certo?

Trailer e sinopse
Ano de 1940. A Europa atravessa um período negro, com a Alemanha nazi a ganhar território e poder sobre as forças aliadas. Winston Churchill é um estadista brilhante que, a 10 de Maio desse mesmo ano, se vê nomeado de urgência para o cargo de primeiro-ministro britânico. Poucos dias depois da tomada de posse, depara-se com a maior e mais difícil decisão da sua vida: aceitar um tratado de paz com a Alemanha, submetendo-se às suas ordens; ou declarar guerra ao inimigo, lutando pela liberdade e independência do seu povo… Com realização de Joe Wright (“Orgulho e Preconceito”, “Expiação”, “Anna Karenina”) e argumento de Anthony McCarten, um filme dramático sobre um momento crucial da vida política do estadista, escritor, orador e historiador que serviu como primeiro-ministro do Reino Unido entre 1940 e 1945 e, mais tarde, entre 1951 e 1955. O actor Gary Oldman (quase irreconhecível) é Winston Churchill; Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas, Lily James, Stephen Dillane e Ronald Pickup dão vida às personagens secundárias.

Literatura | “Jessica Jones: ALIAS, volume 1” (Alias #1-9) de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos — Opinião

jessica2bjones2b-2b2balias2b12bcapaTítulo Original: Alias #1-9
Publicação: Junho de 2016
Editora: G. Floy Studio Portugal
ISBN: 9788416510146
PVP: 14,99€ — Compra-o em www.wook.pt ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: A banda desenhada que serviu de base à série de televisão de sucesso da NETFLIX!

Jessica Jones: Em tempos, chegou a ser uma super-heroína… mas não era muito boa. Os seus poderes eram corriqueiros, comparados com as habilidades incríveis dos ícones de uniforme que povoam o Universo Marvel. Numa cidade de maravilhas, Jessica Jones nunca encontrou um lugar que fosse só seu. Agora, transformada numa alcoólica auto-destrutiva com um terrível complexo de inferioridade, Jones é dona e única empregada das Investigações Alias – uma pequena empresa de investigações privadas especializada em casos de super-heróis. E quando ela descobre o segredo potencialmente explosivo da identidade verdadeira de um desses heróis, a vida de Jessica passa a estar em risco permanente. Mas o seu humor, charme e inteligência são a combinação perfeita, que talvez lhe permita sobreviver até ao fim desta aventura. Alias é uma série sobre o outro lado da cortina e do palco, sobre o que acontece a um herói quando fica farto, e decide esquecer a parte do “super” do seu nome.

É mais thriller e policial do que história de super-heróis. No primeiro volume da série encontraremos dois arcos de história distintos, um que se inicia quando Jessica Jones descobre involuntariamente a identidade secreta de um Vingador, e se vê envolvida numa conspiração ao mais alto nível, e outro em que ela parte em busca de Rick Jones e do segredo que ele esconde. Mas será ele o verdadeiro Jones, e serão eles aparentados… os Jones?

Opinião: Tendo visto apenas um episódio da adaptação televisiva, pouco ou nada sabia sobre esta personagem. Ao contrário da série, dei por mim a gostar realmente desta banda desenhada, que é dividida, neste volume, em duas partes, isto é, dois acontecimentos e gostei de facto que existisse mais do que um acontecimento neste primeiro volume, pois traz mais ação à história e permitiu-me conhecer melhor Jessica Jones.

É impossível ficar indiferente ao envolvimento de vários personagens do mundo da Marvel nesta banda-desenhada, nomeadamente do Capitão América e os tão conhecidos Vingadores. Inicialmente curiosa, vi-me, então, ainda mais entusiasmada em prosseguir com esta leitura! Adorei Jessica Jones mas prefiro sobretudo os momentos em que estaResultado de imagem para alias jessica jones g floy contacta com outros heróis da Marvel e mal posso esperar por encontrar mais momentos como estes nos volumes seguintes.

Embora não considere as ilustrações lindíssimas ou como sendo ‘arte’, como acontece em livros como SAGA. “ALIAS” acaba por ter traços um tanto negros e rudes mas que de certa forma conjugam com o tipo de história e, à medida que ia lendo página atrás de página, acabei por me habituar a este novo estilo de desenho. O que, sem dúvida, merece ser chamada de arte são as capas de cada capítulo que me fascinaram imenso com todas aquelas misturas e contrastes de cores.

Não sabia de facto se ia gostar desta personagem ou da sua história, dado que não me agradou o que vi na série, mas a banda desenhada acaba por ser bastante boa e intrigante!

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Literatura | “O Duque Mais Perigoso de Londres” (A Sociedade dos Duques Decadentes #1) de Madeline Hunter — Opinião

Duque_Mais_Perigoso_de_LondresTítulo Original: The Most Dangerous Duke in London
Publicação: 10 de Novembro de 2017
Editora: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789897103032
PVP: 16,60€ — Compra-o em www.wook.pt ou em www.saidadeemergencia.com
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Três duques pecaminosamente atraentes, três corações prestes a encontrar os seus parceiros.

Toda a sociedade londrina está em suspenso com o regresso de França do escandaloso duque de Stratton. A sua reputação precede-o e sussurra-se que procura vingança pela morte do seu pai. Quando conhece Clara Cheswick, a bela e rebelde filha do homem que suspeita ser seu inimigo, o desejo complica o objetivo do duque.
Clara pode ser a mulher que deslumbra Stratton, mas ela está mais interessada em publicar o seu jornal feminino do que em ser seduzida — especialmente por um homem que dizem estar sedento de vingança. No entanto, com o seu faro para uma boa história, Clara questiona-se se ele será sincero no seu desejo de justiça. Deixar-se arrebatar pelo duque tem provavelmente desafios que não antecipa, mas quem diria que seria tão divertido ser cortejada pelo perigo?

Opinião: De tanto ouvir falar desta autora, há já bastante tempo que sentia-me intrigada em ler algo dela. Assim, com este lançamento, e estreia da autora na chancela da Saída de Emergência, decidi experimentar ler um livro da tão conhecida Madeline Hunter.

Depois de ler autoras fantásticas, dentro deste género, como Sarah MacLean e Tessa Dare, esperava mesmo muito desta ‘nova’ autora. Embora não tenha correspondido às minhas expectativas, na sua totalidade, gostei imenso de Madeline Hunter e sinto que esta pouco atrás fica das outras duas autoras indicadas anteriormente.

“O Duque mais Perigoso de Londres” apresenta-nos um romance simples mas com um padrão que adoro seguir neste género literário, que nos prende mais e mais a cada virar de página. Para ser perfeito, para mim, faltou haver um pouco mais de dramatização na ‘situação’ final, que por norma, neste tipo de livro, serve para separar o casal temporariamente, vindo depois, estes, a superar esse drama, ficando juntos. Apesar de menos trabalhado, não deixa de ser um drama final um tanto surpreendente com as pequenas revelações e conclusões feitas!
Em suma, vi-me envolvida numa narrativa fluente, divertida, e mal posso esperar por conhecer melhor o resto da sociedade dos duques decadentes bem como os respetivos casais!

O que mais gostei deste primeiro livro foi a questão de Clara ser dona de uma revista, em conjunto com outras personagens femininas, o que reflete a personalidade independente e corajosa da protagonista, fazendo-me gostar mais dela do que do protagonista masculino, o que não é hábito meu em livros de romance de época (haha).
Espero continuar a seguir este conjunto de mulheres e a sua revista nos próximos livros e sei que vou adorá-lo, sem dúvida, pois vivendo atualmente num século em que as mulheres alcançaram já muito, é bastante cativante seguir protagonistas/personagens que tenham um poder feminino, por outras palavras, ‘girl power’. Acaba por ser um fator que também influencia no drama da história e no quão diferente torna-se o casal do romance e adoro isso por completo!

Não sei dizer se este é o melhor livro de Madeleine Hunter para se começar a seguir a autora, tratando-se esta da minha estreia, mas posso dizer que é um começo bastante bom, para quem nada conhece da autora. Se gostam de autoras como as que mencionei acima ou como Emma Wildes e Julia Quinn, tenho a certeza que irão desfrutar deste livro, que dá inicio à trilogia A Sociedade dos Duques Decadentes!

Uma leitura com o apoio de

saida de emergencia

 

Cinema | “Maze Runner 3: A Cura Mortal” (2018) — Opinião

5070907.jpgTítulo original: Maze Runner, the Death Cure
Gênero: Ação, ficção cientifica, aventura 
Data de lançamento: 25 de Janeiro de 2018 (Portugal)
Elenco Principal: Dylan O’Brien, Kara Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Aidan Gillen, Giancarlo Esposito, Rosa Salazar
A minha classificação: 8 em 10 estrelas

Opinião: Visto em IMAX, este filme foi nada mais, nada menos, do que espectacular! Tornando-se assim no meu filme favorito da trilogia (cujo o respetivo livro falta-me ler), este terceiro e último capítulo ‘estreia-se’ como um filme repleto de ação, drama, de nos cortar muitas vezes a respiração e de nos deixar em lágrimas. Pelo menos eu fiquei, com alguns dos acontecimentos que sucedem.

Há imensos atores que mais uma vez tiveram uma interpretação que adorei, mas o destaque, na minha opinião, é Kara Scodelario que consegue fazer-me adorar-odiar a sua personagem, Teresa.
Surge, neste filme, um personagem que irá deixar-vos um tanto boquiabertos e entusiasmados por reencontrar! Isto, se gostavam dele como eu, claro. O aparecimento de tal personagem compensa em certa medida a morte doutro, ao meu ver, trazendo, deste modo, algum equilíbrio à história. Devo dizer que se o filme já estava a ser fantástico antes dele surgir, então assim que este personagem entra em ação… Foi ainda melhor!

Com um leque de personagens memoráveis e incríveis, sei que vou sentir imensas saudades deste mundo. Este último capítulo teve imensa ação, como disse, e muitas surpresas, algumas que foram tornando-se previsíveis aos poucos, outras nem tanto. O momento alto do filme, para mim, está tanto na cena inicial do comboio, como no final, em que o grupo de Thomas entra na cidade criada e protegida pela CRUEL.

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O final deixou-me com uma sensação de que faltou algo por explicar ou contar. Quererá isto dizer que teremos um spin-off ou uma possível continuação? Se tal não acontecer, então gostaria realmente que tivessem avançado no tempo uns anos, para ver como seria o futuro da raça humana. Foi um final bom mas que, tratando-se isto de uma adaptação, poderia ter sido mais desenvolvido e fechado, apresentando-nos uma conclusão excelente quanto o resto do filme o foi.

Deixo-vos como recomendação a ida ao cinema para ver este filme em IMAX, pois vale bastante a pena o dinheiro investido por mais qualidade! Em 3D, com toda a ação que temos neste filme, a ida ao cinema será ainda melhor, garanto-vos!

Trailer e sinopse
No final épico da saga Maze Runner, Thomas lidera seu grupo de Clareanos em fuga em sua missão final e mais perigosa até então. Para salvar seus amigos, eles devem invadir a lendária Última Cidade, um labirinto controlado pela CRUEL que pode vir a ser o labirinto mais mortal de todos. Qualquer um que o complete vivo, receberá respostas às perguntas que os Clareanos têm feito desde que chegaram ao labirinto.

Literatura | Novidades de 1 a 7 de Fevereiro — 2018

Dia 2

Dia 5

Dia 6

Dia 7

Literatura | “Ariadnis” (Erthe #1) de Josh Martin — Opinião

9789898869623Título Original: Ariadnis
Publicação: Novembro de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869623
PVP: 17,69€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Nós viemos depois do cometa.
Nós sobrevivemos à grande onda.
Nós somos as escolhidas.
Depois de o mundo antigo ter desaparecido, restou apenas uma ilha. Os seus habitantes formaram duas cidades, separadas por Ariadnis, uma terra divina. Mas as diferenças entre os povos de Metis e Athenas rapidamente os conduziram à guerra.

Perturbado por este conflito, o ser divino de Ariadnis decreta que em cada uma das cidades nascerá um Escolhido. Dotados de poderes especiais, os dois Escolhidos irão confrontar-se no dia do seu décimo oitavo aniversário, num desafio mortal e misterioso que decidirá qual o povo mais digno de habitar a ilha.

Aula e Joomia são as Escolhidas e resta-lhes apenas um ano até ao dia do grande confronto. Ambas preferiam ter uma vida normal, mas os seus destinos estão traçados, e nesta jornada não há espaço para a amizade nem tempo para o amor.
Só uma reclamará o prémio final de Ariadnis.

Opinião: Começo por falar da capa, que é, indubitavelmente, uma das capas mais bonitas que já vi em toda a minha vida. Destaca-se facilmente nas estantes das livrarias e foi principalmente ela que despertou em mim esta enorme curiosidade que sentia em ler “Ariadnis”.
Neste caso, podem de facto julgar o livro pela capa, pois tal como a capa é lindíssima, também o que encontramos no interior é belo e distinto de muitos livros deste género que li, sobretudo pelo seu mundo e final da história!

Gostaria que tivesse existido um pouco mais de romance e tal ponto influencia-me imenso na classificação de um livro. Excepto este pormenor, não posso dizer outra coisa além de “Adorei!”. Página atrás de página, devorei este livro em horas, sem qualquer interrupção. Foram as várias revelações que são feitas ao longo da história, assim como os dois pontos de vista, de Aula e Joomia, que me prenderam por completo ao livro.
Inicialmente, não tinha uma escolhida preferida mas juntas formam uma dupla que nos conquista num abrir e fechar de olhos. Taurus foi outro personagem que adorei e cuja relação com Aula gostei imenso de seguir, mesmo que por pouco tempo.
Ao terminar esta leitura, dei por mim a querer mais deste mundo, mais destes personagens. O final é belo de alguma forma, diferente e elevou ao máximo o meu interesse em saber o que se segue no próximo livro, que será lançado, em inglês, em Fevereiro.

Josh Martin estreia-se com um livro original e primoroso, com um mundo e personagens memoráveis. Fãs de sagas como The Hunger Games e Divergente irão, de certeza, gostar desta história tão facilmente como eu gostei!

Literatura | “O Livro do Pó” (La Belle Savauge – #1) de Philip Pullman — Opinião

Resultado de imagem para o livro do póTítulo Original: La Belle Sauvage (The Book of Dust #1) 
Publicação: 4 de Janeiro de 2018
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722361538
PVP: 18,95€ — Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Philip Pullman regressa ao universo de MUNDOS PARALELOS.

Malcolm Polstead tem onze anos, Os pais gerem A Truta, uma estalagem muito frequentada nas margens do rio Tamisa, perto de Oxford, Malcolm é muito atento a tudo o que o rodeia, mas sem chamar a atenção dos outros, Talvez por isso, fosse inevitável vir a tornar-se num espião, É na estalagem que ele, juntamente com o seu génio Asta, descobre uma intrigante mensagem secreta sobre uma substância perigosa chamada Pó, Quando o espião, a quem a mensagem era dirigida, lhe pede que preste redobrada atenção ao que por ali se passa, o rapaz começa a ver suspeitos em todo o lado: o explorador Lorde Asriel; os agentes do Magisterium; Coram, o cigano; a bela mulher cujo génio é um macaco malicioso,,, Todos querem descobrir o paradeiro de Lyra, uma menina, ainda bebé, que parece atrair toda a gente como se fosse um íman, Malcolm está disposto a enfrentar todos os perigos para a encontrar…

Opinião: Fiquei bastante curiosa quando soube que iria ser lançada uma ‘prequela’ da famosa trilogia “Os Mundos Paralelos”, mais conhecida por “A Bússola Dourada”. Não tendo nunca lido nada do autor e apenas conhecendo, brevemente, este mundo através do jogo da adaptação cinematográfica do primeiro livro, pouco sabia do que aqui iria encontrar, quanto ao mundo e personagens. Mesmo tendo esperado um pouco mais deste livro, dei por mim surpresa e a gostar bastante do mundo deste livro, principalmente de toda esta história de génios.

Com umas partes mais lentas, outras repletas de ação e aventuras, sinto que este livro poderia ter sido perfeito se mais curto, dado que virá ai um segundo. No entanto, isto não faz com que este deixe de ser um ótimo livro. Se a primeira parte do livro foi boa e deixou-me absolutamente curiosa para o que ai viria, a segunda parte foi a que mais me prendeu ao livro, com a fuga do trio e respetivos gémeos e da perseguição de Bonneville e a sua hiena-génio ‘horripilante’.
Malcolm é um rapaz de 11 anos mas que não o aparenta ter, pela sua personalidade forte, todo ele um rapaz responsável, corajoso, atencioso e querido. É um personagem que adorei conhecer e que espero vir a conhecer na fase adulta no próximo livro, que decorrerá quando Lyra tem já 20 anos.
A relação que Malcolm e Lyra têm um com o outro e com os seus génios deixa-nos com um sorriso nos lábios e é o que adorei mais de seguir neste livro. Sinto-me bastante entusiasmada com a ideia destes dois personagens manterem algum tipo de ligação em adultos e estou mesmo muito curiosa com o que se seguirá no segundo volume desta nova trilogia de Philip Pullman!

Para mais informações do livro “O Livro do Pó — La Belle Sauvage, volume 1”, clica aqui

Uma leitura com o apoio depresença

Literatura | “SAGA, volume 7” (SAGA #7) de Brian K. Vaughan e Fiona Staples — Opinião

saga-7-cover-ptTítulo Original: SAGA volume 7
Publicação: Dezembro de 2017
Editora: G. Floy Portugal
ISBN: 9788416510535
PVP: 10,99€ — Compra-o em www.wook.pt ou à editora por e-mail (gfloy.portugal@gmail.com)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Fiona Staples e Brian K. Vaughan, uma das mais aclamadas equipas de criadores de comics no mundo, trazem-nos mais um capítulo da sua saga cósmica, A Guerra por Phang, um dos eventos mais épicos de Saga.

Hazel está finalmente reunida com a sua família e viaja com ela para um cometa mergulhado na guerra que Coroa e Terravista travam desde sempre.
Serão forjadas novas amizades e outras serão perdidas para sempre, neste volume cheio de acção sobre famílias, batalhas e refugiados.

Opinião: Quando pensei que já tinha visto tudo em SAGA, surpreendo-me com uma das primeiras páginas neste volume. Ainda por cima, tinha uma familiar minha ao lado. Que ‘vergonha’ (haha).
Brincadeiras à parte, este é sem dúvida o meu volume favorito ou pelo menos um deles (pois em SAGA é difícil escolher apenas um), porque, sim, adoro livros que me partam o coração e que me surpreendem quando menos esperava. Gosto de livros imprevisíveis e SAGA é isso mesmo. É imprevisível, é chocante, é de partir o coração com muitas das coisas que acontecem, mas é sobretudo fantástica. É uma graphic novel que ao inicio fez-me torcer um pouco o nariz, mesmo que curiosa, devido aos ‘estranhos’ personagens que conheci, mas que agora adoro, como o Principe Robot IV (gosto sempre dos vilões, diga-se de passagem haha).

Preparem-se para uma leitura chocante e, de facto, de deixar-vos tristes com os vários finais que são dados a alguns personagens. Muitas das mortes que aqui acontecem são inesperadas e emocionantes. No entanto, são estas coisas que tornam esta graphic-novel em algo de viciante. Foge um pouco ao típico “vilão morre, herói vive” e eu gosto realmente disso.

Pior que tudo o que aconteceu neste 7º volume, que me deixou bastante triste, vai ser ter que esperar pelo 8º volume para saber o real desfecho de certas situações que aqui se desenrolaram. Mal posso esperar! Que venha mais um volume!

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Monstress, o Sangue” (Monstress #2) de Marjorie Liu e Sana Takeda — Opinião

monstress_o_sangueTítulo Original: Monstress, Volume 2 
Publicação: 19 de Janeiro de 2018
Editora: Saída de Emergência
ISBN: 9789897730900
PVP: 18,80€ — Compra-o em www.wook.pt ou no side da editora em www.saidadeemergencia.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, criaturas demoníacas e poderosas ameaçam o mundo.
Maika Meiolobo está a ser perseguida por uma coligação de forças determinada a controlar e a destruir a poderosa criatura demoníaca que habita dentro de si. Mas Maika não descansará enquanto não cumprir a sua missão: descobrir os segredos da sua falecida mãe, Moriko.
Nesta sequela, a jornada de Maika irá levá-la à cidade de Thyria, controlada por piratas, e através dos mares à misteriosa Ilha dos Ossos. Será uma viagem que irá forçar Maika a reavaliar o seu passado, presente e futuro e onde irá aprender que não pode confiar em ninguém, incluindo no seu próprio corpo…

Opinião: Apenas pela capa, consegui prever que iria gostar ainda mais deste segundo volume, do que o anterior, ‘Monstress, o despertar‘. Muitas perguntas foram feitas durante a leitura do primeiro volume e sinto que neste foram dadas muitas respostas e explicações, principalmente quanto ao monstros que vive dentro de Maika.

A nível de história, desenvolvimento e ação, este novo volume vem surpreender e muito pela qualidade que apresenta, que é ainda melhor que a do primeiro livro.
Conhecemos novos personagens, uns que adorei mais que outros, como Seize, um tigre, ou os tripulantes do barco em que Maika e companhia viajam.

Mas, mais uma vez, a melhor parte desta graphic-novel são as ilustrações, que tornam a fascinar-me, pelos seus traços lindíssimos e pintura absorvente. Cada personagem criado é lindíssimo, cujas personalidades são facilmente conhecidas, pois a forma como cada detalhe de um personagem é desenhado, diz tudo sobre este e sobre a sua atitude. Adoro imenso a imaginação e talento de Sana Takeda e é sobretudo isso que me prende totalmente a esta série Monstress, pois afinal, uma graphic-novel depende e muito do sucesso das ilustrações, ao meu ver.

Estou bastante curiosa para ler o próximo volume e espero conhecer melhor o passado da Maika pois suspeito que ainda há muito para contar!
Tenho a certeza que quem leu o primeiro volume, irá certamente amar esta sequela, como eu adorei.

Uma leitura com o apoio desaida de emergencia