Follow Me Back – Vê-me, Quer-me, Ama-me (Follow Me Back #1) – A.V. Geiger [Opinião]

350x (1)Título Original: Follow Me Back
Publicação: Junho de 2017
Editora: Verso de Kapa
ISBN: 9789898816610
PVP: 17,00€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: O mundo da Tessa Hart é muito pequeno. Confinada ao seu quarto por sofrer de agorafobia, o seu único escape é o fandom online da estrela pop Eric Thorn. Quando ele tweeta para as fãs, ela sente que ele está a falar diretamente com ela… Mas, apesar da popularidade, Eric Thorn vive num dilema porque se por um lado teme a obsessão excessiva das fãs por outro a sua equipa de relações públicas, não pára de «postar» e incentivar fantasias loucas para que Eric mantenha sucesso.

Quando um outro cantor pop é assassinado por uma fã, Eric sabe que, para se proteger precisa de destruir a sua imagem online, por isso, decide arrasar com a sua principal seguidora no Twitter, @TessaHeartsEric. Mas o seu plano falha e, ao contrário do que poderia imaginar, acaba por aprofundar ainda mais a relação que já tinha com esta fã. Quando os dois combinam um encontro no mundo real, o que poderia ter sido o melhor episódio de Catfish toma um rumo inesperado… Uma história escrita através de tweets, mensagens e transcrições policiais, este livro é um thriller romântico da geração online atual que irá manter-te em suspense do princípio ao fim.

Opinião: Sendo este o livro de uma autora do Wattpad, cujo o romance é criticado por Anna Todd, era óbvio que não iria deixar este livro escapar-me.

Ao inicio, encontramos várias transcrições de conversas entre Eric Thorn com a polícia ou esta com Tessa Hart. Logo aqui, é normal que a curiosidade vá começando a crescer à medida que se vai lendo o livro. Foi este o meu caso, pois queria realmente saber o que de facto aconteceria para que ambos os protagonistas acabassem no meio de um interrogatório. Adorei imenso todo o plot deste primeiro livro.

“Follow Me Back” é uma mistura entre um romance, com um estilo bastante simples mas tão, tão viciante, e algum thriller à mistura. Ambos os géneros foram desenvolvidos juntos de uma forma viciante, que ia deixando-me cada vez mais curiosa e agarrada ao livro, principalmente nas páginas finais.
Quem me segue, certamente que já deve saber que thriller não é muito o meu género mas este livro foca-se mais no desenvolvimento de uma amizade que acaba evoluindo para romance. A parte de thriller é simples, sem cenários e momentos muito prolongados ou descritivos. Isto é bom, pelo menos ao meu ver, pois vem dar um toque único e refrescante no meio do romance. Senti-me realmente presa ao livro, a partir do momento em que os relatórios da policia começaram a desenvolver-se mais e a revelar o porquê da história inclui-los.

20170710_104237.jpg

Adorei realmente este livro e a escrita de A.V. Geiger, que apresenta uma história fantástica. Adorei que a autora tivesse abordado um romance entre um famoso e uma fã, assim como as obsessões de fãs pelos seus ídolos. Nunca li nada assim antes e gostei imenso da forma viciante como Geiger decidiu misturar romance, obsessão e thriller. Mal posso esperar para ler o próximo livro e ver mais do romance de Eric Thorn e Tessa Hart!

Uma leitura com o apoio deversodekapa

The Call (The Call #2) – Peadar O’Guilin [Opinião]

19145901_1038050269661595_2266948253515354979_nTítulo Original: The Call
Publicação: Junho de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869081
PVP: 16,59€ – Compra-o em www.wook.pt  
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Três minutos
Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida.

Dois minutos
Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir.

Um minuto
Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa.

Opinião: Ao fim de lermos algumas páginas de “The Call”, é impossível não nos lembrarmos de “Jogos da Fome” e de “Divergente”, tal como diz um dos critico deste livro. E que saudades que senti destas duas sagas, principalmente da da rapariga em chamas! Peadar O’Guillin traz-nos um livro com um mundo em que adolescentes são chamados, por três minutos, para a Terra Cinzenta, onde, na verdade, passam um dia inteiro, a tentar sobreviver e escapar às garras de seres, banidos para lá. Este tema lembra tanto The Hunger Games como Maze Runner, enquanto que toda a ação de treinar uma geração para sobreviverem a tal destino é algo que lembra “Divergente”. Só por isto, dei por mim a adorar rapidamente este livro e a devorá-lo com cada vez mais curiosidade.

O corpo do rapaz reaparece e cai com força no chão. Nessa sente-se aliviada por ver que não é um dos verdadeiramente horríveis. Não há nada ali para dar a volta estômago além de um pouco de sangue e de um par de minúsculos chifres a crescer da parte de trás do crânio. Os Sídhe conseguem ser muito mais criativos que aquilo e têm mesmo algo a que os peritos chamam «sentido de humor». Nessa estremece.

No entanto, um livro que poderia ser fantástico, fica-se apenas pelo “bom”, pois narrativa que o autor faz dos acontecimentos torna-se um pouco confusa por vezes. Não consegui imaginar por completo como seriam os Sídhe (na minha cabeça, imaginava os vampiros de The Strain, o que tenho a certeza que está bastante longe do que o autor imaginou). Houve muitas coisas que achei simplesmente confusas ou que não adicionaram nada de relevante à história. Não gostei também da narrativa feita no presente (“Ele vai até… Ele faz” em vez de “Ele foi até… Ele fez”), que sinto que tenha contribuído para esta narrativa confusa ou pouco organizada.

Post

Mas excluindo estes pontos, sim, gostei bastante deste livro, porque foi diferente dos livros que tenho lido deste género. Foi viciante, mesmo com uma narrativa confusa ou mal construída/organizada. Por ter um “plot” e personagens que lembram em muito “Os Jogos da Fome”, foi me impossível não adorar este livro, como já disse. Espero que no segundo livro, pois o romance entre Anto e Nessa soube-me a pouco e espero que este seja melhor desenvolvido na sequência que será lançado em Março do próximo ano, na língua original.

Uma leitura com o apoio delogo_topseller_lema

[FILME] The Boss Baby (2017) – Opinião

large_IMG_5157Título original: The Boss Baby 
Gênero: Animação, Comédia 
Data de lançamento: Março de 2017 
Elenco Principal (vozes originais): Miles Christopher Bakski, Alec Baldwin, Eric Bell Jr., Steve Buscemi, Tobey Maquire 
A minha classificação: 9/10 estrelas

Opinião: Não importa a idade que tenhamos. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Por mais que cresçamos, é impossível não adorar filmes animados, principalmente os da Disney e da DreamWorks. São filmes para qualquer pessoa de qualquer idade. São filmes que vão sempre entreter e fazer-nos rir. “The Boss Baby” (aleluia, não traduziram o título, ufa!) não é excepção. Apesar de não ter visto todos os filmes de animação que têm saído nos últimos anos, tenho visto um ou outro, de entre os mais falados.

Sendo a DreamWorks a produtora que é, não esperava menos de um filme deles. Adorei por completo esta história de um bebé que na verdade é uma espécie de “espião” que trabalha na empresa responsável por criar os bebés. Esta é uma ideia simplesmente divertida, que fez-me rir imenso. No inicio, “The Boss Baby” tem um pouco do conceito de “Phineas and Ferb”: o irmão mais velho que tenta apanhar o irmão mais novo em flagrante e denunciá-lo aos pais. Foram hilariantes todas essas tentativas, entre as quais a cena em que Tim provoca o bebé ao vesti-lo de marinheiro, assim como cenas como a reunião de bebés e a fuga à ama.

BossBaby1

Este filme não é violento em momento algum, o que me agradou. O vilão tem apenas como plano maléfico lançar cãezinhos pelo mundo, de forma a substituir os bebés, o que é mais um plano fofo do que maléfico hahahaha É o típico filme da DreamWorks: com uma história engraçada e única, com personagens marcantes.
Não me lembro de gostar tanto de um filme desta produtora desde Shrek.

O final é simplesmente lindo, lindo, e tal como disse, não importa a idade que tenhamos, vamos adorar este filme, principalmente este boss baby! Mas sendo um filme de animação, o final feliz é algo garantido!
Recomendo bastante este filme, pois não darão pelo passar do tempo e as gargalhadas serão garantidas.

Trailer (VP)

Monstress, Despertar (Vol. 1, #1-6) – Marjorie Liu, Sana Takeda [Opinião]

7.3.jpgTítulo Original: Monstress, vol. 1 

Publicação: Junho de 2017 

Editora: Edições Saída de Emergência 

ISBN: 9789897730627 

PVP: 18,80€ – Compra-o no site da editora em www.saidadeemergencia.com ou em www.wook.pt 

A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, eis que nos chega uma história de coragem, vingança e compaixão…

Maika Meiolobo é uma adolescente que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e arcânicos, uma raça híbrida que descende dos Anciãos. Escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus poderes latentes,

Maika começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.

Perante a opressão e o terrível perigo, Maika torna-se caçadora e presa, perseguida por aqueles que desejam usá-la, colocando-a no centro de uma guerra devastadora entre forças humanas e sobrenaturais. Enquanto isso, o monstro no seu interior começa a despertar…

Opinião: Graphic Novels é meio que um mundo novo para mim. Mesmo manga é um género que pouco leio. Depois de Nimona, decidi então ler esta novidade da Saída de Emergência, que me deixou bastante curiosa e que facilmente me cativou pela sua lindíssima capa, cujos traços do desenho são fantásticos e trazem consigo bastante mistério.

A história foi de facto bastante diferente do que esperava. Nunca tinha lido nada deste género, por isso senti-me um pouco confusa, o que deve ser normal para uma “novata” neste género. Não esperava encontrar um conteúdo com alguma violência “violento” em termos de ação e linguagem. No entanto, estes pequenos pormenores são facilmente ignorados perante as fantásticas imagens que encontramos no interior de “Monstress”. Desde os personagens até à maneira como as autoras decidiram desenhar certos momentos da ação… Tudo é simplesmente belo, com um ligeiro toque de terror.

A Quimica.jpg

É impossível largar este livro. Em menos do nada, tinha-o lido pois, de facto, a história vai tornando-se clara aos poucos, para quem se sente mais confuso com o seu objetivo: É um despertar, como diz na própria capa. O despertar de Maika Meiolobo e a descoberta do seu passado, que permanecera um mistério para esta. Maika pode parecer frágil ao inicio mas aos poucos vai mostrando quem é: uma badass, mesmo que com uma ligação a um monstro. Adorei-a simplesmente. Também Kippa, Sophia e Corvin foram personagens que me chamaram imenso à atenção e cujas histórias e futuro espero vir a conhecer melhor no próximo volume (que sai já, na língua original, agora em Julho!).

É óbvio que uma história precisa de ser boa, para gostarmos de um livro, mas quando se trata deste género de livros, o que mais importa são as imagens criadas para ilustrar todas as palavras que não são contadas, além dos diálogos. E este livro está muito bem concedido. Tem traços lindos e aterrorizantes, que descrevem muito bem o mundo aqui criado: um lugar repleto de magia, de medo, de monstros e de uma guerra sem fim entre o sobrenatural e os humanos.

Monstress é uma graphic novel mais complexa do que outro livro (de manga, graphic novel, etc) que alguma vez tenha visto, mas tenho a certeza que conquistará facilmente qualquer um só pelos seus desenhos fantásticos.

Uma leitura com o apoio desde

Alice no País das Maravilhas (Coleção Os Livros Estão Loucos) – Lewis Carrol [Opinião]

350xTítulo Original: Alice in Wonderland
Publicação: Junho de 2017
Editora: Guerra e Paz Editores
ISBN: 978-989-702-287-6
PVP: 13,90€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Oh que tarde tão aborreci… ZZZZzzzzzz Ah, que susto! Donde é que saiu este Coelho Branco, de olhos cor-de-rosa arregalados, com um colete vestido e um relógio de bolso?
Eu sou a Alice e vou desatar a correr atrás do coelho. Tens pernas para correr comigo?
De que é que tens medo? Não consegues entrar na toca do coelho? Lê-me e vais ver que encolhes.
Lê-me e os teus olhos vão ver seres absolutamente surpreendentes: um Gato de Cheshire que ri, uma Lagarta que fuma, criados com caras de sapo e de peixe, um Chapeleiro louco, uma Lebre de Março, uma Tartaruga Falsa com queda para a música, todo um baralho de cartas com medo de ser decapitado pela Rainha de Copas…
Será um sonho, ou o País das Maravilhas existe mesmo?
Lê-me e vais ver que cresces.

Opinião: O 3º livro, nesta coleção de clássicos loucos, chegou! E tal como acontece com “Romeu e Julieta”, nunca li este clássico, de Lewis Carroll (mas vi o filme da Disney!), então, estreei-me com mais um clássico através destas edições lindíssimas.

E de facto, “Alice no país das maravilhas” é o livro com o design mais bonito de todos, até agora! Adorei simplesmente as várias ilustrações que foram aparecendo ao longo das páginas. Vamos encontrando uma mistura de ilustrações conhecidas, tanto da adaptação da Disney, como das edições mais conhecidas deste clássico que encantou milhões de pessoas.
Adoro também que o livro seja vermelho e tenha o contraste do amarelo no exterior das páginas. O design está simplesmente fantástico.

Temos novamente personagens exteriores à história de Lewis Carroll, que nos acompanham na leitura e que a vão comentando! Houve tantos comentários que marquei com os meus post-its, pois Simão é simplesmente tão divertido e sincero com os comentários que faz, que torna-se impossível não concordar com ele. Este acompanhamento de leitura ajuda também na leitura de um clássico, pois é como um pequeno intervalo para reflexões ou descanso de uma linguagem mais “estranha” ou “poética”.

Alice.jpg
“Alice in Wonderland”, em inglês, é uma história bastante confusa, mas que faz sentido que assim o seja, pois trata-se de um sonho que Alice tem sobre um mundo com criaturas diversas e muitos personagens estranhos e alguns malucos. Afinal de contas, todos nós já tivemos ou temos sonhos completamente confusos e sem sentido, certo? O facto da história ser confusa e cheia de personagens diferentes é o que torna esta história tão divertida e mágica! A rainha de copas é uma das personagens que mais gosto, principalmente pelas suas ordens de “Cortem-lhe a cabeça!”. É simplesmente hilariante.

Só espero que façam uma edição destas para o segundo livro de Lewis Carroll, “Alice through the looking glass”, pois estou a adorar esta coleção e adoraria ver a continuação das aventuras de Alice adaptada da mesma forma que este primeiro livrinho foi.

Uma leitura com o apoio deguerra e paz editora

A Química dos Nossos Corações – Krystal Sutherland [Opinião]

unnamedkTítulo Original: Our Chemical Hearts
Publicação: Junho de 2017
Editora: Porto Editora
ISBN: 9789720048608 
PVP: 15,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse: Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.

Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece.

Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.

Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

Opinião: Quem comparou Krystal Sutherland a John Green e Rainbow Rowell, estava certíssimo, pois este livro é de facto uma mistura dos estilos que encontramos em ambos os autores. Mas como se costuma dizer, neste livro temos o melhor dos dois mundos. Não temos nem o aborrecimento que encontramos nas histórias de John Green ou não temos as histórias previsíveis de Rainbow Rowell. Aqui encontramos personagens divertidas mas esquisitos à sua maneira (ao estilo de John G.) à mistura de uma escrita absolutamente envolvente e fluente (ao estilo de Rainbow Rowell). Krystal Sutherland trouxe algo de novo para este tipo de literatura. Algo de bastante especial e refrescante.

“Mas então voltei a pensar no Kintsukuroi. Pensei que uma coisa tem de ser estilhaçada primeiro para que possa voltar a ser montada de uma forma ainda mais bonita do que a original.” – Henry Page, A Química dos Nossos Corações, Capítulo 26

Ao longo do livro, vamos criando suspeitando de que este livro possa ter mais um típico romance cliché em que a rapariga apaixona-se pelo rapaz e no meio disso tudo, há um drama, algo do passado, que será ultrapassado graças à entrada de um dos personagens na vida do outro. Por acaso, a história começa um pouco desta forma mas o rumo que a história toma a partir de um certo momento é totalmente inesperado. Uma amizade, que evoluiu para um romance mas há algo mais do que um simples drama que que será vencido. E é este o principal fator que me fez adorar este livro. O cliché acaba por não ser o cliché que esperava e acabei surpreendida com tudo o que aconteceu mais no final. Krystal trouxe de facto uma história diferente do esperado, o que é algo que adorei.

A Quimica

Mas além dos personagens principais, temos também os amigos de Henry, que lembraram-me imenso de “À procura de Alaska” e outros livros de John Green, por serem personagens engraçados, que mesmo não estando envolvidos no drama principal do livro, têm presenças divertidas e marcantes, principalmente Lola, com a sua personalidade “atrevida” e hilariante. Algo que temo também neste livro é uma enorme quantidade de referências de vários filmes/livros como Crepúsculo e Harry Potter, o que foi algo que me fez adorar ainda mais este livro.

Esta não é uma história sobre um romance cor de rosa. É mais do que um romance. É um livro divertido mas ao mesmo tempo triste e extremamente emocionante, que recomendo a qualquer fã dos outros dois autores que mencionei, ou a qualquer fã deste género literário. É também um livro que recomendo pois tem uma capa lindíssima! hahahaha E este livro merece ser julgado pela capa, pois é fantástico, tanto por fora, como por dentro.

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo

[FILME] Mulher Maravilha (2017) – Opinião

Mulher_maravilha_01.jpgTítulo original: Wonder Woman 
Género: Ação, Aventura, Fantasia
Data de lançamento: 1 de Junho de 2017
Elenco Principal: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Danny Huston, David Thewlis, Elena Anaya, Robin Wright
A minha classificação: 6,5/10 estrelas

[Esta opinião contém spoilers que estarão marcados a laranja]

Opinião:O melhor filme da DC“, “A DC conseguiu!“, foram algumas das opiniões que ouvi por parte de críticos ou apenas de fãs e é normal que o meu entusiasmo para ver este filme só tenha aumentado, porém quando cheguei à sala de cinema… Vi o filme e sai de lá a perguntar-me o porquê de tanto “hype” em torno deste filme. Sim, é melhor que “Batman vs Superman” mas acho que em termos de história iguala-se a “Suicide Squad”. Porquê? Lá chegaremos.

Gal Gadot surpreendeu-me imenso e não consigo pensar numa atriz melhor para representar a Wonder Woman (a.k.a. Mulher-Maravilha). A sua atuação foi excelente. Também Chris Pine foi um ator que adorei ver neste filme e que teve um desempenho bom. Foram estes atores os destaques do filme, na minha opinião. Foi por eles, principalmente por Gadot, que estou a dar uma classificação um pouco acima da média.
A ação foi fantásticas, MAS apenas nas cenas em que aparecia Gal Gadot. “Mas a ação do filme inclui-a sempre” contra-argumentam vocês. Refiro-me em específico aos momentos em que a câmara focava-se na atriz, e não às cenas de um modo geral, pois Gadot esteve fantástica e tornou todo o filme e as lutas acima do razoável.

jn.jpg

Os aspetos negativos? Dois vilões (humanos) mal aproveitados. Um vilão (deus) ridículo. Se achavam que a Enchantress, de Suicide Squad, era ridícula, ainda não conheceram Ares, ou Sir Patrick (David Thewlis, o Remus de Harry Potter). Até ao momento em que se revela como sendo o Deus Ares, estava tudo a ir bem. Mas quando este se revela… O guião, os efeitos, a ação… Tudo neste vilão foi ridículo ao meu ver. Foi algo que me decepcionou imenso. Danny Huston (Ludendorff) teve um excelente desempenho e realmente adorei o vilão, mas do nada este morre, e é a partir dai, que o filme começa a cair como uma bola de neve: o desastre vai tornando-se maior e maior, com o aparecimento de um segundo vilão (ou terceiro, dependendo do ponto de vista) e com o desenrolar do drama que este traz consigo. Temos também a Dr. Manu (Elena Anaya) que era para mim a “segunda” vilã, mesmo não sendo a principal, e que foi também mal aproveitada, tal como Ludendorff. Ambos começaram por trazer ao filme um drama excelente mas do nada isso é posto de lado, de uma forma ridícula.

ht4gefdw

Outro ponto negativo: aborrecimento. Grande parte deste filme pareceu-me simplesmente… aborrecido. Esperava ver mais das Amazonas, mais da Diana na sociedade. O trailer dava a sensação que teríamos imensos momentos cómicos dos comportamentos fora do comum entre outras mulheres da sociedade e isso foi algo que poderia muito ter melhorado este filme. Depois de ouvir tantas críticas positivas relativas a este filme, as minhas expectativas eram altíssimas e este filme quase que foi uma desilusão. Novamente, relembro que Gal Gadot e o pouco das amazonas que nos foi mostrado, foram as únicas razões para acabar por gostar deste filme, mesmo com as cenas finais que só vieram desiludir. O filme começou bem, com a ação no ponto, com o drama no ponto, com excelentes atuações e uma história com “os pés assentes na terra”. Mas do nada, isto torna-se num Poseidon, e fica tudo de “pernas para o ar” e o quase nexo nenhum.

Talvez volte a ver este filme de novo, pois da primeira vez, tinha realmente expectativas altas e agora que não tenho nenhumas, obviamente, quem sabe não dê por mim a gostar mais dele.

Trailer

A Sereia – Kiera Cass [Opinião]

Título Original: The Siren
Publicação: Junho-2017
Editora: Marcador
ISBN: 9789897543081
PVP: 15,95€ – Compra-o em www.presenca.pt  ou www.wook.pt  
A minha classificação: 2,5/5 estrelas

Sinopse: O mesmo discurso foi feito centenas de vezes a centenas de lindas raparigas que entram na irmandade das sereias. Há anos que Kahlen segue as regras, esperando pacientemente pela vida que poderá considerar sua. Mas quando Akinli, um ser humano, entra no seu mundo, ela não consegue continuar a viver segundo as regras. De repente, a vida pela qual tem esperado não parece tão importante como a que está a viver agora. 

Opinião: “The Siren”, em inglês, foi o primeiro livro que a tão conhecida autora, da trilogia A Seleção, Kiera Cass, escreveu. Algum tempo depois, esta teve a oportunidade de reescrever a história, ou seja, melhorar alguns pontos do livro ou tirar outros. Por isso, é de esperar que de facto o livro melhor certo? De todos os livros da autora, é este livro que oiço dizer ser o mais fraquinho dela. E de facto, é o mais fraco, o que é compreensível até certo ponto, pois é o primeiro livro e o primeiro trabalho, seja dentro da literatura ou em outras áreas, é mais como uma experiência do que outra coisa.

A sereia.jpg

A premissa conquistou-me desde que soube da existência deste livro. Porém, não sinto que tenha sido uma premissa bem aproveitada e desenvolvida. Kiera Cass é conhecida por apresentar histórias mais leves e bonitas. Um mundo mais “cor de rosa”, digamos. E neste livro, isso não falha, tornando-se até em algo excessivo. Gostaria de ter visto esta ideia de sereias, que cantam e trabalham para o Oceano, de uma forma mais negra, não tão fantasiosa e simples. A descrição que a protagonista faz do que é ser sereia e da sua vida foi bastante aborrecido, assim como a própria protagonista. Não senti-me nada cativada, ao ponto de ter demorado imenso para terminar este livro. Kiera Cass é uma daquelas autoras cujos livros leio em horas, mas este parece que foi a exceção.
Mas Elizabeth e Maika, e até mesmo o Oceano em si (“Ela” como costumam dizer as sereias), foram as personagens de que mais gostei e que sinto que têm personalidades realmente construídas, ao contrário da protagonista que parece saber apenas choramingar e queixar-se.

Senti uma mão quente tocar na minha testa. E depois na minha face. Mantive o meu fingimento, embora o toque do Akinli me fizesse sentir mais do que acordada.
– De onde é que vieste, minha bela e silenciosa rapariga? – sussurrou ele.

Quanto ao romance… Era realmente o que mais esperava encontrar aqui, mas foi algo pouco desenvolvido. O par masculino da protagonista, Akinli, quase não aparece.
Porém, o final foi um exemplo do que esperava encontrar aqui: um romance bonito, uma tragédia. Queria dar mais classificação a este livro, pois adoro Kiera Cass e adorei o final, porém 30 páginas não compensam as anteriores 200 e tal páginas mal desenvolvidas e um tanto chatas, que são o que me impedem de dar mais do que já estou a dar, o que é pena, porque esta é uma autora fantástica, que tinha aqui um livro com enorme potencial. Quem sabe um dia, ela decida reescrever ou fazer uma continuação, mas sobre outra sereia e de forma melhor.

Como costumo dizer, o meu “eu” de à uns anos atrás teria adorado este livro, assim como adoro A Seleção, porém depois de ler tanta coisa e até mesmo depois de ver tantos filmes que falam de sereias, esperava encontrar algo mais bem desenvolvido, com um drama mais sério. No fim, acho que a “culpa” recai no facto de estar habituada a um determinado nível de literatura, na trilogia da autora, e isto retira um pouco a piada a este livro, que tem uma qualidade inferior.

Para mais informações do livro “A Sereia“, clica aqui!

Uma leitura com o apoio demarcador_logotipo