Literatura | “Conquistar um Duque” de Lenora Bella — Opinião

39080373Título Original: How the Duke Was Won
Publicação: Março de 2018
Editora: Editorial Planeta
ISBN: 9789897770203
Compra-o em: www.wook.pt 
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: James, o indecoroso e pouco civilizado duque de Harland, exige uma noiva com uma reputação imaculada para um enlace puramente de negócios.
A luxúria é proibida e o amor está fora de questão.
Quatro jovens ladies. Três dias. O que pode correr mal?

Charlene Beckett, a filha não reconhecida de um conde e de uma cortesã, acabou de receber uma fortuna que lhe pode mudar a vida para se fazer passar pela sua meia-irmã, lady Dorothea, e conseguir um pedido de casamento do duque. Tudo o que precisa de fazer é fingir ser uma perfeita rosa inglesa, respirar e fazer vénias em vestidos muitíssimo apertados… e manter o duque longe, muito longe do coração.
Quando os segredos são revelados e a paixão o domina, James tem de decidir se esta lady, que devia ser a última a querer, é de facto tudo o que precisa.
E Charlene necessita de decidir se a promessa de uma nova vida merece que arrisque tudo… incluindo o seu coração.

Vencedor do Romance Writers of America’s Golden Heart Award para o melhor romance histórico 2014.

Opinião: Cada vez mais adoro romances históricos, por serem histórias tão leves e viciantes. ‘Conquistar um Duque” é claramente uma dessas histórias, embora tenha um toque de humor extra e uma premissa um tanto diferente da habitual rapariga-conhece-rapaz-mas-é-proibido, aspeto que adorei, sem dúvida.

Temos, claro, os protagonistas, que vão ser o centro deste romance, mas o personagem masculino traz-nos um ingrediente peculiar, ao meu ver: uma espécie de seleção onde quatro ladies irão, durante três dias, permanecer na casa de James para que no fim este escolha uma delas para sua noiva. É uma ideia engraçada e ‘doida’, talvez, mas soube bem ler algo diferente do padrão que tenho vindo a encontrar em livros deste género.
Também a ideia da protagonista não ser na verdade uma lady mas sim filha de uma cortesã (um escândalo na época) vem tornar a premissa do livro ainda mais intrigante.

Gostei imenso deste livro, dos seus personagens e adoraria que alguns deles viessem a ter os seus livros, pois sinto que muitos têm potencial para tal. Seria sobretudo interessante acompanhar as restantes jovens, na procura dos seus finais felizes, após este acontecimento.
A única coisa que talvez alteraria nesta narrativa seria o problema final, isto é, acrescentaria mais tensão e drama, o que era exatamente algo que esperava que existisse mais em torno da descoberta que James faz em relação a Charlene.

Lenora Bell estreia-se em Portugal com uma escrita viciante e uma história refrescante, única, repleta de humor e romance. Espero poder ler mais desta autora muito em breve!

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Literatura | “O Último Homem: Um mundo sem homens & Ciclos” (vol. 1 a 2) de Brian K. Vaughan, Pia Guerra e José Marzán Jr. — Opinião

Título Original: Y: The Last Man #1-2
Publicação: Outubro de 2017
Editora: Levoir
ISBN: 9789896826765 | 9789896826987 
Compra-os em: http://www.loja.publico.pt (mais informações no facebook da editora)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse:
Volume 1Uma praga de origem misteriosa destrói subitamente todos os fetos e mamíferos portadores de um cromossoma Y, todos os machos do mundo – excepto um homem e o seu macaco de estimação. Este “génerocídio” extermina instantaneamente 48% da população do mundo, cerca de 3 mil milhões de homens… Mas o último homem do mundo, Yorick Brown, ajudado pela misteriosa agente 355, terá agora de enfrentar perigosas extremistas, tentar reencontrar a sua namorada que está do outro lado do planeta, e descobrir porque foi ele o único homem a sobreviver!

Volume 2Uma praga de origem misteriosa mata todos os mamíferos machos da Terra – todos menos um homem, Yorick Brown, e o seu irascível macaco de estimação, Ampersand. Eles são os últimos portadores do cromossoma Y no planeta, e têm o futuro da humanidade nas suas mãos. Para garantir a sobrevivência da espécie, aliaram-se a uma agente do governo e à mais importante investigadora de bioengenharia do mundo. Mas, na sua viagem através de uma América radicalmente transformada, são perseguidos pelas Filhas da Amazona, um grupo que odeia homens – e uma paragem inesperada na aparentemente utópica cidade de Marrisville pode ser o fim da linha para o Último Homem.

Opinião: Se ao inicio estava bastante curiosa com esta banda desenhada por ser da autoria de Brian K. Vaughan (autor de SAGA), após ler a sinopse essa curiosidade aumentou ainda mais. A premissa prometia uma história com ação, drama mas, sobretudo, com um mundo intrigante, pois afinal como seria um mundo só com mulheres? Como seria as suas reações quando se apercebessem de que afinal nem todos os homens tinham morrido? Tudo isto deixou-me bastante entusiasmada para ler “Y: The Last Man”, claro!

Li o primeiro volume em menos do nada e tal como esperava “O último homem” é um livro que nos prende com facilidade, quer pela linha de história, quer pelas ilustrações. Gostei imenso do pormenor de seguirmos os últimos minutos antes de todos os homens morrerem subitamente. O outro detalhe que é impossível não adorar é o facto do protagonista ser acompanhado de um macaco, pois estes animais acabam sempre por trazer um lado divertido e cómico com as suas ‘traquinices’, que é o que surge aqui!
Tendo o segundo volume ‘à mão’, não resisti a lê-lo após terminar o primeiro. Este relevou-se ainda melhor e com uma história cada vez mais misteriosa. Por que sobreviveu Yorick e o seu macaco? Por que morreram (quase) todos os seres vivos com cromossoma Y? É esta a questão que para mim mantém-se e gosto que tal tenha acontecido durante estes dois primeiros volumes, pois permite-nos permanecer neste mundo por mais tempo, levando-nos a conhecer melhor o que seria uma possibilidade de mundo controlado por mulheres, que é um elemento da história que adorei, obviamente.

É uma visão engraçada e interessante deste autor e dos ilustradores a que aqui encontramos e espero poder continuar a segui-la muito em breve, pois gostei realmente desta banda desenhada e estou curiosíssima sobre o que se sucederá e sobre o verdadeiro motivo para este ‘surto’ de mortes masculinas.

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Literatura | “Rapto Escaldante” de Sandra Brown — Opinião

350eTítulo Original: Sting
Publicação: 20 de Fevereiro de 2018
Editora: Quinta Essência
ISBN: 9789897418822
Compra-o em: www.wook.pt  ou em www.leya.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Num bar fumarento e sombrio do Louisiana, o olhar de Shaw Kinnard cruza-se com o da elegante Jordie Bennet. Mas não se trata de amor à primeira vista. Ele está lá para a matar.
Jordie sente que chegou a sua hora. Mas Shaw tem outros planos, pois sabe que o irmão dela, Josh, deitou indevidamente a mão a 30 milhões de dólares. No último minuto, Shaw poupa a vida de Jordie mas rapta-a. Agora, estão ambos em perigo, pois não são os únicos que procuram Josh e a fortuna roubada.
Jordie e Shaw precisam um do outro para se manterem vivos – mas confiar é baixar as defesas. E se Shaw emana uma aura de perigo que é quase irresistível, Jordie não lhe fica atrás; é misteriosa e impenetrável, e incapaz de revelar o que sente. À medida que o desejo e a tensão entre ambos aumentam, torna-se evidente que terão de fazer o impensável: confiar um no outro.
RAPTADA é uma história de encontros, desencontros e enganos… mas quem está a enganar quem?

Opinião: “Rapto Escaldante” é, como seria de esperar, outro livro ótimo e viciante de Sandra Brown.
Apesar de ter lido poucos livros da autora, adora a sua escrita e as suas histórias. “Sting”, título original, não desiludiu nem um pouco, mesmo sendo um dos livros com pontuação mais baixa no goodreads (esta acaba sempre por ser uma referência importante para mim na escolha de uma leitura), quando comparado com as outras obras já publicadas em Portugal.

Shaw é alguém que surpreende, quando é relevada a sua história. Para mim, foi um tanto previsível, no entanto, mas vão por mim: não sou a regra. Para minha ‘infelicidade’, parece que prevejo muitas vezes estas revelações (haha).
Jordie é que acabou por ser o maior mistério, uma vez que não conseguia perceber se de facto ela era apenas a pessoa que mostrava ser ou se era mais do que mostrava.

O tema da história é cativante, prendendo-nos desde as primeiras páginas. A minha principal curiosidade foi, sem dúvida, perceber como é seria possível desenvolver-se um romance entre um raptor e a sua refém, até certo ponto. Gostei bastante de toda a ação que sucedeu em torno desta parte da história.
Apenas a questão do dinheiro é confusa, mais para o fim. Sem mencionar spoilers, o final é um pouco aberto, ao meu ver, e um pouco diferente do que esperava mas não deixa de ser um final satisfatório.

Em suma, é um thriller intrigante, com o típico romance que Sandra Brown desenvolve nos seus livros, algo que eu tanto adoro. É um livro que não pode faltar na estante de qualquer fã desta autora!

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Literatura | “Harrow County” (vol. 1-3) de Cullen Bunn e Tyler Crook — Opinião

Título Original: Harrow County (Countless Haints, Twice Told, Snake Doctor) 
Publicação: Novembro de 2016 | Junho de 2017 | Fevereiro de 2018
Editora: G. Floy Portugal
ISBN: 9788416510207 | 9788416510337 | 9788416510511
Compra-o em: http://www.wook.ptvol. 1, vol. 2vol. 3 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Na pequena vila de Harrow County, no Sul dos Estados Unidos, a jovem Emmy sempre soube que a floresta à volta da sua casa estava cheia de fantasmas e monstros. Mas, na véspera do seu décimo oitavo aniversário, ela descobre que está profundamente ligada a essas criaturas – e à própria terra que pisa – de uma maneira que nunca poderia ter imaginado. Aos poucos, sentirá nascer dentro dela os estranhos poderes que a ligam ao passado de Harrow County… estará ela pronta para enfrentar todos os seus mistérios?

Considerada pelo lendário Mike Mignola como a melhor série do ano de 2015, Harrow County conta-nos a viagem iniciática de uma jovem rapariga numa terra imbuída de sobrenatural. Uma história terrível e onírica ao estilo “southern gothic”, criada pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhada e pintada pelo artista Tyler Crook.

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Opinião: A G. Floy tem vindo a mudar e muito a minha visão sobre determinados temas, com as suas mais recentes publicações. Primeiro, tivemos possessão em “Outcast”. Agora, bruxas em “Harrow County”. Se não gostava destes temas antes, esta editora alterou isso com excelente obras de banda desenhada!

Harrow County é, depois de SAGA, a minha comic favorita, até à data. Sou culpada no que toca a julgar um livro pela capa, neste caso, pois não sabia bem o que esperar desta história. Talvez muito terror…? Porém, fiquei surpresa com as personagens, com a linha de ação que estes três livros tomam.

Cada um destes volumes foi fantástico, único. Gostei sobretudo do primeiro e segundo, por desenvolverem de excelência este mundo e as suas personagens. Emmy foi, claramente, a minha favorita. Adorei a ligação que esta desenvolveu com Rapaz sem pele, ao longo dos volumes, sobretudo no primeiro livro. Talvez num livro sem ilustrações achasse este pormenor do rapaz sem pele (e a sua pele) horripilante, mas Tyler Crook conseguiu desenhá-lo de um modo estranhamente belo. É de facto interessante ver a visão deste ilustrador sobre o mundo de Harrow County.

Se me perguntarem que série de banda desenhada recomendo para devorar num dia, Harrow County é a minha resposta. É algo de extraordinário, algo fascinante o que aqui encontramos. Eu que não gostava de bruxas/feiticeiras, dei por mim completamente maravilhada por esta história!

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Literatura | “Não é Bem Namorar” (Not Quite #1) de Catherine Bybee — Opinião

Não é bem NamorarTítulo Original: Not Quite Dating 
Publicação: Janeiro de 2018
Editora: Bertrand Editora
ISBN: 9789722534970
PVP: 16,60€ — Compra-o em www.wook.pt ou em www.bertrand.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Jessica, empregada de mesa e mãe solteira, é uma mulher prática e cautelosa. O seu foco é o filho e não quer namorados. A menos que fosse um homem rico, que pudesse dar estabilidade e conforto à família.
Quando lhe aparece Jack Morrison, um bonitão de cair para o lado mas que parece andar sempre falido, Jessica resiste.

Na verdade, herdeiro de um hotel de luxo, Morrison está habituado a que se aproveitem de si. Por isso esconde a sua identidade e oferece-se para ajudar Jessie a encontrar um namorado rico.
Mas será que esta brincadeira parva o vai fazer perder a mulher que ama?

Opinião: Catherine Bybee é uma daquelas autoras que conhecia pelos seus vários romances bastante conhecidos mas que nunca me atraiam o suficiente para que os lesse. Porém, ao ser-me feita esta sugestão de leitura, após ler a sinopse, vi-me completamente viciada nesta história: isto quando ainda não tinha eu começado a ler o livro!

A escrita de Catherine surpreendeu-me imenso, por não esperar algo para além de um romance simples. Não só a sinopse era cativante, como a sua escrita e imaginação prenderam-me facilmente à história de Jessica e Jack. Inicialmente, soava-me a uma história cliché, mesmo estando eu bastante curiosa e entusiasmada, mas a autora conseguiu transformar este romance-cliché em algo surpreendentemente fantástico e envolvente. Autoras que me vieram à cabeça, quer pelo estilo de história e personagens, quer pela forma como me prendem ao seus livros, foram Jennifer L. Armentrout e Elle Kennedy. Catherine Bybee conseguiu agarrar-me da mesma forma incrível, a esta história lindíssima e divertida que “Não é bem namorar” apresenta, que estas duas escritoras conseguem.

O que poderia ser uma história cheia de clichés, torna-se numa narrativa simplesmente refrescante, ideal para nos acompanhar durante horas a fio, sem que precisemos de uma pausa, para desenjoar, pois é impossível enjoar de uma história que nos diverte e nos deixa a querer mais deste mundo. E de facto foi o que aconteceu: não conseguia parar de ler este livro e nas pequenas pausas que fazia, só pensava nele! (haha)
Adorei imenso esta ideia do homem rico que faz passar-se por pobre, para perceber se no fundo a mulher que ama gosta dele por ele e não pelo dinheiro. É uma ideia já usada imensas vezes mas que nunca perde a piada e que neste livro surgiu de forma divertida e viciante.

“Not Quite Dating”, em inglês, acabou por ser ainda melhor do que eu pensava. Mesmo sendo altas as minhas expectativas para este romance, estas foram superadas. Irei, com certeza, começar a seguir os romances desta autora, daqui em diante!

Uma leitura com o apoio deBertrand

Literatura | “Mil Vezes Adeus” de John Green — Opinião

capa_MilvezesadeusTítulo Original: Turtles all the way down 
Publicação: Novembro de 2017
Editora: Edições ASA
ISBN: 9789892340753
PVP: 17,90€ — Compra-o em www.wook.pt ou www.leyaonline.pt
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.

Opinião: Eu e os livros de John Green nunca tivemos uma relação fácil. Excepto “A Culpa é das Estrelas” (TFIOS), não gosto muito das outras histórias, por achá-las um pouco irreais e confusas, em parte.
Porém, apesar de todo o receio de vir a achar este novo livro chato, dei por mim a gostar realmente de “Turtles all the way down”! Este fica desde já classificado como o segundo livro de que mais gosto de John Green, pois TFIOS é qualquer coisa de muito especial, claro.

Nesta nova história, é notável a evolução da escrita de John Green, desde o seu último livro. Em “Mil Vezes Adeus”, vejo personagens adolescentes mais maduros, cuja a parte cómica destes encontra-se no ponto. Existe um equilíbrio, que apreciei imenso, entre o drama e o humor. Não senti que houvesse um tema principal e gostei de tal aspeto, uma vez que os outros livros de John Green acabam por ser um pouco cansativos por isso mesmo. Aqui temos pequenos temas: a ansiedade de Aza, o desaparecimento do pai de Davis, a amizade-romance entre Davis e Aza. É uma história com mais do que um foco, propriamente dito, que gostei imenso e me surpreendeu pela positiva, ao máximo. Prova disso é o facto de ter lido o livro praticamente todo num dia. Mal me habituei à história, foi com rapidez que vi-me agarrada a esta narrativa tão divertida, que é uma das características que adoro nas histórias deste autor e que para mim o distingue de outros autores de literatura juvenil.

Sei que muitos ‘livrólicos’ adoram os livros de John Green, tal como sei que outros gostam apenas de um ou outro livro, como é o meu caso. Mas penso que para qualquer um destes grupos, “Mil vezes adeus” é um livro que vos agradará imenso e que vos entreterá durante horas!

Uma leitura com o apoio deASA

Literatura | “Ariadnis” (Erthe #1) de Josh Martin — Opinião

9789898869623Título Original: Ariadnis
Publicação: Novembro de 2017
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869623
PVP: 17,69€ — Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Nós viemos depois do cometa.
Nós sobrevivemos à grande onda.
Nós somos as escolhidas.
Depois de o mundo antigo ter desaparecido, restou apenas uma ilha. Os seus habitantes formaram duas cidades, separadas por Ariadnis, uma terra divina. Mas as diferenças entre os povos de Metis e Athenas rapidamente os conduziram à guerra.

Perturbado por este conflito, o ser divino de Ariadnis decreta que em cada uma das cidades nascerá um Escolhido. Dotados de poderes especiais, os dois Escolhidos irão confrontar-se no dia do seu décimo oitavo aniversário, num desafio mortal e misterioso que decidirá qual o povo mais digno de habitar a ilha.

Aula e Joomia são as Escolhidas e resta-lhes apenas um ano até ao dia do grande confronto. Ambas preferiam ter uma vida normal, mas os seus destinos estão traçados, e nesta jornada não há espaço para a amizade nem tempo para o amor.
Só uma reclamará o prémio final de Ariadnis.

Opinião: Começo por falar da capa, que é, indubitavelmente, uma das capas mais bonitas que já vi em toda a minha vida. Destaca-se facilmente nas estantes das livrarias e foi principalmente ela que despertou em mim esta enorme curiosidade que sentia em ler “Ariadnis”.
Neste caso, podem de facto julgar o livro pela capa, pois tal como a capa é lindíssima, também o que encontramos no interior é belo e distinto de muitos livros deste género que li, sobretudo pelo seu mundo e final da história!

Gostaria que tivesse existido um pouco mais de romance e tal ponto influencia-me imenso na classificação de um livro. Excepto este pormenor, não posso dizer outra coisa além de “Adorei!”. Página atrás de página, devorei este livro em horas, sem qualquer interrupção. Foram as várias revelações que são feitas ao longo da história, assim como os dois pontos de vista, de Aula e Joomia, que me prenderam por completo ao livro.
Inicialmente, não tinha uma escolhida preferida mas juntas formam uma dupla que nos conquista num abrir e fechar de olhos. Taurus foi outro personagem que adorei e cuja relação com Aula gostei imenso de seguir, mesmo que por pouco tempo.
Ao terminar esta leitura, dei por mim a querer mais deste mundo, mais destes personagens. O final é belo de alguma forma, diferente e elevou ao máximo o meu interesse em saber o que se segue no próximo livro, que será lançado, em inglês, em Fevereiro.

Josh Martin estreia-se com um livro original e primoroso, com um mundo e personagens memoráveis. Fãs de sagas como The Hunger Games e Divergente irão, de certeza, gostar desta história tão facilmente como eu gostei!

Literatura | “O Livro do Pó” (La Belle Savauge – #1) de Philip Pullman — Opinião

Resultado de imagem para o livro do póTítulo Original: La Belle Sauvage (The Book of Dust #1) 
Publicação: 4 de Janeiro de 2018
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722361538
PVP: 18,95€ — Compra-o em www.presenca.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5 em 5 estrelas

Sinopse: Philip Pullman regressa ao universo de MUNDOS PARALELOS.

Malcolm Polstead tem onze anos, Os pais gerem A Truta, uma estalagem muito frequentada nas margens do rio Tamisa, perto de Oxford, Malcolm é muito atento a tudo o que o rodeia, mas sem chamar a atenção dos outros, Talvez por isso, fosse inevitável vir a tornar-se num espião, É na estalagem que ele, juntamente com o seu génio Asta, descobre uma intrigante mensagem secreta sobre uma substância perigosa chamada Pó, Quando o espião, a quem a mensagem era dirigida, lhe pede que preste redobrada atenção ao que por ali se passa, o rapaz começa a ver suspeitos em todo o lado: o explorador Lorde Asriel; os agentes do Magisterium; Coram, o cigano; a bela mulher cujo génio é um macaco malicioso,,, Todos querem descobrir o paradeiro de Lyra, uma menina, ainda bebé, que parece atrair toda a gente como se fosse um íman, Malcolm está disposto a enfrentar todos os perigos para a encontrar…

Opinião: Fiquei bastante curiosa quando soube que iria ser lançada uma ‘prequela’ da famosa trilogia “Os Mundos Paralelos”, mais conhecida por “A Bússola Dourada”. Não tendo nunca lido nada do autor e apenas conhecendo, brevemente, este mundo através do jogo da adaptação cinematográfica do primeiro livro, pouco sabia do que aqui iria encontrar, quanto ao mundo e personagens. Mesmo tendo esperado um pouco mais deste livro, dei por mim surpresa e a gostar bastante do mundo deste livro, principalmente de toda esta história de génios.

Com umas partes mais lentas, outras repletas de ação e aventuras, sinto que este livro poderia ter sido perfeito se mais curto, dado que virá ai um segundo. No entanto, isto não faz com que este deixe de ser um ótimo livro. Se a primeira parte do livro foi boa e deixou-me absolutamente curiosa para o que ai viria, a segunda parte foi a que mais me prendeu ao livro, com a fuga do trio e respetivos gémeos e da perseguição de Bonneville e a sua hiena-génio ‘horripilante’.
Malcolm é um rapaz de 11 anos mas que não o aparenta ter, pela sua personalidade forte, todo ele um rapaz responsável, corajoso, atencioso e querido. É um personagem que adorei conhecer e que espero vir a conhecer na fase adulta no próximo livro, que decorrerá quando Lyra tem já 20 anos.
A relação que Malcolm e Lyra têm um com o outro e com os seus génios deixa-nos com um sorriso nos lábios e é o que adorei mais de seguir neste livro. Sinto-me bastante entusiasmada com a ideia destes dois personagens manterem algum tipo de ligação em adultos e estou mesmo muito curiosa com o que se seguirá no segundo volume desta nova trilogia de Philip Pullman!

Para mais informações do livro “O Livro do Pó — La Belle Sauvage, volume 1”, clica aqui

Uma leitura com o apoio depresença