Literatura | “O Último Homem: Um mundo sem homens & Ciclos” (vol. 1 a 2) de Brian V. Kaughan, Pia Guerra e José Marzán Jr. — Opinião

Título Original: Y: The Last Man #1-2
Publicação: Outubro de 2017
Editora: Levoir
ISBN: 9789896826765 | 9789896826987 
Compra-os em: http://www.loja.publico.pt (mais informações no facebook da editora)
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse:
Volume 1Uma praga de origem misteriosa destrói subitamente todos os fetos e mamíferos portadores de um cromossoma Y, todos os machos do mundo – excepto um homem e o seu macaco de estimação. Este “génerocídio” extermina instantaneamente 48% da população do mundo, cerca de 3 mil milhões de homens… Mas o último homem do mundo, Yorick Brown, ajudado pela misteriosa agente 355, terá agora de enfrentar perigosas extremistas, tentar reencontrar a sua namorada que está do outro lado do planeta, e descobrir porque foi ele o único homem a sobreviver!

Volume 2Uma praga de origem misteriosa mata todos os mamíferos machos da Terra – todos menos um homem, Yorick Brown, e o seu irascível macaco de estimação, Ampersand. Eles são os últimos portadores do cromossoma Y no planeta, e têm o futuro da humanidade nas suas mãos. Para garantir a sobrevivência da espécie, aliaram-se a uma agente do governo e à mais importante investigadora de bioengenharia do mundo. Mas, na sua viagem através de uma América radicalmente transformada, são perseguidos pelas Filhas da Amazona, um grupo que odeia homens – e uma paragem inesperada na aparentemente utópica cidade de Marrisville pode ser o fim da linha para o Último Homem.

Opinião: Se ao inicio estava bastante curiosa com esta banda desenhada por ser da autoria de Brian K. Vaughan (autor de SAGA), após ler a sinopse essa curiosidade aumentou ainda mais. A premissa prometia uma história com ação, drama mas, sobretudo, com um mundo intrigante, pois afinal como seria um mundo só com mulheres? Como seria as suas reações quando se apercebessem de que afinal nem todos os homens tinham morrido? Tudo isto deixou-me bastante entusiasmada para ler “Y: The Last Man”, claro!

Li o primeiro volume em menos do nada e tal como esperava “O último homem” é um livro que nos prende com facilidade, quer pela linha de história, quer pelas ilustrações. Gostei imenso do pormenor de seguirmos os últimos minutos antes de todos os homens morrerem subitamente. O outro detalhe que é impossível não adorar é o facto do protagonista ser acompanhado de um macaco, pois estes animais acabam sempre por trazer um lado divertido e cómico com as suas ‘traquinices’, que é o que surge aqui!
Tendo o segundo volume ‘à mão’, não resisti a lê-lo após terminar o primeiro. Este relevou-se ainda melhor e com uma história cada vez mais misteriosa. Por que sobreviveu Yorick e o seu macaco? Por que morreram (quase) todos os seres vivos com cromossoma Y? É esta a questão que para mim mantém-se e gosto que tal tenha acontecido durante estes dois primeiros volumes, pois permite-nos permanecer neste mundo por mais tempo, levando-nos a conhecer melhor o que seria uma possibilidade de mundo controlado por mulheres, que é um elemento da história que adorei, obviamente.

É uma visão engraçada e interessante deste autor e dos ilustradores a que aqui encontramos e espero poder continuar a segui-la muito em breve, pois gostei realmente desta banda desenhada e estou curiosíssima sobre o que se sucederá e sobre o verdadeiro motivo para este ‘surto’ de mortes masculinas.

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Literatura | “Areias Movediças” de Malin Persson Giolito — Opinião

39345244Título Original: Störst av allt
Publicação: Março de 2018
Editora: Bertrand Editora
ISBN: 9789722533973
Compra-o em: www.wook.pt ou em www.bertrand.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Um thriller incisivo que levanta questões acerca da natureza do amor, dos efeitos desastrosos da culpa e da função da justiça.
Um massacre surpreendente tem lugar num liceu do bairro mais rico de Estocolmo. Maja Norberg é acusada do seu envolvimento nessa tragédia que matou o namorado e a melhor amiga. Passou nove meses na prisão à espera do julgamento, e agora chegou a hora.
omo foi que Maja, uma aluna de topo, popular e privilegiada, se tonou uma assassina aos olhos do público? O que fez Maja? Ou terá sido o que não fez que a levou até ali?
Aclamado pela crítica internacional e vencedor do prémio de Melhor Thriller do Ano na Suécia, Areias Movediças é um livro de grande riqueza psicológica, que nos obriga a penetrar na dimensão mais sombria das relações humanas e sociais, das tensões económicas e raciais adormecidas, quando o verniz perfeito da superfície estala.

Opinião: Toda este tema de tribunais, julgamentos, crimes e mistérios desperta sempre a minha atenção, quando surge na literatura ficcional. ‘Areias Movediças’ traz-nos ainda outro ingrediente que a mim elevou ainda mais a minha curiosidade: a protagonista mata o namorado e a melhor amiga mas porquê exatamente? Este era talvez o maior mistério para mim, para além, claro, da questão principal deste livro: Sairá Maja livre deste julgamento ou será declarada culpada?

Tinha enormes expectativas para este livro e as mesmas foram correspondidas, mesmo tendo sentido que existia algum arrastamento, isto é, lentidão na narração dos acontecimentos, nos capítulos inicias. Todavia, a partir do momento em que viajamos no passado e passamos a conhecer melhor a ligação da protagonista com o seu namorado e vitimas do crime em questão, deu-se um clique e num virar de capítulo, literalmente, vi-me completamente presa à história.

É um dos melhores livros que já li deste género, se não o melhor, quer pela forma como a história é construída quer pelo desenvolvimento que os personagens tem ao longo do livro. É daqueles livros que imagino que se adaptado para os grandes ecrãs seria totalmente viciante e excelente, e adoraria que tal acontece, tal foi o meu entusiasmo com este thriller.

“Areias Movediças” trata-se de uma história envolvente, impressionante e genial no modo como a autora decide desenvolver a ação no tribunal, sobretudo mais no final mas são, acima de tudo, os personagens e as ligações que se estabelecem entre estes que tornam este livro numa verdadeira leitura marcante.

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Cinema | “Black Panther” (2018) — Opinião

black-panther-posterTítulo original: Black Panther
Género: Ação, Aventura
Data de lançamento: 15 de Fevereiro de 2018
Elenco Principal: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Daniel Kaluuya, Forest Whitaker, Sterling K. Brown
A minha classificação: 9 em 10 estrelas

Opinião: Ao contrário da DC, a Marvel tem vindo ganhar mais qualidade de filme para filme, após uma fase mais fraca de filmes. Depois de “Thor: Ragnarok” (2017), temos agora o filme solo de T’Challa, o pantera negra e, mais uma vez, a Marvel apresenta-nos um filme excelente e, acima de tudo, inesquecível.

Confesso ter ficado bastante de pé atrás com este filme, pois o protagonista não me cativava de todo (sinto que o mesmo tem falta de personalidade, quando comparado com outros personagens), mas por outro lado, ao saber que o filme acompanhava na sua maioria personagens negros, fiquei bastante curiosa, pois de todos os filmes de heróis que vi, nunca nenhum se centrava em pessoas desta etnia. Este é um detalhe positivo, ao meu ver, e de que gostei, dado que não existe tanta diversidade de etnia em filmes (ou pelo menos não existia até há pouco tempo) e também por vermos o padrão de herói-branco ser quebrado. Adoro que a Marvel tenha vindo contar, desta vez, a história de um herói de outra etnia, mostrando que na verdade um herói é um herói, não importa de que cor é ou de onde é. E claro que não posso deixar de destacar o “girl power” que houve neste filme. Se adorei? Óbvio que adorei, ver todas as aquelas personagens femininas lutarem, cheias de personalidade, força e inteligência!

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A nível de história, fui completamente surpreendida. Foi exatamente por não me sentir muito cativada pelo protagonista, que não criei muitas expectativas para a história do mesmo, mas esta relevou-se fascinante. A ação foi ótima, sem dúvida, porém para mim o que se sobressai neste filme é a atenção dada aos pormenores e à caraterização das culturas existentes neste mundo. É tão diferente dos mundos já conhecidos da Marvel, por ser algo tão natural, tão belo, único e cheio de vida, que é impossível não nos rendermos a este filme só por este fator.
Gostaria que o vilão tivesse tido um motivo mais “plausível”, isto é, uma razão, para ser o vilão, diferente do tipíco “estou aqui para me vingar, porque me fizeram isto ou aquilo…”. Apesar disto, gostei bastante de Erik. Ultimamente, os vilões da Marvel têm sido fantásticos e surpreendentes, pelo que espero que os próximos que se sucederam sejam igualmente bons ou até mesmo melhores!

‘Black Panther’ é um filme que recomendo, principalmente porque no próximo filme de “The Avengers” teremos a participação de alguns personagens deste filme, pelo que considero importante conhecê-los a todos e ao mundo em que vivem. É um filme da Marvel que se pode dizer que é belo, para além de viciante e repleto de ação e humor. É indubitavelmente um dos meus filmes favoritos desta produtora, até à data!

Trailer e sinopse
Além de possuir habilidades obtidas através de um antigo ritual da sua tribo, T’Challa, príncipe do reino de Wakanda, é conhecido pelos sentidos apurados e pela excepcional inteligência. Quando, após a morte do pai, regressa a casa como seu sucessor, encontra um país fracturado e o seu reinado ameaçado por Killmonger, seu adversário de longa data. O conflito que se avizinha é de tal dimensão que pode extravasar as fronteiras de Wakanda, com consequências avassaladoras para todo o planeta.

Literatura | “Rapto Escaldante” de Sandra Brown — Opinião

350eTítulo Original: Sting
Publicação: 20 de Fevereiro de 2018
Editora: Quinta Essência
ISBN: 9789897418822
Compra-o em: www.wook.pt  ou em www.leya.pt 
A minha classificação: 4 em 5 estrelas

Sinopse: Num bar fumarento e sombrio do Louisiana, o olhar de Shaw Kinnard cruza-se com o da elegante Jordie Bennet. Mas não se trata de amor à primeira vista. Ele está lá para a matar.
Jordie sente que chegou a sua hora. Mas Shaw tem outros planos, pois sabe que o irmão dela, Josh, deitou indevidamente a mão a 30 milhões de dólares. No último minuto, Shaw poupa a vida de Jordie mas rapta-a. Agora, estão ambos em perigo, pois não são os únicos que procuram Josh e a fortuna roubada.
Jordie e Shaw precisam um do outro para se manterem vivos – mas confiar é baixar as defesas. E se Shaw emana uma aura de perigo que é quase irresistível, Jordie não lhe fica atrás; é misteriosa e impenetrável, e incapaz de revelar o que sente. À medida que o desejo e a tensão entre ambos aumentam, torna-se evidente que terão de fazer o impensável: confiar um no outro.
RAPTADA é uma história de encontros, desencontros e enganos… mas quem está a enganar quem?

Opinião: “Rapto Escaldante” é, como seria de esperar, outro livro ótimo e viciante de Sandra Brown.
Apesar de ter lido poucos livros da autora, adora a sua escrita e as suas histórias. “Sting”, título original, não desiludiu nem um pouco, mesmo sendo um dos livros com pontuação mais baixa no goodreads (esta acaba sempre por ser uma referência importante para mim na escolha de uma leitura), quando comparado com as outras obras já publicadas em Portugal.

Shaw é alguém que surpreende, quando é relevada a sua história. Para mim, foi um tanto previsível, no entanto, mas vão por mim: não sou a regra. Para minha ‘infelicidade’, parece que prevejo muitas vezes estas revelações (haha).
Jordie é que acabou por ser o maior mistério, uma vez que não conseguia perceber se de facto ela era apenas a pessoa que mostrava ser ou se era mais do que mostrava.

O tema da história é cativante, prendendo-nos desde as primeiras páginas. A minha principal curiosidade foi, sem dúvida, perceber como é seria possível desenvolver-se um romance entre um raptor e a sua refém, até certo ponto. Gostei bastante de toda a ação que sucedeu em torno desta parte da história.
Apenas a questão do dinheiro é confusa, mais para o fim. Sem mencionar spoilers, o final é um pouco aberto, ao meu ver, e um pouco diferente do que esperava mas não deixa de ser um final satisfatório.

Em suma, é um thriller intrigante, com o típico romance que Sandra Brown desenvolve nos seus livros, algo que eu tanto adoro. É um livro que não pode faltar na estante de qualquer fã desta autora!

Uma leitura com o apoio deQuintaE

Literatura | “Harrow County” (vol. 1-3) de Cullen Bunn e Tyler Crook — Opinião

Título Original: Harrow County (Countless Haints, Twice Told, Snake Doctor) 
Publicação: Novembro de 2016 | Junho de 2017 | Fevereiro de 2018
Editora: G. Floy Portugal
ISBN: 9788416510207 | 9788416510337 | 9788416510511
Compra-o em: http://www.wook.ptvol. 1, vol. 2vol. 3 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Na pequena vila de Harrow County, no Sul dos Estados Unidos, a jovem Emmy sempre soube que a floresta à volta da sua casa estava cheia de fantasmas e monstros. Mas, na véspera do seu décimo oitavo aniversário, ela descobre que está profundamente ligada a essas criaturas – e à própria terra que pisa – de uma maneira que nunca poderia ter imaginado. Aos poucos, sentirá nascer dentro dela os estranhos poderes que a ligam ao passado de Harrow County… estará ela pronta para enfrentar todos os seus mistérios?

Considerada pelo lendário Mike Mignola como a melhor série do ano de 2015, Harrow County conta-nos a viagem iniciática de uma jovem rapariga numa terra imbuída de sobrenatural. Uma história terrível e onírica ao estilo “southern gothic”, criada pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhada e pintada pelo artista Tyler Crook.

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Opinião: A G. Floy tem vindo a mudar e muito a minha visão sobre determinados temas, com as suas mais recentes publicações. Primeiro, tivemos possessão em “Outcast”. Agora, bruxas em “Harrow County”. Se não gostava destes temas antes, esta editora alterou isso com excelente obras de banda desenhada!

Harrow County é, depois de SAGA, a minha comic favorita, até à data. Sou culpada no que toca a julgar um livro pela capa, neste caso, pois não sabia bem o que esperar desta história. Talvez muito terror…? Porém, fiquei surpresa com as personagens, com a linha de ação que estes três livros tomam.

Cada um destes volumes foi fantástico, único. Gostei sobretudo do primeiro e segundo, por desenvolverem de excelência este mundo e as suas personagens. Emmy foi, claramente, a minha favorita. Adorei a ligação que esta desenvolveu com Rapaz sem pele, ao longo dos volumes, sobretudo no primeiro livro. Talvez num livro sem ilustrações achasse este pormenor do rapaz sem pele (e a sua pele) horripilante, mas Tyler Crook conseguiu desenhá-lo de um modo estranhamente belo. É de facto interessante ver a visão deste ilustrador sobre o mundo de Harrow County.

Se me perguntarem que série de banda desenhada recomendo para devorar num dia, Harrow County é a minha resposta. É algo de extraordinário, algo fascinante o que aqui encontramos. Eu que não gostava de bruxas/feiticeiras, dei por mim completamente maravilhada por esta história!

Uma leitura com o apoio deGFloy

Literatura | “Batman, Vigilante Noturno” (DC Icons #2) de Marie Lu — Opinião

Título Original: Batman, Nightwalker
Publicação: Março de 2018
Editora: Topseller
ISBN: 9789898869784
Compra-o em: www.wook.pt
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Antes de ser Batman, ele era Bruce Wayne: um rapaz impetuoso e disposto a tudo por uma rapariga que pode ser o seu pior inimigo.
Os noturnos aterrorizam Gotham City.
Alguns milionários da cidade foram assassinados dentro das suas mansões, e as suas fortunas simplesmente desapareceram.
Os responsáveis formam uma organização muito bem preparada que diz lutar contra a injustiça e a corrupção dos poderosos.
Deles só se conhece o nome, Noturnos.
Bruce Wayne é o próximo da lista.
Enquanto isso, Bruce está prestes a fazer dezoito anos e a herdar a fortuna da família, bem como as chaves das Indústrias Wayne e todos os seus fantásticos dispositivos tecnológicos.
Mas, na noite do seu aniversário, um ato impulsivo condena-o a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham, a infame prisão onde se encontram os piores criminosos da cidade.
Madeleine, uma assassina letal.
O prisioneiro mais interessante de Arkham é Madeleine, uma rapariga brilhante com ligações aos Noturnos.
Para chegar até eles e evitar ser o próximo alvo, Bruce tem de convencê-la a falar.
Mas será que Madeleine confia mesmo em Bruce?
Estará ela a divulgar os seus segredos ou a recolher dele a informação de que precisa para destruir Gotham City?

Opinião: O meu entusiasmo por este livro ao terminá-lo era tão grande, que não resisti a espreitar o Goodreads, para ver qual a opinião de outros sobre o nova história da DC Icons, desta vez escrita por Marie Lu (autora de “Legend”). Ao contrário de muitos leitores, para surpresa minha, este é o meu livro favorito, desta coleção, até ao momento. Em oposto ao cinema, na literatura Batman é o meu personagem favorito em vez da Mulher-Maravilha.

Não é um personagem cuja história conheça ao pormenor, no entanto, senti que Marie Lu conseguiu moldar a personalidade de Bruce Wayne que todos conhecemos a um adolescente de 18 anos que, obviamente, teria que ser mais inocente e um pouco imaturo, cujo o resultado foi surpreendentemente bom. A autora não colocou de parte os pequenos traços que transformam Bruce no Batman (o que me agradou imenso), como a coragem, o facto deste querer lutar para proteger outros, e até mesmo o sofrimento deste em ter perdido os pais quando ainda era criança.

Temos a presença de alguns personagens conhecidos, como Harvey Dent, Lucius Fox e Alfred, presenças essas que me deixaram totalmente presa ao livro. Temos também o aparecimento de personagens novos, como Madeleine e os Noturnos. A ligação do protagonista a todos estes personagens, sobretudo a Madeleine, é extremamente bem construída. Cada personagem tem uma personalidade muito própria e bem desenvolvida, desde a primeira à última página.
Ao contrário de “Wonder-Woman”, neste novo livro, temos uma história mais bem construída, cujo o vilão e ‘plot’ é ainda melhor. Adorei toda a ação que deu-se em “Batman”. Marie Lu fez, sem dúvida, um excelente trabalho em criar uma aventura para este herói. Temos o que poderia ser um introdução de como Bruce desenvolveu a sua faceta de herói e isso deixou-me ainda mais entusiasmada por continuar a seguir esta série, que tem vindo a conquistar-me cada vez mais.

Depois deste, teremos “Catwoman” escrito por Sarah J. Maas (ACOTAR e Trono de Vidro), o que é sinal de que teremos outro livro fantástico! O que mais adoro na DC Icons é o facto de me permitir conhecer novos autores e é por isso mesmo que a recomendo! Nada melhor do que conhecer um autor novo através de uma história que já conheçamos e adoremos, certo?

Literatura | “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da” de Mark Manson — Opinião

Título Original: The Subtle Art of Not Giving a F*ck
Publicação: 12 de Janeiro de 2018
Editora: Desassossego
ISBN: 9789898892010
Compra-o em: www.wook.pt  ou www.saidadeemergencia.com 
A minha classificação: 3 em 5 estrelas

Sinopse: Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.

Opinião: Normalmente, um livro deste género não me chamaria à atenção. Todavia, tanto o título como o laranja da capa saltam à vista com facilidade, pelo que fiquei bastante curiosa em ler o livro de Mark Manson, que continua nos tops internacionais de vendas.

Os capítulos iniciais são bastante divertidos, com uma linguagem mais ‘crua’, no sentido em que o autor não contém-se no uso do que designamos de ‘palavrões’. Não digo isto como uma critica negativa, pois é este estilo de escrita que torna este suposto livro de auto-ajuda num livro totalmente diferente e nada aborrecido.
Identifiquei-me imenso com algumas linhas de pensamento de Manson, sobretudo com a questão de evitar o negativo e ser-se positivo a 100% (o que na perspetiva dele, por exemplo, não é o ideal a fazer-se). Houve, obviamente, outros pontos com os quais não concordei mas de um modo geral, “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da” é um livro com um conteúdo engraçado e que me surpreendeu pela positiva.

Por outro lado, o desenvolvimento que o autor faz dos vários temas vem contradizer certas coisas que o mesmo diz ao inicio, pelo que cheguei a uma parte do livro em que a leitura deixou de ser tão fluída, como acontece com nas primeiras páginas.
Ao mesmo tempo que fui surpreendida, também esperava um pouco mais, não só por ser um livro que tem dado que falar, mas também porque os capítulos iniciais continham humor e seriedade à mistura, o que me prendeu facilmente ao livro. Porém, senti que Mark Manson começou a desenvolver demais algo tão simples, o que tornou a leitura deste livro, sucessivamente, mais lenta.

É um livro que sei agradará a um determinado grupo de pessoas, por ser refrescante e divertido. Não agradará a outros, sendo isto óbvio, uma vez que esta é a abordagem de Mark Manson sobre certos temas da vida humana. Uma opinião será sempre uma opinião e, claramente, nem todos concordaram com a mesma. No meu caso, existem várias partes com as quais concordei, outras com quais nem tanto, mas gostei bastante deste livro, numa perspetiva geral, e por isso recomendo-vos a leitura dele.

Uma leitura com o apoiosaida de emergencia

Literatura | “Caraval” (Caraval #1) de Stephanie Garber — Opinião

27971602_1178245762308711_4993004511671155445_nTítulo Original: Caraval
Publicação: 22 de Fevereiro de 2017
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722361675 
Compra-o em: www.wook.pt ou www.presenca.pt 
A minha classificação: 5 em 5 estrelas

Sinopse: Scarlett Dragna nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Tella, vivem sob a vigilância do seu poderoso e cruel pai. Scarlett sempre teve o desejo de assistir aos jogos anuais de Caraval. Caraval é magia, mistério, aventura. E, tanto para Scarlett como para Tella, representa uma forma de fugirem de casa do pai. Quando surge o convite para assistir aos jogos, parece que o desejo de Scarlett se torna realidade. No entanto, assim que chegam a Caraval, nada acontece como esperavam. Legend, o Mestre de Caraval, sequestra Tella, e Scarlett vê-se obrigada a entrar num perigoso jogo de amor, sonhos, meias-verdades e magia, em que nada é o que parece. Realidade ou não, ela dispõe apenas de cinco noites para decifrar todas as pistas que oconduzem até à irmã, ou Tella desaparecerá para sempre…

Opinião: Há muito que estava ansiosa pela chegada de Caraval a Portugal. Do livro, claro, mas quem me dera que fosse do jogo em si (hahaha). Algo que me deixou ainda mais entusiasmada foi ver a escolha que a Editorial Presença fez para a capa. A capa americana é simplesmente linda e combina imenso com o quão mágica é a história que Stephanie Garber nos conta.
Esta trata-se portanto de uma releitura, uma vez que li o livro em 2017, pouco tempo depois deste sair, tal era o hype que só me deixava curiosa. Ao reler, senti novamente todas as emoções que Caraval despertou em mim quando o li pela primeira vez. É um livro que não desilude nem um pouco. Legend, que é a figura mais misteriosa deste livro, foi de novo o personagem que mais me entusiasmou ao longo do livro, apesar de não o termos constantemente presente no decorrer da ação. Ainda bem que em Maio sai o novo livro (Legendary), pois voltar a este mundo re-despertou também a minha sede por ter mais destes personagens e desta história.

«A escrita de Stephanie tem um toque “poético”, no sentido em que prende-nos por completo à história e aos seus personagens com a forma como os descreve. Não de forma simples. Não de forma complexa. De uma forma… absolutamente mágica, que nos deixa fascinados e “esfomeados” por conhecer mais deste mundo. Tanto os personagens como o mundo que a autora criou são algo inexplicável, principalmente este último ponto. Honestamente, eu adoraria viver em Caraval, mesmo com os seus pontos menos positivos, por ser uma cidade incrível, mágica, que encantou-me por completo. A história desenvolve-se de forma incrível, com uma outra ou outra parte mais parada, porém muitas coisas serão reveladas ao longo do livro, maioritariamente no final, mas tudo o que é revelado e explicado nas páginas finais compensa, sem dúvida, esses momentos mais lentos.
A maior questão deste livro, pelo menos para mim, é: Quem é afinal Legend, o dono de Caraval? Desconfiei de vários personagens, principalmente de um deles na maioria das vezes e acabei por ser surpreendida no final. E é isto que torna o livro ainda melhor: o mistério em torno deste intrigante personagem. Foi este o assunto que mais reviravoltas (plot twist) trouxe para a história, o que foi simplesmente entusiasmante e fantástico. Cada descoberta/revelação é surpreendente. Quando uma pessoa pensa que já sabe tudo ou que nada mais chocante pode acontecer, algo acontece.»

Desde a capa às páginas, ‘Caraval’ apresenta-nos um design, tanto interior como exterior, lindíssimo, com uma aventura (e jogo) completamente viciantes. Uma história absolutamente imperdível e recomendável para qualquer fã de fantasia!

Parte desta opinião foi retirada da opinião referente à primeira leitura feita de Caraval. Para lê-la completa, acede aqui.

Para mais informações do livro Caraval, clica aqui!

Uma leitura com o apoio depresença

 

Cinema | “Eu, Tonya” (2018) — Opinião

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Gênero: Biografia, Drama
Data de lançamento: 22 de Fevereiro de 2018
Elenco Principal: Margot Robbie, Allison Janney, Sebastian Stan, Jason Davis, Julianne Nicholson
A minha classificação: 8,5 em 10 estrelas

Opinião: ‘I, Tonya’ é um daqueles filmes que apresenta um leque de acontecimentos chocantes mas por vezes também engraçados, até certo ponto. Este é um filme que penso que captará mais o interesse de um público ou que goste do elenco ou que seja um fã de patinagem no gelo (ou até mesmo que goste de seguir as indicações de Óscares). Este segundo tipo de público é onde eu encaixo-me, claramente, pois acho lindíssimo este desporto. Foram, sobretudo, as cenas de patinagem as que mais gostei no filme todo. Fiquei fascinada inclusive com o triplo salto que Tonya completou e como o produziram no filme com Margot Robbie de protagonista.

O elenco é o segundo factor mais positivo neste filme. Já todos sabemos quem recebeu o Oscar de melhor atriz secundária (para quem não sabe, foi a atriz que faz de mãe de Tonya) e considero-o bem merecido. Apesar de Margot ter uma atuação incrível, Allison Janney saiu-se ainda melhor, criando em mim uma sensação de amor-ódio pela personagem que esta representa. De um modo mais geral, o elenco é bastante bom e com o pouco que vi das figuras reais (nos créditos do filme, temos acesso a pequenas gravações destes), vejo que todos tiveram representações fieis à realidade.

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A história em si, excluindo a patinagem, é chocante, como já disse, com alguns momentos um tanto hilariantes mas o que se destaca para mim como mais chocante é a justiça que Tonya recebeu pelo que aconteceu com a sua colega de patinagem Nancy Kerrigan. No fim, ela foi a que menos participação teve no que aconteceu mas foi a que mais prejudicada foi e tal injustiça deixou-me com uma sensação de revolta enorme. Hoje conhecemos a história de Tonya mas é impossível devolver a esta o que lhe foi tirado à anos atrás.

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Em suma, é um filme que me surpreendeu imenso pela positiva, cujo o elenco traz-nos atuações marcantes e intensas. Não é um filme para todos os gostos mas quem gosta de patinagem do gelo, sobretudo, sentir-se-á agarrado a este filme desde o primeiro minuto. Mas garanto-vos que será o elenco que irá conquistar-vos, acima de tudo! Por esta mesma razão, “Eu, Tonya” é um filme que recomendo, sem qualquer dúvida.

Trailer e sinopse
Desde muito cedo que Tonya Harding revelou um extraordinário talento para a patinagem. Essa aptidão, aliada a uma prática diária intensiva com a treinadora Diane Rawlinson, fez dela uma das mais brilhantes patinadoras no gelo de todos os tempos. Aguentando maus-tratos e humilhações por parte da progenitora – uma mulher autoritária e ambiciosa que esperava enriquecer à custa do sucesso da filha – e, mais tarde, de Jeff Gillooly, o homem com quem casou aos 18 anos, a atleta acaba por sofrer pressões de vários tipos. A um mês das Olimpíadas de Inverno de 1994, Tonya se vê envolvida num escândalo com a sua compatriota e rival Nancy Kerrigan. Esse terrível incidente, que fez manchetes nos jornais de todo o mundo, marcou o princípio do fim da sua carreira…

 

 

Literatura | “Outcast” (vol. #1-3) de Robert Kirkman e Paul Azaceta — Opinião

Título Original: Outcast 
Publicação: Dezembro 2016 & Junho de 2017 & Dezembro de 2017
Editora: G. Floy Studio (Portugal)
ISBN: 9788416510276 & 9788416510382 & 9788416510504
Compra em: http://www.wook.ptvolume 1, volume 2 e volume 3
A minha classificação: 4,5 em 5 estrelas

Sinopse: Toda a vida, Kyle Barnes foi perseguido por influências demoníacas, que lhe assombram a sua vida e a de todos os que alguma vez amou. Quando finalmente consegue fazer a ligação entre uma estranha série de novos casos, e a terrível possessão da sua mãe, que lhe destruiu a infância, sente que está finalmente no caminho de desvendar o segredo dos seus temíveis dons sobrenaturais. Infelizmente, aquilo que ele vai descobrir poderá significar o fim do mundo tal como o conhecemos.

Opinião: “Histórias de terror e de possessões são aborrecidas”: assim foi este o meu pensamento durante muito tempo, até que li ‘Outcast’. Como seguidora de The Walking Dead (não sei porque o faço ainda nesta 8ª temporada, diga-se de passagem haha), tinha certa curiosidade em ler outra história escrita por Robert Kirkman, embora tivesse um pouco de pé atrás no que tocava ao tema que esta, até então, trilogia apresenta.

O primeiro volume foi aquele de que gostei menos, talvez por tratar-se de uma introdução à história ou talvez pelo tema, por estranhá-lo um pouco. Quando comparado com os volumes seguintes, senti que este é ligeiramente mais fraquinho. Mas é, claramente, um livro que gostei e que me surpreendeu pela linha de ação que apresentou. No final desta leitura, a curiosidade para saber o que se sucederia era tanta, que não resisti a ler os outros dois volumes no mesmo dia!

O segundo e terceiro volume são os meus favoritos. Estes são tão viciantes, intrigantes, cujos os acontecimentos foram deixando-me ainda mais curiosa do que já estava para perceber todo este mistério em torno de Kyle Barnes. Entre os volumes, temos um final com um bom cliffhanger que garante-nos desde logo que não iremos largar o terceiro livro de forma alguma. O que acontece neste último, então, é ainda melhor.

Pelo tema, não esperei gostar realmente desta série mas ‘Outcast’ mudou um pouco a minha opinião em relação a todo o mundo de possessão e espíritos. Se bem escrita (e ilustrada, obviamente), teremos sempre uma boa história e é exatamente isso que Kirkman e Azaceta nos dão.

Uma leitura com o apoio deGFloy