Desejo Concedido (As Guerreiras Maxwell #1) – Megan Maxwell [Opinião]

17760188_993519937447962_1570355836011636748_nTítulo Original: Deseo Concedido 
Publicação: Abril-2017  
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578916 
PVP: 18,85€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips – jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Opinião: “Desejo Concedido” é o primeiro livro da série Guerreiras Maxwell e é também o primeiro livro que leio da autora. Não sei se é o melhor livro dela ou o livro pelo qual deveria ter iniciado esta autora, pois isto só um fã sabe dizer-me, mas gostei desta estreia. Megan Maxwell tem uma escrita simples, fluida e sabe porporcionar ao leitor uma leitura muito divertida.
Gostei deste livro sobretudo pelos seus personagens principais, que pela sua teimosia me lembraram Jamie e Claire de Outlander, então não demorei muito a ganhar um certo carinho por eles e pela história, embora Megan, por vezes, tenha tornado-se um tanto irritante e imatura em insistir na sua rebeldia. Mas gostei deles e da sua teimosia.

Outro ponto que gostei foi especialmente a história passar-se no meio de clãs, nas Terras Altas, na Escócia, o que trouxe algo de especial para este livro. Confesso que agarrei logo neste livro da autora principalmente por este pormenor. Fãs de Outlander serão sempre fãs de história que se passem na Escócia… hahaha

Algo que gostei e não gostei (fiquei com uma mistura de sentimentos em relação a isto) foi a ação. Acontecia algo de mau, resolvia-se. E voltava-se a repetir. E novamente. E novamente. Isto até ao fim do livro. Não gostei por um lado, pois tornava a personagem feminina principal irritante, como disse, afinal chegava a ser excessivo tantos problemas. Ao mesmo tempo, gostei, pois veio quebrar um pouco o padrão de “Inicio > Problema > Fim”. Gostei pois trouxe também alguma diversão e fluência ao livro, impedido-me de sentir aborrecida pelas partes mortas que geralmente surgem na maioria dos livros, o que não é o caso deste livro, sem dúvida. Nisto, Megan Maxwell conquistou-me, pela sua fluidez na escrita e pela forma divertida como conta a história.
Foi uma boa estreia relativamente a esta autora e espero vir a ler muito mais de Megan Maxwell no futuro, principalmente o livrinho desta série que fala sobre Niall (o irmão de Ducan) e Gillian! Estou bastante curiosa com o que virá hehe

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O Coração de Simon contra o Mundo – Becky Albertalli [Opinião]

17362419_1390394094317036_4558227940742236658_nTítulo Original: Simon vs the Homo Sapiens Agenda 
Publicação: Abril-2017 
Editor: Porto Editora 
ISBN: 9789720048653 
PVP: 15,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse:  Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador. 
Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.
Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

Opinião: Se não leram este livro ainda ou se nunca pensaram em ler, do que estão à espera? Corram! Toca a lê-lo!
Recentemente, recomecei a ler livros deste género menos adulto (young-adult, talvez?), mas sobre este livro, não sabia o que esperar. Comecei com algumas expectativas, afinal é o livro de que toda gente fala, porém o inicio parecia-me uma narrativa à John Green: sem grande desenvolvimento, com diálogos “atoa” e que não contribuíam nada para a história. PORÉM houve um momento na história, ainda no inicio desta, que serviu de “clique” e então agarrei-me totalmente ao livro. Devorei-o e terminei-o a querer mais!

Vou começar por mencionar o quanto adorei as referências a Harry Potter! Só por isso, o livro já me conquistou. Foi sem dúvida um livro cheio de referências fantásticas que vieram torná-lo ainda mais divertido.
Porém este é um livro que aborda vários pontos sensíveis, como a homossexualidade e o bullying perante este último ponto. Cheguei a sentir-me triste, revoltada e, sobretudo, emocionada, pelos vários acontecimentos que decorreram ao longo da história. Não sei realmente por em palavras o quanto este livro mexeu comigo em vários níveis, deixando-me num turbilhão de emoções. Foi triste e irritante conhecer certos personagens que se comportaram de forma errada com Simon, ao chantageá-lo ou ao gozar com este acerca da sua orientação sexual. Isto poderia perfeitamente ser uma história real, pois este é um assunto que ainda não é visto com bons olhos por grande parte da sociedade e é isto que ainda torna tudo mais emocionante e triste. Porém Simon é um personagem único, forte, corajoso, que consegue lidar com tudo o que lhe acontece de uma forma que deixa qualquer leitor orgulhoso e feliz, como me deixou a mim.

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Claro que existem os outros personagens como Abby, Leah e Nick que estão lá com ele. São personagens que gostei também de conhecer. Num geral, gostei dos personagens criados por Becky. São reais, engraçados mas acima de tudo inspiradores de alguma forma, pelo modo como agem em relação à revelação de Simon.

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Falando também da outra parte da história, do seu romance: Confesso que desta vez, fui apanhada de surpresa! Não esperava realmente que o Blue fosse aquele personagem, mas foi uma agradável surpresa. O que acontece após Simon descobrir quem está por de trás dos e-mails, fez-me sorrir imensas vezes. Um livro engraçado mas também um pouco triste, acabou por tornar-se em algo bonito, inspirador, que tira um sorriso a qualquer pessoa. Achei realmente fofinho o romance que é desenvolvido nas páginas finais. Não encontro outro adjetivo melhor, pois “fofo” é a palavra que me veio à cabeça a cada beijo, a cada abraço, a cada momento entre o Simon e o seu misterioso Blue.

Comecei este livro um pouco desiludida, pois tinha certas expectativas. Mas adivinhem? Num abrir e fechar de olhos, dei por mim envolvida na história, mergulhada num mar de emoções. Foram muitas as gargalhadas que este livro me porporcionou, assim como sorrisos de orelha a orelha, mas também houve momentos que me deixaram triste, revoltada, ao ponto de sentir lágrimas nos olhos, pois afinal todos somos iguais, todos temos direito a amar seja quem for, homem ou mulher, e é triste e vergonhoso saber que há pessoas que não sabem respeitar e aceitar esta verdade.
O título não poderia fazer mais sentido (até prefiro o nosso, ao original)! “Simon vs the homo sapiens agenda”, em inglês, é uma leitura obrigatória, para todas as pessoas de todas as idades, principalmente para aqueles que como Simon sentem-se ameaçados pelo mundo por serem “diferentes”. É um livro que me marcou de uma forma inexplicável e que se tornou num dos meus favoritos deste ano, sem dúvida.

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Por Treze Razões – Jay Asher [Opinião]

51QiUCgL8hL._SY344_BO1,204,203,200_Título Original: Thirteen Reasons Why
Publicação: Abril-2017 (reedição)
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722358934
PVP: 13,90€ – Compra-o na editora em www.levo.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

Opinião: Deixem-me, desde já, dar-vos uma sugestão: Leiam o lado A da primeira cassete (ou seja, o primeiro capítulo) e de seguida vão ver o primeiro episódio da adaptação da Netflix! Porquê? Acho que de alguma forma esse episódio virá a dar uma sensação mais real e mais dura do que realmente aconteceu com a protagonista, do que a fez a fazer o que fez, tal como vos dará uma visão diferente sobre este livro, e assim tenho a certeza de que irão gostar muito mais dele, do que gostariam se não seguissem este meu conselho.

De inicio, até ter visto o primeiro episódio, não me adaptei facilmente ao livro, pois a escrita do autor não é nada de especial. Por vezes senti que esta tornava tudo mais lento e mais… sem sentido. No entanto, após ver então o primeiro episódio, correspondente à Cassete nº1 lado A, dei por mim a perceber melhor tudo, a gostar mais do livro, ao ponto de não o conseguir largar, por querer saber o que se seguiria e quem seriam as “razões” que levaram Hannah a suicidar-se.
Comecei por aconselhar-vos a verem a série à medida que vão lendo, pois não sendo a escrita do autor a melhor, existem certas situações ou até mesmo certas razões que Hannah dá nas cassetes, que acabam por não parecerem nada de mais. Levam o leitor a questionar-se se Hannah não estaria a dramatizar ou simplesmente a dar muita importância a coisas sem a gravidade que esta dizer serem graves. Acho que porque a escrita não era “grande coisa”, não sentia nada e acabava por achar situações um tanto “banais”, porque afinal de contas… quem nunca passou por situações de ser alvo de gozo ou de boatos ou reputação? Quem não foi traido por alguém em quem confiava? Mas de facto, ao ver o primeiro episódio, comecei a prestar melhor atenção ao livro, ao que lia e conclui que não eram apenas coisas banais, mas um acumular de situações graves, uma bola de neve em constante crescimento até terminar num desastre. Às vezes uma imagem vale mais do que mil palavras e ajuda imenso termos a série já disponível, para nos ajudar a perceber melhor certas “razões” que não parecem nada demais ao serem lidas pela primeira vez. Obviamente que não estou a dizer que o livro não seria a mesma coisa sem a série, porque este é bom, real e bastante original!
E assim, acabei por gostar de um livro, que ao inicio não me agradava pela sua escrita mas que me prendeu pela sua história, que poderia ser a história de uma pessoa que tivéssemos um dia conhecido, pois todos os dias, imensas pessoas passam por situações deste tipo: por bullying, por abuso, etc.
Não vou dizer que é um livro com uma história bonita, porque não é. É negro e triste ver o que aconteceu com a protagonista e como ninguém a ajudou, mesmo esta dando sinais de precisar de salvamento.
Eu gostei do livro, apesar da sua escrita, pois aborda um tema complexo e nada positivo, ao qual a sociedade não dá muita importância, generalizando. É um livro também de reflexão, que deveria ser leitura obrigatória, inclusive nas escolas, para que todos tenhamos noção que os nossos atos podem afetar outras pessoas ou levá-las ao limite. Quem sabe algumas pessoas não refletissem melhor antes de agir (isto relativamente aos praticantes de bullying). É um livro que recomendo a todas as pessoas, de qualquer idade, pelo seu tema e pela história, sem dúvida!

Para mais informações do livro Por Treze Razões, clica aqui!

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A Rainha Subjugada (The Plantagenet and The Tudor Novels #11) – Philippa Gregory [Opinião]

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Publicação: Abril-2017
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579012
PVP: 19,95€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr.
A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.
Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo.

Opinião: Iniciei este livro completamente entusiasmada e terminei-o… bastante surpresa. Surpresa num bom sentido. Para alguém que goste de história, como eu, este livro é como um doce para os mais gulosos. Decidi dizer que fiquei surpresa no final de tudo, pois apesar de me considerar “culta” no que toca a história da dinastia Tudor, não fazia ideia de muita coisa que aconteceu durante os últimos anos de Henry VIII, tal como não dava muita importância a quem Kateryn Parr havia sido (para além da 6ª e última mulher de Henry VIII). Isto não é um romance histórico, de forma alguma. Para mim, isto é um livro repleto de história e informações para os mais ávidos e curiosos, como eu. Mas não deixa de ter aquele romance proibido pelo meio, assim como não deixa de ter alguma fição, pois imaginem só a dificuldade da autora em reunir a maioria da informação que surge neste livro.
Kateryn Parr (ou Catarina), a última rainha consorte do tirano que assassinou duas anteriores mulheres, foi uma total surpresa para mim. Não sabia nem 10% do que a autora me foi apresentando ao longo das páginas. Esta é mais do que apenas uma mulher que teve de abandonar o seu amado e casar com o rei de Inglaterra. É a mulher que sobreviveu e que uniu uma família real separada por mães diferentes.
Philippa Gregory vem mais uma vez mostrar-nos o reinado de Henry VIII pela visão da sua mulher, sem desiludir. A sua escrita é incrível: agarra-nos, faz-nos devorar página atrás de páginas, avidos por mais informações, por mais história. Até mesmo a parte religiosa da história, que foi um dos pontos mais desenvolvidos neste livro, torna-se interessante, principalmente para mim que não sou muito fã de religião. Embora tenha-se tornado cansativo, a certo ponto, de ler tanto sobre protestantes, Deus, pregadores (o que é demais, enjoa, como se costuma dizer), gostei de saber mais sobre esta fase da história, em que Inglaterra estava dividida e ainda a caminho de concluir a sua reforma. De inicio não percebia o porquê da rainha estar envolvida neste assunto, mas rapidamente apercebi-me que Kateryn foi uma figura histórica incrível e que contribui bastante nesta fase histórica de Inglaterra.
Algo que não esperava era ver o quão “mau”, arrogante e tirano era Henrique. Cheguei a ficar chocada com a forma crua como a autora decidiu apresentá-lo neste livro. Conhecia a sua história completa apenas pela série The Tudors, tendo só lido dois livros (ainda) da autora que envolvem este rei, pelo que percebi que era um rei que nada de bom tinha, que era louco e um perigo para a sua corte, o seu país e até mesmo para a sua família.

Como “fanática” por história, principalmente por esta dinastia, por mim ficaria aqui um dia inteiro a falar sobre este livro hehe. Não é um livro extremamente fácil de ler, pois são dadas imensas informações ao longo das páginas, por isso há a necessidade de assimilar toda essa história. Mas num todo, isto não é um ponto negativo pois foi um livro que adorei, tal como esperava adorar. É aqui que vemos os últimos anos do maior tirano de Inglaterra, pelos olhos de uma mulher que acabei por admirar imenso ao longo do livro. É um livro também chocante em certas partes, pois desconhecia muita coisa que tinha acontecido. A única coisa que poderia ter tornado este livro melhor era não haver tanto desenvolvimento a nível de religião, na minha opinião.
É um livro que recomendo e que nenhum fã incondicional de história, e desta época, pode perder!

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Entre as Linhas – Jodi Picoult e Samantha Van Leer [Opinião]

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Publicação: Março-2017
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722531931
PVP: 16,60€ – Compra-o em www.bertrand.com ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Delilah não consegue parar de ler o seu conto de fadas preferido. As outras raparigas da sua idade já começaram a namorar e são populares, mas ela prefere o conforto de um final feliz e de saber que não vai ter surpresas. Até que lhe acontece a maior surpresa de todas… Oliver é o príncipe encantado do conto de fadas de que Delilah tanto gosta. Um dia, ele olha para ela da sua página e começa a falar. É um milagre que a princípio parece perfeito… mas depois fica tudo virado do avesso.

Agora Delilah vai ter de decidir: vai ajudar o príncipe Oliver a sair das páginas do livro? Ou será a sua oportunidade para mergulhar nas páginas de um final feliz?

Opinião: Nunca antes tinha lido nada da autora mas sinto que comecei da melhor maneira, mesmo este livro sendo escrito em conjunto com a filha da autora! Algo simples mas mágico ao mesmo tempo. Li algures uma opinião não muito positiva, de que este livro era um tanto infantil. Não é um livro tão “adulto” em termos da história, mas também não é um livro infantil. É um livro, que na minha opinião, não tem idade. É um livro que pode agradar tanto uma criança de 12 anos como um adulto de 30, ou então alguém entre essas idades, como eu! A escrita é simples, sim, ou seja, não é muito desenvolvida, mas que não vem prejudicar de todo a história, que mesmo tendo um toque infantil pelo óbvio, e eu gostei realmente deste livro por isso. Recordou-me a minha infância, por todo este tema de contos de fadas e da sua magia, ao mesmo tempo que veio na altura ideal. Às vezes sabe bem ler algo assim leve, sem muita complexidade mas que é tão bom quanto um livro mais complexo.

As personagens foram um ponto que adorei sem dúvida! São divertidas, mágicas, assim como a história. Não me apaixonei pelo príncipe Oliver, como Delilah (hahaha), mas apaixonei-me pela história e pelas suas aventuras, o que sinto que era essa a intenção de Jodi Picoult, no fundo. O conto de fadas é também integrado na história. Não apenas como um “sujeito ausente”, sobre o qual se fala mas que não chegamos a conhecer. Temos também direito a ler o conto de fadas pelo qual a protagonista é tão obcecada e adorei ler cada página deste! É sem dúvida um livro divertido, com uma história original, que pelo menos eu nunca li antes, o que o torna especial e tão mágico para mim.
Quando o agarrei pela primeira vez, esperava uma coisa, mas este acabou por revelar-se algo diferente, mas sem deixar de ser bom, o que é raro, porque ou um livro é o que esperamos e acabamos por gostar deste ou não é e acaba por desiludir. Mas gosto quando um livro me mostra algo diferente, inesperado mas que no fundo acaba por agradar-me tanto ou mais como esperava.

Só esperava algo mais do final, isto é, esperava ver um epílogo ou de saber o que aconteceria depois de que outros soubessem do que acontecera, mas gostei mesmo assim. Não sabia realmente o que poderia acontecer no final, se Delilah conseguiria tirar Oliver do livro ou não, mas foi de facto um final um tanto inesperado e bonito, o que combinou na perfeição com todo o seu desenvolvimento de história.
Quanto às ilustrações: gostei da ideia de ir inserindo-as ao longo da história, tanto as pequenas como as imagens ilustrativas do conto de fadas, tendo adorado sobretudo estas últimas, que apesar de um pouco pormenorizado e “complexo” para um conto de fadas, estavam muito bem trabalhadas!

Um livro que recomendo, principalmente para quem nunca leu nada da autora, como eu, pois não imagino que possa haver melhor livro para começar a segui-la!

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