Desejo Concedido (As Guerreiras Maxwell #1) – Megan Maxwell [Opinião]

17760188_993519937447962_1570355836011636748_nTítulo Original: Deseo Concedido 
Publicação: Abril-2017  
Editor: Editorial Planeta 
ISBN: 9789896578916 
PVP: 18,85€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips – jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

Opinião: “Desejo Concedido” é o primeiro livro da série Guerreiras Maxwell e é também o primeiro livro que leio da autora. Não sei se é o melhor livro dela ou o livro pelo qual deveria ter iniciado esta autora, pois isto só um fã sabe dizer-me, mas gostei desta estreia. Megan Maxwell tem uma escrita simples, fluida e sabe porporcionar ao leitor uma leitura muito divertida.
Gostei deste livro sobretudo pelos seus personagens principais, que pela sua teimosia me lembraram Jamie e Claire de Outlander, então não demorei muito a ganhar um certo carinho por eles e pela história, embora Megan, por vezes, tenha tornado-se um tanto irritante e imatura em insistir na sua rebeldia. Mas gostei deles e da sua teimosia.

Outro ponto que gostei foi especialmente a história passar-se no meio de clãs, nas Terras Altas, na Escócia, o que trouxe algo de especial para este livro. Confesso que agarrei logo neste livro da autora principalmente por este pormenor. Fãs de Outlander serão sempre fãs de história que se passem na Escócia… hahaha

Algo que gostei e não gostei (fiquei com uma mistura de sentimentos em relação a isto) foi a ação. Acontecia algo de mau, resolvia-se. E voltava-se a repetir. E novamente. E novamente. Isto até ao fim do livro. Não gostei por um lado, pois tornava a personagem feminina principal irritante, como disse, afinal chegava a ser excessivo tantos problemas. Ao mesmo tempo, gostei, pois veio quebrar um pouco o padrão de “Inicio > Problema > Fim”. Gostei pois trouxe também alguma diversão e fluência ao livro, impedido-me de sentir aborrecida pelas partes mortas que geralmente surgem na maioria dos livros, o que não é o caso deste livro, sem dúvida. Nisto, Megan Maxwell conquistou-me, pela sua fluidez na escrita e pela forma divertida como conta a história.
Foi uma boa estreia relativamente a esta autora e espero vir a ler muito mais de Megan Maxwell no futuro, principalmente o livrinho desta série que fala sobre Niall (o irmão de Ducan) e Gillian! Estou bastante curiosa com o que virá hehe

Uma leitura com o apoio de500_9789892336435_confia_em_mim

[FILME] Velocidade Furiosa 8 (2017) – Opinião

Título original: The Fate of the Furious  
Gênero: Ação, Suspense
Data de lançamento: 13-Abril-2017
Elenco Principal: Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Charlize Theron, Ludacris, Nathalie Emmanuel.
A minha classificação: 8/10 estrelas

Opinião: Apesar dos filmes não estarem já tão centrados nas corridas como antes, sinto que esta mudança que veio acontecendo ao longo de Velocidade Furiosa foi algo de positivo, pois como se costuma dizer “O que é demais, enjoa”. O facto de agora os filmes terem mais ação, principalmente neste novo filme, trouxe algo de novo e uma mudança que impede que a série de filmes perca a sua qualidade, apesar de muitos fãs sentirem falta das corridas de carros. Por cá, prefiro muito mais a ação que tem vindo a aumentar de filme para filme.
No entanto, não sabia o que esperar de uma continuação sem Paul Walker, porque ele era um dos principais. Senti realmente a falta dele neste filme. Porém adorei o argumento e toda a ação presente no oitavo filme da saga Fast and Furious. Gostei ainda mais do que do filme anterior. Este teve algo mais: mais ação, mais momentos cheios de humor com Roman e também com Shaw, mais personagens fantásticos e bem criados assim como drama do filme.

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Quando soube que Charlize Theron seria a nova vilã, fiquei bastante entusiasmada e não posso dizer que me desiludi! Ela é uma excelente atriz e como sempre fez um bom trabalho como Cipher. Também Jason Statham esteve fantástico, assim como Tyrese Gibson, que foram para mim grandes destaques neste filme, não só pela excelente atuação a nível de ação (relativamente a Jason), mas também pelas imensas gargalhadas que ambos me proporcionaram, o que melhorou em muito a qualidade deste filme. Houve também o regresso de um ator de filmes anteriores (fica aqui a surpresa hehe), que adoro, porém tenho pena que não tenham desenvolvido muito mais o seu regresso, dai ter dado menos pontuação ao filme.
Sobre todo o “plot” do filme: gostei! Surpreendi-me imenso com tudo o que foi acontecendo, desde as cenas que envolviam carros fantasmas ao mistério por detrás da traição de Dominic Toretto e a sua lealdade à vilã. Li há umas horas que do orçamento de 250 milhões de euros, dado aos produtores deste filme, duas centenas de carros foram usados, acabando danificados ou mesmo destruídos, incluindo a destruição total de um lamborghini. Fiquei surpresa com isto, pois pensei que muitas das cenas de ação não passavam de efeitos de computador e assim. Talvez esta exorbitância foi o que permitiu que este filme se tornasse ainda melhor do que esperado e seja talvez o que distingue “Fast and Furious” de qualquer outro tipo de filme com ação e carros.

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No entanto, não posso deixar mencionar uma falha enorme na história: Ian Shaw (Jason Statham), como se calhar se lembram, no filme anterior quase matou a família de Dominic, e inclusive matou um membro da equipa dele (RIP Han Lue 😦 ), por vingança ao que fizeram ao seu irmão Owen Shaw (Luke Evans). Porém neste 8º filme, este é solto para ajudar a equipa de Dominic a caçar este e Cipher. Até aqui tudo bem. Porém mais para o final, vemos este a sorrir e a apertar a mão a Dominic, como se de repente fossem cúmplices ou amigos. Independentemente da “boa” ação dele neste filme, fico sem perceber qual o sentido da mudança de “humor” entre ambos, pois Ian matou pessoas importantes para Dominic, assim como este último foi o que fez com que o irmão de Shaw fosse parar a um hospital e acabasse preso. Então de facto, isto é uma enorme falha, digam-me o que quiserem: uma rivalidade com histórico que é terminada de um momento para o outro, com sorrisos. De repente, foi esquecida a morte de Han Lue e a quase morte da irmã e cunhado de Dominic?

Um filme não seria um filme sem falhas, claro. Mas realmente gostei deste filme. Talvez seja um dos meus favoritos até agora, desta série de filmes. Achei bastante bonita a homenagem feita, mesmo que indiretamente, a Paul Walker. Foi um filme cheio de ação, velocidade, mas sem deixar de ter o seu toque de humor, principalmente numa das cenas finais de Shaw no avião! Fãs dos filmes não podem perder este, sem dúvida.

Trailer: 

O Coração de Simon contra o Mundo – Becky Albertalli [Opinião]

17362419_1390394094317036_4558227940742236658_nTítulo Original: Simon vs the Homo Sapiens Agenda 
Publicação: Abril-2017 
Editor: Porto Editora 
ISBN: 9789720048653 
PVP: 15,50€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 5/5 estrelas

Sinopse:  Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador. 
Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.
Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

Opinião: Se não leram este livro ainda ou se nunca pensaram em ler, do que estão à espera? Corram! Toca a lê-lo!
Recentemente, recomecei a ler livros deste género menos adulto (young-adult, talvez?), mas sobre este livro, não sabia o que esperar. Comecei com algumas expectativas, afinal é o livro de que toda gente fala, porém o inicio parecia-me uma narrativa à John Green: sem grande desenvolvimento, com diálogos “atoa” e que não contribuíam nada para a história. PORÉM houve um momento na história, ainda no inicio desta, que serviu de “clique” e então agarrei-me totalmente ao livro. Devorei-o e terminei-o a querer mais!

Vou começar por mencionar o quanto adorei as referências a Harry Potter! Só por isso, o livro já me conquistou. Foi sem dúvida um livro cheio de referências fantásticas que vieram torná-lo ainda mais divertido.
Porém este é um livro que aborda vários pontos sensíveis, como a homossexualidade e o bullying perante este último ponto. Cheguei a sentir-me triste, revoltada e, sobretudo, emocionada, pelos vários acontecimentos que decorreram ao longo da história. Não sei realmente por em palavras o quanto este livro mexeu comigo em vários níveis, deixando-me num turbilhão de emoções. Foi triste e irritante conhecer certos personagens que se comportaram de forma errada com Simon, ao chantageá-lo ou ao gozar com este acerca da sua orientação sexual. Isto poderia perfeitamente ser uma história real, pois este é um assunto que ainda não é visto com bons olhos por grande parte da sociedade e é isto que ainda torna tudo mais emocionante e triste. Porém Simon é um personagem único, forte, corajoso, que consegue lidar com tudo o que lhe acontece de uma forma que deixa qualquer leitor orgulhoso e feliz, como me deixou a mim.

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Claro que existem os outros personagens como Abby, Leah e Nick que estão lá com ele. São personagens que gostei também de conhecer. Num geral, gostei dos personagens criados por Becky. São reais, engraçados mas acima de tudo inspiradores de alguma forma, pelo modo como agem em relação à revelação de Simon.

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Falando também da outra parte da história, do seu romance: Confesso que desta vez, fui apanhada de surpresa! Não esperava realmente que o Blue fosse aquele personagem, mas foi uma agradável surpresa. O que acontece após Simon descobrir quem está por de trás dos e-mails, fez-me sorrir imensas vezes. Um livro engraçado mas também um pouco triste, acabou por tornar-se em algo bonito, inspirador, que tira um sorriso a qualquer pessoa. Achei realmente fofinho o romance que é desenvolvido nas páginas finais. Não encontro outro adjetivo melhor, pois “fofo” é a palavra que me veio à cabeça a cada beijo, a cada abraço, a cada momento entre o Simon e o seu misterioso Blue.

Comecei este livro um pouco desiludida, pois tinha certas expectativas. Mas adivinhem? Num abrir e fechar de olhos, dei por mim envolvida na história, mergulhada num mar de emoções. Foram muitas as gargalhadas que este livro me porporcionou, assim como sorrisos de orelha a orelha, mas também houve momentos que me deixaram triste, revoltada, ao ponto de sentir lágrimas nos olhos, pois afinal todos somos iguais, todos temos direito a amar seja quem for, homem ou mulher, e é triste e vergonhoso saber que há pessoas que não sabem respeitar e aceitar esta verdade.
O título não poderia fazer mais sentido (até prefiro o nosso, ao original)! “Simon vs the homo sapiens agenda”, em inglês, é uma leitura obrigatória, para todas as pessoas de todas as idades, principalmente para aqueles que como Simon sentem-se ameaçados pelo mundo por serem “diferentes”. É um livro que me marcou de uma forma inexplicável e que se tornou num dos meus favoritos deste ano, sem dúvida.

Uma leitura com o apoio degrupo_porto_editora_novo

A Bela e o Monstro (2017) – Live-Action – Opinião

Título original: Beauty and the Beast 
Gênero: Fantasia, Romance 
Data de lançamento: 16 de Março de 2017 (em Portugal) 
Elenco Principal: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Ewan McGrego, Josh Gad
A minha classificação: 9/10 estrelas

Opinião: E finalmente trago-vos a minha opinião sobre um dos filmes que mais aguardava desde sempre! Sim, eu sei, já passou quase um mês desde a sua estreia mas as emoções eram tanta, que quis primeiro refletir durante um tempo antes de vir dizer o que realmente achei e senti em relação a este filme…

Começo pelos pontos positivos ou negativos? É o meu filme favorito da Disney, de sempre, e como é óbvio, não podia deixar de AMAR este live-action, tendo ainda por cima atores que gosto: Emma Watson (Harry Potter), Dan Stevens (Downton Abbey) e Luke Evans (Dracula) *suspiros* hahahaha
Mas decidi começar pelo ponto negativo. Exatamente, leram bem “PONTO”. Eu adorei este filme. Adorei, amei. Enfim, tenho um ataque de “fangirl” sempre que entro numa loja que tenha algo alusivo a esta história tão linda e única. Porém, este live-action falhou num ponto, que o impediu, na minha opinião, de chegar às 10 estrelas: o exagero em termos de pormenores, mais propriamente na cena da música “Be our Guest”. Eu ADOREI os pormenores, desde os vestidos de Belle a outros aspetos, neste filme, porém houve momentos em que estes eram em excesso e tornaram a imagem do filme confusa, como na música do jantar apresentada pelo Lumière. Acabava por confundir e não dava para acompanhar tudo por conta desse excesso. Mas excepto isto, adorei o filme, sem dúvida!

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Posso afirmar que o filme não desiludiu nada. Acho que alcançou ou superou ligeiramente as minhas expectativas. O elenco estava fantástico. Adorei todas as escolhas, embora a mulher em mim preferisse ver o Luke Evans como Monstro, porque eu adoro-o e não imagino como pode alguém recusar o Luke Evans!! hahahahahaha Brincadeiras à parte. Emma Watson e Dan Stevens foram quem mais me surpreenderam, pois de Luke Evans sabia o que esperar. Mas quanto a estes dois primeiros: Emma Watson conseguiu ultrapassar aquela fase de Harry Potter. Nem por um momento senti que estava a ver a Hermione, como acontece quando vejo outros membros do elenco de Harry Potter. Já Dan Stevens surpreendeu-me pois realmente não me agradava vê-lo como monstro mas a sua atuação foi ótima!
Em termos de trazer os objetivos à vida e de toda a imagem do filme e efeitos, adorei tudo, excepto aquele excesso de pormenores, como já disse. Gostei realmente que situassem a história no tempo e espaço! Uma das partes que mais adorei foi a inicial, em que vemos o principe a ser transformado. Enquanto que no filme da Disney, vemos a história contada por vitrais, no live-action vemos tudo contado com imagens reais. Houve muitas mais alterações, claro, mas todas essas alterações deixaram este filme igualmente ótimo!
Um ponto que gostei também foi terem abordado a “orientação” de LeFou. Acho que está mais que na hora de pararmos de ignorar que a nossa sociedade tem pessoas de diferentes orientações! Achei uma completa “estupidez” terem proibido este filme, inclusive, em vários paises… Além do mais, não chega a ver um único beijo ou algo assim mais “especifico”. O filme dá apenas a entender e isso não tem mal nenhum, mas enfim! Mentalidades fechadas.

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É Beauty and the Beast e gostava de continuar a falar mais sobre isto, mas o mais importante está dito e não vos quero contar tudo, porque ninguém pode deixar de ver este filme! Só tenho pena que não tenham posto a música “Human Again”, mas adorei a banda sonora num todo e não consigo parar de a ouvir!

Trailer

Por Treze Razões – Jay Asher [Opinião]

51QiUCgL8hL._SY344_BO1,204,203,200_Título Original: Thirteen Reasons Why
Publicação: Abril-2017 (reedição)
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722358934
PVP: 13,90€ – Compra-o na editora em www.levo.pt ou em www.wook.pt 
A minha classificação: 3,5/5 estrelas

Sinopse: Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

Opinião: Deixem-me, desde já, dar-vos uma sugestão: Leiam o lado A da primeira cassete (ou seja, o primeiro capítulo) e de seguida vão ver o primeiro episódio da adaptação da Netflix! Porquê? Acho que de alguma forma esse episódio virá a dar uma sensação mais real e mais dura do que realmente aconteceu com a protagonista, do que a fez a fazer o que fez, tal como vos dará uma visão diferente sobre este livro, e assim tenho a certeza de que irão gostar muito mais dele, do que gostariam se não seguissem este meu conselho.

De inicio, até ter visto o primeiro episódio, não me adaptei facilmente ao livro, pois a escrita do autor não é nada de especial. Por vezes senti que esta tornava tudo mais lento e mais… sem sentido. No entanto, após ver então o primeiro episódio, correspondente à Cassete nº1 lado A, dei por mim a perceber melhor tudo, a gostar mais do livro, ao ponto de não o conseguir largar, por querer saber o que se seguiria e quem seriam as “razões” que levaram Hannah a suicidar-se.
Comecei por aconselhar-vos a verem a série à medida que vão lendo, pois não sendo a escrita do autor a melhor, existem certas situações ou até mesmo certas razões que Hannah dá nas cassetes, que acabam por não parecerem nada de mais. Levam o leitor a questionar-se se Hannah não estaria a dramatizar ou simplesmente a dar muita importância a coisas sem a gravidade que esta dizer serem graves. Acho que porque a escrita não era “grande coisa”, não sentia nada e acabava por achar situações um tanto “banais”, porque afinal de contas… quem nunca passou por situações de ser alvo de gozo ou de boatos ou reputação? Quem não foi traido por alguém em quem confiava? Mas de facto, ao ver o primeiro episódio, comecei a prestar melhor atenção ao livro, ao que lia e conclui que não eram apenas coisas banais, mas um acumular de situações graves, uma bola de neve em constante crescimento até terminar num desastre. Às vezes uma imagem vale mais do que mil palavras e ajuda imenso termos a série já disponível, para nos ajudar a perceber melhor certas “razões” que não parecem nada demais ao serem lidas pela primeira vez. Obviamente que não estou a dizer que o livro não seria a mesma coisa sem a série, porque este é bom, real e bastante original!
E assim, acabei por gostar de um livro, que ao inicio não me agradava pela sua escrita mas que me prendeu pela sua história, que poderia ser a história de uma pessoa que tivéssemos um dia conhecido, pois todos os dias, imensas pessoas passam por situações deste tipo: por bullying, por abuso, etc.
Não vou dizer que é um livro com uma história bonita, porque não é. É negro e triste ver o que aconteceu com a protagonista e como ninguém a ajudou, mesmo esta dando sinais de precisar de salvamento.
Eu gostei do livro, apesar da sua escrita, pois aborda um tema complexo e nada positivo, ao qual a sociedade não dá muita importância, generalizando. É um livro também de reflexão, que deveria ser leitura obrigatória, inclusive nas escolas, para que todos tenhamos noção que os nossos atos podem afetar outras pessoas ou levá-las ao limite. Quem sabe algumas pessoas não refletissem melhor antes de agir (isto relativamente aos praticantes de bullying). É um livro que recomendo a todas as pessoas, de qualquer idade, pelo seu tema e pela história, sem dúvida!

Para mais informações do livro Por Treze Razões, clica aqui!

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TBR #1 – Leituras para os próximos dias

Nunca fiz nada disto no blogue antes. Tbr (to be read) não é algo que goste muito de fazer pois acabo sempre por ou a) não segui-la ou b) esquecê-la devido à chegada de novos livros cá a casa… Enfim, por “n” razões! Mas ao contrário do que é habitual encontrarmos, as tbr mensais, decidi passar a fazer uma pequena rubrica com os livrinhos que irão acompanhar-me durante uma semana, ou que planeio tentar ler, claro. Assim será uma lista mais pequena e fácil de seguir e cumprir.

Durante a segunda semana de Abril, irei ler livrinhos que chegaram cá a casa na última semana, os quais me deixaram imensamente curiosa pelo sucesso que têm feito lá fora!

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SINOPSE

Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

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SINOPSE

Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.

Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.

Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

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SINOPSE

A Espada de Verão, é o 1.º livro da nova série que desta vez nos apresenta uma aventura com os deuses nórdicos: deuses, magia, mitologia e muitas aventuras com os viquingues.

Rick Riordan traz a aventura, o mistério e o humor já tão característicos dos seus livros onde mistura a vida moderna dos jovens de hoje com a mitologia e história.

Uma série viciante, cheia de suspense e de problemas e surpresas para os heróis resolverem.

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SINOPSE

Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante – que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas.

Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

A Rainha Subjugada (The Plantagenet and The Tudor Novels #11) – Philippa Gregory [Opinião]

17458023_1391092204247225_5168259659799689993_nTítulo Original: The Taming of the Queen
Publicação: Abril-2017
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896579012
PVP: 19,95€ – Compra-o em www.wook.pt 
A minha classificação: 4/5 estrelas

Sinopse: Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr.
A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.
Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo.

Opinião: Iniciei este livro completamente entusiasmada e terminei-o… bastante surpresa. Surpresa num bom sentido. Para alguém que goste de história, como eu, este livro é como um doce para os mais gulosos. Decidi dizer que fiquei surpresa no final de tudo, pois apesar de me considerar “culta” no que toca a história da dinastia Tudor, não fazia ideia de muita coisa que aconteceu durante os últimos anos de Henry VIII, tal como não dava muita importância a quem Kateryn Parr havia sido (para além da 6ª e última mulher de Henry VIII). Isto não é um romance histórico, de forma alguma. Para mim, isto é um livro repleto de história e informações para os mais ávidos e curiosos, como eu. Mas não deixa de ter aquele romance proibido pelo meio, assim como não deixa de ter alguma fição, pois imaginem só a dificuldade da autora em reunir a maioria da informação que surge neste livro.
Kateryn Parr (ou Catarina), a última rainha consorte do tirano que assassinou duas anteriores mulheres, foi uma total surpresa para mim. Não sabia nem 10% do que a autora me foi apresentando ao longo das páginas. Esta é mais do que apenas uma mulher que teve de abandonar o seu amado e casar com o rei de Inglaterra. É a mulher que sobreviveu e que uniu uma família real separada por mães diferentes.
Philippa Gregory vem mais uma vez mostrar-nos o reinado de Henry VIII pela visão da sua mulher, sem desiludir. A sua escrita é incrível: agarra-nos, faz-nos devorar página atrás de páginas, avidos por mais informações, por mais história. Até mesmo a parte religiosa da história, que foi um dos pontos mais desenvolvidos neste livro, torna-se interessante, principalmente para mim que não sou muito fã de religião. Embora tenha-se tornado cansativo, a certo ponto, de ler tanto sobre protestantes, Deus, pregadores (o que é demais, enjoa, como se costuma dizer), gostei de saber mais sobre esta fase da história, em que Inglaterra estava dividida e ainda a caminho de concluir a sua reforma. De inicio não percebia o porquê da rainha estar envolvida neste assunto, mas rapidamente apercebi-me que Kateryn foi uma figura histórica incrível e que contribui bastante nesta fase histórica de Inglaterra.
Algo que não esperava era ver o quão “mau”, arrogante e tirano era Henrique. Cheguei a ficar chocada com a forma crua como a autora decidiu apresentá-lo neste livro. Conhecia a sua história completa apenas pela série The Tudors, tendo só lido dois livros (ainda) da autora que envolvem este rei, pelo que percebi que era um rei que nada de bom tinha, que era louco e um perigo para a sua corte, o seu país e até mesmo para a sua família.

Como “fanática” por história, principalmente por esta dinastia, por mim ficaria aqui um dia inteiro a falar sobre este livro hehe. Não é um livro extremamente fácil de ler, pois são dadas imensas informações ao longo das páginas, por isso há a necessidade de assimilar toda essa história. Mas num todo, isto não é um ponto negativo pois foi um livro que adorei, tal como esperava adorar. É aqui que vemos os últimos anos do maior tirano de Inglaterra, pelos olhos de uma mulher que acabei por admirar imenso ao longo do livro. É um livro também chocante em certas partes, pois desconhecia muita coisa que tinha acontecido. A única coisa que poderia ter tornado este livro melhor era não haver tanto desenvolvimento a nível de religião, na minha opinião.
É um livro que recomendo e que nenhum fã incondicional de história, e desta época, pode perder!

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Aquisições de Março [Book haul] – 2017

Agradeço desde já a todos os que me desejarem parabéns. hahahahaha “Porquê?” perguntam vocês. Parece que aqui a pessoa que compra livros de forma compulsiva, conseguiu finalmente não comprar um único livro durante o mês de Março!!! SIM, EU NÃO COMPREI NADA. Haja milagres. E posso dizer que me sinto orgulhosa de tal facto!
No total, foram 12 livrinhos que chegaram cá a casa: 10 foram-me cedidos por editoras e outros 2 foram comprados por mim maaaaaaas… Foram livros que comprei em Fevereiro mas que só chegaram em Março, por isso não conta. Então, podemos declarar que a “desintoxicação” de compradora compulsiva de livros está a resultar hahahaha Brincadeiras à parte: Estou muito feliz realmente com o mês de Março, porque só consegui coisinhas boas e poupei! Juntei o útil ao agradável, como se costuma dizer. hehe

Antes de vos mostrar os livrinhos recebidos durante o mês anterior, quero agradecer à Editorial Planeta, Bertrand Editora, Quinta Essência, Porto Editora, Nuvem de Tinta, Editorial Presença e Harper Collins/Triângulo das Bermudas pelos livrinhos enviados!

Alguns deste livrinhos já têm opinião no blogue, por isso toca a ir espreitar! hehe 🙂
Já leram/tem ou querem ler/comprar algum destes livrinhos? E que tal foi o vosso mês de Março? A carteira queixou-se muito? hehe